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Hierarquia dos Exús e Pomba Gira na Umbanda

Posted by Alberto Ebomi at 11:30 0 Comments
Conhecendo a hierarquia dos Exús e Pomba Gira na Umbanda pertencente a cada Orixá (Oxalá, Yemanjá, Ogum, Oxossi, Obaluayiê, Xangô).

Os Exús que comandam as 7 linhas.

Exu Sete-Encruzilhadas (Oxalá)
Pomba Gira (Yemanjá)
Exu Tiriri (Ibejada)
Exu Gira-Mundo (Xangô)
Exu Tranca-Ruas da Almas (Ogum)
Exu Marabô (Oxossí)
Exu Tata Caveira (Obaluaye) Cada um desses Exus comandam outro sete Exus onde eles fazem o cruzamento de dois Orixás sendo a ponte de ligação.

a hierarquia de exus e pomba giras na Umbanda - as linhas de cada Orixá

Oxalá


- Sete Encruzilhadas Comando negativo da linha
- 7 Pembas Representante negativo na linha de Iemanjá
- Sete Ventanias Representante negativo na linha de Xangô
- Sete Poeiras Representante negativo na linha de Ibeji
- Sete Chaves Representante negativo na linha de Ogum
-7 Capas Representante negativo na linha de Oxóssi
- 7 Cruzes Representante negativo na linha de Obaluaye

Yemanjá


- Maré Representante negativo na linha de Oxalá
- Exu Pomba Gira Comando negativo da linha
- Má-canjira Representante negativo na linha de Ibeji
- Carangola Representante negativo na linha de Xangô
- Naguê Representante negativo na linha de Ogum 2
- do Mar Representante negativo na linha de Oxóssi
- Calunga Representante negativo na linha de Obaluaye

Ibejada


- Exu Veludo da Meia Noite Representante negativo na linha Xangô
- Exu Manguinho Representante negativo na linha de Iemanjá
- Exu Tiriri Comando negativo da linha
- Lalú Representante negativo na linha de Oxalá
- Exu Toquinho Representante negativo na linha de Oxossí
- Exu Mirim Representante negativo na linha de Ogum
- Ganga Representante negativo na linha de Obaluaye

Xangô


- Pedra Preta Representante negativo na linha de Ibeji
- Pimenta Representante negativo na linha de Iemanjá
- Exu Corcunda Representante negativo na linha de Oxalá
- Gira Mundo Comando negativo da linha
- Meia Noite Representante negativo na linha de Ogum
- Exu Mangueira Representante negativo na linha de Obaluaye
- Ventania Representante negativo na linha de Oxossí

Ogum


-  Tira Teimas Representante negativo na linha de Obaluaye
- Tira Toco Representante negativo na linha de Oxossí
- Limpa Trilhos Representante negativo na linha de Ibeji
- Tranca Gira Representante negativo na linha de Iemanjá
- Exu Tranca Ruas Comando negativo da linha
- Exu Veludo Representante negativo na linha de Xangô
- Porteira Representante negativo na linha de Oxalá

Oxossí


- Exus da Campina Representante negativo na linha de Obaluaye
- Bauru Representante negativo na linha de Xangô
- Exus Lonan Representante negativo na linha de Ibeji
- Capa Preta Representante negativo na linha de Ogum
- Pemba Representante negativo na linha de Oxalá
- Exu Marabô Comando negativo da linha
- das Matas Representante negativo na linha de Iemanjá

Obaluaye


- Exu Pinga Fogo Comando negativo da linha Ibeji
- Alebá Representante negativo na linha de Oxossí
- Bára Representante negativo na linha de Ogum
- Exu João Caveira Representante negativo na linha de Xangô
- Exu do Lodo Representante negativo na linha de Iemanjá
- Exu Brasa Representante negativo na linha de Oxalá
- Tata Caveira Representante negativo na linha de Oxalá

PONTOS DE EXÚ E POMBA GIRA

Exu Marabô Toquinho: Feiticeiro e Bruxo

Posted by Alberto Ebomi at 12:55 0 Comments
Exú Marabô na Umbanda é uma entidade também muito antiga, e também é conhecido por outro nome “”Exú Marabô Toquinho” e você poderá conhecer mais sobre ele e um lindo ponto cantado no final deste texto. Se trata de uma entidade que quando vida teve, viveu com o titulo de Feiticeiro Senhor da Tribo em uma época medieval, mais antiga que a própria antiguidade.

