O que é um assentamento de Orixá : Igbá

No texto a seguir falaremos o que é um assentamento de Orixá (IGBÁ) dentro do conceito da religião yoruba no caso o Candomblé. Igbás (Ibá) (awọn igbá) são assentamentos de orixá (òrìṣà). Um assentamento é uma representação do orixá (òrìṣà) no espaço físico, no mundo, no aìyé (terra). Sob o ponto de vista sacro não existem representações humanas de orixá (òrìṣà).

A religião Yorùbá não tem imagens para representar suas divindades, o que representa uma divindade é o seu Igbá (assentamento), ao olharmos um Igbá é como se estivéssemos olhando para a divindade. Secularmente existem representações em forma de desenhos e esculturas mas que são frutos apenas de criatividade de artistas e não tem uso sacro.

Significado de um Igbá : Assentamento dos Orixás

iba - igba - assentamento de santo - orixa - orixas candomble
Os orixá (awọn òrìṣà) são adequadamente representados por símbolos e grafismos próprios de cada um e por extensão por outros elementos como folhas, arvores, favas e contas. Mas o Igbá é a sua representação mais adequada.

Vale refazer a afirmação, já explicada em outro material, de que o orixá (òrìṣà) não são elementos da natureza, assim “olhar” o vento não significa olhar para oya, olhar uma pedra não significa olhar para Xango (ṣàngó), olhar para o mar não significa olhar para yemoja, etc..

O mesmo sentimento que um católico tem ao olhar para uma imagem de um santo em sua igreja e altar, o povo de santo tem ao olhar para um igbá. É muito comum as pessoas, nos seus quartos de santo, “vestirem” seus Igbá com suas roupas de orixá (òrìṣà) como se fosse o próprio orixá). Contudo, igbá são de acesso muito restrito, de uso exclusivamente sacro e ritualístico, não tem visibilidade pública e ficam guardados dos olhos de todos.

IBÁ DE ORIXÁ - MULHER

Dessa maneira, cada Igbá representa uma divindade através de um continente (Vaso, invólucro, recipiente) e seu conteúdo, e esse conjunto, continente e conteúdo é específico de cada divindade. Esses continentes podem ser de porcelana (substituindo cabaças), barro ou madeira e serão empregados distintamente para cada divindade que ele representa. São usados elementos físicos comuns, como tigelas, sopeiras, pratos, bacias e alguidares.

O iniciado no seu processo de feitura (que é distinto de uma iniciação mas muitas vezes essas expressões se confundem) poderá receber um ou vários Igbá, dependendo do seu status na religião e da própria tradição da casa em conduzir este ritual.

Mas o igbá não é o orixá (O que é Orixá? ) no aìyé. Essa religião não coloca um orixá dentro de uma sopeira, não é uma religião animista. O igbá representa apenas a ligação entre os 2 espaços, o espaço físico aìyé e o espaço espiritual o Orun (Ceú espiritual). É uma “ponte” entre os 2 espaços. Sua função não é trazer o orixá (òrìṣà) para o aìyé porque os orixá (òrìṣà) já estão presentes em nossa vida o tempo todo, não existe secularismo na religião. Sua função é completamente ritualística.

assentamento de Orixá

O igbá é, de fato, dentro de toda a religião Yorùbá (dicionário Yoruba) uma dos elementos mais importantes e significativos por traduzir a contínua relação entre o Orun (ọ̀run) e o aìyé. Ele representa o reconhecimento da existência do espaço espiritual, o Orun (ọ̀run), e a ligação perene que existe entre os 2 espaços (ọ̀run-aìyé) na forma de um contínuo duplamente alimentado e da circulação, transformação e reposição de axé (O que é axé?). Dessa maneira o seu valor não esta somente na sua existência como instrumento ritualístico, como foi ressaltado no início, mas também no que ele representa.

