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Orixá Oyá liberta o Orixá Xangô aprisionado

Posted by Alberto Ebomi at 10:43 0 Comments
Conta a lenda que Orixá Oyá (Yansã) liberta Xangô após ser aprisionado no calabouço usando um de seus poderes mágicos “os raios e os ventos".
 
Há tempos atrás fizeram festas para o Orixá Xangô em Tákua Tulempe. Mas  as mulheres eram loucas por ele e os homens o invejavam.
 
 
Orixá Oya-candomble-iansa-yansa-xango-oia-umbanda
Eram festas de hipocrisia. Em um desses festejos, prenderam o grandioso Xangô e o trancaram num calabouço.
 
Xangô tinha uma gamela (prato de madeira) onde via tudo o que acontecia, mas havia deixado sua gamela na casa de Oyá.
 
Passaram-se alguns dias e Xangô não voltava para casa.
Foi quando Orixá Oyá olhou para a gamela de Xangô e viu que ele estava preso.
De dentro da prisão Xangô sentiu que alguém mexia na gamela e pensou: "Ninguém além de Oiá sabe usá-la".
 
Xangô, então, lançou muitos trovões para que Oiá ouvisse e o encontrasse.
Oiá recebeu a mensagem, acendeu sua fogueira e começou a cantar seus encantamentos.
Oyá pronunciou algumas palavras mágicas  e cruzou seus braços em direção ao céu e misticamente nesse exato momento, o número sete se formou no céu.
 
Um raio partiu as grades da prisão e Xangô foi libertado.
 
Ao sair, Xangô viu Oyá, que vinha pelo céu num redemoinho e levou Xangô para longe da terra Tákua.
 
Yansã  libertou Xangô com o raio.
Oiá libertou Xangô com o vento.
Oiá libertou Xangô.

Eparrei Oyá, Oyá messan Orun!
 

Mais sobre Xangô e Oyá


Por que o Orixá Aganju não é um Xangô?

 

•  A Roda de Xangô – Completa com Audio e Escrita: Os Orixás

 

 • As Características Dos Filhos De Yansã 

 

Yansã a senhora das Paixões e das Conquistas

 

 

Xirê de Yansã com Letra e tradução



A História de Exú Tranca Ruas das Almas

Posted by Alberto Ebomi at 09:24 0 Comments
Conheça a História de Exú Tranca-Ruas das Almas - (Tarchimache) - grandioso Exú. Todo terreiro deverá solicitar seus valorosos trabalhos antes de começar as seções. Sendo solicitado, guardará as porteiras dos terreiros com sua falange, contra os Quiumbas (Espíritos Obsessores). Guardião dos recintos onde se pratica a Alta Magia, como na Umbanda. Devemos saudar a este Grande Exú. É conhecido também como Tranca Rua das Almas e Tranca Ruas de Embaé. (Ponto Riscado - Organograma).




Como já havia dito antes seu nome foi Geraldo,mais a alguns dias descobri seu sobrenome Branco Compostella ,bem Exú Tranca Ruas não foi de fato um médico como se diz nas letras de seus pontos, ele foi na verdade uma espécie de curandeiro,sua especialidade era a extração de dentes, trabalhava com ervas virgens e em especial com cascas de uma arvore que tinha próximo ao seu castelo, era um homem muito rico nascido em berço de ouro, Geraldo quando jovem tinha vontade de se tornar um padre em um mosteiro em sua cidade (Galíci  ,na Espanha), todo esse sonho foi interrompido durante uma missa cujo qual ficou em seu pensamento um distinta senhora que havia ido se confessar.

• Como Conseguir ajuda do Exú Tranca Ruas das 7 Encruzilhadas


Ele passou então a frequentar a todas as missas, tentando desesperadamente encontrar essa mulher, depois de um mês quando estava na ante sala da igreja ele ouviu uma voz suave chamando pelo padre, e para sua surpresa era a tal mulher. Sem pensar em nada fingiu ser o padre, a mulher então beijou lhe a mão e pediu para que ele lhe perdoasse seus pecados, ela disse a ele que a bruxaria fazia parte de sua vida e nada poderia fazer para afasta lá de seus caminhos e que estava saindo daquela cidade por que temia que a inquisição a julgasse, nesse mesmo momento Geraldo se calou e disse a  mulher, desde que te vi pelas missas não consigo pensar em outra coisa a não ser você, não sei se estou enfeitiçado, mais o que sinto é mais que o suficiente, e se você vai sair desta cidade que seja comigo.



