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A importância do ovo eyin no culto ao Orixá

Posted by Alberto Ebomi at 21:44 0 Comments
O por que se usa OVO e sua importância e utilidade dentro da nossa Liturgia, Preceitos e Fundamentos dentro do culto ao Orixá, Ifá, Santeria (Lukumi), Candomblé entre outras religiões. O ovo é o principal e maior símbolo da fertilidade, utilizado amplamente nos rituais de INICIAÇÃO, EBORÍ, EBO para reativar a energia positiva como também retirar as energias negativas. Existem vários ITAN (Pataki)dos Tratados de IFÁ relatando a grande importância do EYIN.  Um deles conta que OLÓDÙMARÈ estava para dar origem ao universo, tinha num pote de barro “4 ovos”.

Significado dos Ovo dentro da religião de Ifá - candomblé - Umbanda - limpezas - orixás - santeria - Odu - Odun - olofin

 

O OVO (EYIN) E SUA IMPORTÂNCIA DENTRO DO CULTO AOS ÒRÌXÀ



Com o ovo, deu origem a ÒÒSÀÀLÁ, ÒRÌSÀNLÁ ou OBÀTÁLÁ, surgindo na explosão da luz, sem forma, assim ÒÒSÀÀLÁ (Oxalá) surgiu no mundo.

Com o ovo, deu origem a ÒGÚN, a forma.

Com o , deu origem a OBALÚWÀIYÉ (Obaluaiê), a estrutura.

O ovo acidentalmente cai de suas mãos, estourando-se no chão e revelando sua riqueza.
Originou-se assim, a primeira Mãe ancestral chamada ÌYÁMI-ÒSÒRÓNGÁ, expondo o segredo de sua riqueza para o grande PAI, ou seja, mostrando seu poder de fertilidade sobrenatural, exposto a olho nu, diante do Deus Supremo, nascendo assim a fonte mantenedora da vida.

O Ovo possui três diferentes cores, associado às cores principais e primordiais do universo:
– o ovo de casca azul, representando a cor preta DÚDÚ relacionada com a escuridão (a falta de luz nas profundezas da terra e dos mares).

– O ovo de casca branca, relacionada a explosão da luz.

– O ovo de casca vermelha, relacionada ao ÀSE = fogo mantenedor da fertilidade totalmente relacionado ao poder astral.
Seu conteúdo possui diversas características e a maioria das vezes, é branco, frágil e oval; dele nasce um novo ser associado à idéia de que o universo surgiu primordialmente dele próprio, na forma de um protótipo do mundo, como um filho de asas negras = ÌYÁMI-ÒSÒRÓNGÁ, que foi cortejada pelo FUN FUN (branco) = ÒÒSÀÀLÁ, ÒRÌSÀNLÁ ou OBÀTÁLÁ.

O ovo é uma célula reprodutora feminina dos animais, chamada macro-gameta ou seja, rudimento de um novo ser organizado e primeiro produto do encontro dos dois sexos, pelos quais desenvolve a possibilidade de existência do feto.
Origem e princípio, uma imagem viva do grande mundo (O Universo), em oposição ao microcosmo (o homem).

O Ovo é resultante da composição e fecundação de óvulos, possuindo 4 partes:


A 1ª parte é a casca, que representa o útero (invólucro mítico).
A 2ª parte é a membrana interna, que representa a bolsa, placenta uterina (parede defensora).
A 3ª parte é a clara, matéria viscosa e esbranquiçada, do grupo das proteínas que representa o útero.
A 4ª parte é a gema amarela, parte intima central e globular, suscetível de reproduzir, a qual representa o feto, um novo ser esta sendo gerado, preparado para nascer e atuar no que for necessário.
O mito do ovo está presente em todas as culturas antigas, entre elas a Africana, Fenícia, Chinesa, Eslava, Polinésia, Hindu, Hebraica e demais.

A força germinal contida no ovo, esta associada à energia vital com grande desenvolvimento através de ÈSÙ, motivo pelo qual, tanto o ovo, quanto ÈSÙ desempenham uma função importantíssima no CULTO aos ORIXÁ, principalmente no culto de ÌYÁMI-ÒSÒRÓNGÁ, ÒXUN, YEWÀ, OYA, OBALÚWÀIYÉ.

Confirmando uma total conexão com a fertilidade, magias para o amor, purificando e quebrando forças maléficas.

A gema, sangue germinal unida à clara vamos ter nutrientes e hidratação, transformados num único ser vivo individual no interior do ovo; plagiando o mesmo processo no interior do útero, que indiscutivelmente é o mesmo processo que acontece nos nossos rituais, a mesma idéia de união do casal universal OBÀTÁLÁ e YEMOWO.

Mas no contexto do ovo acontece mais rapidamente, não existindo nenhum tipo de vínculo biológico entre a mãe e o filho, ou seja, não existe cordão umbilical.
Isto explica o poder contido no ovo por si só, o qual foi um elemento criado diretamente pelo todo poderoso OLÓDÙMARÈ, que colocou primeiramente o Ovo no mundo, logo depois surgindo dele a vida, ou seja, a ave.

Por isso, o ovo é um elemento originado diretamente pelo Criador, o símbolo mais importante que representa o poder de ÌYÁMI-ÒSÒRÓNGÁ, Mãe Ancestral, que necessita intrinsecamente do poder masculino de ÒÒSÀÀLÁ, ÒRÌSÀNLÁ ou OBÀTÁLÁ, o qual faz do ovo um elemento de muito ÀSE (poder realizador).

O ovo é utilizado amplamente em vários rituais dos nossos preceitos, que depois de encantados com os OFÒ, ORÍKÌ ou GBÀDÚRÁ; tem a finalidade de neutralizar o mal, as energias negativas e purificar o ORÍ dos OMO ORIXÁ KON.

Sendo um elemento de manipulação, atua como agente de purificação nos EBO entes da INICIAÇÃO dos OMO ÒRÌSÀ KON; melhora assim o ORÍ que ira receber as oferendas do EBORÍ; para que o nosso ÒRÌSÀ ORÍ que é a central de ligação entre o nosso corpo com o nosso ÒRÌSÀ ÈLÉÈDÁ esteja em perfeita harmonia; é o caminho para podermos superar os obstáculos em nossa vida, para que esta possa estar em harmonia e energeticamente positiva.
O ovo também é utilizado com a finalidade de se obter fertilidade, atrair dinheiro, produtividade nos negócios e serenidade em certas situações.

O ovo cozido é utilizado inteiro sobre os EBO ( oferendas) para os Orixá.
Quando cozido e esfarinhado e misturado ao EKURU também esfarinhado, é espalhado sobre o solo da casa dos ÒRÌSÀ, tendo a finalidade de agradar as ÁJÈ ( feiticeiras astrais), neutralizando as energias negativas, quando é invocado neste ritual.

As ÁJÈ, sob o domínio de ÌYÁMI-ÒSÒRÓNGÁ, ÈSÚ e OBALÚWÀIYÉ, propiciarão abundancia e prosperidade para a Casa Templo.

O ovo cru quando utilizado inteiro em oferendas, tem a função de tranquilizar e acalmar.
Por isso é comum vermos muitos ovos crus colocados nos pés de certos OJÙBÓ (assentamentos dos ÒRÌSÀ).

A finalidade será de atrair abundância e proteção, fazendo com que todos os ÒRÌSÀS compreendam perfeitamente que o EBO é uma suplica, e, dependendo da força energética e essência de cada ORISHA, esta não só atuará no tocante a fertilidade mais também proporcionara dinheiro, sorte, saúde e desenvolvimento na vida.

Já quando quebrados diretamente na cabeça, têm a função poderosa de purificar e livrar até 80% de qualquer tipo de feitiço ou qualquer outro tipo de negatividade que esteja sobre o Orí de uma pessoa.
Quando em um EBÓ, ovos crus são atirados no chão ou quebrados em cima do corpo de uma pessoa, que vulgarmente este ato é chamado de descarrego; terá a finalidade fazer uma modificação nos caminhos desta, tirando as dificuldades da vida da pessoa ou qualquer força energética negativa.
Ao ser quebrado, ele revela sua riqueza e seu poder; pois no exato momento que é quebrado, o ovo não terá mais a possibilidade de germinar, ou seja, nascer algo dele, em uma substituição ou troca, que acabará com o problema que aflige a pessoa, possibilitando o fim uma situação negativa.
Por este motivo é que o ovo cru deve ser quebrado, principalmente no ORÍ dos OMO ÒRÌSÀ KON, em uma preparação do ORÍ, que logo depois irá receber os outros elementos que fazem parte para a veiculação e transmissão do poder do Àse.

Começando primeiramente pelo ÈJÈ DÚDÚ o ÀGBO, em seguida o ÈJÈ PUPA das aves ou quadrúpedes, e, finalmente o ÈJÈ FUNFUN do ÌGBÍN, colocado por cima de tudo; purificando e possibilitando a existência e a veiculação e transmissão do ÀSE (AXÉ).

