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Oyá tem uma irmã mais nova chamada Ayaó

Posted by Alberto Ebomi at 09:49 0 Comments
Ayaó é a irmã mais nova do Orixá Oyá, em alguns caminhos também dizem que é a irmã mais velha. Diz-se que é filha de Oduduwá e foi criada junto com Bromu. Tem pacto com Ozain(Ossain) e Iroko e por isso se diz que ela é o Orixá das bruxarias. Pode viver na selva ou em cima de Iroko, sempre no alto, pois se caracteriza como a Orishá das Nuvens…Outros escritos também dizem que ela vive dentro das raízes da Ceiba Sagrada.

Ayaó foi quem deu a Oyá os segredos da Magia e do Misticismo. Seus segredos se guardam em uma sopeira que se mantém no alto, em uma casa de Omo Orishás (filhos de santo) que a recebe. Usualmente são os filhos de Oyá os que a recebem, embora haja signos (odús) onde pode acontecer que alguém necessite recebê-la. Aqueles que a possuem, a mantém em um livrinho atado ao teto do lugar com correntes.

Oyá - Yansã - oia - candomblé -umbanda - orisa-orixá-orisha-santeria-ifa-iansã

Ayaó é amiga dos espiritistas e dos médiuns. Cuidadora da Saraza de Egun. Orishá das alturas. Ela foi quem subiu e deu a mesa à Oduduwá. Caracteriza-se como um Orishá do Deserto. Vive nos altos de Iroko e não deve baixar ao chão ou tocar o piso, por isso suas cerimônias se realizam na parte superior de uma mesa. Ela é um pequeno redemoinho e o olho da tempestade.

Diz-se que ela se senta acima da Ceiba para ajudar e proteger os espíritos que passam através de suas nuvens para residir no reino de Olófin (Deus). Diz-se que quando um iniciado de Oyá está realizando seu nascimento, consagração (feitura), os espíritos que se recolhem são atendidos por Ayaó. Quando Oyá se prepara para a batalha ela chama sua irmã Ayaó que libera os espíritos para ajudá-la na batalha. Não se raspa Ayaó na cabeça de ninguém. É bruxa e tem pacto com as Iyamís (feiticeiras). Por isso diz-se que Ayaó é coletora de energias negativas como a bruxaria e espíritos malignos. Também Ayaó cuida das mulheres donzelas e das meninas. Ayaó é pura, por isso ela é quem sobe à mesa à Oduduwá.

Diz-se que Ayaó é a que leva as mensagem a Ikú (morte) e a Oyá. Encarrega-se Ayaó das notas de Yansã, na porta do cemitério. Ayaó também se encarrega dos 9 Eguns que acompanham Oyá e tem relação com os 9 lugares das cerimônias prévias a uma consagração de Oyá (feitura). Por esta razão algumas pessoas põem 9 copos de água a Oyá como uma dedicação a ela.

Alguns chamam estes de “Os Ajeres de Oyá”. No campo suas cores são Matipó e Amarelo com contas de Oyá intercaladas e seu tecido é de retalho floreado com essas cores. Em outros lugares suas cores são o rosa com nácar e azeviche. Ayaó nasce no signo Osá Iroso (Osá Roso), embora também fale nos odús: Osá Ogunda (Osá Kuleyá), Osá Bara (Osá Shepe), Osá Ogbe (Osálo Fobeyó) e Osá Meji e se lhe imolam os mesmos animais que para Oyá.

Os que a necessitam chamá-la que não o façam, pois é um Orishá muito sério. Oyá é o oxigênio que inalamos e o oxigênio que exalamos, Ayaó é o Orishá que tem que a ver com a bruxaria. Os que tenham que fazer algum Ebó com ela, deve ir ao cemitério e deixar as oferendas em cima de uma tumba, nunca no chão, ainda que a Oyá se possa deixar na porta do cemitério e no chão, mas para Ayaó nunca, pois ela não baixa ao chão. Aquele que tem que trabalhar com este Orixá é importante que sempre o façam “limpos”, perfumados e que o ambiente tenha bons perfumes ou fragrâncias de incenso. Os que a recebem dizem que ela guarda mistérios e que quando está no ambiente, muda, pois é um Orisá muito sério em relação a fazer seus encargos.

Resumo sobre Oyá/Yansã

Djembe Obatala filha e esposa de Ogun, Xangô e beijou pela primeira vez a Obaluaiyê, também irmã de Ayao que é virgem e não assentado. Dia da semana pelo Candomblé é a Quarta-feira, na Umbanda tem é tida pelo sincretismo Santa Bárbara.