Muitos pesquisadores relata que pode ser encontrado parte da Biografia dessa entidade até hoje no Norte da Rovaniemi "Norte da Finlândia" - Onde esta localizada a mata gelada.

Historio marabo toquinho - umbanda pontos tocados de umbanda na gira de exú

Foi um Feiticeiro Bruxo que carregava seus conhecimentos da Magia e Bruxaria em suas 7 cabaças. Sendo aprendiz de Bruxos e de Feiticeiros D'rumas. sendo pelos seus ritos e feitos, por derrubar uma manada de Búfalos que todos da tribo os temia assim como o Rei também.

Exú Marabô Toquinho na Umbanda


Seu Exú Marabô com seu poder foi capaz de salvar a tribo de uma manada de Búfalos os desafiando sozinho. Recebeu do Rei da Tribo o nome de Feiticeiro Sr. da Tribo e passou a ser chamado por todos de Marabô Toquinho por ser ágil, consciente, astucioso, alto e extremamente forte.
Mas carrega o nome de Toquinho por ser Alto e ter 2 Metros e 50 Centímetros de Altura "E só incorpora em médiuns de 1,75 Altura para baixo".

Ele é um homem, com postura fina, elegante e um bom apreciador de conhecimentos, boas bebidas como Vinhos, Whisks, Marafos e outros. Utiliza uma Capa de Veludo preto como de um conde. Conseguiu transpassar a barreira do tempo de sua própria existência através da prática da Magia e hoje incorpora em um médium para dar consultas e resolver problemas espirituais utilizando o seu conhecimento milenar, sua magia e seu poder de Exú através de seu ponto Cabalístico e sua Bruxaria.

Exú Marabô esta na hierarquia cabalística 3°(Terceiro) comandado de Exú Asgataroth. É reconhecido como o Senhor da 7 Cabaças e do Dendê. É determinado a esse Exu, a fiscalização do plano físico, distribuindo ordens aos seus comandados. Apresenta-se como um autêntico cavalheiro, apreciando bebidas finas e os melhores charutos. Este Guardião também trabalha em casa de santo de Candomblé que cultuam Umbanda (traçada).

>> Quem é Exú Veludo <<


Apresenta-se falando pausadamente e com uma delicadeza extrema e possui um porte ereto e elegante. Seu poder esta nas Encruzilhadas e também no Tempo comandando o povo do Trilho, alem de realizar trabalhos dentro de seu circulo cabalístico e seu ponto universal nas casas de kimbanda nos quais ele predomina, tem como curiador o marafó e todas as bebidas destiladas. Recebe também oferendas de pade (Farofas) de Pinga e Dendê, ejé, Pimenta e etc...

Ao realizar seus trabalhos se transforma num Grande e Poderoso Bruxo com suas Cabaças. Imantando e evocando não à problemas que ele não possa solucionar.

PONTO CANTADO PARA EXÚ MARABÔ


Todos Orixas da Mitologia Yoruba e onde viveram

Posted by Alberto Ebomi at 12:28 0 Comments
Todos Orixás da Mitologia Yoruba estavam ligados originalmente a uma cidade, região ou a um país inteiro (onde viveram). Tratava-se de uma série de cultos regionais ou nacionais. Sàngó (Xangô) em Oyó, Yemoja na região de Egbá, Iyewa em Egbado, Ogún em Ekiti e Ondo, Òsun (Oxum) em Ilesa, Osogbo e Ijebu Ode, Erinlé em Ilobu, Lógunnède em Ilesa, Otin em Inisa, Osàálà-Obàtálá (Oxalá) em Ifé, subdivididos em Osàlúfon (Oxalufan) em Ifon e Òságiyan em Ejigbo

