Quem é Exú Treme Terra?

Falando mais sobre os Exús de Umbanda você sabe quem é Exu Treme Terra? Que raramente se manifesta, e que é regido pelo orixá Omulu e Obá , que forma seu triângulo de forças com nossa amada Mãe Nanã Buruquê.

Esse Exu é firme, aguerrido, resoluto nas ações, racionalista e circunspecto. É preciso nos seus conselhos e não são de muita conversa, quando sentem que os conhecimentos que trazem não estão sendo assimilados por seus médiuns e pelos consulentes, ele fica observando e esperando a transmutação.

Seu Exú Treme Terra de Umbanda

Existe grande confusão com relação a magnitude deste Exu onde alguns chegam a confundi-lo com Caboclo Treme Terra, que é um Caboclo da linha de Xangô. Isto ocorre pela similaridade da nomenclatura, mas Exu Treme Terra não é um Caboclo Treme Terra virado na esquerda, o fundamento de manipulação magística e transformadora Exu Treme Terra, é o de ser um executor, pelos domínios de força do Senhor Omulu e Mãe Oba.

Sendo a própria terra, onde caminhamos e nos sustentamos, e sendo a terra geradora permanente de vida, encontramos nela a primeira grande magia de Omulu, que é a famosa força da gravidade, que atrai tudo para si, assim como também, as diversas forças dos demais Orixás formando novas conjugações.

Os desdobramentos do Senhor Exu Treme Terra se dão dentro dele mesmo.

Enquanto Pai Omulu absorve e atrai tudo a si mesmo por representar a Terra e Mãe Oba, concentrar essa mesma Terra em torno de si, Exu Treme Terra, como já diz o nome simbólico, é uma entidade típica de Umbanda, mas também trabalha em terreiros de Candomblé que cultuam Umbanda, ele descarga repelente, é onde fazendo a Terra Tremer, descarrega todas as energias contrárias, é ele quem reina num Terremoto, quando a Terra Sacudida em abalos avassaladores, tira tudo de seu caminho

Por seu tipo de energia sacudir e derrubar tudo, e sugar as energias negativas transformando-as em positivas, transmutando e transformando tudo que nela (terra) toca e entra é por isso que Ele não “vai” a outros Exus, mas os outros é que “vem” a Ele.

Sendo o Exu a comando do Senhor Omulu, Orixá este que permanece no limite entre vida e morte, também foi permitido a Exu Treme Terra domínios na saúde e doença.

Ele é um Exu da Terra, Mestre da Magia. Energia emanada por Zambi, O Criador para destruir os malefícios gerados pelas doenças ou por qualquer tipo de magia e/ou enfeitiçamento.

De Mãe Obá ele transmuta na transformação energética mágica, de toda energia produzida de forma natural, ou seja, transformador da energia natural (toda energia que seja emanada da natureza ou do nosso próprio pensamento). Ele transforma tudo e descarrega para a terra, que transforma e transmuta em energia positiva devolvendo para o astral de forma limpa.

É o único que trabalha em todas as sessões mesmo que não tenha sido evocado. O Senhor da Terra Omulu esta entidade em ação, mesmo que não tenha sido invocado. O que reforça a importância da necessidade de nos harmonizarmos com todos os Orixás, pois eles trabalham, atuam e interagem em absoluta e total harmonia o tempo todo.

Em função de sua característica básica ser de nos trazer a consciência cármica, e ser um Exú do tempo e da lentidão, já que absorve de Mãe Oba a paralisação dos seres viciados e que precisam de transformação, ele sacode a Terra, para derrubar todas as energias que contradizem com a evolução desse ser.

A palavra chave para Exu Treme Terra é concretização. Ele nos trás o silêncio e a concentração.
Por ter como elemento a terra e ponto de fixação o Cemitério (Calunga pequena), é lá que esse Exu é o grande manipulador das forças de magia, sendo Omulu o Mestre na Umbanda.
As suas cores são o preto e o branco em proporções iguais.

Sua oferendas são em todos os tipos de terra, mas é no cemitério onde se concentra seu poder místico.