Geraldo voltou a seu castelo,vendeu todos os seus bens e nunca mais voltou a cidade de galícia, ele foi morar com Maria e começou a se envolver demais com os segredos do oculto, logo Geraldo passou a se tornar um mestre na arte de enfeitiçar, e passou para o lado da magia negra, com medo de perder Maria, Geraldo selou um pacto com o diabo para que a mesma fosse para sempre sua e de nenhum outro homem.

Sua alma passou a ser do diabo, que cobrava cada vez mais pelo seu feito, alguns anos se passaram e Maria adoeceu, nenhum feitiço era capaz de lhe devolver a  saúde, Geraldo desesperado pensando perder sua amada mais uma vez recorreu ao diabo, porem disse a ele, que se fizesse o que ele queria seu preço seria cobrado apos a  morte de Maria, Geraldo sem pensar aceitou ,na manhã seguinte Maria se levantou e nada mais tinha, ela viveu intensamente somente mais três dias, falecendo queimada por uma vela que incendiou todo o casebre.

A história de Exú Tranca Rua das Almas.



Por culpa de Geraldo, Maria não conseguia descansar em paz, seu espirito ficou perdido junto com as almas sem luz, e Geraldo dedicou seus últimos dias a buscar um jeito de livrar a alma de sua amada, ele morreu logo depois de desgosto, e o diabo levou sua alma, após sua passagem tornou se o guardião das almas sem luz que tentam se livrar dos caminhos escuros, por isso seu nome tranca rua das almas. Hoje sua missão é levar ajuda a quem esta perdido, e ele também guarda os espíritos zombeteiros afim de que paguem seus pecados, para voltarem, reencarnarem. Essa é a historia de Exú Tranca Rua das Almas.

PONTO DE EXÚ TRANCA RUA DAS ALMAS


História de Exús 

Oxóssi é raptado por Ossain: Lenda

Posted by Alberto Ebomi at 13:05 0 Comments
Conta neste Pataki (lenda, iton) que Oxossi é raptado por Ossain o senhor das folhas, e o Orixá Oxóssi (Odé) vivia com sua mãe Yemanjá e com seu irmão Ogum (o guerreiro).
Ogum cultivava o campo e Oxóssi trazia caça das florestas.

A casa de Iemanjá era farta.
Mas Iemanjá tinha maus pressentimentos e consultou o babalaô.
 

 
O adivinho lhe disse que proibisse Oxóssi de ir caçar nas matas, pois Ossaim, que reinava na floresta, podia aprisionar Oxóssi.

Iemanjá disse ao filho que nunca mais fosse à floresta.

Mas Oxóssi, o caçador, era muito independente e rejeitou os apelos da mãe.
Continuou indo às caçadas.

Um dia ele encontrou Ossaim, que lhe deu de beber um preparado.
Oxóssi perdeu a memória.
 

Então Ossain rapta Oxossi

 
Ossaim banhou o caçador com abôs (preparado de ervas) misteriosos e ele ficou no mato morando com Ossaim.

Ogum não se conformava com o rapto do irmão.
Foi à sua procura e não descansou até encontrá-lo.
Finalmente livrou Oxóssi e o trouxe de volta a casa.
Iemanjá, contudo, não perdoou o filho desobediente e não quis recebê-lo em casa.
Ele voltou para as florestas, onde até hoje mora com Ossaim.

Ogum, por sua vez, brigou com a mãe e foi morar na estrada. Iemanjá passou a sentir demais a ausência dos dois filhos, que ela praticamente expulsara de casa.

Tanto chorou Iemanjá, tanto chorou, que suas lágrimas ganharam curso, aí se avolumaram e num rio Iemanjá se transformou.
 

Mais sobre Oxossi


Como agradar o Orixá Oxóssi: (Oferenda)


Mel Ewo de Oxossi: Odé não leva mel


Reza de Oxossi + Tradução completa



Qualidades de Oxossi



XIRÊ PARA TODOS ORIXÁS COM LETRA E TRADUÇÃO


Orixá Bará Exú aprende a trabalhar com Ogum

Posted by Alberto Ebomi at 10:34 0 Comments

Conta o patakin que o Orixá Bará Exú aprende a trabalhar com o Orixá Ogum, pois Eleguá era um menino muito esperto, mas muito travesso.
Todo mundo tinha receio de suas artimanhas. Ele enganava todo mundo, queria sempre tirar sua vantagem.