No Brasil, em cada templo religioso são cultuados todos os Orixás, diferenciando que nas casas grandes tem um quarto separado para cada Orixá, nas casas menores são cultuados em um único quarto de santo (termo usado para designar o quarto onde são cultuados os Orixás).
Os Orixás da Nação Ketu (Candomblé) são basicamente os da Mitologia Yoruba.

todos orixás da mitologia yoruba - africa - candomble - umbanda - exu - oxala completo

Olorun também chamado Olodumare é o Deus supremo, que criou as divindades ou Orixás (Òrìsà em yoruba). As centenas de orixás ainda cultuados na África, ficou reduzida a um pequeno número que são invocados em cerimônias:

Todos Orixas da Mitoloria Yoruba

· Exu Orixá é o guardião dos templos, encruzilhadas, passagens, casas, cidades e das pessoas, mensageiro divino dos oráculos.

· Ogum, Orixá do ferro, guerra, fogo, e tecnologia. Exú

· Oxóssi ou Odé, Orixá da caça e da fartura.

· Logunedé, Orixá jovem da caça e da pesca

· Xangô, Orixá do fogo e trovão, protetor da justiça.

· Ayrà, Usa branco, tem profundas ligações com Oxalá e com Xangô.

· Obaluaiyê, Orixá das doenças epidérmicas e pragas, Orixá da Cura.

· Oxumaré, Orixá da chuva e do arco-íris, o Dono das Cobras.

· Ossaim, Orixá das Folhas, conhece o segredo de todas elas (ko si ewe, Ko si Orisa).

· Oyá ou Iansã, Orixá feminino dos ventos, relâmpagos, tempestades, e do Rio Niger

· Oxum, Orixá feminino dos rios, do ouro, jogo de búzios, e amor.

· Iemanjá, Orixá feminino dos lagos, mares e fertilidade, mãe de muitos Orixás.

· Nanã, Orixá feminino dos pântanos e da morte, mãe de Obaluaiê.

· Yewá, Orixá feminino do Rio Yewa.

· Obá, Orixá feminino do Rio Oba, uma das esposas de Xangô

· Axabó, Orixá feminino da família de Xangô

· Ibeji, Orixá dos gêmeos

· Irôco, Orixá da árvore sagrada, (gameleira branca no Brasil).

· Egungun, Ancestral cultuado após a morte em Casas separadas dos Orixás.

· Iyami-Ajé, é a sacralização da figura materna, a grande mãe feiticeira.

· Onilé, Orixá do culto de Egungun

· Oxalá (Oxalufan, Oxaguian), Orixá do Branco, da Paz, da Fé.

· OrixaNlá ou Obatalá, o mais respeitado, o pai de quase todos orixás, criador do mundo e dos corpos humanos.

· Ifá ou Orunmila-Ifa, Ifá é o porta-voz de Orunmila, Orixá da Adivinhação e do destino.

· Odudua, Orixá também tido como criador do mundo, pai de Oranian e dos yoruba.

· Oranian, Orixá filho mais novo de Odudua/Oduduwa

· Baiani, Orixá também chamado Dadá Ajaká

· Olokun, Orixá divindade do mar

· Olossá, Orixá dos lagos e lagoas

· Oxalufon, Qualidade de Oxalá velho e sábio

· Oxaguian, Qualidade de Oxalá jovem e guerreiro

· Orixá Oko, Orixá da agricultura


Xirê para todos de Exú à Oxalá Orixás (é uma playlist)


Orixá é Entidade? Umbanda e Candomblé

Posted by Alberto Ebomi at 16:42 0 Comments
Orixá é entidade? Segundo os pesquisadores, não. Um Orixá (Candomblé) é energia vinda de um elemento primordial. Existem entidades que trabalham com essas energias e são especializadas nelas, mas isso não significa que elas sejam as mesmas.