Mensagem de Um Exu Treme Terra

"Os dias aqui passam rápido. Parece ontem que eu sofria demasiadamente por coisas que eu vejo que não tinham importância. O amor, não aproveitei. Da saúde, não desfrutei. A fé, não a tive. Mas agora eu sei. Não aprendi, e posso dizer isso porque sei que se voltasse às mesmas situações teria grande chance de cometer os mesmos erros. Mas agora eu tenho conhecimento, que é o primeiro passo a ser dado na evolução de um espírito. Espero um dia poder dizer: eu aprendi. Mas para que isso aconteça, tenho consciência de que enfrentarei desafios que nunca nem sequer imaginei enfrentar. Desafios que nada têm a ver com provas e metas a serem cumpridas, mas que envolvem algo muito mais complicado para os seres em Terra: sentimentos. Esses que abrangem os desejos, os vícios, as tentações e principalmente o desequilíbrio.

Não desperdicem a chance que ainda têm de fazer diferente, ou de pelo menos não fazer tudo igual a vida inteira. Aproveitem o amor, deem valor à saúde (antes que a percam) e tenham fé. Eu suplico-lhes que tenham fé, porque esta é a única que carentes, doentes, pobres, ricos, infelizes e felizes podem ter, sem distinção.

Vários pontos de Exú e Pomba Gira na Umbanda com letra

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Nanã não usa ferro por causa da rivalidade com Orixá Ogum

Contam a lendas que as desavenças entre Nanã e Ogum foram várias, entre elas tem onde a quizilia do Orixá Nanã é o ferro (aço) devido aos problemas que este Orixá tem com Ogum e sua rivalidade entre Nanã Burucu e Ogum data de tempos, Ogum, o ferreiro guerreiro, era o proprietário de todos os metais, eram de Ogum os instrumentos de ferro e aço (preceito preservado no Candomblé), por isso era tão considerado entre os orixás, pois dele todas as outras divindades dependiam.

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Sem a licença de Ogum não haviam sacrifícios (pois ele é do dono ferro); sem sacrifício não havia orixá, Ogum é o Oluobé, o Senhor da Faca, todos os orixás o reverenciavam, mesmo antes de comer pediam licença a ele pelo uso da faca, o obé com que se abatiam os animais e se preparava a comida sacrificial.

Ogum chama a Morte para ajuda-lo numa aposta


Contrariada com essa precedência dada a Ogum, Nanã disse que não precisava de Ogum para nada, pois se julgava mais importante do que ele. "Quero ver como vais comer, sem faca para matar os animais", disse Ogum.

Ela aceitou o desafio e nunca mais usou a faca, foi sua decisão que, no futuro, nenhum de seus seguidores se utilizaria de objetos de metal que sacrifícios feitos a ela fossem feitos sem a faca, sem precisar da licença de Ogum.

Mais sobre o Orixá Nanã e Ogum:

Cantos à Ogum

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ORAÇÃO AO PAI OXUMARÉ

Oração ao Orixá Oxumarê, também conhecido como Bessen é um Vodum (santo) típico da nação Gegê (Candomblé), é representado pelo Arco íris “simbologia da ligação e a continuidade, ancestralidade, reencarnação, etc”. Filho do Orixá Nanã, logo seus irmãos são Omolu, Ewá, Ossain.

A oração ao Orixá Oxumarê - bessen - dan

ORAÇÃO AO PAI OXUMARÉ

Amado Pai Oxumaré, rogamos a vós,

Pai irradiante das sete cores das Luzes Divinas, que nosabençoe com as gotas luminosas e preciosas de Vosso Arco-Íris Sagrado.

Pedimos a vós, Divino Pai, a diluição de todos os infortúnios e obstáculos que estejamimpedindo nossa felicidade, saúde, prosperidade e a renovação de nossa vida em todos osseus aspectos, em equilíbrio e harmonia.

Dê-nos o vosso amparo em nossa caminhada evolutiva,

Divino Pai, afastando qualquer sernegativo que esteja impedindo a expansão do Amor em nossas vidas e amplie nossossentimentos de fraternidade, irmandade e harmonia.