Toda religião tem símbolos e simbolismos. Uma cruz para os católicos representa muito também: todo o significado da paixão e do sacrifício de Jesus. Assim esse símbolo traduz em sí muito mais do que somente a lembrança da crucificação de Jesus e sim um todo da sua doutrina, poderíamos falar muito apenas olhando para uma cruz. O mesmo vale para um Igbá. Nada é mais sagrado por sí só pelo seu uso e nada pode traduzir tanto da doutrina que cobre a religião Yorùbá como o entendimento da sua função.

assentamento de orixá no candomblé - igba

O Igbá é uma manifestação de Fé, e por isso um reconhecimento de nossa Fé na religião. De acordo com a metafísica Yorùbá, para tudo que existe no aìyé existe um duplo no Orun (ọ̀run). O Igbá é um elemento de ligação entre essas 2 porções e um instrumento de concentração de energia. É usado para nos ligarmos às divindades, liga o físico à dimensão espiritual, a dimensão aìyé à dimensão Orun (espaço espiritual).

O objetivo de um Igbá é potencializar a ligação Orun-aìyé (ọ̀run-aìyé) sendo o instrumento que no aìyé representa o duplo do Orun (ọ̀run). O Igbá esta vinculado diretamente à uma pessoa no aìyé mas não a representa e sim ao duplo do Orun (Ceú). Como já foi dito ele não armazena um orixá (òrìṣà), ele não é uma lâmpada mágica que esfregamos para dali sair um orixá. Ele é a ponte de ligação direta entre o aìyé e o Orun (ọ̀run) entre o iniciado no aìyé e suas energias e divindades no Orun (ọ̀run).

Um dos principais usos que se dá a ele é receber os Ebós (significado de Ebó), que são sacrifícios de todo o tipo, entendendo que o sentido de sacrifício na religião não envolve o uso de sangue em sí. Um sacrifício por ser qualquer oferenda que vai se converter em axé (àṣẹ). Um Obi é um sacrificio (A lenda do Obi), um Acaça é um sacrifício e pode substituir um boi.

Esse aspecto de participar ativamente de Ebós (ẹbọ) é uma finalidade muito importante, mas não imprescindível. Não se precisa de uma Igbá para fazer uma oferenda, mas, todo sacerdote (Babalorixá/Yalorixá) tem e usa os seus para isso. Isso tem todo o sentido, sendo o Igbá um elemento de ligação ou de potencialização dessa ligação como esta sendo dito realizar isso junto a eles é fazer esse instrumento funcionar.

Em outro material esta muito bem explicado essa questão do Ebós (ẹbọ) mas é importante lembrar que um Ebós (ẹbọ), uma oferenda é um parte de um processo de transmissão e reposição de axé (àṣẹ) e os elementos utilizados são transmutados em energia, em axé (àṣẹ).
Dessa maneira ao se fazer isso através de um Igbá esta se fazendo chegar ao duplo do Orun (ọ̀run) referenciado por aquele Igbá a transmutação da energia dos elementos afins a ele que foram usados no sacrifício.

O ponto que esta sendo ressaltado é que o Igbá em um Ebó (ẹbọ) é o instrumento que direciona, potencializa e agiliza a este ase chegar ao Orun (ọ̀run). O Igbá não é um instrumento para “alimentar” o iniciado no aìyé (o feito de Orixá/ Elegun). O Igbá pode ser coletivo ou individual. Quando coletiva chama-se Ajobó (ajọbọ) e liga uma comunidade a sua comunidade espiritual, ao coletivo que ela representa e a divindade que a protege. Quando individual liga a pessoa ao seu reflexo no Orun.

Do que é feito um Igbá de Orixá?


O Igbá é feito usando materiais que estão ligados à divindade que ele representa. Assim o material e o seu conteúdo ajudam a estabelecer a relação, devendo ser utilizados sempre elementos completamente afins com a divindade e que traduzem a matéria original do Orun (ọ̀run). Conhecer essas relações e afinidades é parte do aprendizado de um iniciado durante sua vida e somente aqueles que as conhecem terão verdadeiro sucesso no seu trabalho ritualístico.

O principal elemento dentro de um Igbá é a pedra, o okuta. Acima de todos os demais componentes ela receberá todo o trabalho ritual de preparação e por essa razão muitos dizem que é a única coisa importante, todo o demais é apenas decorativo. O pedra para os Yorùbá significa a longevidade a existência perene.

Os demais elementos fazem parte do enredo do orixá de maneira que não são apenas decorativos. Entretanto muitos itens que são colocados em um igbá pode ser meramente decorativos.
Os demais elementos em um Igbá variam entre metais, favas, folhas e outros materiais que remetem ao orixá (Orisha) original. O elemento escolhido para o continente do Igbá também terá relação direta com ele. Tudo dentro de um Igbá é feito para traduzir a matéria original do Orun que foi materializada no aìyé através do iniciado ou da comunidade que o Igbá representará.

