A Lenda da Criação do Mundo: Os Orixás

Conta a Lenda da criação de Aiê (terra/mundo) Orixá Oxalá, "O Grande Orixá" ou "O Rei do Pano Branco"no Candomblé e também na Umbanda. Foi o primeiro a ser criado por Olorum, o deus supremo. Tinha um caráter bastante obstinado e independente.

Oxalá foi encarregado por Olorum de criar o mundo com o poder de sugerir (àbà) e o de realizar (àse). Para cumprir sua missão, antes da partida, Olorum entregou-lhe o "saco da criação". O poder que lhe fora confiado não o dispensava, entretanto de submeter-se a certas regras e de respeitar diversas obrigações como os outros orixás. Uma história de Ifá nos conta como. Em razão de seu caráter altivo, ele se recusou fazer alguns sacrifícios e oferendas a Exú, antes de iniciar sua viagem para criar o mundo.

A lenda da criação de Aiê (Mundo) – Orixás


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O Orixá Oxalá pôs-se a caminho apoiado num grande cajado de estanho, seu òpá osorò ou paxorô, cajado para fazer cerimônias. No momento de ultrapassar a porta do Além, encontrou Exé, que, entre as suas múltiplas obrigações, tinha a de fiscalizar as comunicações entre os dois mundos. Exé descontente com a recusa do Grande Orixá em fazer as oferendas prescritas, vingou-se o fazendo sentir uma sede intensa. Oxalá, para matar sua sede, não teve outro recurso senão o de furar com seu paxorô, a casca do tronco de um dendezeiro. Um líquido refrescante dele escorreu: era o vinho de palma. 

Ele bebeu-o ávida e abundantemente. Ficou bêbado, e não sabia mais onde estava e caiu adormecido. Veio então Odudua, criado por Olorum depois de Oxalá e o maior rival deste. Vendo o Grande Orixá adormecido, roubou-lhe o "saco da criação", dirigiu-se à presença de Olorum para mostrar-lhe o seu achado e lhe contar em que estado se encontrava Oxalá. Olorum exclamou: "Se ele está neste estado, vá você, Odudua! Vá criar o mundo!" Odudua saiu assim do Além e encontrou diante de uma extensão ilimitada de água. 

Deixou cair a substância marrom contida no "saco da criação". Era terra. Formou-se, então, um montículo que ultrapassou a superfície das águas. Aí, ele colocou uma galinha cujos pés tinham cinco garras. Esta começou a arranhar e a espalhar a terra sobre a superfície das águas.

Onde ciscava, cobria as águas, e a terra ia se alargando cada vez mais, o que em iorubá se diz ilè nfè, expressão que deu origem ao nome da cidade de Ilê Ifé. Odudua aí se estabeleceu, seguido pelos outros orixás, e tornou-se assim o rei da terra. 

Quando Oxalá acordou não mais encontrou ao seu lado o "saco da criação". Despeitado, voltou a Olorum. Este, como castigo pela sua embriaguez, proibiu ao Grande Orixá, assim como aos outros de sua família, os orixás funfun, ou "orixás brancos", beber vinho de palma e mesmo usar azeite-de-dendê. Confiou-lhe, entretanto, como consolo, a tarefa de modelar no barro o corpo dos seres humanos, aos quais ele, Olorum, insuflaria a vida.

Por essa razão, Oxalá também é chamado de Alamorere, o "proprietário da boa argila".
Pôs-se a modelar o corpo dos homens, mas não levava muito a sério a proibição de beber vinho de palma e, nos dias em que se excedia, os homens saiam de suas mãos contrafeitas, deformdas, capengas, corcundas. Alguns, retirados do forno antes da hora, saíam mal cozidos e suas cores tornavam-se tristemente pálidas: eram os albinos. Todas as pessoas que entram nessas tristes categorias são-lhe consagradas e tornam-se adoradoras de Oxalá.
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Falange de Oxalá na Umbanda: 7ª Linha


A 7ª Linha de Oxalá “Falange” é a fusão de todas as outras. As legiões de Oxalá são a sétima e última falange de todas as Linhas já vistas anteriormente, sendo esta a mais alta hierarquia espiritual dentro da Umbanda e no Candomblé sendo este Orixá considerado pai de todos e também conhecido como Obatalá.