Renove, amado Pai, nossas energias, sentimentos, meio ambiente, casas e tudo mais quecarecer de renovação.

Renove nossa religiosidade, Amor, fundamento, juízo, ordenações,saber e criação, para que possamos acelerar nossa evolução rumo ao Divino Criador.

Crie, Divino Pai, laços fortes de satisfação, segurança, confiança, união, maturidade e Amor aosnossos semelhantes e à Natureza que nos sustentam.

Que em nossos corações não haja lugarpara revolta, ódio, inveja ou paixão, mas que prevaleça o Amor e o Respeito por todas ascriações de Olorum e pela Natureza que nos sustenta vivos e que cria as condições para acomunidade da existência dos espíritos, através de seus pontos de forças.

Divino Pai Oxumaré, faça que nossa Fé,

Respeito e Amor por nosso Divino Criador,

Olorum epelos Sagrados orixás, se renove a cada dia, com maior intensidade, tornado-nos equilibradores e renovadores de nossas vidas e das vidas de nossos irmãos.

Amado Pai, não permita que sejamos luzes perdidas nas trevas, mas, sim, luzes viva semanadas do Divino Criador e Seu serviço, inter possamos ser “ faróis” a guiar nossos irmãos, necessitados de ajuda em sua jornada evolutiva, para que encontrem o melhor caminho, o caminho da renovação da Fé, do Amor, do conhecimento, da Justiça, da Lei, da Evolução e da Geração, do Divino Criador.
Arroboboi, Pai Oxumaré !!!

Mais sobre o Orixá Oxumarê/Bessen

Oriki de Oxumarê em Yoruba com tradução

Oxumarê e suas Qualidades de Orixá

As Ervas do Orixá Oxumarê: Ewê - folhas


Cântico de Oxumarê no Candomblé

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Odu regente de 2015: As previsões e os Orixás

As Previsões de 2015, o Odu regente, as mensagens e conselhos de Ifá/Orunmilá, e os orixá regentes deste ano de 2015 para você passar um ano novo com prosperidade, saúde, sorte e longa vida com paz em nome de todos os orixás. O texto é para todos seguidores da religião (Umbanda, Candomblé, etc..), pois Ifá está para todos, assim como todos está para Ifá.

O Festival Mundial de Ifá é realizado todos os anos, nos primórdios do mês de junho, na Sede do Ilé Orúnmìlà Barami Àgbọnmìrègún, também chamado Ilé Ifá Àgbáyé (Templo Mundial de Ifá). O Festival, como todos os anos, foi feito na montanha (Òkè) Ìta , cidade de Ilé-Ifá , estado de un, Nigéria, como parte das celebrações do Ano Novo dos praticantes da Religião Tradicional Yoruba. Durante o festival é apurado o Odù Ifá que regerá o novo ano, o qual será sacado pelo Bàbáláwo mais novo.

Odu regente de 2015 - odu ifá - previsão - letra - orixá de 2015

ODU REGENTE DE 2015

O Odù sacado este ano foi Òdí Ogbè (Édi Ogbè, Édi Gbèmí, Ìdí Èkúté, Ìdí Iwinlara, Ìdíngbémi), sendo que o Odù se manifestou de forma negativa, com tendência a doenças . Mesmo sendo um Odù que representa muito sucesso, a negatividade manifesta pode atrair doenças.

Assim que foi divulgado o Odù, muitas pessoas transmitiram por meio eletrônico as determinações de Ifá para a humanidade, porém o Olúwo Ṣọlágbadé Pópóọla divulgou, de forma completa, o que foi determinado por Olódùmarè (Deus), por meio de seu profeta Orúnmìlà (Ifá) a todos os praticantes da tradição de Ifá e Òrì à, o que foi feito por meio de artigo publicado pelo Olúwo Ṣọlágbadé Pópóọla.