São com tais energias que os umbandistas trabalham e é muito comum você ouvir dizer as Falanges de tal Santo (Falangeiros).

Assim, mesmo que a entidade se identifique como Oxóssi ou Odé, Ogum, Yemanjá, Exú, Nanã, Omolu, Oxalá e etc,  não é o Orixá em si, mas está se identificando em sua linha vibratória. Isso explica porque pode, em um mesmo trabalho ou simultaneamente em vários locais, haver
entidades com o mesmo nome.

Orixá é entidade - umbanda  - candomble - falange - preto velho - caboclo -

Os Aspectos Dominantes da Umbanda são vários, entre eles estão ritual, cura, magia, entidades como os seus Guias (caboclo, Preto velho, Exu de Umbanda e Pomba gira), etc.

Algumas caracteríticas da Umbanda



1. Ritual, variando pela origem
2. Vestes, em geral brancas
3. Altar com imagens católicas, pretos velho, caboclos
4. Sessões espíritas, formando agrupamentos em pé, em salões ou terreiro
5. Desenvolvimento normal em corrente
6. Bases; africanismo, kardecismo, indianismo, catolicismo, orientalismo.
7. Serviço social constante nos terreiros
8. Finalidade de cura material e espiritual
9. Magia branca
10. Batiza, consagra e casa

CONHEÇA MAIS SOBRE UMBANDA:

Falange de Ogum na Umbanda

Diferença entre Exu - Pomba Gira e Quiumba

O significado dos Pontos Riscados na Umbanda


LINDO PONTO CANTADO PARA EXÚ MARABÔ

Exu na Lei da Kimbanda

Posted by Alberto Ebomi at 16:51 1 Commentario
A Lei da Kimbanda vem dos bantos, dos povos Angola-Congo (candomblé). A “mistura”, ou ainda podemos dizer “sincretismo” entre o Exu-iorubá, os Ngangas e Tatás (almas de chefes kimbandeiros das nações bantas) foi o que deixou esse ar de confusão no povo, que muitos até mesmo sendo "feitos na kimbanda", não entendem, ou o que é pior, tratam-no de diabo. Na verdade, o Exu da kimbanda não é o Exu-Iorubá (Orixá ou Imalé dessa cultura).

Os Espíritos que chegam na linha da kimbanda são espíritos de Ngangas ou Tatás, aqueles que quando encarnados na terra eram sacerdotes bantos adoradores de algum Nkisi ou Npungu.

Exú, umbanda, caboclo, kimbanda, quimbanda, pomba gira, povo de rua, escravo, orixas

Exu na Lei da Kimbanda

No Brasil, o culto aos Npungus e Nkisis através dos seus mensageiros – os Ngangas - foi misturado na escravidão com o culto aos Encantados e aos pajés (da cultura tupi-guarani) e também com o dos Iorubás, surgindo os seguintes novos cultos, fruto da miscelânea: Makumba - que vem de "ma-kiumba" (espíritos da noite). Foi assim chamado o mais primitivo culto sincretista no sul do Brasil (e o primeiro originado no Brasil), dada sua maior preponderância banto; é dela que descendem os outros cultos afro-brasileiros com influência das nações Angola-Congo, Tupi-guarani, Nagô e a Igreja, nessa ordem. A razão de se chamar makiumba (logo após por deturpação da palavra ficaria makumba ou macumba) foi justamente, porque é um culto que se faz na noite, onde se deveriam chamar necessariamente os espíritos da noite (almas de outros sacerdotes do culto - Eguns ou Ancestrais).

No culto iorubano-nagô conhece-se e rende-se culto aos Ancestrais-Egun, porém eles são afastados dos rituais aos Orixás, tentando ter um contato com outro tipo de energia. Isto contribuiu para que os rituais onde se chamavam os eguns fossem menosprezados, tratados pejorativamente e mal interpretados.

Por outro lado, a Igreja também condenava os cultos com influência índio-banto onde se fazia beberagem e supostamente “orgias”.