Xirê de Oyá Yansã com letra e tradução


A CASA DE AJALA: Lenda de Ori (cabeça)

Posted by Alberto Ebomi at 09:54 0 Comments
Conta a lenda (pataki, iton) a  grande importância de Ori (cabeça), Ifá, Orunmilá, Eleguá(Exú), e as determinações do Oraculo e a relevância de obdecer as determinações dadas por um sarcerdote (Babalawo, Babalorixá, Yalorixá).

Na terra de IBITI NI ELE, vivia ORISHEKU o filho de OGUN, ORILOMERE o filho de ORUN e AFAWAKUE o filho de ORUNMILÁ.

Os três eram grandes amigos e decidiram ir à casa de OLODUMARÉ para escolher suas cabeças. Juntos baixaram à Terra e foram ver ODUDUWÁ que era o sábio mais velho da terra EBITI.

Ele lhes disse: para conseguir suas cabeças vocês têm de ir à casa de AJALA, pois é ele quem constrói as cabeças com o AXÉ que lhe deu OLODUMARÉ. Agora, vocês para baixar à Terra têm que guardar uma proibição quando estiverem no caminho da casa de AJALAODE. No momento seguinte lhes perguntou, se vocês ouvirem a voz de seus pais que os chamam, o que farão?

Seguiremos reto para a casa de AJALA a fim de conseguir nossas cabeças e então depois veremos o que queriam nossos pais. Ajoelharam-se e juraram diante ODUDUWÁ que assim o fariam.

aJALA ODE - ALAALA - ori - orixa - obatala - elegua - boori - umbanda - ifa - orunmila

A CAMINHO DA CASA DE AJALÁ


Prepararam-se para sair para a casa de AJALA, o oleiro que construía as cabeças no mundo, e saíram ao caminho.

Chegaram até a terra de AFABERE UNYARE NIBITEBO UNYAN KUELU OBINI e quando entraram cantaram:

EGUN AWÁ INLÉ O BABA EJÓ QUINTOLÉ ONÁ FUN ODÉ AJALA INLÉ.

Então o chefe daquelas terras que macerava inhame, lhe mostrou o caminho para chegar à casa de AJAALA. Ele lhes pediu ajuda para pilar o inhame e AFAWAKUE, o filho de ORUNMILÁ, ficou três dias pilando inhame. Ao final, partiram. Os acompanhou um trecho AFABERE, GUYAN AWÁ, que era o chefe daquelas terras dos EGUNS. Ao final de um tempo, viraram à direita e se encontraram com um porteiro e lhe perguntaram pelas cabeças de AJALA.

Este lhes mostrou o caminho (mas não o verdadeiro). Eles caminharam por um bom trecho e chegaram a um lugar que estava cheio de armas. ORISHEKU o filho de OGUN, reconheceu que estava numa terra de seu pai, como estes se moviam com seus arcos, flechas, espadas e cantava:

OGUN TOMÚ OFÁ TOMÚ, ORUN NI BARA, NI AUN KUALÉ, OGUN MOBÁ SHISHE EGUN.


Ogum - Ogun - Orisha - orixa - ferro - onire - xoroque - meji - aja


Então ORISHEKU disse para AFAWAKUÉ que ele deveria ficar ali ajudando seu pai OGUN a preparar a guerra, mas eles lhe disseram que não deveriam desviar-se, segundo ODUDUWÁ, de seu caminho. ORISHEKU disse a eles: é verdade e fez oferendas a seu pai OGUN e continuaram o seu caminho. Chegaram à casa de ORUNMILÁ e ouviram que este golpeava o AJEPON com seu IROFÁ, pois estava fazendo EBÓ. Então AFAWAKUE lhes disse: Necessito ver meu pai. Os outros lhe responderam, nós não vamos ficar, seguimos viagem.

Quando ORUNMILÁ viu seu filho lhe disse: O que está fazendo? E este lhe respondeu: vamos para à terra EBITI a ver primeiro a AJALA para encontrar nossas cabeças. Então ORUNMILÁ pegou o seu OPELÉ IFÁ e disse a seu filho: Se cabeças buscas, aproxime-se. E com suas ferramentas, OPELÉ IFÁ e IGBOS lhe tocou a cabeça dizendo: “AFIKAN AGO LERI OMOFÁ LORA ERI ODÉ”.