A escolha de cada elemento depende de para quem será feita a ligação. Cada orixá (òrìṣà) tem os seus elementos correspondentes no aìyé. Adornos e enfeites exteriores que apenas agradam ao ego de quem faz não ajudam nisso. O importante são as folhas, as favas, os metais e outros elementos genéricos como os búzios. Entendo que moedas, muito presentes, deveriam ser representadas apenas pelos búzios, que eram dinheiro, mas muita gente coloca mais como um desejo de prosperidade do que um elemento de ligação de fato. O material do recipiente externo é escolhido entre algumas opções. A cabaça é substituída pela porcelana branca para os orixá (òrìṣà) fun fun, o barro e excepecionalmente a madeira para um orixá (òrìṣà) específico. As cores desses materiais e elementos decorativos vão compor esse conjunto de forma harmoniosa. Para os caso das cores existe muita criativade.

Os Yorùbá reconhecem apenas 3 cores, o branco, o vermelho e o preto. Todas as demais cores são elementos de uma dessas 2 famílias e as representam da mesma maneira. Assim o verde e o azul são elementos da cor preta. O amarelo do vermelho e por assim vai.Todo Igbá individualizado é composto de um recipiente com tampa (continente) contendo a pedra, okuta, o núcleo do Igbá e os demais elementos com água, óleos e outros elementos líquidos. O igbá sem tampa são usados em assentos coletivos, não individualizados, eventualmente casas e axé (àṣẹ) podem fazer variações disso.
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Sigidi - Xiguidi ou Sugudu – O deus ou demonio do Pesadelo

Sigidi, Xiguidi ou Sugudu é divinizado como o pesadelo, é uma entidade (EXÚ), um ser pouco conhecido no Brasil (Na Umbanda ou Candomblé), mas tem seu culto dentro da cultura a Orunmilá (IFÁ). O nome parece significar "algo curto e vultoso", e o Deus, ou Demônio, e é representado por uma cabeça larga e curta, feita de barro,ou, mais geralmente, por um cone grosso, cegado de barro que é ornamentado com búzios e é indubitavelmente o deus que mexe com a cabeça das pessoas. Sigidi é um deus mau, e permite o homem satisfazer o seu ódio em segredo e sem risco para ele.

sigidi - xiguidi - chiguidi - ifá - culto - deus do pesadelo - umbanda - candomble - orunmila

Quando um homem deseja se vingar de outro ele oferece um sacrifício a Xiguidi que, logo após a noite chegar, vai para a casa da pessoa indicada e o mata. O modo de ele proceder é se agachar no peito da vítima dele e "apertar fora à respiração dele" mas, acontece frequentemente que a divindade tutelar do sofredor venha em seu auxílio e o expulsa e a vítima desperta, caindo no chão, e Sigidi desaparece, porque ele só tem poder em cima de uma pessoa durante o sono.

Esta superstição ainda existe entre os negros das Bahamas adquirida dos Yorubas e acreditam que os pesadelos são causados por um demônio que abaixa no peito da pessoa que dorme. A palavra pesadelo é oriunda de uma convicção semelhante assimilada por nós vinda dos Anglo-saxões que acreditam que os duendes teriam esse poder.

SIGIDISigidi ou Sugudu é divinizado como o pesadelo. O nome parece significar algo curto evultoso e o deus ou demônio e é representado por uma

A pessoa atacada por Sigidi, tem que permanecer acordada até o seu deus protetor negociar com Sigidi e dar autorização para adormecer, pois, se ele dormir antes da negociação se concluir, Sigidi vai atrás dele novamente e a missão falharia. Chiguidi viaja no vento, ou aumenta os ventos para flutuar;

O primeiro sintoma que a pessoa tem quando é atacada por Sigidi, é um sentimento de calor e opressão na boca do estômago, como se tivesse comido arroz quente, fervido, disse um nativo. Se um homem experimenta isto quando ele está dormindo, faz-se necessário a ele buscar a proteção do deus que lhe serve normalmente. Podem ser colocadas casas e cidades debaixo da tutela de Sigidi.