É responsável pela integração das demais. Coordenadora, sendo a manifestação cósmica do céu, da terra, da luz e da energia, da paz e do amor. Suas falanges são:

falange de Oxalá na Umbanda

As 7 linhas da Falange de Oxalá


1. Falange de Ogum Delê (Ogum)
2. Falange de Xangô Djacutá (Xangô)
3. Falange do Caboclo Urubatã (Oxóssi)
4. Falange da Cabocla Janaína (Iemanjá)
5. Falange de Cosme (Yori)
6. Falange do Povo de Bengala (Yorimá)
7. Falange dos Caboclos de Oxalá

A Hierarquia no Candomblé e Umbanda

Lembramos que os Caboclos de Oxalá são um pouco diferente dos demais e dificilmente incorporam, sendo os responsáveis pela coordenação das demais falanges e da missão que cada guia-chefe assume perante a Umbanda.

Umbanda e sua Historia completa

Como são os Filhos De Oxalá

As Águas de Oxalá

Ervas de Oxalá na Umbanda: são o tapete-de-oxalá (boldo), mariô, folhas de limoeiro, manjericão, erva-cidreira, trevo e café.
Folhas de Oxalá no Candomblé

Pontos de Umbanda


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As Características Dos Filhos De Omolu - Obaluaiê

As características dos filhos de Omolu - Obaluaiê que é o senhor da doença é relacionado um arquétipo psicológico derivado de sua postura na dança: se nela Omulu/Obaluaiê esconde dos espectadores suas chagas, não deixa de mostrar, pelos sofrimentos implícitos em sua postura, a desgraça que o abate, sua festa se denomina Olubajé. No comportamento do dia-a-dia, tal tendência se revela através de um caráter tipicamente masoquista.

caracteristicas dos filhos do Orixá Omolu Obaluaie

Arquetipicamente, lega a seus filhos tendências ao masoquismo e à autopunição, um austero código de conduta e possíveis problemas com os membros inferiores, em geral, ou pequenos outros defeitos físicos.

Pierre Verger define os filhos de Omulu como pessoas que são incapazes de se sentirem satisfeitas quando a vida corre tranqüila para elas. Podem até atingir situações materiais e rejeitar, um belo dia, todas essas vantagens por causa de certos escrúpulos imaginários. São pessoas que, em certos casos, se sentem capazes de se consagrar ao bem-estar dos outros, fazendo completa abstração de seus próprios interesses e necessidades vitais.

No Candomblé, como na Umbanda, tal interpretação pode ser demais restritiva. A marca mais forte de Omulu/Obaluaiê não é a exibição de seu sofrimento, mas o convívio com ele. Ele se manifesta numa tendência autopunitiva muito forte, que tanto pode revelar-se como uma grande capacidade de somatização de problemas psicológicos (isto é, a transformação de traumas emocionais em doenças físicas reais), como numa elaboração de rígidos conceitos morais que afastam seus filhos-de-santo do cotidiano, das outras pessoas em geral e principalmente os prazeres.

Sua insatisfação básica, portanto, não se reservaria contra a vida, mas sim contra si próprio, uma vez que ele foi estigmatizado pela marca da doença, já em si uma punição.

Em outra forma de extravasar seu arquétipo, um filho do Orixá , menos negativista, pode apegar-se ao mundo material de forma sôfrega, como se todos estivessem perigosamente contra ele, como se todas as riquezas lhe fossem negadas, gerando um comportamento obsessivo em torno da necessidade de enriquecer e ascender socialmente.

Qualidade de Orixas Omolu

Mesmo assim, um certo toque do recolhimento e da autopunição de Omulu/Obaluaiê serão visíveis em seus casamentos: não raro se apaixonam por figuras extrovertidas e sensuais (como a indomável Iansã, a envolvente Oxum, o atirado Ogum) que ocupam naturalmente o centro do palco, reservando ao cônjuge de Omulu/Obaluaiê um papel mais discreto. Gostam de ver seu amado brilhar, mas o invejam, e ficam vivendo com muita insegurança, pois julgam o outro, fonte de paixão e interesse de todos.

Assim como Ossãe, as pessoas desse tipo são basicamente solitárias. Mesmo tendo um grande círculo de amizades, frequentando o mundo social, seu comportamento seria superficialmente aberto e intimamente fechado, mantendo um relacionamento superficial com o mundo e guardando sua intimidade para si própria. O filho do Orixá oculta sua individualidade com uma máscara de austeridade, mantendo até uma aura de respeito e de imposição, de certo medo aos outros. Pela experiência inerente a um Orixá velho, são pessoas irônicas. Seus comentários porém não são prolixos e superficiais, mas secos e diretos, o que colabora para a imagem de terrível que forma de si próprio.