Com a união dos três sangues primordiais, após ter sido purificada com o ovo cru, possibilita assim a pessoa a obter sorte, dinheiro, felicidade, prosperidade, saúde, tranquilidade e paz.
Quando um ovo é quebrado em qualquer ritual, o nome das ÌYÁMI-ÒSÒRÓNGÁ é respeitosamente citado e reverenciado, porque, qualquer que seja o ovo, este lhe pertencerá, como relata vários ITAN dos Tratados de IFÁ – Corpo Literário de IFÁ.

Quebrar um ovo na rua atirando ao chão pela manhã, por três ou sete dias consecutivos, chamando por ELÉGÁRA e ÌYÁMI-ÒSÒRÓNGÁ, e espargindo dendê por cima do ovo, é um simples e poderoso ritual do Culto a ÌYÁMI-ÒSÒRÓNGÁ; com a finalidade de afastar qualquer tipo de dificuldade ou prejuízo, acalmando qualquer energia desfavorável no caminho de uma pessoa.

O OVO DE PATA- (PÉPÉYE)
O “Ovo de pata” é o símbolo da vida e umas das proibições de Ikú.
A utilização do ovo de pata cru é essencial em certos rituais, tendo como finalidade quebrar as forças da morte, das doenças e das perdas.
Quando cozido e esfarinhado, é utilizado como agente purificador, quando é passado pelo corpo de uma pessoa em EBO de EGÚNGÚN ou ONÍLÈ.
Com casca e seco ao sol, transformado em pó, é utilizado no IGBÁ-Orí e assentamentos de ÒRÌSÀ que tenham relação com Ikú.

Ovo de pata cru:” enfraquece a força da morte, doenças graves e perdas.
Assim, o ovo de pata pode ser utilizado nos EBO IKÚ, tirando qualquer tipo de morte, seja material, espiritual, financeira ou sentimental.

OVO DE GALINHA – ABO ADIE
Ovo de galinha cru: purifica e tranquiliza.
Ovo de galinha cozido: tira doenças.
Ovo de galinha esfarinhado: neutraliza negatividade do ambiente, atrai prosperidade e abundância.

OVO DE CODORNA
Ovo de codorna: Neutraliza feitiços.

OVO DE GALINHA D’ ANGOLA- ETÙ
Ovo de D’ Angola: traz dinheiro, sorte, prosperidade, riqueza e sucesso nos negócios.

OVO DE POMBA-EYELÉ
Ovo de pomba: traz tranquilidade e fertilidade.

O que é a Regra de Osha Lukumi?

Posted by Alberto Ebomi at 19:07 0 Comments
A espiritualidade da REGRA DE OSHA LUKUMI é hoje conservada em muitos países do mundo e de uma forma bem especial na VENEZUELA, CUBA, MÉXICO, COLÔMBIA e toda a AMÉRICA LATINA. Nela há a maior preservação, devoção e respeito aos antepassados e ORISHÁS (Orixás).

As rezas se materializam unicamente mediante ao emprego do uso dos ADIMÚS (comidas e oferendas), EBÓS (sacrifícios), cantos e danças. IWÓROS (sacerdotes) tem o sagrado dever de proclamar, proteger, preservar e reafirmar sua fé ante o mundo.

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Quando falamos do Culto “OSHA IFÁ YORUBÁ” (Orixás Ifá Yoruba) com suas origens nigerianas ancestrais tradicionais, identificamos em CUBA a religião “REGRA DE OSHA LUKUMI”, hoje existente em todo mundo.

Há outras culturas pelo mundo que se originaram também da ÁFRICA como os ARARÁS em CUBA, SANGÓ em TRINIDAD TOBAGO, VOODUN no HAITÍ e o CANDOMBLÉ no BRASIL, porém com tradições diferentes.

A denominação REGRA DE OSHA LUKUMI é de origem afro-cubana. O Culto tem suas raízes nos YORUBÁS da ÁFRICA OCIDENTAL, mas sua antiguidade se remota às primeiras dinastias egípcias que se radicaram na NIGÉRIA através da comunicação entre o rio Nilo com o rio Niger.
Estudar esta RELIGIÃO e o CULTO da etnia LUKUMI (YORUBÁ) é ter novos e esclarecedores elementos para compreender de uma maneira mais profunda e real um complexo mitológico, inicialmente animista por sua crença que afirma que todo ser natural está vivificado por um espírito.

Também é um RELIGIÃO monoteísta porque reconhece um só DEUS, criador de tudo o que existe chamado no idioma YORUBÁ por “OLODUNMARÉ”, com influências politeístas, entre elas seu Culto a OLORUN (sol) e aos diversos ORIXÁS e DEIDADES (Orishás mais antigos), mensageiros de DEUS, considerados como protetores dos seres humanos.

A missão das DIVINDADES tem sido acompanhada de signos ou ODÚS destinados a autenticar e justificar suas mensagens. (Há muitos ORISHÁS cujo rastro quase desapareceu da memória dos praticantes).

A REGRA DE OSHA LUKUMI é uma doutrina anticlerical, que tem permanecida no hermetismo (reservada a poucos) durante séculos. Representa uma marca profunda e viva de um povo religioso YORUBÁ.

Quando o escravo YORUBÁ chega a CUBA, nada material pode trazer consigo, mas trouxe consagrações realizadas em seu “LERI” (cabeça), poderes que viviam em seu interior e seus ensinamentos que permitiram que reconstruísse no NOVO MUNDO o seu Culto Africano, sobrevivendo, porém, ao entorno da Igreja Católica que proibiu qualquer manifestação cultural, social ou religiosa YORUBÁ, obrigando o “mascaramento” de suas divindades nos ritos católicos.

A REGRA DE OSHA LUKUMI tem seus ORISHÁS. Os sacerdotes têm um fluído magnético e radial poderoso, materializado em múltiplas consagrações realizadas no NOVO MUNDO, graças aos YORUBÁS quem realizaram a transferência oral de seus conhecimentos religiosos, posteriormente passando a serem escritos e assim trouxe como consequência com o passar dos anos, uma nova trama linguística em suas respectivas liturgias, mas nunca uma nova liturgia em sua essência.

Existem diversos “TRATADOS” sobre o que está bem ou mal dentro de “OSHA IFÁ”, que os OLUWÓS, BABALAWÓS, OBÁS, ORIATÉS e IWORÓS devem respeitar porque são REGRAS comuns onde primam conceitos elevados de comportamento e ÉTICA RELIGIOSA que se aplica igualmente a qualquer indivíduo religioso, não importa sua origem étnica, racial ou cultural. AS REGRAS, NORMAS e o CÓDIGO ÉTICO de OSHA IFÁ estão explícitas em sua LITERATURA. Esta é válida em qualquer parte do MUNDO.

As DIVINDADES do PANTEÃO YORUBÁ transmitem sua profecia personalizada através de um sistema metodológico numérico chamado “MERINDILOGUN” ou “DILOGUN”, utilizando a leitura dos “CAWURIS” (búzios) com respostas globais e oportunos conselhos, onde a boca natural dos caracóis são a sua referência.

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Os ORIXÁS nos transmitem uma sensação de paz e harmonia. Podem adivinhar o passado, o presente e influenciar em seu futuro, já que nos advertem para os perigos, negatividades da vida. Tem o poder de OLÓFIN (DEUS) para poder mudar o revés humano.

O “IWORÓ” procede de acordo com os princípios e crenças afro-cubanas, a narração do PATAKI (história, fato) referente ao ODÚ e estabelecerá uma relação entre os fatos narrados e os problemas que possa ter a pessoa que se consulta, sem exaltar seus dotes clarividentes.

Nas atividades religiosas da doutrina “REGRA DE OSHA”, só pode ser oficiante os OLORISHÁS (OMO ORISAS) que tenham sido CONSAGRADOS na REGRA DE OSHA LUKUMI.

São sacerdotes ou sacerdotisas com “SANTO EM SEU LERI” (cabeça), dentro das REGRAS DE OSHA LUKUMI, encarregados de manter esses REGRAS e RITOS que caracterizam o CULTO, sendo identificados segundo sua hierarquia religiosa de maior a menor:

ORIATÉ OU OBÁ, BABALOSHAS ou IYALOSHAS, IWORÓS (adeptos consagrados na Regra) e IYAWÓS.

O ORIATÉ ou OBÁ passou pelas consagrações que se indica no ODÚ de IFÁ “IRETE KUTAN” e disfruta de grande reputação. Deve possuir quase todos os OSHAS.

Há morte e renascimento em nossa religião: O ODÚ “OYEKUN MEJI” explica a morte física “IKÚ” que põe fim a vida terrenal e a alma “ORÍ INÚ” se apresenta diante de DEUS “OLODUMARÉ”, esta pode reencarnar na filosofia YORUBÁ, por desígnio de DEUS, regressando assim a terra “AYÉ”.

Nossos mortos “EGUN ou EGUNGUN” são os ancestrais que vivem no muito além vida “ARÁ ONU” e todos se apresentam ante DEUS, quem com suas leis, brinda outros ciclos de vida terrenal até que cada qual possa completar o mandado de DEUS.