Para conseguir sua proteção, tem que se fazer um buraco cavado na terra e uma ave, ovelha é morta, de forma que sangue caia no buraco e o animal seja enterrado ali. Um montículo curto, cônico de terra vermelha é construído logo em cima da mancha, e um pires é colocou em cima para que sejam recebidos sacrifícios ocasionais.

Quando um local foi colocado debaixo da proteção de Sigidi,ele mata, da maneira típica dele, os que prejudicam as casas ou a cidade com intenções ruins.

Cantigas do Orixá Exú - Candomblé Ketu


fonte: Obarainan Oloje

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Os Cargos dentro do Candomblé: Oye – Deka – Ekedi e Ogan

Oye ou Deka é uma posição sacerdotal nos candomblés de nação, pessoas são escolhidas para exercer determinadas funções para o bom andamento da casa religiosa. Aqueles que possuem OYE são chamados " oloye masculino " e " ajoye feminino".

Essas pessoas serão adoxu ou não , recebem o cargo na confirmação ou em sua iniciação de acordo com sua capacidade. Essas pessoas não adoxu são os verdadeiros Ogan e Ekedi que nascem com os sete anos como reza a tradição, há casas que raspam para esses cargos, porém, esses iniciados não possuem status dos antigos e devem contar seu tempo de iniciação tal qual um iyawo, portanto não é de bom senso raspar e sim confirmar, afirmar que não existe Ogans e ekedis para divindades como Caboclos, Baianos, Exus, Pomba Giras, Boiadeiros, Preto Velho, etc.

Oye - cargo - deca - posto dentro de uma casa de santo

Todos oye (cargo) são para os òrìsà.


Os títulos do Candomblé keto correspondem, sobretudo à estrutura da casa com seus fundamentos, por exemplo: o àtà - culmiera, ise (axé opa) - ilê Omolu e família, ibo, etc.
A palavra oloye significa Ol = aquele que possui, oye um titulo e ajoye também, as ekedjis são chamadas assim nas casas grandes ou ìyákoroba.

A palavra oloye segundo mãe Stella do Afonjá pode ser traduzido como conselheiro, que está registrado em seu ultimo ensaio Meu Tempo é Agora.
Observe agora alguns ipò e oye das casas antigas e de algumas casas novas sérias atuais que respeitam a tradição afro-brasileira:

Confirmação de Ekeji - ekedi de Orixá - candomblé

Iyalorixá ou iYalaxé:

Possui as mesmas funções sendo que a segunda responde na ausência da primeira, quando há as duas na casa, geralmente a ìyálàxè torna - se a segunda. Com o falecimento da ìyálòrìxà ela é pretendente a assumir seu lugar, e se for o caso receberia a mesma cuia da falecida. Esse oye só recebe-se no odun meje, ou seja, nos sete anos, é uma posição de adosu e não de alguém confirmado/a ou uma ekedji.

Ajibona: Mãe criadeira, escolhida pela ìyálòrìsà para criar ìyáwò.
Posteriormente esse filho fica responsável em zelar pelo òrìsà de sua mãe criadeira quando este se manifesta. No culto lesse Orumila chama-se ojubona e é um cago masculino cuja função é ensinar o futuro Omo -Ifa.

Ìyá Egbe: Mãe da comunidade tem as mesmas responsabilidades da ìyá kékeré Ilè, ou seja, da mãe pequena da casa. Geralmente são escolhidas entre as egbomi mais antigas da casa e são até mais antigas do que a própria ìyálòrìsà devido à antiguidade da casa. Lembrando que òrìsà não tem idade é inexistente, quem tem idade são as pessoas.

Ìyàmorò: Aquela que dança com a cuia no ritual do Ipade.
Casas sem ibós, sem arvores, não devem possuir esse oye, sobretudo as que não rodam Ipade. Não existe ìyámorò de Ogún, Osòósí, Oyá, etc.
As Iyamoro cuidam dos Esa (falecidos iniciados na casa com postos) e Ìyámi Osoronga. Ìyá: Mãe. Um: Que pega. Oro: Obrigação.
Oye só recebido nos sete anos.

Ìyádagan : Auxiliar direta da ìyámorò. Não existe Dagan para o orisa é desnecessário explicar. É oye dado aos sete anos também.