Reza do Omolu - Obaluaiê

Entretanto, podem ser humildes, simpáticos e caridosos. Assim é que na Umbanda este Orixá toma a personalidade da caridade na cura das doenças, sendo considerado o "Orixá da Saúde”.
O tipo psicológico dos filhos de Omulu é fechado, desajeitado, rústico, desprovido de elegância ou de charme. Pode ser um doente marcado pela varíola ou por alguma doença de pele e é frequentemente hipocondríaco. Tem considerável força de resistência e é capaz de prolongados esforços.

Geralmente é um pessimista, com tendências autodestrutivas que o prejudicam na vida. Amargo, melancólico, torna-se solitário. Mas quando tem seus objetivos determinados, é combativo e obstinado em alcançar suas metas. Quando desiludido, reprime suas ambições, adotando uma vida de humildade, de pobreza voluntária, de mortificação.

É lento, porém perseverante. Firme como uma rocha. Falta-lhe espontaneidade e capacidade de adaptação, e por isso não aceita mudanças. É vingativo, cruel e impiedoso quando ofendido ou humilhado.

Essencialmente viril, por ser Orixá fundamentalmente masculino, falta-lhe um toque de sedução e sobra apenas um brutal solteirão. Fenômeno semelhante parece ocorrer no caso de Nanã: quanto mais poderosa e mais acentuada é a feminilidade, mais perigosa ela se torna e, paradoxalmente, perde a sedução.

Canticos de Omolu/Obaluaiê no Candomblé

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Falange de Ogum na Umbanda: Quais tipos de Ogun

Conheça quais sãos os caminhos (falanges) de Ogum na Umbanda, pois Ogum domina a primeira Linha de Umbanda, que controla todos os fatos de execução e cobrança do carma de cada indivíduo ou grupo, daí serem soldados.

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1. Falange de Ogum Beira-Mar

Colaboradores de Iemanjá, Ogum Beira-Mar trabalha sobre a areia molhada, enquanto Ogum Sete-Ondas trabalha sobre as ondas. ceitam oferendas com velas nas cores branca, verde, vermelha e zul-clara.

2. Falange de Ogum Rompe-Mato

Ogum Rompe-Mato trabalha para Oxóssi (Odé) e Ossãe, nas matas. Ogum das Pedreiras trabalha para Xangô, nas pedreiras. Em ambos os casos, é a mesma falange que trabalha para os dois Orixás, com nomes diferentes. Rompe-Mato aceita suas oferendas na entrada da mata, nas cores verde, vermelha e branca, sendo a vela vermelha. Ogum das Pedreiras aceita suas oferendas em torno das pedreiras, nas cores verde e vermelha (misturadas geram o marrom), com velas nas mesmas cores.

3. Falange de Ogun Megê

É colaborador de Iansã; seu nome significa “Sete”. É o guardião dos cemitérios, rondando suas calçadas, lidando diretamente com a Linha das Almas. Toda sua oferenda será em vermelho e branco, próxima ao cruzeiro do cemitério (calunga pequena).

4. Falange de Ogum Naruê

Seu nome significa “Aquele que é o primeiro a gerar valor”. Trabalhando diretamente na Linha das Almas, desmanchando a magia negra, controla as almas quibandeiras. Aceita suas oferendas com Ogum Megê ou, ainda, dentro ou fora dos cemitérios, nas cores branca e vermelha. Alguns incluem uma pedra-ímã nos itens a oferecer-lhe.

5. Falange de Ogum Matinata

Com poucos médiuns que o incorporam, sua falange protege os campos de Oxalá, os locais abertos, floridos e iluminados. Mas não trabalha diretamente para esse Orixá. Aceita suas oferendas nos campos floridos, nas cores vermelha e branca.

6. Falange de Ogum Iara

Seu nome significa “Senhor”, trabalhando para Oxum. Suas oferendas deverão ser entregues na beira de rios, lagos ou cachoeiras, onde vibram, nas cores vermelha e branca ou verde e branca.

7. Falange de Ogun Delê (ou de Lei)

“Aquele que Toca o Solo”; como seu nome significa, é uma falange que vibra na linha pura de Ogum. São eles que trabalham diretamente no carma e sua cobrança, rondando o mundo. Suas cores são vermelha e branca e suas oferendas podem ser em qualquer lugar, ao ar livre.