Sua mãe sempre o repreendia e o amarrava no portão da casa para ele não ir para a rua fazer traquinagem.




Bará ficava ali na porta esperando alguém se aproximar e então pedia seus favores, fazia suas artes e ali se divertia.

Só deixava passar quem lhe desse alguma coisa.
Sua mãe então chamou Ogum e disse a ele para ficar junto com Bará e dele tomar conta. Ogum era responsável e trabalhador.

Ogum Avanagã sempre ficou morando com Elegbara (Exú). Juntos eles moram na porta da casa e se dão bem. Bará continuou um menino danado, mas com Ogum aprendeu a trabalhar.

Agora ele ainda se diverte com todos, mas para todos faz o seu trabalho.

Todos procuram Bará para alguma coisa, em todas as finalidades dentro do culto, como iniciar um ritual (sendo ele o primeiro em tudo), buscar e trazer as bênçãos que são pedidas, levar a obrigação até os céus, dar satisfação sobre o que foi feito (se está completo ou não), então logo Eleguá (Exú) é muito importante e poderoso.

Todo mundo precisa dos favores de Bará, o seu culto é OBRIGATÓRIO, devendo você em todos os dias de sua vida se referir a este Orixá, rogando (rezando), dando lhe algo para que ele possa afastar todo mal e todas as negatividades (Osogbo) e abrindo as portas para que o Irê (sorte, positivo) possa entrar em sua vida.
 

Bara Exú aprende a trabalhar com Ogum

 
Èsù máse mí, omo elòmíràn ni o se.
Exú, não me manipule, manipule outra pessoa.
o....
Exú não faça mal aos meus filhos, faça mal a outro.
 

Mais sobre Exú (Eleguá):


Oriki de Exú


A história de Exú Orixá

 

Xirê do Orixa Exú da nação Ketu do Candomblé com Letra e Tradução

 

 

 

Compartilhe o artigo, pois divulgar a religião é propagar o Orixá, a religião, o culto afro, o Candomblé, dando assim a continuidade. Irê Axé ô!

Como agradar o Orixá Oxóssi: (Oferenda)

Posted by Alberto Ebomi at 10:38 0 Comments
Esse adimu (oferenda, comida) é como agradar o Orixá Oxóssi, para que este ano você possa ter prosperidade, com caminho de Irê (sorte), devendo utilizar os preceitos comuns em oferecer comida ao Orixá, e respeitando as culturas de cada axé (Nação do Candomblé), pedindo orientação espiritual para sua execução quando assim for necessário.



Os itens da Oferenda


- 7 espigas de milhos grades e bonitas
- 1 alguidar
- licor de romã
- pó de peixe defumado
- azeite de dendê
- gordura de coco
- melado de cana

Como preparar o Adimu de Oxossi


Sete espigas de milho verde, grandes e tenras, são assadas na brasa. As folhas que envolvem as espigas são separadas para forrar o alguidar em que será oferecido o adimú.

Assim que as espigas forem retiradas do braseiro, ainda quentes, são regadas, uma a uma, com azeite de dendê, gordura de coco, melado de cana, um pouco de licor de romã e pó de peixe defumado.

Depois disto arruma-se com as pontas mais finas para cima, no alguidar já forrado com as folhas das espigas. Coloca-se, dentro do alguidar, amendoim torrado e rega-se tudo com vinho branco.

Entrega-se a Oxóssi com uma vela de sete dias.

No fim de sete dias, encaminhe (despacha-se) numa mata.

Se você quiser enriquecer a obrigação, utilize o Oriki (reza) do orixá Odé e os Cânticos (xirê) deste Orixá.

Saudação Completa de Oxossi com tradução

 

Oxossi e cantigas com traduções

 

Exu coloca fogo na casa e vira rei

Posted by Alberto Ebomi at 22:24 0 Comments
Conta a Lenda que Exú coloca fogo na casa e vira rei, o iton (história) diz que um dia mandaram Exu preparar um ebó para conseguir fazer fortuna bem depressa. Então logo percebemos que só poderá conseguir a prosperidade mediante Ebó (oferendas), e assim Bara Exú fez o que lhe foi determinado.
Exu, depois de ter feito o ebó', foi para a cidade de Ijebu.

Em vez de se hospedar no palácio do chefe local, como pedia a tradição, Exu ficou na casa de um homem de importante posição oficial.
De madrugada, quando todos dormiam, Exu levantou-se devagarinho e' fingiu que ia urinar no quintal.
Lá fora, Exu pôs fogo nas palhas que cobriam a casa.