Ajiumida : Posto do culto de Oyá. A= aquela Ji = que acorda um = pega = ida = a Cargos Ipos e oyes da nação ketu e subdivisões nagôs:

Ogan ( Ogá em ioruba), protetores civis do terreiro antigamente, hoje passa a exercer funções religiosas também. Entre os Ogans destacamos certas funções importantes e de mando dentro do terreiro, juntos com os sacerdotes (as) eles administram os terreiros.

Confirmação de Ogan  saindo com orixá - axogun saida de santo - candomblé ketu - angola- gegê

- Alagbe : Chefe da comunidade (morada), o onilu é o escolhido para tocar o atabaque denominado run, possui seu otun Alagbe e seu Osi alagbe que tocam os outros atabaques e cantam os candomblés.

- Pejigan
: Zeladores do peji e responsáveis pelo ilê òrìsà. Posto da etnia ketu e não jeje como se equivocam alguns desinformados.

- Axogun
: Sacrifica os animais de quatro pés (eranko) a priori, e os outros também quando não há na casa seu otun e seu osi responsáveis para isso.
Posto proveniente do culto de Ogún na África e sua comunidade, portanto não é de bom senso haver Asoguns de outros òrìsà e sim somente filho de Ogún é fato a condição de supremacia que esse orisa possui sobre os obés sendo ele mesmo olobé, ou seja, o dono da faca e louvado antes de qualquer sacrifício para quem procede corretamente.

- Olobé
: Que vem a ser um epíteto de Esu é comum chamar Adébo a esse oye, possui as mesmas determinações se for feito os atos referentes a Esu dessa condição sacerdotal.

- Sarapegbe
: Era quem transmitia as decisões da comunidade, comunicando entre os terreiros, as festas e obrigações que seriam realizadas. Fazia os convites. Sara= o que corre, pé= e comunica, egbe = as coisas da comunidade, geralmente esse posto era dado aos filhos de Ogún. Hoje esta esquecida, sobretudo nas grandes cidades.

- Apeja
: Esquecido no Brasil por não haver sacrifícios de cães selvagens como na África.

- Elemaso (Elemaxó):
Oye referente à casa de Osalá, é um titulo do próprio Osalá como conta seu mito, há oye no culto para situações que envolvem seu culto como o de baba mi oro, faz-se necessário que o titulares sejam de Osalá.
Suas atuações não se limitam apenas a cerimônia do pilão como muita gente pensa.

- Akirijebó
: Pessoas que freqüentam varias casas e não se fixam em nenhuma antigamente eram chamadas de akirijebó, também é um oye da maior importância relacionado a entregas de ebós em locais determinados.

- Eperin
: Posto dado aos filhos do orisa Osòósí, (determinado Osòósí) e refere-se ao seu culto especifico nas casas antigas de candomblé.

- Ojú Oba
: Posto dado às pessoas de Sàngó, seu representante maior foi nosso saudoso Pierre Fatumbi Verger que tinha esse Oye no Àsè do Opo Afonjá. Ë necessário que a casa pertença a Sàngó até mesmo para formar os outros Oye referentes à situação da casa, como mogba, maye, etc.

- Oju Ilê
: O grande anfitrião da religião, sobretudo nas festas onde ficam encarregados de receber os visitantes e acomoda-los, quando se faz necessário ele ajuda em tudo dentro da casa na ausência dos outros Oye.
O oye de Iya Efun : É dado às pessoas de Osala e não muito longe para as de Iemanjá.

O posto de Dagan: É dadas às pessoas filhas de Oyá independente de ser mulher ou homen, como explicou para mim, o Ogan Agba Gilberto.
Há um outro posto relacionado ao ritual de Ipade chamado de Agaba Injena e para finalizar vamos esclarecer o posto de Ekeji (lê-se Ekedi).

Ekeji nada mais é que um numeral e significa, portanto segundo/a, ela auxilia a todos e na ausência das outras ajoiyes ela assume, algumas se destacam e são chamadas carinhosamente de mães, não só pelo filho do orisa que a suspendeu como por toda a comunidade.

As ekeji são confirmadas para casa de axé ou para o orisa que a suspendeu e se for o caso dela ser ekedi do Orixá do sacerdote, ele não poderá por a mão e sim seu zelador, não pode o Orixá confirmar ou raspar ninguém, o Orisa não vem para o aye para isso é desnecessário explicar um assunto tão falado já .