Oferendas para Ogum na Umbanda:

Todas as falanges citadas recebem velas nas cores indicadas, cravos vermelhos (alguns aceitam cravo branco também),cerveja branca, ou, menos comum, vinhos, charutos e fósforos,sobre um pano branco.
Ervas: as mais comuns são espada-de-são-jorge, losna, jurubeba,comigo-ninguém-pode, romã.

PONTOS DE OGUM NA UMBANDA

 

 

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Perguntas e Resposta sobre a Umbanda


No texto a seguir tem diversas perguntas  e respostas sobre a Umbanda e como funciona corpo, espírito e entidades em nossa matéria no caso, Exú, Pomba Gira, Caboclo, Preto Velho, Boiadeiro e toda falange espiritual.

Gongá perguntas e respotas sobrea a umbanda - exú- pomba gira - caboclo - preto velho - boiadeiro

1. O que é vibração na Umbanda?

Já ouvimos coisas do tipo: “sinto uma vibração no ar”. Para explicar o que é, imagine um pêndulo. Balançando para cá e para lá. Este movimento especial, para cá e para lá, chama-se oscilação; e o tempo que ele leva para ir e voltar, período.
Então, tudo o que se move (visível ou não) em um vaivém, como uma onda, subindo e descendo, pode-se dizer que vibra, ou seja, move se continuamente, no mesmo ritmo.


2. O que é freqüência? Umbanda

Sem conhecê-la, é muito difícil imaginar como conseguimos perceber as cores, entender porquê nosso rádio capta uma emissora FM, como chega o canto do passarinho na árvore ao lado. Sabia que tudo isso, na natureza, são ondinhas no ar, indo e vindo? E que nós podemos perceber (com nossos olhos ou ouvidos) apenas algumas, aliás, muito poucas? Essas ondas, que vibram na mesma maneira, formam o que chamamos de frequência.

Por que incorporar com Exu e Pomba Gira?



3. O que é um campo magnético?
Já consegue imaginar o nosso ar como milhares, infinitas ondinhas andando para cá e para lá? Só para exemplificar quantas ondas existem, cada uma movimentando-se mais ou menos rápida que as outras, os raios gama (da explosão atômica), os raios x, a luz visível, o infravermelho (o cozimento de nossos alimentos), radar, televisão, rádio, etc. Todas elas, ao movimentar-se, criam em torno de si o que chamamos de campo magnético. Especial em cada uma.



4. O que é  e como acontece o campo magnético?
Imagine um ímã, atraindo objetos. Esta “atração” existe também no corpo humano, que chamamos “magnetismo animal” diferente do magnetismo mineral existente, por exemplo, na magnetita (tetróxido de triferro). Já vimos que a onda, ao existir, cria consigo um campo magnético capaz de atrair determinadas coisas. Essa capacidade de atrair ou repelir é muito importante para entendermos o processo de comunicação mediúnica.


5. O corpo humano tem realmente magnetismo, ou seja, capta e repele coisas?
Sim, com certeza. Há partes definidas que atraem certas ondas vibratórias que a pessoa consegue definir e descrever. “Tenho um arrepio desagradável quando entro lá” ou “Sinto-me tão bem, como se o ar fosse perfumado” são frases comuns. Os médiuns, na verdade, são pessoas capazes de perceber, através de treinamento em ambos os planos (espiritual e material), um número maior de ondas.


6. O pensamento é também uma onda?

Sim. O pensamento, ao ser emitido por nossos corpos cheios de magnetismo, forma também uma onda. E é captado pelos telepatas ou, se o pensamento for de um desencarnado ou mesmo encarnado, pelo médium.


7. Um médium é também um telepata?

Também é, mas por captar o pensamento dos mortos é chamado de médium. O que me diz dos médiuns que “captam” línguas antigas, ditadas por espíritos, que ninguém sabe na atualidade? Umas mensagens sobre como seriam lugares aonde nunca o ser humano foi e, mais tarde, se comprova a veracidade?