Então lhe fez um OSODE (consulta), onde IFÁ dizia a ORUNMILÁ que um de seus filhos ia pelo caminho de algum lugar em busca de uma boa cabeça, mas teria que fazer sacrifícios com tudo que era alimento de AJALA: EPÓ, OBI, EFUN, IYÓ, ADIÉ, ETÚ, EYÁ, AKUKÓ e OPOLOPO OWÓ.
ORUNMILÁ fez os sacrifícios para seu OMO (filho) e lhe deu tudo o que levava nesses sacrifícios para que ele levasse consigo. Com isso ele se pôs no caminho da terra de AJALA. Entretanto, os filhos de ORUN e OGUN voltaram onde estava o primeiro porteiro e lhe perguntaram pela casa de AJALA e este lhes disse que era muito longe. Eles responderam que não importava e seguiram seu caminho.

Quando chegaram à casa de AJALA, este não estava e decidiram esperar por ele. Quando viram que passavam os dias e este não voltava, saíram a perguntar para o povo sobre AJALA, pois o necessitavam para que lhe desse suas cabeças. Então no povo disseram que esta era a missão de AJALA, e que muitas cabeças estavam dispostas.

Então decidiram esperar por AJALAODE, mas por seus próprios meios encontrariam suas cabeças e entraram no templo de AJALA. Quando entrou ORISHEKU, este escolheu uma cabeça de recente construção, a qual AJALA não havia endurecido.

ORILOMERE entrou também e escolheu uma cabeça, sem saber que esta estava quebrada. Os dois colocaram suas brilhantes cabeças e felizes empreenderam o regresso para suas terras.

ORI (CABEÇA) É CASTIGADO POR MUITA CHUVA


lluva

Quando chegaram começou a chover muito fortemente e a chuva começou a golpear violentamente as cabeças de ORILOMERE e ORISHEKU, fazendo com que as cabeças deles amolecessem e rachassem, se deformando por todos os lados e ficassem amassadas e pequenas. Eles em virtude disso, começaram a passar dificuldades e decidiram ir ver a ORUNMILÁ, onde este lhes fez uma consulta com IFÁ e lhes disse:

Vocês se precipitaram e escolheram as más cabeças, as que não estavam terminadas, além do que não obedeceram a ODUDUWÁ, que lhes indicou o que tinham de fazer. Além do que não sabiam que OGBE YONO é o IFÁ de AJALA e não podem sair embaixo de chuva, por isso ele não regressou à sua casa, até que parasse de chover e vocês não o esperaram, tomando a iniciativa e pegando as más cabeças e por isso se desbarataram com a chuva. Agora terão de usar o resto delas para construir uma nova e boa, para assim prosperar.

Então tiveram que fazer OBORI ELEDA para poder restaurar suas cabeças. Entretanto, AFAWAKUE, o filho de ORUNMILÁ, se pôs no caminho da casa de AJALA e se encontrou com ELEGUÁ, que era o porteiro e lhe perguntou pelo caminho e ELEGUÁ (BARA EXÚ) lhe disse que teria que esperar que ele cozinhasse primeiro sua sopa KALALU. AFAWAKUE esperou pacientemente e o ajudou a acender o fogo e notou que ELEGUÁ colocava cinzas dentro de KALALU.

Então AFAWAKUE lhe perguntou por que ele fazia isso e este lhe respondeu: para que se possa comer e tenha gosto. AFAWAKUE tomou todas as coisas que tinha lhe dado ORUNMILÁ de seu sacrifício e colocou na KALALU de ELEGUÁ e a cabeça de OWUNKÓ que estava comendo e quando ELEGUÁ provou disse: Que coisa mais saborosa é esta. Dá-me mais, e AFAWAKUE disse:
Eu sempre te darei quando comer, agora leva-me a casa de AJALA. ELEGUÁ se pôs no caminho muito feliz e cantando:

AWÓ ASHÉ BEBÉ ABERÉ LUBE AWÓ ODARA AJALA MALONA.

Quando chegaram à casa de AJALA sentiram um ruído muito grande e ELEGUÁ disse: É a casa de AJALA, então, se queres, podes servir a AJALA e ele lhe pagará quando você for embora.

O credor de AJALA desceu do teto e saudou a AFAWAKUE e este saudou a AJALA, onde ELEGUÁ disse que ele era filho de ORUNMILÁ e havia pago suas dívidas. Então AJALA disse:

Como posso pagar-te? AFAWAKUE respondeu: Eu vim de muito longe em busca da cabeça mais perfeita. AJALA lhe disse: Está bem, entre todas buscarei a mais perfeita, mas tenho que comer.