As Ekedi podem ser: Iyalaso: Cuida das roupas, Iyale, mãe da casa, auxiliar direta da Iyalorisa e Iya Kekere, Dejó (Dere em jeje), as mais antigas, Ekedi é o Ipo (cargo), depois vem o Oye específico as condições de cada uma.
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Mel Ewo de Oxossi: Odé não leva mel

Conta o iton (lenda/história) o por que o mel éwó de Oxossi e por isso este Orixá não leva mel. Como conta a lenda que o Orixá Oxossi (Ososi) Odé “grande caçador” entrou na mata com seu filho, Logun edé, ensinando-lhe a arte de caçar e manejar o arco e a flecha, Após inúmeras caçadas, Logun edé sentou-se embaixo de uma árvore para descansar.

Nessa árvore pousou um pássaro e Odé preparou sua arma e atirou. Acertou em cheio pássaro e, também, uma colmeia de abelhas. Elas foram cair justamente sobre a cabeça de Logum, que sem ter como se defender foi picado.

Orixa Oxossi - Ode - caçador - Ososi - ibo - inle - fibo - arole - aro -

O Orixá Oxossi vendo o desespero do filho Logum, correu a acudi-lo, sendo mordido várias vezes. Conseguindo fugir, deitou seu filho em folhas frescas e, sem saber o que fazer, pôs-se a chorar. Eis que o Orixá Omulú vendo aquilo, parou e apiedou-se do estado de Logun, pois, a criança estava morrendo.

Omulu tirou de sua capanga água de cana e gengibre, pilou e aplicou sôbre os ferimentos, aliviando as dores. Após isto, fez o mesmo com Oxossi, curando-o completamente.

Qualidades de Oxossi ou Caminhos do Orixá

PORQUE OXOSSI NÃO COME MEL “ÉWÒ”

O Orixá Oxossi então disse-lhe: Senhor dos aflitos, ponho o meu reino a seus pés e toda a minha caça que daqui por diante eu conseguir, comeremos juntos. Omulu/Obaluaiê agradeceu e seguiu seu caminho.

Então Oxossi jurou que nunca mais comeria o mel, pois, o mel o faria lembrar todo o sofrimento seu e de seu filho. Por isso Oxossi não leva mel e Logun é lavado com açucar mascavo e gengibre. Então logo percebemos que utilizar qualquer tipo de oferenda com Oyin (Mel) poderá trazer problemas com este Orixá (quizilas).

Oriki de Oxossi – Reza e Saudção de Odé com tradução

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Xangô criador do Culto a Egungun

Conta a Lenda que o Orixá Xangô é o fundador do culto aos Eguns (espíritos ancestres),  somente ele tem o poder de controlá-los, como diz um trecho de um Itã (lenda/história), escute no final do texto a Roda de Xangô completa:

Qualidades do Orixá Xangô

xango o criador e fundador do culto a Egungun (os espiritos)

Xangô criador de Culto a Egungun

"Em um dia muito importante, em que os homens estavam prestando culto aos ancestrais, com Xangô a frente, as Iyámi Ajé fizeram roupas iguais as de Egungun, vestiram-na e tentaram assustar os homens que participavam do culto, todos correram mas Xangô não o fez, ficou e as enfrentou desafiando os supostos espíritos.

As Iyámis ficaram furiosas com Xangô e juraram vingança, em um certo momento em que Xangô estava distraído atendendo seus súditos, sua filha brincava alegremente, subiu em um pé de Obi, e foi aí que as Iyámis Ajé atacaram, derrubaram a Adubaiyani filha de Xangô que ele mais adorava.

Xangô ficou desesperado, não conseguia mais governar seu reino que até então era muito próspero, foi até Orunmilá, que lhe disse que Iyami é quem havia matado sua filha, Xangô quiz saber o que poderia fazer para ver sua filha só mais uma vez, e Orunmilá lhe disse para fazer oferendas ao Orixá Iku (Oniborun), o guardião da entrada do mundo dos mortos, assim Xangô fez, seguindo a risca os preceitos de Orunmilá.

A Roda de Xangô completa


Xangô conseguiu rever sua filha e pegou para sí o controle absoluto dos mistérios de Egungun (ancestrais), estando agora sob domínio dos homens este culto e as vestimentas dos Eguns, e se tornando estritamente proibida a participação de mulheres neste culto, caso essa regra seja desrespeitada provocará a ira de Olorun. Xangô, Iku e dos próprios Eguns, este foi o preço que as mulheres tiveram que pagar pela maldade de suas ancestrais."

