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MARIA NAVALHA: Uma Malandra ou uma Pombo Gira?

Posted by Alberto Ebomi at 12:05 0 Comments
A MARIA NAVALHA é uma Malandra ou uma Pomba Gira? “Acredito que ambas!” Maria Navalha é o nome adotado por muitos espíritos com apresentação feminina que trabalham de modo independente, costumam se apresentar na Umbanda, mas também em casas de Candomblé que cultuam entidades. Podem trabalhar como  Pombas Giras, especialmente junto à  falange de Maria Padilha ou na "Linha dos Malandros".
 
Do mesmo modo que há uma incompreensão e entendimento sobre Maria Farrapo, o mesmo ocorre com Maria Navalha.


Maria Navalha - Pomba gira - Malandra - malandro - ze pelintra - exú - umbanda - candomblé


Enquanto Maria Farrapo trabalha com a falange Maria Mulambo, a Pomba Gira Maria Navalha está intimamente ligada à falange Maria Padilha, que foi onde esses espíritos, encontraram oportunidade organizada de trabalho como Pombas Giras

Ainda não formam uma Falange (de Pombas Giras) propriamente dita.

Não se deve confundir MARIA NAVALHA com MARIA PADILHA DA NAVALHA ou MARIA PADILHA DAS SETE NAVALHAS.

São espíritos especializados em "GENTE", profundos conhecedores dos abismos da alma humana e do que ela tem de mais degradante, e isso devido às próprias e dolorosas experiências pretéritas.

O INSTRUMENTO NAVALHA:


Navalha de Exú malandro - Pomba gira - ze pelintra - exus - umbanda
O Símbolo da Malandragem

O instrumento Navalha foi amplamente utilizado, e ainda o é,  como instrumento de defesa, dor e morte pelos que viviam a lei por conta própria. Contavam apenas consigo mesmos e sentiam-se apartados de um mundo que lhes socorressem ou protegessem.
A vida era dura: olho por olho e dente por dente.

A navalha tornou-se o símbolo maior da malandragem e seus códigos próprios.
Mas seu significado na Umbanda, além de identificar os Malandros é sua capacidade de cortar, separar, apartar o mal que está fora e principalmente dentro dos seres.

MARIA NAVALHA POMBA GIRA


Maria Navalha de Exú malandro - Pomba gira - ze pelintra - exus - umbanda
As Marias Navalhas que trabalham como Pombas Giras podem apresentar as complementações usuais como: da Encruzilhada, do Cemitério, da Praia, do Cabaré, da Calunga, etc. Apresentam ponto riscado de Pomba Gira e comportam-se como tal.

Algumas vertentes  da Umbanda não reconhecem Maria Navalha como Pomba Gira apenas como Malandra. E como não chamam essa linha (Malandros), nesses Terreiros essas entidades não trabalham.

Maria Navalha é o braço "esquerdo" de Maria Padilha, sempre cooperando de modo próprio com os trabalhos de Padilha. Não existem rivalidades entre Maria Padilha e Maria Navalha, como alguns sugerem. Do mesmo modo que não existem disputas entre Maria Mulambo e Maria Farrapo.

MARIA NAVALHA MALANDRA:


As que trabalham na falange dos Malandros costumam ter denominações complementares típicas dos mesmos, como: do Morro, da Ladeira, da Lapa, do Forró, do Samba, da Madrugada, da Esquina, do Asfalto, da Boemia, Pé de Valsa, e outros. Outra característica na denominação é a complementação regional: Maria Navalha de Pernambuco, de Minas, Baiana, do Norte, etc..

São mais livres e passionais em suas manifestações, usando trajes mais coloridos e alegres que os tradicionais vermelho e preto das Guardiãs. Também gostam muito de usar chapéu e lenço (usados também por algumas Marias Navalhas Pombas Giras).

Comunicam-se de modo simples e direto, com vocabulário popular, em alguns casos fazendo uso de expressões e gírias típicas da malandragem.
Preferem bebidas como cervejas, batidas, água de coco, caipirinhas e aguardente.

Pedem mais elementos para trabalho e solicitam mais oferendas que as Marias Navalhas Pombas Giras.

As histórias a respeito desses espíritos são repletas de mortes trágicas, traições, paixões, abandono, carência financeira, ausência de estrutura familiar, falta de oportunidades de educação e formação, pobreza e miséria. Uns poucos conseguiram fama e fortuna, com os "recursos" que tinham.

Pomba Gira ou Malandra, fato é que Maria Navalha, Maria Navalhada ou Maria das Sete Navalhas, conhece os efêmeros prazeres e as profundas dores do submundo das criações humanas. E como tal, pode ajudar aos que ainda encontram-se presos e comprometidos à essa realidade.

Salve a Pomba Gira Maria Navalha!
Salve a Malandra Maria Navalha!

