Jeje Brasil – O Candomble e Cultura da Naçao Jeje

Posted by Alberto Ebomi at 22:08 4 Comentarios

737px-Acentamentos_de_Oxaguian_e_Oxalufan_Orossi Jeje Brasil o Candomblé Jeje e sua história e Cultura:

Djedje (jeje) é uma palavra de origem yoruba que significa estrangeiro, forasteiro e estranho; que recebeu uma conotação pejorativa como “inimigo”, por parte dos povos conquistados pelos reis de Dahomey e seu exército. Quando os conquistadores eram avistados pelos nativos de uma aldeia, muitos gritavam dando o alarme “Pou okan, djedje hum wa!” (olhem, os jejes estão chegando!). Quando os primeiros daomeanos chegaram ao Brasil como escravos, aqueles que já estavam aqui reconheceram o inimigo e gritaram “Pou okan, djedje hum wa!”; e assim ficou conhecido o culto dos Voduns no Brasilnação Jeje”. Dentre os daomeanos escravizados, uma mulher chamada Ludovina Pessoa, natural da cidade Mahi (marri), foi escolhida pelos Voduns para fundar três templos na Bahia.

Ela fundou: um templo para Dan; “Ceja Hundê”, mais conhecido como o “terreiro do Ventura” ou “Axé Pó Zehen” (pó zerrêm) em Cachoeira de São Felix; um templo para Hevioso “Zoogodo Bogun Male Hundô” em Salvador e um templo para Ajunsun que não se sabe porque não foi fundado. Esse é o segmento jeje-mahi do povo Fon. O templo de Ajunsun/Sakpata foi fundado mais tarde pela africana Gaiacu Satu, em Cachoeira de São Felix e recebeu o nome de Axé Pó Egi, mais conhecido por Corcunda de Ayá. São os Jejes Savalu ou Savaluno. Sakpata era rei da cidade Savalu/África, segundo alguns historiadores, Sakpata foi o único rei que preferiu o exílio a se render aos conquistadores de Dahomey. O dialeto dos savalus também é o Fon.

No Maranhão encontramos a Casa das Minas fundada por Maria Jesuína, segundo informação de Sergio Ferreti. Creio que esta casa dispensa comentários, pois é com certeza a mais conhecida casa de jeje do Brasil. Esse é o segmento do povo Jeje-Mina.

Ainda no Maranhão encontramos a casa Fanti-Ashanti fundada por Euclides Menezes Ferreira. Esse é o segmento jeje-Fanti-Ashanti do povo Akan vindo de Ghana.

No Rio de Janeiro, foi fundado pela africana Gaiaku Rosena, natural de Allada, o “Terreiro do Pó Dabá” no bairro da Saúde, que foi herdado por sua filha Adelaide do Espírito Santo, mais conhecida como Mejitó que transferiu a casa de santo para o bairro Coelho da Rocha. Depois veio Antonio. Pinto de Oliveira. “Tata Fomutinho” que fundou o Ceja Nassó, no bairro de Santo Cristo, depois mudou-se para Madureira na Estrada do Portela, depois para São João de Meriti onde finalmente se estabeleceu na Rua Paraíba. Dizem os mais velhos, que Mejitó, ajudou muito Tata Fomutinho no começo de sua vida de santo aqui no Rio de Janeiro. Tata Fomutinho deixou uma legião de filhos, netos e bisnetos. Dentre esses, meu pai Jorge de Yemanja que fundou o Kwe Ceja Tessi, Pai Zezinho da Boa Viagem que fundou o Terreiro de Nossa Senhora dos Navegantes, Tia Belinha que fundou a Colina de Oxosse e Amaro de Xangô que é aquele tio que está sempre disposto a nos atender e nos ajudar com suas memórias e conhecimentos.


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4 comentários:

  1. tambem filho de tata fomotinho otavio fomo de omolu de sao paulo hoje com 89 anos e 54 de santo tiofomo@hotmail.com deixe seu recado

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  2. Motumbá...

    Sou iniciado no Ketu a mais de 14 anos...

    As vezes mim sinto louco ou lunático, louco por muitas vezes sonho que estou raspando alguém, lunático em pensar que isso poderá se transforma em realidade...mas como pode isso acontecer, pois apesar de ter 14 anos de iniciado nem sei ao certo a “qualidade’ de minha Osun, ou do meu pai Oxóssi.

    Leio muito, e sei que DOCÔ não é uma “qualidade” de Osun no Ketu, ois é esta que o meu zelador diz que tenho.

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    Respostas
    1. Luiz olha os Brasileiro se prendem muito as qualidades de Orixás. Olha você tem 14 anos de Orixá e não tem o seu jogo de búzios? Isso não é tão difícil de descobrir como a maioria dos baba ou Yalorixás dizem, um pouco de experiência e conhecimento te ajudarão a decifrar isso. Sorte axé.

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  3. Olá, eu gostaria de conhecer casas de Jeje em São Paulo (Estado)que tenham raiz em casa tradicional da Bahia, seja Terreiro do Pinho, Terreiro de Bogun, de Cachoeira, Vodun Zo ou outro. Alguém conhece? Pessoal do site? Ou visitantes?

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