Xirê Roda de Xangô – Letra e Tradução

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Umbanda e seus Aspectos dominantes desse movimento

A Umbanda e seus Aspectos Dominantes desse Movimento é dividido em alguns princípios básicos na Umbanda, entre eles estão ritual, cura, magia, entidades (caboclo, Preto velho, Exu e Pomba gira), etc.
A Umbanda e os Aspectos dominantes - preto velho, caboclo, pomba gira, exu, orixa, candomble


1. Ritual, variando pela origem
2. Vestes, em geral brancas
3. Altar com imagens católicas, pretos velho, caboclos
4. Sessões espíritas, formando agrupamentos em pé, em salões ou terreiro
5. Desenvolvimento normal em corrente
6. Bases; africanismo, kardecismo, indianismo, catolicismo, orientalismo.
7. Serviço social constante nos terreiros
8. Finalidade de cura material e espiritual
9. Magia branca
10. Batiza, consagra e casa

O Ritual da Umbanda

A Umbanda não tem, infelizmente, um órgão centralizador, que a nível nacional ou estadual, dite normas e conceitos sobre a religião ou possa coibir os abusos. Por isso cada terreiro segue um ritual próprio, ditado pelo guia chefe do terreiro, o que faz a diferenciação de ritual entre uma casa e outra. Entretanto, a base de todo terreiro tem que seguir o principio básico do bom senso, da honestidade e do desinteresse material, além de pregar, é claro, o ritual básico transmitido através dos anos pelos praticantes.

O mais importante, seria que todos pudessem encontrar em suas diferenças de culto, o que seria o elo mais importante e a ele se unissem. Tal elo é a Caridade!

Não importa se o atabaque toca, ou se o ritmo é de palmas, nem mesmo se não há som. O que importa é a honestidade e o amor com que nos entregamos a nossa religião.

 

Pontos de Umbanda com Letra com 16 vídeos

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Exu 7 Porteiras – Guardião das sete Portas

O Exú 7 Porteira, também conhecido como Guardião das Sete Porteiras ele tem um papel fundamental na linha de Exús e Pomba Giras, pois ele é o encarregado de guardar tudo o que está fechado por meio de caminhos , portas , chaves , segredos.
 
Pertence a terceira linha negativa da Umbanda , comandada pelo Ogum de Lei . Esse Exú da o poder ao seu Médium , o que invoca para abrir os caminhos das pessoas que o procuram . Exú Chefe de Falange .

exu sete porteiras da umbanda e também do candomblé - pomga gira seu 7 porteiras
 
O sentido é figurado , pois pela condição de confiança que ele faz passar as pessoas que estão junto ao seu protegido , essa faz as vontades do médium , permitindo , autorizando , fazendo , confidenciando.
É muito soturno , fala pouco , porem sempre a verdade , ele sempre diz que fala a verdade para seu consulente , e não fala o que seu consulente quer ouvir , mesmo se a verdade for digamos , ruim para o consulente , também faz as pessoas falarem muito com ele .

Tem a característica de incorporar sempre próximo a uma porta .

Domina as 7 fronteiras , ou seja , ele pode abrir ou fechar suas portas , caminhos , destinos , etc ...
Ele é um dos 7 guardiões que toma conta dos 7 portais astrais , de um mundo para o outro ou de um astral para o outro .

Características desse Exú:
- Bebida : Bebidas finas e marafos .
- Fuma : Charuto .
- Guia : Vermelha e Preta .
- Lugar : Ambientes fechados , na encruzilhada de terra ou mata .
- Vela : Pretas , vermelha e preta .
Canto cantado ao Exú 7 Porteiras

Ponto Para Exú 7 Porteira


Cadê a chave
Do seu 7 Porteiras (2x)
Ele precisa passar
Ele é seu 7 Porteiras (2x)
Cheguei , cheguei pra trabalhar
Cheguei , cheguei pra ajudar .
Eu não como ,eu não bebo,eu não durmo
Enquanto esses filhos não curar (2x)
Vou a brir a porteira
Vou abrir pra ele passar
Seu 7 Porteira é curador
Por isso veio pra nos ajudar . (2x)


Laroyê 7 Porteiras !!!
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