RELIGIÃO YORUBÁ ANCESTRAL

ou REGRA DE OSHA LUKUMI representa as

ENERGIAS ESPIRITUAIS.


mano-de-orula - ORIXÁS DE IFÁ - LUKUMI

A REGRA DE OSHA LUKUMI está interligada com ORUNMILÁ IFÁ. Os OLUWÓS têm uma consagração adicional de ORUNMILÁ. É uma congregação religiosa que não faz OSHA, entrega aos devotos “MÃO DE ORUNMILÁ” – Iniciação em Ifá onde a pessoa toma conhecimento de sua vida, seu destino e seu ORISHÁ TUTELAR (chamado IKOFÁ quando é mulher ou AWÓFAKAN quando é homem) e diversas divindades de IFÁ (OSSAIN, OLOKUN, ORO, ORÍ, ODÉ, ODUDUWÁ, etc) e entre outras funções religiosas se reúnem em um grande “CONSELHO” sempre em princípios de janeiro, com a finalidade de apresentar publicamente a “LETRA DO ANO”. Suas previsões se cumprem inexoravelmente.

Hoje, em pleno século XXI, há consagrados na REGRA DE OSHA LUKUMI profanadores da religião e tentam burlar regras e dogmas para o seu bel prazer.
Entretanto há outros muitos IWORÓS que lutam infatigavelmente por manter íntegra a REGRA AFRO-CUBANA, com uma ortodoxia que os identificam como OLOSHAS de respeito e consideração na REGRA DE OSHA.

Um sistema religioso que tem conseguido chegar até o século XXI desde a remota antiguidade e desde quando chegou em CUBA por volta de 1532. Tudo isso implica autodisciplina e uma educação e compromisso com os ORISHÁS, com a RELIGIÃO e com todos os nossos ANCESTRAIS que trouxeram até nós essa linda RELIGIÃO.

Quem é Orixá Óbá na verdade?

Posted by Alberto Ebomi at 20:05 0 Comments
Quem é Orixá Óbá? Esta é filha de Obatalá e Yembó, irmã de Oyá e Yewá, amante de Xangô e por ele cortou uma de suas orelhas e por isso se viu exilada, logo foi para o monte e posteriormente viveu na solidão do cemitério. Também teve um envolvimento com Ogum, a quem lhe entregou a bigorna e este lhe ensinou a guerrear.

Oba é um Orixá que representa o amor reprimido e o sacrifício pelo ser que ama, o sofrimento, e simboliza a fidelidade conjugal. Está relacionada aos lagos e lagoas. Junto com Oyá e Yewá habita os cemitérios e representam as guerreiras temerárias. Ela se diferencia de Yewá que vive dentro do féretro, guardando as tumbas.

Oba no Rio com oxum - oba xire - orisha - orixa - orisa - candomble - umbanda - africa - nigeria - angola - jeje - religao - yoruba

Óba é a Orixá do rio que leva o seu nome, originário da terra Takuá, onde seu culto se estendeu pela terra de Òyó e Tapa. Seu nome provém do Yorubá Òbá (Òbè: sopa – Obá: rei), literalmente “La de la sopa del rey, ou seja, A sopa do rei”. É um orisá de cabeça e como orilha de adimú se recebe com o tempo por seu caráter ermitão e emocionalmente instável. Seus Otás são 9 claras e em forma plana semelhantes ao contorno de uma orelha.

O pai de (Oxalá)  Óba lhe disse que já era tempo de escolher seu marido e que teria que encaminhar sua vida, pois os ensinamentos haviam sido produtivos e que ele queria vê-la feliz. Shangó e ela se conheceram e no mesmo instante surgiu uma atração, um amor majestoso, profundo. Entretanto ele vivia com Oyá, uma mulher de personalidade muito forte, parecida com a dele, mas Shangó sabia que os atributos, benefícios e qualidades que Óba tinha, favoreceriam seu matrimônio e fariam de seu reino, um reino mais forte e poderoso.

OBÁ DESCIA O RIO PARA SE ENCONTRAR COM SUA IRMÃ OXUM


No início sua união foi feliz. Shangó deixou suas andanças com Oyá e se dedicou por inteiro a Óba. Em seu palácio respirava-se bondade e tranquilidade. Óba descia todas as manhãs ao rio para se encontrar com sua irmã Oxum e as duas faziam confidências e contavam pequenos segredos enquanto se banhavam nas águas doces e cristalinas com seus peixes coloridos. Em alguns momentos eram como aparições marcadas no arco-íris das cascatas.

Oyá de longe observava Shangó e Óba e não podia conter sua inveja. Por que essa mulher tão bela, e por acréscimo sua irmã, havia conseguido o que ela nunca havia alcançado com seus encantos e feitiçarias: casar-se com Shangó. Pensou muito em como reconquistar o amor de Shangó, o qual não a deixava tranquila em suas lembranças. Um dia deitada, adormeceu e teve um sonho fatídico sobre sua vingança. Em espírito se transportou para a morada dos Iku e dos Eguns e em um cemitério desértico, onde o vento balançava a copa das árvores e se ouvia o grito estridente das aves de rapina, encontrou Oyá uma solução para reconquistar o amor perdido e descansou pela primeira vez depois de muitos dias.

Na manhã seguinte foi ao encontro de suas irmãs no rio; conversou e se divertiu com elas e ganhou a confiança de Óba, tão ingênua e doce. Mas não enganou a Oxum, quem receosa alertou sua irmã Óba sobre a estranha conduta de Oyá, mas Óba não lhe deu ouvidos. Frequentemente Oyá dava a Óba receitas das comidas favoritas de Shangó, que a jovem zelosa cozinhava para seu marido. Até um dia em que a única coisa que Óba tinha para cozinhar era farinha de milho. Oyá lhe disse: “Não fiquei nervosa que vais conseguir resolver isso como eu resolvi uma vez. Você tem que cortar uma das orelhas e preparar com o milho. Tempera-se com todos os tipos de ervas”. Nesse dia Oyá (Yansã) estava com um pano de 9 cores que lhe tapava as orelhas. Óba achou o pano de Oyá meio estranho, mas estava entusiasmada em agradar seu homem e se apressou em cortar uma de suas orelhas e preparou com ela um delicioso caldo de milho.

Quando Oyá viu Shangó se aproximando, ela se converteu em um raio. Era tamanha a felicidade de Oyá que arrasou com fogo parte dos bosques.

Quando Shangó chegou em seu palácio encontrou a mesa lindamente servida, com abundância de flores vermelhas como o sangue. Abraçou sua mulher e lhe perguntou o que havia para comer, pois estava com uma fome atroz. Óba lhe serviu o seu prato favorito o qual ele comeu com gosto, sem deixar de observar sua mulher a qual se encontrava diferente. Ao perceber que Óba levava um pano, coisa que nunca usava, pois Shangó gostava de ver suas tranças largas e seu cabelo sedoso, pediu que ela tirasse o pano. Ao ver-la sem uma orelha tremeu de raiva, pois ele, perfeito em sua beleza, não admitia ao seu lado uma mulher imperfeita. Óba compreendeu então como Oyá a enganou. Shangó soltando fogo pelos olhos a abraçou pela última vez e lhe disse que ela seria sua única e verdadeira mulher, mas não teriam mais relações, mas a respeitaria por conta de seu sacrifício e ela sempre seria a primeira entre todas.

Óba ficou muito envergonhada. A rainha das rainhas foi visitar seu pai Obatalá e enquanto caminhava até o seu palácio, suas lágrimas brotaram naturalmente deixando em seu rastro um rio caudaloso, que arrasava tudo o que encontrava pela frente e toda a natureza se arqueava diante dela e saudava as lágrimas vertidas pelo coração destroçado de Óba.

Obatalá ao ver Óba que lhe agradecia por ele ter lhe dado seus dons divinos, compreendeu a traição de Oyá e isso foi a grande decepção de Óba, que não compreendia as falsidades humanas. Por isso ele concedeu o que sua filha havia lhe pedido: “Quero ir onde ninguém possa me ver. Quero a tranquilidade do que não existe, quero viver com os mortos, com os espíritos, onde ninguém possa me fazer mal. O cemitério será, de agora em diante, meu Ilé (casa)”.

Agradeceu outra vez seu pai e foi despedir-se de sua irmã Oshún, quem a recebeu em seu rio revolto e afluente das lágrimas de Óba. As duas irmãs se uniram mais do que nunca e se formou então um grande redemoinho no qual Óba se transportou do mundo dos vivos para o mundo dos mortos e deixou Oshún, que de agora em diante, seria a única que poderia comunicar-se com ela, encarregada dos assuntos na terra dos Orixás. Iboru, Iboyá, Ibosheshe!