ELEGUÁ lhe deu LERI de AKUKÓ e KALALU e ao provar disse: que tem isso que está tão saboroso? Este é o segredo do filho de ORUNMILÁ e então AFAWAKUE deu a AJALA e enquanto comia cantava:

consulta - ifa - opele ifa - orixa - orunmila - buzios

EPÓ MALERO EPÓ MALERO AJALA EPÓ MALERO
IYÓ MALERO, IYÓ MALERO, AJALA IYÓ MALERO

E AJALA se sentiu fortalecido e disse a AFAWAKUE, vamos a meu templo. Ali tinham 101 cabeças. AJALA pegou um pedaço de ferro e uma LERI e a rompeu em pedaços. Assim fez com várias, até que uma não se rompeu e viu que estava muito dura e perfeita. Então pegou e a fez beber ASHÉ MODUN ERI e a deu para o filho de ORUNMILÁ.

AFAWAKUE a fixou em cima dele e este saiu para sua terra. Aquela terra era de tocas e sempre chovia e ele saiu da toca cantando embaixo de chuva:

“ERI NIKAN BIMBOBA MUINE LAYÓ UMBO ODARA OBE YONO AWÓ ODÉ
AJALA”.

Sua cabeça, apesar da água, se manteve intacta e começou a adivinhar e a ter muitos ganhos. Quando chegou a sua terra, já estava afortunado. Teve uma boa casa e muitas OBINIS (mulheres) e OMOS (filhos) e lhe deram o nome de OGBE YONO ERI SAMI AWÓ OGBE YONO (o da cabeça batizada).

ORISHEKU E ORILOMERE, ao vê-lo disseram: Como é possível, se ele trouxe a cabeça da casa de AJALA como nós, a dele seja boa e a nossa má? AFAWAKUE lhes respondeu: que por sua obediência a IFÁ, que ainda que nossas cabeças tenham saído do mesmo lugar, nossos destinos são distintos.

E assim pode OGBE YONO ser grande.
fonte: Ifá Ni L’Órun

O que é QUIZILA: Ewó “Não pode”

Posted by Alberto Ebomi at 11:04 0 Comments
O que é a quizila (ewó), é uma forma de reação negativa que atinge as pessoas, quer seja fisicamente, causando algum mal estar, ou, na vida pessoal gerando algum "atrapalho" ou perda; e, acontece quando comemos ou fazemos algo que não devemos; todos os orixás tem suas quizilas, e como filhos devemos respeitá-las, por exemplo: não devemos comer determinadas comidas, que são oferecidas aos orixás, e é muito comum escutar dentro de uma casa de santo (candomblé) que aquilo é Ewó (não pode, ou restrições), pelo fato que, quando oferecemos à eles esta comida, eles "transformam" as energias daquela comida, em energia positiva para nós, das quais estamos precisando constantemente, portanto é comida do orixá, não nossa.

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A Quizila


A quizila, em alguns casos, é como se fosse uma "alergia" natural, que comemos alguma coisa, e imediatamente temos uma reação alérgica, porém a mais perigosa é aquela que não sentimos de imediato alguma reação, o que erradamente leva alguns filhos de santo, usarem, um sistema, Ah! Eu comi, não fez mal, não terá problema, aí é que se enganam, pois a reação virá quando menos esperam, atingindo de alguma outra forma.

Os iniciados (elegun – feitos de santo) sabem o que devem respeitar, se não o fazem é por serem descompreendidos, evidente que há casos de desconhecimento, por uma má iniciação, e muito mais valor terá, se gostarmos daquilo que não podemos, pois é muito fácil se evitar, o que não gostamos. As proibições mais comuns, são com relação a determinadas comidas, temperos, folhas, bebidas, cores.

Vale observar que algumas quisila são apenas para os recén iniciados (Yawos), que no caso deixando o mesmo de ser e atingindo uma hierarquia superior (Egbomi – aquele que possui 7 anos pago, ou tomou obrigação) deixará de ter algumas quizilas, entretanto, não será nada absoluto, devendo o filho de santo se reportar ao Babalorixá, Yalorixá para se certificar se realmente não existe mais Ewó (não pode) sobre aquilo que antes lhe afetava.

Aprenda mais sobre os Orixás:


 

 

 

Hunjegbe - Quem pode usar no Candomblé?

Posted by Alberto Ebomi at 22:39 1 Commentario
O Hunjegbe  e quem pode usar no Candomblé,  existe uma grande discussão sobre esse assunto polêmico, então iremos começar falar o que é, e para que ser e tamanha importância dele no culto ao Orixá. Hunjegbe é a pronúncia certa que quer dizer “ hun” ( diminutivo de vodum) “ je (jóia) "gbe” ( vida), portanto é o yan consagrado a Dangbé por que quando Sogbô perdeu o hunjegbe foi bessem quem desceu ás águas e retornou com ele na boca.

humgebê- candomblé - umbanda - jeje - mahin - orixas -

Essa conta é a conta da vida e da morte, significa o nosso cordão umbilical, é o único yan que depois de morto o vodunsi (feito de orixá) leva dentro do caixão, depois é claro de vários rituais fúnebres feito no ará ( corpo) do mesmo, em rituais do Orixá.