8. As propriedades magnéticas espalham-se por todo o corpo?
Não, de igual forma. Há lugares onde se concentram mais, especialmente pontas, atraindo ou repelindo (lembra-se do páraraios?). Esses lugares chamam-se pólos. O planeta Terra inteiro, e tudo o que nele existe e aí habita, é um campo magnético (tem Pólo Sul e Pólo Norte), os corpos também o são.
No corpo humano, o magnetismo concentra-se especialmente nas mãos, sendo visto, em fotos de aura, em verdadeiros feixes elétricos. O que seria, então, um médium curador? Alguém que, com adestramento e por características próprias, detém grande concentração de energia magnética que transmite, pelas mãos, em determinada onda, feixes que curam as mais diversas doenças.



9. Por que, então, ao dar passe, alguns médiuns sentem-se fracos?
Há uma lei, na massa magnética, segundo a qual há uma relação matemática entre forças positiva e negativa. Assim, imagine o doador do passe com nota 10 e o recebedor com nota 2. Observe que o segundo está fraco em proporção ao primeiro. Ao receber o passe, ele (o fraco) fica com 8. Assim, 10 menos 2 são 8. Imagine o contrário. O fraco (2) dá passe no forte (10). Vai ficar com 8 negativo? Devendo forças? Isso explica por que não se deve trabalhar em sessões enfraquecidos, doentes, com magnetismo fraco. Vale também no mecanismo das obsessões e incorporações, para entendermos como acontecem.


10. E no plano espiritual, nesses casos, os espíritos não ajudam?

Muitas vezes, fornecendo (ao fraco) condições de trabalho. Todavia, quando se torna verdadeira dependência do plano espiritual, o médium é abandonado para aprender o verdadeiro sentido de trabalhar como intermediário. Vale dizer que há certas substâncias no corpo humano que, somando-se, são verdadeiras barreiras para a incorporação. Excesso de carnes, álcool, vícios quaisquer e até mesmo chocolates tornam o médium “fraco”, desequilibrado em seu campo magnético.


11. Então o médium é um verdadeiro rádio?

Sim, só que transmite e recebe, ao mesmo tempo. Os médiuns mais adestrados, ligados ao plano astral superior recebem ondas AM e FM, por exemplo. Os médiuns desequilibrados, com magnetismo fraco, só recebem ondas AM. Não conseguem captar e sintonizar a onda vibratória que chamamos superior.


12. O que é, então, a prece?

É a sintonia com uma onda superior. Como mexemos com o dial do rádio na procura de uma estação, através da prece conseguimos elevar nossa capacidade de “captar” e “transmitir” na freqüência dos guias (caboclos, preto velho, Exu e Pomba gira).



13.Falou-se em sintonia. O que é isto?
É a capacidade, nem que seja por instantes, de concordância de freqüências. O médium, então, através da prece, por horas, minutos ou segundos, consegue alcançar a mesma vibração das ondas de pensamento do guia ou do espírito comunicante. É um acordo mútuo.



14. E o som, a luz, as cores, são portadores de freqüências?
Tudo. É por isso que usamos certas cores em guias, cantamos certos pontos (notas musicais), tentando sintonizar com a faixa vibratória que chamamos Ogum, Xangô, Oxum, etc.


15. As ondas de freqüência deslizam em alguma coisa?
Sim. É o que a ciência chama de “éter”, os hindus de “prana” e os espíritas de “fluido cósmico universal”. É a mistura de todas elas, como o ar seria de todos os gases. É a matéria-prima que forma todos os seres, inclusive os espirituais.

16. O que é o plano espiritual?

Nossos corpos físicos são adaptados a captar apenas algumas freqüências. O que não captamos chamamos vulgarmente de energia. Podemos até sentir seus efeitos, mas não a vemos. Além da energia elétrica, há a química, a de radiação, a térmica, a mecânica e a hidráulica. Mas existem outras. Há outras frequências, outras cores. Outros sons. Pertenceriam ao que chamamos plano espiritual. Aliás, o que ninguém percebe ao natural, a não ser médiuns.

Agora todas essas perguntas vale também para o Candomblé?

A resposta é sim, não e talvez, pois como se trata de uma cultura diferente deve-se levar em consideração alguns aspectos mais singulares, entrento, é bem parecido em algumas coisas sim.

Pontos Caboclo - Boiadeiro - Ogum e Jurema


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2 Ebós e oferendas para Orixa Omolu: Problemas de saúde

Esta oferenda (ebó) é para para problemas de saúde com ajuda do Orixá Omolu (Obaluaiê), orixá ligado as enfermidades e suas curas materiais e espirituais. Muito do contrário do que as pessoas pensam, este orixá é muito rico e prospero e quando as aldeias sofriam com doenças generalizadas era Xapanã (Omolu) quem as curavam.