Enquanto o telhado pegava fogo, Exú gritava como louco, se fazendo de inocente.
Gritava que estava perdendo grande fortuna no incêndio.

Fortuna que havia guardado dentro de uma talha que entregara à guarda do dono da casa.
Para os muitos curiosos que chegavam atraídos pelo sinistro ele repetia sem cessar a sua história.
Rapidamente tudo se queimou, da casa só sobrando cinzas.

E assim, com toda a confusão que houve, até o chefe da aldeia correu para o local.
Exu continuava clamando por causa do dano do incêndio.

Como se tratava de prejuízo a um estrangeiro, o chefe local resolveu pagar o suposto valor que Exu perdera.

Mas não havia na aldeia dinheiro suficiente e então, para compensa-lo pelas perdas, o rei, em detrimento de si mesmo, proclamou Exu rei dali em diante. I Assim Exu foi feito o dono de Ijebu e todos tornaram-se seus súditos.

Saudação de Exú Orixá: Oriki



Compartilhe os ensinamentos, pois nossa obrigação é compartilhar a riqueza da nossa cultura. Sorte axé a todos.

Xirê de Exú Orixá: letra e tradução



Exú senhor dono da encruzilhada, seu culto é obrigatório (diariamente), então não se engane em dar agrado para ele só quando for feita alguma obrigação na sua casa de santo, pois ele é o senhor responsável por tudo que inicia, e também é quem leva a satisfação do que é feito, e trás de volta as graças pedidas. Sorte axé a todos.

NÃO DEIXE QUE EXÚ LHE FAÇA MAL! FICA A DICA DO EBOMI.

Quem é Onilé? Qual a sua importância dentro da religião?

Posted by Alberto Ebomi at 20:39 0 Comments
Essa lenda fala sobre quem é Onilé? E qual é a sua grande importância dentro da religião? Sendo um dos Orixás primórdios dentro do nosso culto, e merece ser conhecido devidamente e lembrando e reverenciando nas horas que assim forem necessárias.

Conta o Iton (lenda) que Onilé era a filha mais recatada e discreta de Olodumare. Vivia trancada em casa do pai e quase ninguém a via. Quase nem se sabia de sua existência.



Quando os orixás seus irmãos se reuniam no palácio do grande pai para as grandes audiências em que Olodumare comunicava suas decisões, Onilé fazia um buraco no chão e se escondia, pois sabia que as reuniões sempre terminavam em festa, com muita música e dança ao ritmo dos atabaques.

Onilé não se sentia bem no meio dos outros. Um dia o grande deus mandou os seus arautos avisarem: haveria uma grande reunião no palácio e os orixás deviam comparecer ricamente vestidos, pois ele iria distribuir entre os filhos as riquezas do mundo e depois haveria muita comida, música e dança.

Por todo os lugares os mensageiros gritaram esta ordem e todos se prepararam com esmero para o grande acontecimento. Quando chegou por fim o grande dia, cada orixá dirigiu-se ao palácio na maior ostentação, cada um mais belamente vestido que o outro, pois este era o desejo de Olodumare.

Iemanjá chegou vestida com a espuma do mar, os braços ornados de pulseiras de algas marinhas, a cabeça cingida por um diadema de corais e pérolas, o pescoço emoldurado por uma cascata de madrepérola.

Oxóssi escolheu uma túnica de ramos macios, enfeitada de peles e plumas dos mais exóticos animais.

Ossaim vestiu-se com um manto de folhas perfumadas.

Ogum preferiu uma couraça de aço brilhante, enfeitada com tenras folhas de palmeira.

Oxum escolheu cobrir-se de ouro, trazendo nos cabelos as águas verdes dos rios.

As roupas de Oxumarê mostravam todas as cores, trazendo nas mãos os pingos frescos da chuva.

Yansã escolheu para vestir-se um sibilante vento e adornou os cabelos com raios que colheu da tempestade.

Xangô não fez por menos e cobriu-se com o trovão.

Orixá Oxalá trazia o corpo envolto em fibras alvíssimas de algodão e a testa ostentando uma nobre pena vermelha de papagaio.

E assim por diante. Não houve quem não usasse toda a criatividade para apresentar-se ao grande pai com a roupa mais bonita. Nunca se vira antes tanta ostentação, tanta beleza, tanto luxo. Cada orixá que chegava ao palácio de Olodumare provocava um clamor de admiração,
que se ouvia por todas as terras existentes.
Os orixás encantaram o mundo com suas vestes. Menos Onilé.