Orixá Ogum caminhou com Oxossi para ter Prosperidade

Posted by Alberto Ebomi at 12:36 0 Comments
Conta a lenda (iton,pataki) por que o Orixá Ogum foi decidiu viver com Orixá Oxossi e caminhou com ele, pois passava muita fome, mesmo sendo poderoso, mas não completo e importância de se consultar a Ifá e fazer os Ebós determinados pelo oráculo (Orunmilá).

ogum e Oxossi - Ogun - Oshosi - ososi - orixas - candomblé - umbanda

OGUN, apesar de manejar bem o facão, tinha sempre sua comida muito distante, porque quando a avistava, começava rapidamente a cortar o mato para poder chegar até a caça, mas o ruído e o tempo que demorava, fazia com que sua presa fosse embora e ele se lamentava de não poder caçar.
Poderia até matar, mas não podia ir pega-lo entre os matos que fechavam o caminho até o animal.

Entretanto, EXÚ dizia a OGUN que havia outro homem mais poderoso que ele e este mesmo EXÚ dizia a OXÓSSI a mesma coisa, ocasionando uma inimizade entre eles, apesar de que não se conheciam chegando a viver os dois intrigados.

E nisso OGUN decidiu ir ver a ORUNMILÁ e este lhe fez um OSODE (Consulta com IFÁ) e mandou que ele fizesse algumas oferendas e sacrifícios e OXÓSSI fez o mesmo. Ambos fizeram a limpeza e saíram para deixar tudo numa mata. OGUN colocou tudo na mata e saiu caminhando até onde havia outra mata e se recostou em um tronco. Quando chegou OXÓSSI para fazer o mesmo, não viu OGUM que estava ali sentado e deixou cair suas oferendas em cima dele.

Este foi o motivo para começar uma forte discussão, para que OXÓSSI desse uma satisfação a OGUN. Uma vez que ambos se reconciliaram, se puseram a falar da má situação em que viviam, e ambos lamentaram que tinham comida, mas não podiam pega-la.

Então OXÓSSI viu uma caça um pouco distante, pegou sua flecha e a atirou certeiramente, mas ao mesmo tempo dizia a OGUN, você vê que não posso pega-lo? E OGUN lhe disse, tu verás…e com seu facão abriu um trilho e em instantes ambos chegaram ao lado da caça e a comeram. Desde então eles separados não eram ninguém e esse foi o motivo que se uniram para sempre, fazendo um pacto na casa de ORUNMILÁ.

Esta é a causa porque sempre se entrega OGUN junto com OXÓSSI em IFÁ, onde moram no mesmo assentamento, também chamado de “Os Guerreiros”, nunca separados e sim sempre juntos.
No Candomblé a saudação de Ogum é Ogum nhê, Ógum, e Oxossi é Okê arô, Arolê!

Mais sobre Ogum:


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Orixá Ogum torna-se rei de Irê: A lenda


Xangô rouba a mulher de Ogum Yansã


A morte teme Orixá Ogum: Por que ele é tão Poderoso?

Posted by Alberto Ebomi at 14:15 0 Comments
Conta a Lenda (iton/pataki) que Ogum venceu a morte e mostrou que  supera Ikú em poder e em maldade pois para obter vitória destrói tudo e todos sem dó nem pena, onde mostra por que Ogum é tão poderoso. Ojuani Meji resolveu vir a terra e Ifá falou que teria que dar um cabrito para Exú (Elegúa) para que a Morte (Ikú) e a sua esposa a Doença (Arun) não o seguissem. Exú comeu o cabrito dado por Ojuani Meji e logo foi ao tempo de Ogum e roubou a cabeça de aya (cão) que havia sido dado a Ogum por seus filhos.

Colocando a cabeça do ayá (cão) na Casa de Ikú junto a sua cama para incrimina-lo.
Ogum quando se deu conta do roubo, se colocou a procurar quem poderia te-lo roubado e seguindo a pista de sangue encontrou a cabeça de se ayá (cão) junto a cama de Ikú. Ogum se enfureceu de tal forma que foi para fora da casa Ikú para mata-lo quando o encontra-se. Pois não estava em casa naquele momento.

Orixá Ogum Vence Orixá Ikú

Ogum encontrou Ikú em seu trabalho de matar os seres humanos e comer sua carne,. Estava junto a um cadáver em uma Encruzilhada.
Quando Ogum o acusou:

“ikú seu ingrato você roubou a cabeça de meu ayá (cão) e por isso vai morrer”.

Desferindo um tremendo golpe de facão que por pouco não arranca a cabeça de Ikú. Graças ao reflexo de Ikú que bloqueou o golpe com sua foice.
Então Ogum falou:

Será que não está satisfeito com a carne humana que trago todos os dias fruto de acidentes com metais que forjo?”

Desferindo outro golpe ainda mais feroz em Ikú. Este golpe quase divide Ikú em dois na altura de seu abdômen. Ikú seguia aterrorizado sem saber o que estava acontecendo, e Ogum não dava chance de Ikú pensa para saber o que estava acontecendo de fato, pois seguia desferindo golpes atrás de golpes em Ikú. Mesmo Ikú sendo mais alto e de aparência mais bruta que Ogum. Ogum compensava desferindo golpes cada vez mais fortes e rápidos, sem se quer dar sinal de cansaço.

Ikú cansou rápido e sua foice já estava a ponto de quebrar, pois não fazia frente ao facão de Ogum. Então Ikú vendo que iria morrer nas mãos de Ogum usou seu poder de se tele transportar para o Orun (mundo espiritual) escapando momentaneamente de Ogum. Ogum por não ter poder demorou a chegar no Orun, o que deu tempo para Ikú chamar a seus seguidores aos berros para trazerem todos os ayas (cães) do Orun e recolheram 201 ayas, onde assaram logo 7 ayas para quando Ogum achasse onde Ikú estava escondido no Orun.

Ogum por sua vez procurando Ikú destruiu muitas propriedades e matou muitas pessoas. Levando o horror da guerra ao Orun. Guerra de uma só pessoa. Ogum encontrou a esposa de Ikú Arun (a enfermidade), a castigou, a torturando severamente para que dissesse onde estava Ikú. Coisa essa que não sabia.

Foram tantos mal tratos que Arun não conseguia mais ouvir, ficando praticamente surda. (Por isso que até hoje Arun não ouve o pranto das pessoas que adoece. E com isso não fica comovida com o que faz.)

Por estar tão machucada não pode seguir Ojuani Meji até a Terra. Aproveitando Ojuani Meji dessa Guerra que Ogum moveu, Ojuani Meji aproveitou para vir a Terra sem ser seguido por Ikú e Arun.

Quando encontrou Ikú em seu esconderijo, Ogum ergueu seu facão  para desferir seu golpe fatal em Ikú.
Quando viu Ikú se curvar ajoelhando-se, mostrando que se deu por vencido. Ogum parou seu golpe.

Foi então que Ogum viu aos setes ayas Assados e viu muitos outros prontos para serem comidos, o que deteve o ataque e se colocou a comer.

Onde poupou ikú de uma morte violenta por suas mãos. Ogun então mostrou que supera Ikú em poder e em maldade pois para obter vitória destrói tudo e todos sem dó nem pena, assim como a guerra faz até hoje.

Sobre Ogum:


Orixá conquistador, Ogum fez-se respeitar em toda a África negra pelo seu carácter devastador. Foram muitos os reinos que se curvaram diante do poder militar de Ogum.

Entre os muitos Estados conquistados por Ogun estava a cidade de Iré, da qual se tornou senhor após libertar a cidade da tirania do rei e substituí-lo pelo seu, próprio filho, regressando glorioso com o título de Oníìré, ou seja, Rei de Iré.

Não é por acaso, portanto, que nas orações dedicadas a Ogun o medo fica tão evidente e a piedade é um pedido constante, pois como diz uma das suas cantigas:


Cântico de Ogum:


Ògún pá lélé pá
Ògún pá ojaré
Ògún pá, lélé pá
Ògún pá ojaré.

Ogum mata/extingui com violência
Ogum mata/extingui com razão
Ogum mata/extingui e destrói completamente.

Os melhores Pontos de Exú e Pomba Gira Cantados com Letra

Posted by Alberto Ebomi at 15:19 0 Comments
Os melhores pontos de Exú e Pomba gira, cantados, tocados e com letra, é uma gira completa com pontos de Tranca Ruas, Maria Padilha, Mulambo, Zé Pelintra, Marabô, Caveira, Tiriri, Marabô, Sete Catatumba, Figueira, Morcego, entre outros, pontos de Demanda, uma coletânea muito bonita.