Na verdade, as danças bantús eram no Brasil e ainda são na África, bastante eróticas, e também é verdade que os Guias bebem e fumam, porém é muito distante de ser uma orgia ou uma bebedeira.

Depois, quando os grupos de nações começaram a procurar sua identidade, dividiram-se os principais componentes da makumba, aparecendo: Candomblé de Angola; Candomblé de Congo; Candomblé de Caboclo ou dos Encantados; Catimbó; - todos eles à procura de uma raiz cultural - e também, ao final do século XIX surgem da macumba urbana, (onde se tinha muita participação dos brancos pobres e os descendentes de escravos) a Umbanda e a Kimbanda com influências para o Espiritismo e com muito sincretismo.

Na Kimbanda, permaneceu grande parte do culto aos Ngangas da nação Angola-Congo, porém misturado com o diabo (pelas influências dos mitos e tabus dos próprios integrantes - que não tinham conhecimento das origens) e também embaixo do pé do Orixá Iorubá Exu.

Escute os Pontos Cantados para o Povo de Rua

São muitos pontos para Exús de Umbanda e Pomba gira.

Aprendendo mais sobre o Orixá Ogum

Posted by Alberto Ebomi at 16:02 0 Comments
Aprendendo mais sobre o Orixá Ogum que é uma divindade masculina ioruba, figura que se repete em todas as formas mais conhecidas da mitologia universal. Ogum é o arquétipo do guerreiro.

Bastante cultuado no Brasil (Candomblé e Umbanda), especialmente por ser associado à luta, à conquista, é a figura do astral que, depois de Exu, está mais próxima dos seres humanos. É sincretizado com São Jorge ou com Santo Antônio, tradicionais guerreiros dos mitos católicos, também lutadores, destemidos e cheios de iniciativa.

aprendendo mais sobre o Orixá Ogum

A relação de Ogum com os militares tanto vem do sincretismo realizado com São Jorge, sempre associado às forças armadas, como da sua figura de comandante supremo ioruba. Dizem as lendas que se alguém, em meio a uma batalha, repetir determinadas palavras (que são do conhecimento apenas dos iniciados), Ogum aparece imediatamente em socorro daquele que o evocou. Porém, elas (as palavras) não podem ser usadas em outras circunstâncias, pois, tendo excitado a fúria por sangue do Orixá, detonaram um processo violento e incontrolável; se não encontrar inimigos diante de si após ter sido evocado, Ogum se lançará imediatamente contra quem o chamou.

É orixá das contendas, deus da guerra. Seu nome, traduzido para o português, significa luta, batalha, briga.

Aprendendo mais sobre Ogum

É filho de Yemanjá e irmão mais velho de Exú e Oxossi. Por este último nutre um enorme sentimento, um amor de irmão verdadeiro, na verdade foi Ogum quem deu as armas de caça à Oxossi. O sangue que corre no nosso corpo é regido por Ogum. Considerado como um orixá impiedoso e cruel, temível guerreiro que brigava sem cessar contra os reinos vizinhos, ele até pode passar esta imagem, mas também sabe ser dócil e amável. É a vida em sua plenitude.

A violência e a energia, porém não explicam Ogum totalmente. Ele não é o tipo austero, embora sério e dramático, nunca contidamente grave. Quando irado, é implacável, apaixonadamente destruidor e vingativo; quando apaixonado, sua sensualidade não se contenta em esperar nem aceita a rejeição. Ogum sempre ataca pela frente, de peito aberto, como o clássico guerreiro.

Ogum não era, segundo as lendas, figura que se preocupasse com a administração do reino de seu pai, Odudua/Oduduwa; ele não gostava de ficar quieto no palácio, dava voltas sem conseguir ficar parado, arrumava romances com todas as moças da região e brigas com seus namorados.

Não se interessava pelo exercício do poder já conquistado, por que fosse a independência a ele garantida nessa função pelo próprio pai, mas sim pela luta.