Onilé não se preocupou em vestir-se bem. Onilé não se interessou por nada. Não se mostrou para ninguém. Recolheu-se a uma funda cova que cavou no chão.
Quando todos os orixás haviam chegado, Olodumare mandou que fossem acomodados confortavelmente, sentados em esteiras dispostas ao redor do trono.

Ele disse então à assembleia que todos eram bem-vindos. Que todos os filhos haviam cumprido seu desejo e que estavam tão bonitos que ele não saberia escolher entre eles qual seria o mais vistoso e belo.

Tinha todas as riquezas do mundo para dar a eles, mas nem sabia como começar a distribuição. Então disse Olodumare que os próprios filhos, ao escolherem o que achavam o melhor da natureza, para com aquela riqueza se apresentar perante o pai, eles mesmos já tinham feito a divisão do mundo.

Então Iemanjá ficava com o mar, Oxum com o ouro e os rios. Ao Orixá Oxóssi deu as matas e todos os seus bichos, reservando as folhas para Ossaim. Deu a Iansã o raio e a Xangô o trovão. Fez Oxalá dono de tudo que é branco e puro, de tudo que é o princípio, deu-lhe a criação.

Destinou a Oxumarê o arco-íris e a chuva. A Ogum deu o ferro e tudo o que se faz com ele, inclusive a guerra.

E assim por diante.
Deu a cada orixá um pedaço do mundo, uma parte da natureza, um governo particular. Dividiu de acordo com o gosto de cada um. E disse que a partir de então cada um seria o dono e governador daquela parte da natureza.

Assim, sempre que um humano tivesse alguma necessidade relacionada com uma daquelas partes da natureza, deveria pagar uma prenda ao orixá que a possuísse. Pagaria em oferendas de comida, bebida ou outra coisa que fosse da predileção do orixá. Os Orixás, que tudo ouviram em silêncio,
começaram a gritar e a dançar de alegria, fazendo um grande alarido na corte.

Olodumare pediu silêncio, ainda não havia terminado. Disse que faltava ainda a mais importante das atribuições. Que era preciso dar a um dos filhos o governo da Terra, o mundo no qual os humanos viviam e onde produziam as comidas, bebidas e tudo o mais que deveriam ofertar aos orixás.

Disse que dava a Terra a quem se vestia da própria Terra.
Quem seria? perguntavam-se todos?

“Onilé", respondeu Olodumare.

"Onilé?" todos se espantaram.

Como, se ela nem sequer viera à grande reunião?
Nenhum dos presentes a vira até então. Nenhum sequer notara sua ausência. "Pois Onilé está entre nós", disse Olodumare e mandou que todos olhassem no fundo da cova, onde se abrigava, vestida de terra, a discreta e recatada filha. Ali estava Onilé, em sua roupa de terra. Onilé, a que também foi chamada de Ilê, a casa, o planeta. Olodumare disse que cada um que habitava a Terra pagasse tributo a Onilé, pois ela era a mãe de todos, o abrigo, a casa. A humanidade não sobreviveria sem Onilé.

Afinal, onde ficava cada uma das riquezas que Olodumare partilhara com filhos orixás?

"Tudo está na Terra", disse Olodumare.
"O mar e os rios, o ferro e o ouro, Os animais e as plantas, tudo", continuou.
"Até mesmo o ar e o vento, a chuva e o arco-íris, tudo existe porque a Terra existe, assim como as coisas criadas para controlar os homens e os outros seres vivos que habitam o planeta, como a vida, a saúde, a doença e mesmo a morte".

Pois então, que cada um pagasse tributo a Onilé, foi a sentença final de Olodumare. Onilé, orixá da Terra, receberia mais presentes que os outros, pois deveria ter oferendas dos vivos e dos mortos, pois na Terra também repousam os corpos dos que já não vivem.

Onilé, também chamada Aiê, a Terra, deveria ser propiciada sempre, para que o mundo dos humanos nunca fosse destruído. Todos os presentes aplaudiram as palavras de Olodumare.
Todos os orixás aclamaram Onilé.
Todos os humanos propiciaram a mãe Terra.

E então Olodumare retirou-se do mundo para sempre e deixou o governo de tudo por conta de seus filhos orixás.

Então mesmo que não se conheça sobre este orixá, ou ele seja falado mais claramente dentro da religião do Candomblé, sempre saudamos a terra com tudo dentro do culto. Axé Orixá Onilé, Mojubá!!
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