A contagem de missangas, corais e seguis tem sua numeração única, e até aposição dos seguis tem seu lugar de origem, somente o povo de Djedje é que tem o direito e dever da conquista desse yan sagrado.

Hoje em dia virou moda pessoas de outras nações enfiarem uma conta com corais e seguis de modo errado que a do hunjegbe e declarar que estão usando um yan , que eles não sabem a grandeza ritualística e fundamentada para se ter esse yan, no caso na Umbanda é literalmente impossível de se encontrar uma guia sagrada como esta.

No bogum ela é confeccionada já na iniciação do vodunsi , mas só vai para o pescoço após os 7 anos e com obrigação tomada (Oyê ou Deká), o hunjegbe é a jóia de mahi e como toda conta de grau, deve ser colocada em época certa , pois ninguém nasce grande, uma construção não começa pelo teto e sim pelo alicerce, devemos esperar a hora certa para se conquistar nossos direitos dentro de cada nação.

Esta jóias não é simplesmente uma conta posta no pescoço, esse yan é conquistado através de fundamentação ritualística, e nunca deve ser dobrado.

A Jóia de Mahi é para o povo de Djedje, se você é iniciado no Ketú ou Angola e dá seguimento na sua nação de origem, não irá receber uma jóia que não pertence a sua nação. Se você receber ou não seu hunjegbe, deverá ser conquistado, essa conta não é um simples fio de missangas com corais e seguis, esse yan é rezado na hora de confeccionar dentro do hundeme, e nunca deverá ser dobrado no pescoço, pela fundamentação ritualística que representa.

Como todo fio de conta, o cumprimento do hunjevi é determinado por questões que envolvem o vodun da pessoa e até fatores físicos do vodunsi que o receberá.

O hunjevi é composto de miçangas nas cores terra-cota, segui (corais azuis) e corais propriamente ditos.

Os corais são os atin sá (árvores) das águas, que conhecem as profundezas escuras da origem de toda a vida que existe neste mundo. O coral representa os elementos dos três reinos existentes na natureza: o reino animal, vegetal e mineral. Por isso, simboliza o princípio e o fim. A ligação entre a vida e a morte.

O povo do Danxomé (Barriga de Dan), costuma dizer que os segui do hunjevi são as fezes do grande Vodun Dan Gbala Howedo. As fezes de Dan.
Existem algumas variações deste fio sagrado, mas o significado é sempre o mesmo. Em uma de suas variações, chama-se hunjebe – que às vezes é feito de miçangas pretas rajadas de branco, representa a mesma coisa do hunjeve, mas só deve ser usado por pessoas de Azançu. Outra variação é o Hunjê – um fio de contas específicas.

Como todo fio de conta, o cumprimento do hunjevi é determinado por questões que envolvem o vodun da pessoa e até fatores físicos do vodunsi que o receberá.

O hunjeve é composto de miçangas nas cores terra-cota, segui (corais azuis) e corais propriamente ditos.

Os corais são os atin sá (árvores) das águas, que conhecem as profundezas escuras da origem de toda a vida que existe neste mundo. O coral representa os elementos dos três reinos existentes na natureza: o reino animal, vegetal e mineral. Por isso, simboliza o princípio e o fim. A ligação entre a vida e a morte.

O povo do Danhomé (Barriga de Dan), costuma dizer que os segui do hunjevi são as fezes do grande Vodun Dan Gbala Howedo. As fezes de Dan.

Existem algumas variações deste fio sagrado, mas o significado é sempre o mesmo. Em uma de suas variações, chama-se hunjebe – que às vezes é feito de miçangas pretas rajadas de branco, representa a mesma coisa do hunjeve, mas só deve ser usado por pessoas de Azançu. Outra variação é o Hunjê – um fio de contas específicas.

 

 “Agora você sabe quem pode usar o Hunjegbe”

 

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Sapatá (Omolu/Obaluaiê) é proibido de viver junto com os outros orixás

Posted by Alberto Ebomi at 21:25 0 Comments
Conta a Lenda que o Orixá Sapatá (Omolu/Obaluaiê)  é proibido de viver junto com os outros orixás Quando viviam na Terra, os orixás tinham uma convivência fraterna. Eles se divertiam e celebravam. A vida prosseguia e era boa. Um ano, no tempo da colheita de batata-doce, os orixás realizaram um festival.