Ogum, portanto, é aquele que gosta de iniciar as conquistas mas não sente prazer em descansar sobre os resultados delas, ao mesmo tempo é figura imparcial, com a capacidade de calmamente exercer (executar) a justiça ditada por Xangô. É muito mais paixão do que razão: aos amigos, tudo, inclusive o doloroso perdão: aos inimigos, a cólera mais implacável, a sanha destruidora mais forte.

Este Orixá é o deus do ferro, a divindade que brande a espada e forja o ferro, transformando-o no instrumento de luta. Assim seu poder vai-se expandindo para além da luta, sendo o padroeiro de todos os que manejam ferramentas: ferreiros, barbeiros, militares, soldados, ferreiros, trabalhadores, agricultores e, hoje em dia, mecânicos, motoristas de caminhões e maquinistas de trem. É, por extensão o Orixá que cuida dos conhecimentos práticos, sendo o patrono da tecnologia. Do conhecimento da guerra para o da prática: tal conexão continua válida para nós, pois também na sociedade ocidental a maior parte das inovações tecnológicas vem justamente das pesquisas armamentistas, sendo posteriormente incorporada à produção de objetos de consumo civil, o que é particularmente notável na industria automobilística, de computação e da aviação.

Assim, Ogun não é apenas o que abre as picadas na matas e derrota os exércitos inimigos; é também aquele que abre os caminhos para a implantação de uma estrada de ferro, instala uma fábrica numa área não industrializada, promove o desenvolvimento de um novo meio de transporte, luta não só contra o homem, mas também contra o desconhecido.

É pois, o símbolo do trabalho, da atividade criadora do homem sobre a natureza, da produção e da expansão, da busca de novas fronteiras, de esmagamento de qualquer força que se oponha à sua própria expansão.

É fácil, nesse sentido, entender a popularidade de Ogum: em primeiro lugar, o negro reprimido, longe de sua terra, de seu papel social tradicional, não tinha mais ninguém para apelar, senão para os dois deuses que efetivamente o defendiam: Exu (a magia) e Ogum (a guerra); Em segundo lugar, além da ajuda que pode prestar em qualquer luta, Ogum é o representante no panteão africano não só do conquistador mas também do trabalhador manual, do operário que transforma a matéria-prima em produto acabado: ele é a própria apologia do ofício, do conhecimento de qualquer tecnologia com algum objetivo produtivo, do trabalhador, em geral, na sua luta contra as matérias inertes a serem modificadas .

É o dono do Obé (faca) por isso nas oferendas rituais vem logo após Exú porque sem as facas que lhe pertencem não seriam possíveis os sacrifícios. Ogum é o dono das estradas de ferro e dos caminhos.

Protege também as portas de entrada das casas e templos (Um símbolo de Ogum sempre visível é o màrìwò (mariô) - folhas do dendezeiro (igi öpë) desfiadas, que são colocadas sobre as portas das casas de candomblé como símbolo de sua proteção).

Ogum também é considerado o Senhor dos caminhos. Ele protege as pessoas em locais perigosos, dominando a rua com o auxílio de Exú. Se Exú é dono das encruzilhadas, assumindo a responsabilidade do tráfego, de determinar o que pode  e o que não pode passar, Ogum é o dono dos caminhos em si, das ligações que se estabelecem entre os diferentes locais.

Uma frase muito dita no Candomblé, e que agrada muito Ogum, é a seguinte: Bi omodé bá da ilè, Kí o má se da Ògún. (Uma pessoa pode trair tudo na Terra Só não deve trair Ogum).

Ogum foi casado com IANSÃ que o abandonou para seguir XANGÔ. Casou-se também com OXUM, mas vive só, batalhando pelas estradas e abrindo caminhos.

Xirê de Ogum em Ketu

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Criado para divulgar a religião do Candomblé e a Umbanda, falando sobre Orixás, Entidades, Caboclos, Ifá, Cultura Afro-brasileira, para que os seguidores de nossa tão linda religião cada vez mais se enrriqueça de sabedoria e cultura. Axé para Todos!!! Licença Creative Commons
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