Orixá Omolu Olubaje - Obaluaiê oferendas ebo saudação rezas oriki ervas fundamento lendas

Saudação de Omolu: Atotô
Dia da semana: segunda-feira
Roupas: Palhas
Instrumento: Xaxará
Comida: Oduburu (pipoca)

Ebó 1 - Para Omolu curar doenças

Pega-se 7 arenques defumados, arruma-se dentro de um prato de barro e se tempera com azeite de dendê; mel de abelhas; melado de cana e vinho tinto seco.

Modo de preparar o ebó

Arreia-se diante de Omolu e, depois de sete dias, passa-se o prato com o adimú no corpo da pessoa enferma, leva-se a uma mata e enterra-se com tudo.
Sobre Orixá Obaluaiê: Olubajé – Festa de Omolu
Reza: Orki de Omolu – Obaluaiê
Seus caminhos: Qualidade de Obaluaiê

Oferenda 2 - Para saúde com ajuda de Obaluaiê.

Pega-se 14 pãezinhos de sal frescos, passa-se no corpo da pessoa e vai-se arrumando num alguidar de barro.

Depois que todos os pães já estiverem no alguidar rega-se com azeite de dendê e vinho tinto seco, salpicando-se por cima pó de efun.

Deixa-se diante do Orixá durante sete dias, findos os quais, retiram-se os pães substituindo-os por outros, agindo sempre da mesma forma.

Os pães retirados são levados e despachados na porta do cemitério. A operação deve ser repetida até que a pessoa fique curada.
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Olubajé – Festa de Omolu – Orixá Obaluaiê

O que é o Olubajé? A festa do Olubajé é o culto e celebração ao Orixá Omolu / Obaluaiê e se inicia com o ritmo da Avamunha reúne a todos, e na mesma ordem da sequência anterior que os dançarinos, em número de vinte e um, dirigem-se a esse novo lugar, no exterior. Sobre as cabeças, os alguidares, cheio de iguarias, visto que o Olubajé é uma grande produção, distribuição e consumo do que se alimentam os Orixás.

COMO É A FESTA DE OMOLU “OLUBAJÉ”:

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Em sua ordem no Xirê, diante do cortejo. Atrás dela, uma filha de Oyá carrega algumas esteiras. Logo a seguir, uma outra traz, na louça de barro as folhas de ewe-lará” (folha de Momona). Uma terceira filha sustenta em sua cabeça um pote de argila contendo o aluá, a bebida sagrada. Vinte e um tipos de comida geralmente são oferecidos, sete no mínimo.

Um novo cântico de ritmo lento começa a ser ouvido. Ele marca o início do grande banquete do rei e vai se prolongar por muito tempo até o seu final.

“Aráayé a je nbo , Olúbàje a je nbo
Aráayé a je nbo , Olúbàje a je nbo”

TRADUÇÃO
Povo da terra, vamos comer e adorá-lo, o senhor aceitou comer.
Povo da terra, vamos comer e adorá-lo, o senhor aceitou comer.

As esteiras são desenroladas e sobre elas é colocado um tecido branco e imaculado. Um após outro, os alguidares e potes são colocados sobre a toalha e formam sobre o chão a grande mesa .

O babalorixá ou Yalorixá (pai e mãe de santo) incumbe a três dos mais velhos iniciados a servir, sobre as folhas de mamona, utilizados como pratos, um pouco de cada alimento contido nos recipientes. Ela mesma se encarrega de oferecer os primeiros aos convidados mais importantes, aconselhando a todos a não ficarem imóveis, mas a dançar ou se mover sem parar e comer com as maõs.

Os cânticos não param . Ao lado e a um canto da “mesa” uma grande bacia esta preparada para receber os restos que devem ali ser depositados. As folhas que servem de prato devem ser fechadas, juntamente com os restos de comida não consumidos, e passadas ao longo do corpo, as mãos não devem ser lavadas...elas serão limpas ao serem esfregadas nos braços, pernas ou cabeça para que o Axé se impregne na pele.

O zelador de Orixá, assegurando-se de que cada um foi servido, dirige-se até um convidado de grande importância de outra comunidade, exortando-o a cantar as preces de Obaluaiê com Cânticos de fundamento para este Orixá e Oros (rezas).

CANTOS PARA OMOLU / OBALUAIE EM KETU

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