Capa e postagem do blogger

A letra dos Pontos de Exú e Pomba gira


1 - Ô me disseram que minha casa ia cair
Ô me disseram que minha casa ia cair
Mas ela á madeira que não dá cupim
Ela á madeira que não dá cupim

2 - Ê, Caveira, firma seu ponto na folha da bananeira, Exú Caveira! (x2)
Quando o galo canta é madrugada,
Foi Exú na encruzilhada, batizado com dendê.
Rezo uma oração de traz pra frente,
Eu queimo fogo e a chama ardente aquece Exú , Ô Laroiê.
Eu ouço a gargalhada do Diabo,
É Caveira, o enviado do Príncipe Lúcifer.
É ele quem comanda o cemitério,
Catacumba tem mistério, seu feitiço tem axé. Ê Caveira!
Ê, Caveira, afirma ponto na folha da bananeira, Exú Caveira! (x2)
Na Calunga, quando ele aparece,
Credo e cruz, eu rezo prece pra Exú, dono da rua.
Sinto a força deste momento,
E firmo o meu pensamento nos quatros cantos da rua.
E peço a ele que me proteja,
Onde quer que eu esteja ao longo desta caminhada.
Confio em sua ajuda verdadeira,
Ele é Exú Caveira, Senhor das Encruzilhadas. Ê Caveira !
Ê, Caveira, afirma ponto na folha da bananeira, Exú Caveira! (x2)

3 - Olha quem vem lá do portão, de capa e cartola de pé no chão..
Será seu Tiriri será será..
Será seu Tranca Ruas será será ..
Será Seu Teimoso será será..
Será seu Veludo será será..
Olha quem vem lá do portão, de capa e cartola de pé no chão..
Será Exú Caveira será será..
Será seu Sete Encruza será será..
Será Seu sete Porteira será será.. ( E vai salvando os seus Exús )

4 - Seu Tiriri é rei e já ganhou coroa (2x)
Sua gargalhada não é a toa

5 -  O luar o luar o luar
Ele é dono da rua
Quem cometeu as suas falhas
Peça perdão a Tranca Rua
O luar o luar o luar
Quanto sangue derramado, o luar
Em cima do frio o chão
Aonde mora Tranca Rua, é Morador do meu portão

6 – Farinha pouca, Meu pirão primeiro,
E roubaram a minha galinha do meu alguidar,
pena por pena, vão ter que pagar

7 – falaram mal de exú na sexta-feira da paixão
você? Eu não!

8 – Quem matou  kuera (bis)
Exú Caianana, quem matou kuera,
exu caianana, quem te matou kainana,
foi uma mulher, kainana, na beira do rio, kainana,
que te fez chorar, que te fez sofrer, kainana.

9 – Quando o sol aqui não mais brilhar,
Quando a lua seu clarão refletir, é sina que está na hora,
é ele quem chega agora, já deu meia noite, Tranca rua que está aqui

Jurou amar alguém na encruzilhada, jurou fazer o bem de madrugada,
hoje com fé, companheiro e amigo leal, quebra feitiço e também desfaz o mal,
e toda vez que na rua eu caminhar, e ouvir de longe sua voz a ecoar,
tenho certeza que agora não ando sozinho, tranca ruas é dono do meu caminho.

10 – Odara o morador da encruzilhada, firma seu ponto com 7 facas cruzadas,
quem acredita, pede com fé, a seu 7 encruzilhadas, que ele da o que você quer,

11 – é seu zé, meu amigo, malandro de fé,
eu vou enfrentar essa estrada de armadilha,
Pois eu sei que é malandro que me guia, mas eu peço força,
pro meu inimigo combater, ao meu mestre zé pelintra venha sempre me valer.

12 – chegou a hora, vamos sarava, esse homem é de fé, é de fé…
chegou a hora, que ai vem zé pelintra trazendo seu axé,

12-1 - Ele é malandro andarilho sempre pronto nas madrugas,
em bares, esquinas onde faz suas jogadas, malandro que é malandro sempre joga pra ganhar,
nas jogadas da vida sei que vai me ajudar! Chegou a hora (bis)

13 –  Hoje dentro do terreiro, esse mestre juremeiro é um bom trabalhador.
Dizem que é o rei da vadiagem, mas da vida torta muitas vezes me tirou, por isso nele eu confio.
Entrego meus caminhos seja onde eu estiver. Pois as riquezas da vida desse homem.
Só eram duas, Cervejas e mulher ( Chegou a hora…)

14 - O lapa que assistiu minhas tristezas , o lapa que viu os meus dias de gloria ,
quando eu andava sempre bem acompanhado de terno de seda e cachecol jogado pro lado ,
com meu baralho pronto para cartear fiz da MADRUGADA MINHA MUSA MEU ALTAR,
rondava os bares todas noites sem parar , mais certa noite sobre a luz do luar , meu amigo atingido fui ao chão que com certeza atingiram meu coração,
não foi policia , nem otário não foi nada, Zé pelintra foi ao chão por amor a madrugada . é mais porque foi ? qual foi o caso ?
não foi nada a mulher que eu amava se chamava madrugada .

15 - Eu procurei, eu procurei na madrugada..
Lá no meio da Encruza, encontrei seu Tranca Ruas dando a sua gargalhada...
Eu procurei, eu procurei na madrugada..
Lá no meio da Encruza, encontrei seu Tranca Ruas dando a sua gargalhada...
Estava de capa e cartola, com seu marafo na mão, foi quando eu me aproximei
e pedi a Tranca Ruas que me desse proteção..
Quando chega no terreiro, ELE traz o seu Axé...
Com sua força poderosa, é um Homem apaixonado é Tranca Ruas de Embaré!
ê Homem formoso, ê Exú de fé...
Salve o sol e salve a Lua Tranca Ruas de Embaré!

16 - Que linda rosa, mas que bela mulher.. É uma grande Pombo Gira, toda coberta de axé..
Eu peço a ti que me proteja ao longo dessa caminhada, abre nossos caminhos,
e nos dê sua proteção Pombogira iluminada.. Laroiê, mas ela vem com sua coroa e perfumada,
salve Maria Padilha, rainha das 7 encruzilhadas

17- E la no céu eu avistei a lua cheia clarear, e no terreiro dando as suas GARGALHADAS MARIA PADILHA a Mojubá.
É a dona dos meus caminhos, ela esta sempre comigo e nela eu posso confiar.

18 - Que lugar distante numa rua tão deserta, Tinha um cemitério antigo e uma catatumba aberta,
Dentro da cova tinha pano de caixão, Tinha osso de Defunto Cravejado Coração,
7 novelos de linha, Tinha cadeado velho, tinha sangue de galinha, E dentro da cova tinha um vulto ajoelhado,
Era MARIA PADILHA trabalhando Pro diabo. E vem serrar madeira, Maria Padilha

19 - E abre a roda, oi deixa a Maria Padilha dançar, mas ela tem dois amores ao seu lado,
um é seu marido outro é seu namorado, mas cuidado moço, eu vou te falar qual é,
é mulher de Tranca-rua e amante de Seu Zé, mas ela é linda, ela é linda demais,
Maria Padilha é mulher de Satanás, não mexa com ela, ela não mexe com ninguém,
ela é ponta de agulha, quando mexe, mexe bem!

20 - Linda, ela é linda demais. Maria Padilha é mulher de satanás. Não mexa com ela,
ela não mexe com ninguém, Maria Padilha quando mexe, mexe bem

21- Chuva no céu parece prata,
o amor da pomba Gira ta no copo de cachaça (bis)
eu ja gritei exu Lalú, ja lovei a laroyê, 
Só louvei o céu e a terra só para ver ela descer...

22 - Ela é maria, Ela é maria, Ela é maria, Ela é maria
A chuva que cai do céu parece prata, mulher que reina na terra é vc,
lá na calunga ela tem poder,ela tem poder...
mais ela faz caldeirão sem fundo ferver!

23 - Enganou luar, enganou luar.
Moça do saião vermelho, enganou luar. Quem te fez sofrer,
não vai te ver chorar? Moça do saião vermelho enganou luar

24 - Vai fingida essa mulher
acabou a minha vida,vai fingida
Vai fingida essa mulher acabou a minha vida
eu lhe dei casa ,dei comida ,para a vida melhorar
quando chego do trabalho tem um outro em meu lugar
a mulher que trai o homem deve morar na colônia
cabeça raspada,orelha cortada
carregando pedra e passando fome..

25 - É dona da minha vida essa criatura,
E por ela eu tenho loucura,
É linda como uma flor,
É bela como uma rosa,
Mas eu faria tudo,
só pra ver Maria Mulambo nessa hora.

26 - Oh Padilha Padilha to lhe chamando, (bis)
Padilha tem mau costume ela bate com pé e sai andando

27 - Na família de pombo-gira
Só não entra quem não quer
Na família de pombo-gira
Só não entra quem não quer
É maria Padilha, é maria mulambo
É maria farrapo, é maria mulher
É maria Padilha, é maria mulambo
É maria farrapo, é maria mulher

28 - Maria Padilha você é a flor perfeita, que vem dentro dessa seita para aqueles que tem fé.
Tú és a Rosa que perfuma a Umbanda, vencedora de demandas, com Amor e muito Axé.
Maria Padilha, não me deixe andar sozinho, ponha rosas sem espinhos nos caminhos onde eu passar. (bis)
Oh, Pombo - Girê, Oh, Pombo - Gira, faça um tapete de rosas pra que eu possa caminhar.

29 - Maria Padilha,  Soberana da estrada,
Rainha da encruzilhada, E também do candomblé,
Suprema é uma mulher de negro,
Alegria do Terreiro, Seu feitiço tem axé,
Mas ela é, ela é, Ela é, ela é,
A Rainha da Encruza, A mulher de Lúcifer.