Uma grande quantidade de vinho-de-palma foi preparada.  Os orixás comeram, beberam vinho-de-palma e dançaram.

Somente o Orixá Sapatá, que detinha o segredo da varíola, não dançou. Tinha uma perna de madeira e movia-se com a ajuda de uma bengala. Então ele sentou-se quieto enquanto as festividades prosseguiam. Mas, como todos os outros, bebeu bastante vinho-de-palma.

Sapata - Omolu - Obaluaie - Orixás - candomblé - umbanda

Eles começaram a rir, falar alto e gargalhar.
Alguém percebeu que Sapatá estava sentado solitário, isolado e silencioso perto do vinho-de-palma, e convidou-o a dançar com eles. Mas Sapatá não quis dançar, preferia estar sozinho, pois se envergonhava de sua perna de pau. Os outros continuaram dançando e bebendo.
Eles começaram a insultar Sapatá porque ele não se juntava a eles.

Sapatá (Omolu/Obaluaiê) não podia mais tolerar os insultos dos orishas. Com a ajuda de sua bengala ele se levantou. Arrumou sua roupa de modo que cobrisse a perna de pau e cuidadosamente se uniu aos dançarinos. Ele começou a dançar, mas dançava trôpego.
Além do mais, tinha bebido muito vinho-de-palma. Os outros também estavam bêbados e ao dançar esbarravam uns nos outros.

Um dos orixás esbarrou em Sapatá e ele caiu estatelado no chão. Sua perna de madeira foi exposta e todos viram. Os orixás riram e começaram a zombar dele. Sapatá sentiu-se profundamente humilhado e a cólera tomou conta dele.

Então começou a golpear e golpear com seu bastão, atingindo vários dos convivas. Os orixás foram tomados de surpresa e susto, mas tão embriagados estavam que não sabiam como proceder. Só quando sentiram nas costas os golpes de Sapatá é que começaram a correr.

Eles fugiram em todas as direções. A dança acabou e Sapatá ficou sozinho no salão. Os orixás foram para suas casas. Todos os que foram tocados pelo bastão de Sapatá adoeceram Seus olhos ficaram vermelhos e bexigas espocaram em sua pele As norícias do incidente chegaram aos ouvidos de Obatalá. Obatalá ficou bravo.

Sim, os orixás tinham humilhado Sapatá indevidamente e não deviam ter se comportado assim grosseiramente, mas Sapatá não devia ter feito justiça com as próprias mãos, punindo-os com a varíola. Por isso Sapatá devia ser punido também. Obatalá foi até a casa de Sapatá para julgá-lo.
Sapatá viu Obatalá se aproximando e fugiu para dentro da mata. Ao saber que Sapatá havia fugido para a mata, Oxalá sentenciou que ele devia permanecer lá para sempre, pois não era uma pessoa confiável para viver na comunidade.

Daquela ocasião em diante, Sapatá viveu sozinho na mata. Uma vez ou outra ele causa varíola em orixás e humanos. Ele é tão temido que as pessoas evitam pronunciar seu nome.

Elas o insinuam indiretamente, chamando-o "Ile Gbigona", que significa Chão Quente, ou "Ile Titu", o mesmo que Chão Frio, ou "Olode", Senhor da Vastidão do Mundo. Ou simplesmente o chamam Babá, isto é, Pai.

Mesmo os seus devotos o temem, e quem sabe quem ele tocará com seu bastão,  seu temido xaxará ? por isso, diz-se de Sapatá:

"Ele faz festa ao pai que está dentro da casa e enquanto isso mata o filho que está na entrada".

 

 

Xirê Omolu do olubajé (candomblé)


A língua dos Orixás: Dialetos da Religião

Posted by Alberto Ebomi at 13:18 0 Comments
As línguas sagradas dos Orixás e utilizadas nas nações de candomblé, são línguas de diversos países africanos trazidas pelos escravos e conservadas através da oralidade, iremos começar com  uma das mais conhecidas e tradicionais dentro do culto do Candomblé nação o Yorubá ou Ioruba.



As línguas sagradas dos Orixás e utilizadas nas nações de candomblé

 

*YORUBÁ*


(Èdè Yorùbá, "idioma iorubá") é um idioma da família linguística nigero-congolesa, e é falado ao sul do Saara, na África, dentro de um contínuo cultural-linguístico, por 22 milhões a 30 milhões de falantes. A língua iorubá vem sido falada pelo povo iorubás há muitos séculos. Ao
lado de outros idiomas, é falado na parte oeste da África, principalmente na Nigéria, Benim, Togo e Serra Leoa.