Resolvemos, então, trazer ao público brasileiro a tradução do texto divulgado pelo Olúwo Pópóọla, a fim de que os praticantes da tradição de Ifá e Ori à possam ter informações daquilo que devem ou não fazer neste ano. Essa empreitada não foi fácil, pois o Olúwo Ṣọ lágbadé Pópóọla, como falante da língua Yorùbá, não se preocupou com a colocação dos sinais diacríticos, os quais nos permitem ler, adequadamente, os textos Yorùbá, sendo que tivemos que colocá-los, para que nós, brasileiros, pudéssemos lê-los.

Espero que todos possam usufruir desse artigo e cumprir as determinações que o Odù Òdí Ogbè nos revela, de forma a terem um excelente ano, sem sobressaltos e com muito sucesso.

Ifá diz que está previsto Ire de longevidade para todos os Awo neste ano. Ifá adverte que todos os Awo deverão oferecer ebó [sacrifício, oferenda] a fim de obterem vida longa na terra. Cada Templo, grupo e/ou indivíduo precisará oferecer uma etù [galinha d’Angola] e dinheiro como ebó e alimentar Ifá com outra tù. Uma vez feito isso, longevidade será garantida por Ifá…..

Devido ao texto ser muito grande eu hospedei o arquivo no OneDrive para melhor leitura e você também pode baixar o Artigo completo que está em PDF. clique aqui ODu 2015

Os Orixás que Devem Ser Cultuados em 2015


1. Ifá – para orientação, paz de espírito, direção, elevação e identificação do destino;
2. Orí – para sucesso em todos os campos da vida, cumprimento e elevação do destino;
3. Exú Odàrà – para vitória, acolhimento, proteção e sucesso;
4. Egbe – para o sucesso em geral, camaradagem e bem-estar;
5. Ogum – para proteção e direcionamento;
6. Òkè – para vida longa e vitalidade;
7. Xangô – para vitória contra as adversidades e para elevação espiritual;
8. Ajé – para riqueza e sucesso;
9. Obatalá – para felicidade, crianças, apoio e elevação;
10. Egungun – para apoio dos ancestrais;
11. Oxum – para vitória contra conspirações, um bom cônjuge e sucesso.

Espero que Ifá possa lhe trazer orientação e sabedoria para um melhor ano. Feliz 2015!!!
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Por que o Orixá Aganju não é um Xangô?

Entre vários mitos sobre os Orixás encontramos um que merece uma observação que é muito comum vermos assimilação entre os dois Orixá Xangô e Aganjú, no caso sendo Aganjú sendo considerado (cultuado) como o mesmo Orixá, o que não é verdade, podemos exemplificar claramente a diferença entres dois orixás e que Xangô é diferente de Aganjú, ou seja, afirmam categoricamente que um Orixá não tem nada a ver com outro, então, por que o Orixá Aganju não é um Xangô? Veremos as diferenças claras no texto a seguir.

Orixá Xangô não é Aganju - Shango vs Aganju

Por exemplo, em Osá Bara (omo odu) e Obara Sá (omo odu) falam da manifestação de Aganjú como Orixá específico isso nos dando a certeza, visto que Aganjú é um Orixá distinto (único), pois mostram neles e em suas expressões que a vestimenta de Aganjú, os gostos, o culto de Aganjú, os Igbás e os assentamentos dele, são diferentes dos de Xangô.

Quero lembrar mesmo assim que entre esses Orixás existe uma ligação muito forte, mas a regra Yorubá Lukumi afirmam que os dois são irmãos, sendo Aganjú muito mais velho.

Aganjú vem a ser o Orixá dos vulcões, do fogo, o que até aí encontramos uma semelhança com o Orisa Xangô, porém apesar dessa semelhança espiritual, encontramos outras que divergem um do outro. Aganjú apesar de ser um Orixá guerreiro e muito mais velho que Xangô, vive no fundo da Terra, recolhido, como os vulcões, saindo o mesmo em alguns momentos.