30 - E Santo Antônio era menino , São Benedito era rapaz
Corre corre Santo Antônio quero ver quem corre mais
Rodeia (3x) Meu santo Antônio, rodeia
Santo Antônio pequenino , Amansador de burro bravo
Amarrai meus inimigos com setenta mil diabos
Santo Antônio pequenino
Amansador de burro brabo
Quem mexer com Marabô tá mexendo com o diabo

31 – Santo Antônio pequenino, Tocou fogo no paiol, ô ganga
Ê Exú, Exú pisa no toco De um galho só (repetir)
Exú pisa no toco,  Exú pisa no galho,  O galho balança
Exú não cai , ô ganga Ê Exú,  Exú pisa no toco
De um galho só (repetir)
Chuva grossa não me molha, Sereno quer me molhar, ô ganga
Ê Exú Exú pisa no toco, De um galho só (repetir)

32 - ''Satanás, Satanás, mataram o ferrabrás,
e quem confia no Diabo a cada dia cresce mais e ai de mim se não fosse o Diabo,
ai de mim se não fosse o diabo, saravá Exu tranca ruas,
com sua marafa seu chifre e seu rabo''

33 - cemitério pegou fogo só cheirava bruxaria,
uns falaram que era o inferno pra fazer feitiçaria,
mas uma vela pra Deus, e outra pro diabo, se Deus é bom, o diabo não é mal.

34 - Puseram na encruzilhada uma galinha preta, farofa amarela, uma garrafa de cana,
perna de urubu e um pacote de vela, riscaram meu nome por baixo mas filho de pemba não deve não medra,
toma cuidado seu moço que eu sou água mole que bate na pedra, ô quem não viu vem vê,
vem vê caldeirão sem fundo ferver, ela passa o dia inteira fazendo intriga falando de mim,
gasta até o que não pode fazendo feitiço querendo o meu fim, pensa que é poderosa,
mas é uma coitada sem era e nem bera, toma cuidado sua moça que eu sou protegido de Exu Caveira,ô quem não viu vem vê, vem vê caldeirão sem fundo ferver.

35 - La vem o barco remando, contra a mare(2x)
O remado do barco e o mestre Lucifer

36 – Deu assobio na Estrada, não era homem era o Saci pererê,
Auê Auê Catiço, ele é catiço e vai mexer no Dendê

37 – é hora do Satan, e boa noite Exú,
E boa noite Exu morcego, e boa noite Exu

38 – o Hahaha oh me valei 7 Diabos ,
hahaha me valei 7 Diabos ,
oh me valei 7 Diabos ,MAria Mulambo é o Diabo ,hahaha oh me valei 7 Diabos

39 - Bate no coro Ogan pra exu,
dizendo lala e lala o, e lala e lala o....

40 - OLHA CAVUCA MURUNDU
QUE MURUNDU É FUNDO
EU VOU BUSCAR ESSE DIABO LA NO FIM DO MUNDO

41 - Olha lá tomé , olha lá tomé,
a catacumba ta gemendo e tem defunto em pé

42 - a carruagem se quebrou na estrada,
a pomba gira é abusada ela chegou a pé
Lé lé, lé, lé ô,

43 - Você diz que sabe tudo
Lagartixa sabe mais
Ela sobe na parede
Coisa que você não faz

44 - Matei um homem fiz um buraco no chão,
Só que o danado do defunto não cabia, Eu fui chamar seu Tranca-Rua para cavar defuntaria
E quanto mais exu cavava mais defunto aparecia, Oi cava aqui cava lá , exu vai ter que me ajudar
Cava aqui , cava lá , esse defunto vou enterra

45 - Exu passou no cemitério as onze horas do dia,
três defuntos levantaram todos três deram bom dia ,
eu mandei chamar o padre pra rezar defuntaria
quanto mais padre rezava mais defunto aparecia ,
cruz credo ave maria , cruz credo ave maria

46 - Mulher mulher ,
se ela é tata mirongue , se ela é tata na calunga , ela é pombogire
É a mulher que cai pra cá , a mulher que cai pra lá
Se ela é tata na calunga , ela é pombogira

47 - MARIA MULAMBO VOCÊ NÃO VALE NADA, (bis)
BOTO FOGO NO INFERNO QUE MULHER MAS DESGRAÇADA

48 - Uns dizem que ela não vale nada.. .
Mas outros dizem que ela é mulher da rua.
A meia-noite ela dá gargalhada:
quem me deve, me paga na encruzilhada!

49 – Vai, Vai sair por ai a procura de um ótário pra se divertir, (bis)

50 - Eu juro que vou matar essa andorinha,
Eu juro que vou matar essa mulher...  (bis)
Essa mulher tá fazendo arruaça na minha calunga,
Eu vou matar essa mulher...

51 - mas se eu matar eu vou preso, se mata não vai (bis)
sarava o Pombo Gira rainha de Satanás.

52 - Malandro se na minha cara der pode fazer testamento se despedir da mulher,
se tiver filhos deixe a recordação,
cara que mamãe beijou vagabundo nenhum põe a mão

53 - Dói, dói, dói, dói, dói , Um amor faz sofrer
Dois amores fazem chorar
Te dei amor, Te dei carinhos, Te dei uma rosa, E tirei os espinhos
No tempo em que ela tinha dinheiro. Os homens queriam lhe amar
Mas hoje o dinheiro acabou. A velhice chegou e ela se põe a chorar

54 - Vocês tão vendo aquela bruxa parada ,aquela bruxa sentada,
aquela bruxa em pé mais ela é maria Padilha rainha da feitiçaria

54-1 – O diabo Bateu cedo lá na porta da calunga, (bis)
Salve o Povo da Kimbanda, Salve o 7 Catatumba

55 - Olha que mataram um boi la no alto da pedreira (Bis)
Comeram a carne toda e deram o osso pro Caveira!

56 - maria Padilha ela é fiel mas ela é ouro que cai do meu céu (bis)
amor amor amor, o amor é uma palavra pra quem sabe da valor

57 - São dois amores são duas paixões todas essas duas moram no meu coração,
em Maria Padilha eu não sei viver mas sem Dona Figueira acho até que vou morrer ..

58 -  Eu procurei pomba gira procurei não achei ,
fui achar na calunga cidade de onde eu não sei ,
oh pomba gira malvada por que mato um rapaz ,
se eu mato eu vou preso, Pomba Gira mata não vai

59 - -Foi no cabaré que ela saiu com um homem sem saber quem ele é ,
é amor da sua vida e o seu nome é lucífer cabaré , cabaré mataram a mulher

60 - Aos 15 anos ela foi mulher da vida,
aos 17 comandou um cabaré,
aos 21 ela se tornou mulher,
o amor da sua vida é TRANCA RUAS DE EMBARÉ.

61 - Se eu tivesse uma mulher que gostasse de beber, eu dava cachaça a ela, só pra ver ela morrer..
Se eu fosse seu amarido .. se eu fosse se amante, amarrava a saia dela com pedaço de barbante
Ainda não meu louvor quem tu és (bis)
Mas eu tenho dois grandes amigos que sempre olhou por mim,
um se chama tranca rua, o outro exú tiriri,
se eu tivesse uma mulher que gostasse de beber, eu dava cachaça a ela,
só pra ver ela morrer, AINDA NÃO ME LOUVOU QUEM TU ÉS….

Vídeo dos melhores Pontos de Exú e Pomba Gira

Tocados e Cantados com letra


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As Ewe (ervas) mais utilizadas no culto ao Orixá e seu uso medicinal

Posted by Alberto Ebomi at 21:08 0 Comments
As Ewê (folhas, ervas, plantas) dentro do culto ao Orixá, suas atribuições e usos medicinais, lembrando que o dono de todas as folhas (ervas) é o Orixá Ossain e seu companheiro Aroni, que como conta o Iton (lenda) foi dado para cada Orixá a sua erva particular, mas o Orixá Osayin é o detentor de todo o segredo das mesmas. Também não devemos esquecer de uma das regras mais importantes dentro do culto ao Orixá (Candomblé) “ Ko si ewe, Ko si Orixá”, “sem erva, não há orixá”.



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Amendoeira: Seus galhos são usados nos locais em que o homem exerce suas atividades lucrativas. Na medicina caseira, seus frutos são comestíveis, porém em grandes quantidades causam diarreia de sangue. Das sementes fabrica-se o óleo de amêndoas, muito usado para fazer sabonetes por ter efeitos emolientes, além de amaciar a pele.

folha da amendoeira

Amoreira: Planta que armazena fluidos negativos e os solta ao entardecer; é usada pelos sacerdotes no culto a Eguns. Na medicina caseira, é usada para debelar as inflamações da boca e garganta.


Amoreira

Angelim – amargoso: Muito usado em marcenaria, por tratar-se de madeira de lei. Nos rituais, suas folhas e flores são utilizadas nos abô dos filhos de Nanã, e as cascas são utilizadas em banhos fortes com a finalidade de destruir os fluidos negativos que possa haver, realizando um excelente descarrego nos filhos de Exu. A medicina caseira indica o pó de suas sementes contra vermes. Mas cuidado! Deve ser usada em doses pequenas.