No continente americano, o iorubá também é falado, sobretudo em ritos
religiosos, como os ritos afro-brasileiros, onde é chamado de nagô, e os ritos afro-cubanos de Cuba (e em menor escala, em certas partes dos Estados Unidos entre pessoas de origem cubana), onde é conhecido também por lucumí).

O iorubá faz parte da sub-família linguística benue-congo, pertencente à família nígero-congolesa. No tocante à fonética, o iorubá é um idioma tonal, isto é, a frequência sonora na pronúncia das vogais serve de parâmetro para diferenciar dois fonemas.

A ordem básica dos constituintes é Sujeito-Verbo-Objeto. Iorubá como segunda língua O idioma oficial da Nigéria é o inglês no entanto muitas pessoas também falam outros idiomas, os principais deles sendo igbo ou ibo e hausa ou hauçá. O inglês funciona mais é como língua franca no país, e possui  características próprias bem distintas. Portanto, falantes de yorubá da Nigéria muitas vezes utilizam curtas expressões em inglês, intercaladamente, em suas conversações no idioma materno.

A maior parte das publicações e projetos online, como dicionários e gramáticas, visando auxiliar as pessoas interessadas no aprendizado do idioma iorubá, se encontram nas combinações linguísticas iorubá-inglês e iorubá-francês (e vice-versa). No entanto, existem vários projetos similares de português-iorubá, especialmente dicionários, sendo estes reconhecidos por instituições culturais nacionais renomadas, como a Fundação Cultural Palmares, etc. As referidas obras, por serem produzidas no Brasil, geralmente abordam este idioma africano dentro do contexto da experiência cultural-religiosa afro-brasileira “a língua dos Orixás .

*ASHANTI*


O twi, também chamado de axânti ou ashanti, é um ramo da língua akan, da subfamília kwa da família das línguas nígero-congolesas. Os povos que falam esta língua encontram-se actualmente concentrados no sul do Gana e incluem os akwamu, os akwampim (ou akuapem), os akyem (ou akim), os asen-twifo, os axântis, os fantis, os kwahu e os wasa.

*BANTAS*


As línguas bantas formam um ramo do grupo benue-congolês da família linguística nígero-congolesa, com mais de 600 línguas. São faladas sobretudo nos países africanos a sul do Equador, por cerca de 300 milhões de pessoas, principalmente por bantos.


*EWE*


É uma das Línguas kwa falada por cerca de três milhões de pessoas, principalmente em Gana, Togo e em Benim. Tanto a língua, quanto os escravos que a falavam, são tradicionalmente conhecidos no
Brasil sob os nomes de Jeje, Gegê, ou ainda Jeje-Nagô. O ewe é parte de um grupo de línguas relacionadas comumente chamado Gbe, estendendo-se da Gana oriental à Nigéria ocidental. Outras línguas Gbe incluem Fon e Aja. Como outras línguas Gbe, Ewe é uma língua tonal.

*GURUNSI*


Formam um subgrupo das línguas gur, compreendendo cerca de 20 línguas faladas pelos povos Gurunsi. As línguas Grũsi são faladas no norte do Gana, nas áreas adjacentes de Burkina Fasso, e Togo. A maior língua do grupo Grusi é Kabiyé, uma língua falada por cerca de 1.200.000 pessoas (das quais 550.000 são falantes nativos) em todo o Togo central.

*KIMBUNDO*


é uma língua africana e uma das línguas bantas mais faladas em Angola. É uma das línguas nacionais angolanas e é falada no noroeste, incluindo a província de Luanda. O português tem muitos empréstimos lexicais desta língua obtidos durante a colonização do território e através dos escravos levados para o Brasil. É falada por cerca de 3 milhões de pessoas em Angola como primeira ou segunda língua, onde estão incluídos 41 000 falantes do dialecto ngola.  Os seus dialectos são o njinga (ginga, jinga), mbamba (kimbamba, bambeiro), mbaka (ambaquista) e o ngola.

*QUICONGO/KIKONGO*


(também conhecido como cabinda, congo, kongo ou kikoongo) é uma língua africana falada pelos bacongos nas províncias de Cabinda, do Uíge e do Zaire, no norte de Angola; no Baixo-Congo, na República Democrática do Congo; e nas regiões limítrofes da República do Congo. O kikongo é uma língua nacional de Angola, tem diversos dialectos e era a língua falada no antigo Reino do Congo.

*MINA*


Também conhecida como Gen, é uma língua africana usada no Togo.