Já o Orixá Xangô é um guerreiro ativo por 24 horas, motivado pelas guerras, pelas alegrias e do desejo da vida e de viver intensamente. Aganjú é um Orixá do silêncio muitas vezes e Xangô é da guerra, do barulho, da festa, de nunca dormir para não perder um dia de vida.

Encontramos aí mais uma diferença entre eles. Aganjú come cabrito capado, Xangô come carneiro. Em um dado momento conta um Pataki (lenda) de Ifá que Xangô e Aganjú guerreiam entre si e a guerra termina quando Aganjú entende e vê que Xangô seria filho de Yamasé (Yemanjá) e que se tal guerra continuasse acabariam com o mundo e não acabariam com eles.

Xangô é o Orixá das virilidades, das mulheres, do reinado, da vida por excelência. Aganjú estabelece em alguns momentos a paz e é voltado para o lar, para a casa. Xangô vem a ser Oni (soberano) pois recebeu de Olófin o dom de liderar o mundo.

Já Aganjú ganhou a missão de equilibrar o mundo dentro de seu contexto, por isso Maferefun Xangô e Maferefun Aganyú! Já Aganjú no Candomblé é visto como um menino, uma criança e uma qualidade de Xangô.

Parte 2 da Roda de Xangô: letra e Áudio

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As Ervas do Orixá Oxumarê: Ewê - folhas

As Ervas do Orixá Oxumarê (suas Ewê/Folhas), ele é um Orixá, equiparado ao Vodun Jejê Dan. Oxumarê é o Orixá que representa a continuidade e permanência, então logo, pode se perceber a sua grande importância, costuma ser representado por uma serpente que morde a própria cauda, ele é cultuado dentro do Candomblé, mas não na Umbanda onde é comum se falar de Exú Maré que não tem nada haver com este Santo.

Oxumarê/Bessen costuma ser, erroneamente, (confundido) tratado como um Orixá andrógino, o que é totalmente errado, pois ele é totalmente masculino, existe sim uma Orixá equivalente a Oxumarê e que é feminina, trata-se do Orixá Ewá, que é sua fêmea.É representado por uma cobra e por um arco-íris, e podendo ser considerado sendo esses mesmos dois símbolos. Suas funções não são muito fáceis de definir, pois são múltiplas.

Orixá Oxumarê - bessen - dan

É o senhor do opostos, dos antônimos, do bem e do mal, do dia e da noite, do positivo e negativo,do macho e fêmea. Oxumarê é o símbolo da continuidade, e é representado com a serpente que morde a própria calda, formando um circuito fechado, um círculo. Ou seja, representa oque não tem fim, o que se regenera, o que se transforma. A troca da pele da cobra é um de seus símbolos permanentes.

Algumas Ervas do Orixá Oxumarê

Alcaparreira – Galeata: Entra em várias obrigações do ritual deste Orixá, utilizando-se folhas e cascas verdes. Muito prestigiada nos abô (banho de ervas) de preparação dos filhos para obrigação de cabeça e nos banhos de limpeza. A medicina caseira indica como diurética, usadas as cascas da raiz. Os frutos são comestíveis e deles se prepara uma geleia que é eficaz contra picadas de cobras ou insetos venenosos, em razão do princípio ativo: rutinã.

 Altéia – Malva-risco: Muito empregada nos banhos de descarrego e na purificação das pedras dos orixás Nanã. Oxum, Oxumarê, Yansã e Yemanjá. Muito prestigiada nos bochechos e gargarejos, nas inflamações da boca e garganta.

 Angelicó – Mil-homens: Tem grande aplicação na magia de amor, em banhos de mistura com manacá (folhas e flores), para propiciar ligações amorosas, aproximando o sexo masculino. A medicina caseira aplica-o como estomacal, combatendo a dispepsia. As gestantes não devem usar.
  
Araticum-de-areia – Malolô: Liturgicamente, os bantos a usam nos banhos de descarrego, sem mistura de outra erva. A medicina caseira indica a polpa e os frutos para resolver tumores e cozimento das folhas no tratamento do reumatismo.

 Cavalinha – Milho-de-cobra: Aplicada nas obrigações de cabeça, nos abô e como axé nos assentamentos dos dois orixás. Não possui uso na medicina popular.
  