 Angelim – amargoso

Aroeira: Nos terreiros de Candomblé este vegetal pertence a Exu e tem aplicação nas obrigações de cabeça, nos sacudimentos, nos banhos fortes de descarrego e nas purificações de pedras. É usada como adstringente na medicina caseira, apressa a cura de feridas e úlceras, e resolve casos de inflamações do aparelho genital. Também é de grande eficácia nas lavagens genitais.

Aroeira

Arrebenta Cavalo: No uso ritualístico esta erva é empregada em banhos fortes do pescoço para baixo, em hora aberta. É também usado em magias para atrair simpatia. Não é usada na medicina caseira.

Arrebenta Cavalo

Arruda: Planta aromática usada nos rituais porque Exu a indica contra maus fluidos e olho-grande. Suas folhas miúdas são aplicadas nos bori, banhos de limpeza ou descarrego, o que é fácil de perceber, pois se o ambiente estiver realmente carregado a arruda morre. Ela é também usada como amuleto para proteger do mau-olhado. Seu uso restringe-se à Umbanda. Em seu uso caseiro é aplicada contra a verminose e reumatismos, além de seu sumo curar feridas.

Arruda

Avelós – Figueira-do-diabo: Seu uso se restringe a purificação das pedras do orixá antes de serem levadas ao assentamento; é usada socada. A medicina caseira indica esta erva para combater úlceras e resolver tumores.

Avelós – Figueira-do-diabo

Azevinho: Muito utilizada na magia branca ou negra, ela é empregada nos pactos com entidades. Não é usada na medicina popular.

Azevinho

Bardana: Aplicada nos banhos fortes, para livrar o sacerdote das ondas negativas e eguns. O povo utiliza sua raiz cozida no tratamento de sarnas, tumores e doenças venéreas.

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Beladona: Nas cerimónias litúrgicas só tem emprego nos sacudimentos domiciliares ou de locais onde o homem exerça actividades lucrativas. Trabalhos feitos com os galhos desta planta também provocam grande poder de atracção. Pouco usada pelo povo devido ao alto princípio activo que nela existe. Este princípio dilata a pupila e diminui as secreções sudorais, salivares, pancreáticas e lácteas.

Beladona

Beldroega: Usada na purificação das pedras de Exu. O povo utiliza suas folhas, socadas, para apressar cicatrizações de feridas.

Beldroega

Brinco-de-princesa: É planta sagrada de Exu. Seu uso se restringe a banhos fortes para proteger os filhos deste orixá. Não possui uso popular.

Brinco-de-princesa

Cabeça-de-nego: No ritual a rama é empregada nos banhos de limpeza e o bolbo nos banhos fortes de descarrego. Esta batata combate reumatismo, menstruações difíceis, flores brancas e inflamações vaginais e uterinas.

Cabeça-de-nego

Cajueiro: Suas folhas são utilizadas pelo axogun para o sacrifício ritual de animais quadrúpedes. Em seu uso caseiro, ele combate corrimentos e flores brancas. Põe fim a diabetes. Cozinhar as cascas em um litro e meio de água por cinco minutos e depois fazer gargarejos põe fim ao mau hálito.

Cajueiro

Cana-de-açúcar: Suas folhas secas e bagaços são usados em defumações para purificar o ambiente antes dos trabalhos ritualísticos, pois essa defumação destrói eguns. Não possui uso na medicina caseira.

Cana-de-açúcar:

Cardo-santo: Essa planta afugenta os males, propicia o aparecimento do perdido e faz cair os vermes do corpo dos animais. Na medicina caseira suas folhas são empregadas em oftalmias crónicas, enquanto as raízes e hastes são empregadas contra inflamações da bexiga.

Cardo-santo

Catingueira: É muito empregada nos banhos de descarrego. Seu sumo serve para fazer a purificação das pedras. Entretanto, não deve fazer parte do axé de Exu onde se depositam pequenos pedaços dos axé das aves ou bichos de quatro patas. Na medicina caseira ela é indicada para menstruações difíceis.]

Catingueira

Cebola-cencém-: Essa cebola é de Exu e nos rituais seu bolbo é usado para os sacudimentos domiciliares. É empregada da seguinte maneira: corta-se a cebola em pedaços miúdos e, sob os cânticos de Exu, espalha-se pelos cantos dos cómodos e em baixo dos móveis; a seguir, entoe o canto de Ogum e despache para Exu. Este trabalho auxilia na descoberta de falsidades e objectos perdidos. O povo utiliza suas folhas cozidas como emoliente.

Cebola-cencém-

Cunanã: Seu uso restringe-se aos banhos de descarrego e limpeza. Substituiu em parte, os sacrifícios a Exu. A medicina caseira indica os galhos novos desta planta para curar úlceras.

Cunanã

Erva-preá: Empregada nos banhos de limpeza descarrega sacudimentos pessoais e domiciliares. O povo usa o chá desta erva como aromatizante e excitante. Banhos quentes deste chá melhoram as dores nas articulações, causadas pelo artritismo.

Erva-preá

Facheiro-Preto: Aplicada somente nos banhos fortes de limpeza e descarrego. Na medicina caseira, ela é utilizada nas afecções renais e nas diarreias.

Facheiro-Preto

Fedegoso Crista-de-galo: Esta erva é utilizada em banhos fortes, de descarrego, pois é eficaz na destruição de Eguns e causadores de enfermidades e doenças. Seus galhos envolvem os ebó de defesa. Com flores e sementes desta planta é feito um pó, o qual é aplicado sobre as pessoas e em locais; é denominado “o pó que faz bem”. Na medicina caseira actua com excelente regulador feminino. Além de agir com grande eficácia sobre erisipelas e males do fígado. É usada pelo povo, fazendo o chá com toda erva e bebendo a cada duas horas uma xícara.

Fedegoso Crista-de-galo

Fedegoso: Misturada a outras ervas pertencentes a Exu, o fedegoso realiza os sacudimentos domiciliares. É de grande utilidade para limpar o solo onde foram riscados os pontos de Exu e locais de despacho pertencentes ao deus da liberdade.

Fedegoso

Figo Benjamim: Erva usada na purificação de pedras ou ferramentas e na preparação do fetiche de Exu. É empregada também em banhos fortes nas pessoas obsidianas. No uso popular, suas folhas são cozidas para tratar feridas rebeldes e debelar o reumatismo.

Figo Benjamim

Figo do Inferno: Somente as folhas pertencentes a este vegetal são de Exu. Na liturgia, ela é o ponto de concentração de Exu. Não possui uso na medicina popular.

Figo do Inferno

Folha da Fortuna: É empregada em todas as obrigações de cabeça, em banhos de limpeza ou descarrego e nos abôs de quaisquer filhos-de-santo. Na medicina caseira é consagrada por sua eficácia, curando cortes, acelerando a cura nas cicatrizações, contusões e escoriações, usando as folhas socadas sobre os ferimentos. O suco desta erva puro ou misturado ao leite, ameniza as consequências de tombos e quedas.

Folha da Fortuna:

Juá – Juazeiro: É usada para complementar banho forte e raramente está incluída nos banhos de limpeza e descarrego. Seus galhos são usados para cobrir o ebó de defesa. A medicina caseira a indica nas doenças do peito, nos ferimentos e contusões, aplicando as cascas, por natureza, amargas.

Juá – Juazeiro

Jurema Preta: Tanto na Umbanda quanto no Candomblé, a Jurema Preta é usada nos banhos de descarrego e nos ebó de defesa. O povo a indica no combate a úlceras e cancros, usando o chá das cascas.

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Jurubeba: Utilizada em banhos preparatórios de filhos recolhidos ao ariaxé. Na medicina caseira, o chá de suas folhas e frutos propiciam um melhor funcionamento do baço e fígado. É poderoso desobstruíste e tónico, além de prevenir e debelar hepatites. Banho de assentos mornos com essa erva propiciam melhores às articulações das pernas.

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Lanterna Chinesa: Utilizada em banhos fortes para descarregar os filhos atacados por Eguns. Suas flores enfeitam a casa de Exu. Popularmente, é usada como adstringente e a infusão das flores é indicada para inflamação dos olhos.

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Laranjeira do Mato: Seu uso se restringe a banhos fortes, de limpeza e descarrego. Na medicina caseira ela actua com grande eficácia sobre as cólicas abdominais e também menstruais.

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Mamão Bravo: Planta utilizada nos banhos de limpeza descarrega e nos banhos fortes. Além de ser muito empregada nos ebó de defesa, sendo substituída de três em três dias, porque o Orixá exige que a erva esteja sempre nova. O povo a utiliza para curar feridas.

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Maminha de Porca: Somente seus galhos são usados no ritual e em sacudimentos domiciliares. O povo a indica como restaurador orgânico e tonificador do organismo. Sua casca cozida tem grande eficácia sobre as mordeduras de cobra.