*UMBUNDU*


O umbundu ou umbundo (também grafado como m'bundo, mbundu do sul, nano, mbali, mbari ou mbundu de Benguela) é uma língua banta falada pelos ovimbundos das montanhas centrais de Angola. É das línguas bantas mais faladas em Angola. O principal grupo étnico que a utiliza é o dos ovimbundos, que se concentra no centro-sul do país. 1/3 da população angolana pertence a este grupo étnico.

É usada por cerca de 4 milhões de pessoas como primeira ou segunda língua em Angola. É também falada na Namíbia.
É falado nas províncias centrais de Angola do Bié, Huambo e Benguela.
Devido ao êxodo para a capital e à emigração, também é falado em Luanda e em Portugal. Muitas palavras do umbundu passaram para a língua portuguesa fora de Angola, em Portugal mas especialmente no Brasil. Dialetos Não lhe são conhecidos dialectos. As línguas que lhe são mais próximas são o nkhumbi, o ndombe e o nyaneka (segundo o site Ethnologue).


Oxum se relaciona com Exú para aprender o jogo de búzios

Posted by Alberto Ebomi at 12:58 0 Comments
Conta o Iton (lenda de Orixá) que Oxum se relaciona com Exú para aprender o jogo de búzios, o senhor Obatalá, o Senhor do Pano Branco, aprendeu com Orunmilá a arte da adivinhação.  Aprendeu o oráculo dos obis e dos búzios. A adivinhação com o opelê, contudo, Orunmilá jamais ensinou para ninguém.

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Só os babalaôs podem jogar com o opelê, a cadeia de Ifá. Mas muitas pessoas queriam aprender com Obatalá a arte de ler o destino nos búzios.

Obatalá dizia que seu conhecimento era resultado da confiança que Orunmilá depositara nele e portanto negava-se a passar adiante essa arte. Entre os que queriam tal conhecimento estava Oxum, a bonita esposa de Xangô. Oxum pediu muitas vezes para Obatalá ensinar-lhe o conhecimento do Ifá.

Mesmo estando muito atraído pela bela Oxum, Obatalá (Oxalá) recusou-se a ensiná-la. Um dia Obatalá saiu da cidade e foi banhar-se num rio próximo. F Deixou sua roupa sobre a moita e foi para a água. Enquanto Obatalá se banhava, Exu, sempre atento às chances de desarrumar as coisas, já aproximou-se da margem do rio.
Ele viu as roupas brancas sobre o arbusto t e as reconheceu como sendo de Obatalá. Pondo as mãos em concha sobre a boca,  gritou zombeteiro:
"O Senhor do Pano Branco ainda é senhor quando está sem a roupa.”
Exú pegou as roupas de Obatalá e foi-se embora Foi dançando alegre e feliz com sua brincadeira. Quando Obatalá saiu da água, viu-se sem as suas imaculadas vestes brancas.

Como faria para voltar para a cidade assim?

Se aquela situação era humilhante para qualquer um que dirá para Obatalá?
Obatalá andando nu?
Obatalá ficou ali angustiado, sem saber o que fazer.
Oxum, que vinha andando pela trilha em direção ao rio viu Obatalá naquele estado e logo perguntou-lhe o que havia acontecido. Ele contou tudo.

Oxum lhe disse então que iria até Eshu para trazer as roupas de volta.
Obatalá avisou que ninguém conseguia lidar com Esú, mas Oxum insistiu que era capaz de dobrar o espertalhão. Em troca, porém, ela exigiu os conhecimentos da adivinhação. Ele negou e ela insistiu.
Oxum mostrou que ele não tinha saída.
Como Obatalá ia andar nu por aí?
Que vergonha! Que falta de decoro! Um rei nu?
Obatalá concordou. Fizeram o trato.
Oxum então foi à procura de Exu e finalmente o encontrou numa encruzilhada, comendo seus ebós.

“Oxum se relaciona com Exú para aprender o jogo de búzios”


Quando ele a viu, ficou endoidecido por sua beleza e, porque Exu é como é, tentou imediatamente ter relações sexuais com ela. Oxum rejeitou Exu e exigiu as roupas que ele roubara. Exu só pensava em deitar-se com Oxum nâo queria discutir nenhuma outra coisa, Até que finalmente eles fizeram um acordo.

Oxum deitou-se com Exú e em troca recebeu as roupas furtadas.

Voltou para a margem do rio, onde a esperava Obatalá. Obatalá recebeu as roupas e as vestiu.
Então voltou para a cidade e, honrando sua palavra, ensinou Oxum a jogar búzios e obis.
Desde então Oxum tem também o segredo do oráculo do jogo de Merindilogun.
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