Graviola – Corosol: Tem plena aplicação nos abô dos orixás, nos banhos de abô e nos de limpeza e descarrego. É indispensável aos filhos recolhidos para obrigações de cabeça beberem uma dose de suco pela manhã. O povo usa a graviola de diabetes, aplicando o chá.

Ingá-bravo: “Não conhecemos aplicação ritualística. O povo a consagra como sério adstringente e, por isso, indica o uso das casacas, em cozimento, na cura das úlceras e feridas rebeldes, banhando-as.

 Língua-de-vaca – Erva-de-sangue: Planta empregada nas obrigações principais, nos abô e nos banhos de ervas de purificação dos filhos do orixá. É axé para assentamentos do mesmo orixá. O uso caseiro é nas doenças de pele, nas sifilíticas e nos resfriados.

Os Caminhos de Oxumarê/Bessen


Cantiga de Oxumarê – Candomblé

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Orixá Ajaguna "Obatalá" O criador de Problemas

O Orixá Ajaguna (Ajagunã, Oxoguian, Òrìsà Òsògìyán ) já no Brasil ou simplesmente conhecido como o Oxalá mais novo e como ele mais gosta de ser chamado, EwúléèjìbòSenhor de Ejigbô” onde é tratado por Kábiyèsi, é um dos Orixás mais emblemáticos do candomblé.

Oxaguian - Oxoguian - Osogyan - Oxalá - Oxalufan - Osala - Oshala - Obatalá

Diz a Lenda (pataki, Iton) que na repartição que Olófin fez na Terra, quando distribuiu os cargos entre seus filhos, para Ayágguna foi dito ser o criador de problemas. Onde ele chegava, governada com armas e assim o fez em uma grande parte da África. Era de espirito revolucionário e guerreava com todos os seus vizinhos. Um dia Olófin o chamou e lhe perguntou por que motivo governava dessa forma tão truculenta.

Eu quero a paz para todos os meus filhos, lhe disse Olófin, ao que contestou Ayágguna:
Você Babá, sempre está sentido e o sangue não corre em suas veias, a Olófin sempre chegavam as queixas das confusões e pleitos de Ajagunã (Quem é Oxalá? ) e que este sempre buscava a luta e a guerra.

Olófin, para ver se Oxoguian se regenerava, tirou dele o mando da África e o mandou para a Ásia, onde Ayágguna encontrou gente tranquila, que nunca se desafiavam e ali tudo era paz e tranquilidade. Ajaguna disse: Mas ainda terei que guerrear, pois sou guerreiro e chefe dos guerreiros. Então se foi a uma tribo vizinha e os incitou a dominar a tribo onde ele estava vivendo, dizendo que eles eram bobos. Regressou a tribo e lhes disse que vinha a invadi-los e que tinham que combater os invasores, porque só havia uma alternativa: Ser vencedor ou vencido.

E assim seguiu sem deixar ninguém em paz, incitando a guerra por onde queira, metendo discórdia entre as pessoas pacíficas, até que por fim ardeu a guerra, a qual se estendeu pelo mundo inteiro. Os povos, ao saberem das circunstâncias evidentes de que era Ayágguna o provocador, o incitador das guerras, voltaram onde Olófin estava a fim de se queixar novamente.

Orixá Ajaguna não com a Guerra

Olófin chamou Ajagunan e lhe disse: Por favor Filho meu, quero a PAZ! Eu sou a paz, Eu sou Alamorere, Bandeira Branca! Ayágguna lhe contestou: Babá, se não há discórdia, não há progresso, com a discórdia o mundo avança, fazendo que o que tem dois, queira ter quatro e fazendo que triunfe sempre o mais capacitado. Bem, disse Olófin, se é assim, o mundo durará até o dia em que lhe deem as costas e tu te tombes a descansar. Este dia até hoje não chegou.

Confira também o Xirê de Oxalá com Letra e Tradução:

Oxalá - Oxaguian Xirê completo com tradução: video


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