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Mamona: Suas folhas servem como recipiente para arriar o ebó de Exu. Suas sementes socadas vão servir para purificar o otá de Exu. Não tem uso na medicina popular.

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Mangue Cebola: No ritual, a cebola é usada nos sacudimentos domiciliares. Corte a cebola em pedaços miúdos e, entoando em voz alta o canto de Exu, a espalhe pela casa, nos cantos e sob os móveis. Na medicina caseira, a cebola do mangue esmagada cura feridas rebeldes.

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Mangueira: É aplicada nos banhos fortes e nas obrigações de Ori (cabeça), misturada com aroeira, pinhão-roxo, cajueiro e vassourinha-de-relógio, do pescoço para baixo. Ao terminar, vista uma roupa limpa. As folhas servem para cobrir o terreiro em dias de abaçá. Na medicina caseira é indicada para debelar diarreias rebeldes e asma. O cozimento das folhas, em lavagens vaginais, põe fim ao corrimento.

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Manjerioba: Utilizada nos banhos fortes, nos descarregos, nas limpezas pessoais e domiciliares e nos sacudimentos pessoais, sempre do pescoço para baixo. O povo a indica como regulador menstrual, beneficiando os órgãos genitais. Utiliza-se o chá em cozimento.     

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Maria Mole: Aplicada nos banhos  de limpeza e descarrego, muito procurada para sacudimentos domiciliares. O povo a indica em cozimento nas dispepsias e como excelente adstringente.

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Mata Cabras: Muito utilizado para afugentar eguns e destruir larvas astrais. As pessoas que a usam não devem tocá-la sem cobrir as mãos com pano ou papel, para depois despachá-la na encruzilhada. O povo indica o cozimento de suas folhas e caules para tirar dores dos pés e pernas, com banho morno.

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Mata Pasto: Seus galhos são muito utilizados nos banhos de limpeza, descarrego, nos sacudimentos pessoais e domiciliares. O povo a indica contra febres malignas e incómodos digestivos.

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Mussambê de Cinco Folhas: Obs.: Sejam eles de sete, cinco, ou três folhas, todos possuem o mesmo efeito, tanto nos trabalhos rituais, quanto na medicina caseira. Esta erva é utilizada por seus efeitos positivos e por serem bem aceitas por Exu no ritual de boas vindas. Na medicina caseira é excelente para curar feridas.

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Ora-pro-nobis: É erva integrante do banho forte. Usada nos banhos de descarrego e limpeza. É destruidora de eguns e larvas negativas, além de entrar nos assentamentos dos mensageiros Exus. No uso caseiro, suas folhas actuam como emolientes.

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Palmeira Africana: Suas folhas são aplicadas nos banhos de descarrego ou de limpeza. Não possui uso na medicina caseira.

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Pau-d’alho: Os galhos dessa erva são utilizados nos sacudimentos domiciliares e em banhos fortes, feitos nas encruzilhadas, misturadas com aroeira, pinhão branco ou roxo. Na encruzilhada em que tomar o banho, arreie um mi-ami-ami, oferecido a Exu, de preferência em uma encruzilhada tranquila. Na medicina caseira ela é usada para exterminar abcessos e tumores. Usa-se socando bem as folhas e colocando-as sobre os tumores. O cozimento de suas folhas, em banhos quentes e demorados, é excelente para o reumatismo e hemorróidas.

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PEREGUN - Uma das folhas mais antigas é o “Pèrègún”, que é utilizada na grande maioria dos rituais aos Orixás. Diz o mito: Pèrègún presenciou o crescimento da humanidade. Sempre há de nos trazer a sorte. Pèrègún segura nossa sorte, segura a sua presa no dia de caça e assim, alimenta os seus filhos.




Pèrègún nos protege de nossos opositores e faz com que nos harmonizemos com os nossos semelhantes.

Pèrègún fez pacto com “Aje” para a sua vinda à Àiyé ( Terra ou o mundo físico, paralelo ao orun ) Ifá dissera, quando Pèrègún o procurava pela sorte, se você quiser ter sorte, deverá ajudar a humanidade, fazendo um pacto com “Aje”, para poder sempre ter e poder emanar sorte, para quem lhe procurar por sua ajuda. Foi então, que Pèrègún tinha feito pacto com “Aje” antes de vir ao mundo, mas não tinha quem o pudesse levar para Àiyé. Novamente foi a Ifá, e este dissera:

Pèrègún se você quiser realizar o seu trabalho em Àiyé procure por “Ògún”, pois ele sempre está indo para Àiyé. Pèrègún procurou por “Ògún”, mas ele só levaria Pèrègún, se ele dividisse a sua sorte com ele. Foi então que Pèrègún tinha aceitado, e por essa razão “Ogum” lhe dissera: “Vou dizer a toda humanidade, que Pèrègún emana a sorte, e quem com ele ficar será agraciado com a mesma”. Desde e Pèrègún então foi conhecido, e muito procurado por todos em Àiyé.



Picão da Praia: Não possui uso ritualístico. A medicina caseira o indica como diurético e de grande eficácia nos males da bexiga. Para isso utilize-o sob a forma de chá.

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Pimenta Darda: Aplicada em banhos fortes e nos assentamentos de Exu. Na medicina caseira, suas sementes em infusão são anti-helmínticas, destruindo até ameba.

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Pinhão Branco: Aplicada em banhos fortes misturadas com aroeira. Esta planta possui o grande valor de quebrar encantos e em algumas ocasiões substitui o sacrifício de Exu. Suas sementes são usadas pelo povo como purgativo. O leite encontrado por dentro dos galhos é de grande eficácia colocado sobre a erisipela. Porém, deve-se Ter cuidado, pois esse leite contém uma terrível nódoa que inutiliza as roupas.

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Pinhão Coral: Erva integrante nos banhos fortes e usadas nos de limpeza e descarrego  e nos ebó de defesa. Na medicina caseira o pinhão coral trata feridas rebeldes e úlceras malignas.
Pinhão Roxo: No ritual tem as mesmas aplicações descritas para o pinhão branco. É poderoso nos banhos de limpeza e descarrego, e também nos sacudimentos domiciliares, usando-se os galhos. Não possui uso na medicina popular.

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Pixirica – Tapixirica: No ritual faz parte do axé de Exu e Egun. Dela se faz um excelente pó de mudança que propicia a solução de problemas. O pó feito de suas folhas é usado na magia maléfica. Na medicina caseira ela é indicada para as palpitações do coração, para a melhoria do aparelho genital feminino e nas doenças das vias urinárias.

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Quixambeira: É aplicada em banhos de descarrego e limpeza para a destruição de eguns e ao pé desta planta são arriadas obrigações a Exu e a Egun. Na medicina caseira, com suas cascas em cozimento, actua como energético adstringente. Lavando as feridas, ela apressa a cicatrização.

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Tajujá – Tayuya: É usada em banhos fortes, de limpeza ou descarrego. A rama do tajujá é utilizada para circundar o ebó de defesa. O povo a indica como forte purgativo.

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Tamiaranga: É destinada aos banhos fortes, banhos de descarrego e limpeza. É usada nos ebó de defesa. O povo a indica para tratar úlceras e feridas malignas.

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Tintureira: Utilizada nos banhos fortes, de limpeza ou descarrego. Bem próximo ao seu tronco são arriadas as obrigações destinadas a Exu. O povo utiliza o cozimento de suas folhas como um energético desinflamatório.

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Tiririca: Esta plantinha de escasso crescimento apresenta umas pequeninas batatas aromáticas. Estas são levadas ao fogo e, em seguida, reduzida a pó, o qual funciona como pó de mudança no ritual. Serve para desocupar casas e, colocadas em baixo da língua, desodoriza o hálito e afasta eguns.

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Urtiga-branca: É empregada nos banhos fortes, nos de descarrego e limpeza e nos ebó de defesa. Faz parte nos assentamentos. O povo a indica contra as hemorragias pulmonares e brônquicas.

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Urtiga Vermelha: Participa em quase todas as preparações do ritual, pois entra nos banhos fortes, de descarrego e limpeza. É axé dos assentamentos de Exu e utilizada nos ebó de defesa. Esta planta socada e reduzida a pó, produz um pó benfazejo. O povo indica o cozimento das raízes e folhas em chá como diurético.

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Vassourinha de Botão: Muito empregada nos sacudimentos pessoais e domiciliares. Não possui uso na medicina popular.

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Vassourinha de Relógio: Ela somente participa nos sacudimentos domiciliares. Não possui uso na medicina caseira.

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Xiquexique: Participa nos banhos fortes, de limpeza ou descarrego. São axé nos assentamentos de Exu e circundam os ebó de defesa. O povo indica esta erva para os males dos rins.

 Caatinga -  Raso da Catarina - BA, cactos, Rio S. Francisco, Baixa do Chico

Estarei atualizando todas as ervas e o uso medicinal, assim como, os fundamentos, nomes das ervas em yoruba para poder cantar as ervas dos Orixás (Santos), se gostou divulgue!
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