A historia dos Malandros – Malandrinhos - Lenda


PONTOS DE MALANDRO

Candomblé e a NAÇÃO ANGOLA: Nkisi

Posted by Alberto Ebomi at 12:22 0 Comments
O Nkisi são para os Bantus o mesmo que orixá para os Yorubás na cultura Ketu, ou ainda, o mesmo que Vodum para os Daometanos. Muitos autores cometem o mesmo erro ao tratar das semelhanças existentes entre um Nkisi, orixá ou vodum, pois confundem semelhanças com correspondência, fazendo-nos acreditar que na verdade se tratam da mesma divindade apenas com nome distinto.

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O Nkisi


Esta visão é equivocada, e cabe a nós desfazermos tal equívoco. Cada Nkisi, orixá ou vodum possui peculiaridades próprias, tratamento e culto diferenciados. Pode-se sim, dizer que existem pequenas coincidências, como por exemplo o fato de Burungunzo, Oxósse e Otulu serem caçadores, ou ainda, por usarem as mesmas cores. Mas não há que se confundir um e outro, pois mesmo em suas origens na África se diferem, sendo o primeiro ( Burungunzo ) originário da Angola, o segundo (Oxóssi) originário das terras Yorubás e o último ( Otulu ) do Reino do Dahomé.

Desta forma, elenco abaixo alguns dos Minkisi de Angola e Congo, sem fazer qualquer correspondência entre orixá ou vodum, dando ao lado de seus nomes uma breve descrição :

Aluvaiá, Bombojira, Vangira (feminino), Pambu Njila.
É o Nkisi responsável pela comunicação entre as divindades e os homens.
Está nas ruas, é a este Nkisi que pertencem as "bu dibidika jinjila" (encruzilhadas). Suas cores são preto, vermelho, sua saudação: Kiuá Luvaiá Ngananzila Kiuá (Viva Aluvaiá, Senhor dos Caminhos)


Nkosi Mukumbe
É o Nkisi da guerra, das estradas. É a ele que se fazem oferendas com o fim de obter abertura de caminhos. Sua cor é o azul escuro, sua saudação: Luna Kubanga Mueto - Nkosi ê (Aquele que briga por nós - Nkosi ê)


Mutalambô, Burungunzo.

Nkisi caçador, habita as florestas ou montanhas. É o responsável pela fartura, pela abundância de alimentos. Suas cores: verde para Mutalambô e Burungunzo, e verde, azul e amarelo para Gongobira, sua saudação:
Kabila Duilu - Kabila (Caçador dos Céus - Kabila)

Gongobira.
É um jovem caçador que obtém, seu sustento ora através da caça, ora através da pesca. Suas características são as mesmas das dos caçadores (Kabila, Mutambô, Lambaranguange) unidas as características dos Minkisi da água doce ( Kisimbe, Ndanda Lunda ). Suas cores: verde cristal, azul cristal e amarelo ouro, sua saudação: Mutoni Kamona Gongobira - Muanza ê (Pescador Menino Gongobira - Rio ê)

Katendê.
Nkisi dono dos segredos das " kisabas" ( folhas, ervas ). Sua cor é o verde ou verde e branco, sua saudação: Kisaba kiasambuká – Katendê (Folha Sagrada - Katendê)

Nzaze, Luango.
Nkisi responsável pela distribuição da Justiça entre os homens. Suas cores são: vermelho e branco ou marrom e branco sua saudação: A Ku Menekene Usoba Nzaji - Nzaze (Salve o Rei dos Raios - Grande Raio)

Kaviungo ou Kavungo, Kafungê e Kingongo.
É o Nkisi responsável pela saúde, estando intimamente ligado a morte.
Usa preto, vermelho, branco e marrom, sua saudação: Tateto Mateba Sakula Oiza - Dixibe (O Pai da Ráfia Está Chegando - Silêncio)

Hongolo e Angoroméa.
Assim como Aluvaiá, auxiliam na comunicação entre as divindades e os homens. São representados por uma cobra, sendo o primeiro ( Angorô ) masculino e o segundo ( Angoroméa ) feminino, sua saudação: Nganá Kalabasa - Angorô Le (Senhor do Arco Íris - Angorô Hoje

Kitembo ou Tempo.
É o responsável pelo tempo de forma geral, e especificamente, pelas mudanças climáticas (como chuva, sol, vento etc), portanto, atribuído a ele, o domínio sobre as estações do ano. É representado, nas casas Angola e Congo, por um mastro com uma bandeira branca. Suas cores:
branco, rajado de verde e vermelho, sua saudação: Nzara Kitembo - Kitembo Io (Gloria Kitembo - Kitembo do Tempo)

Matamba, Bamburucema, Gurucemavula.
Trata-se de um Nkisi feminino, é guerreira e está intimamente ligada a morte, por conseguir dominar os mortos ( "Nvumbe" ). Suas cores são o vermelho e o marrom avermelhado, sua saudação: Nenguá Mavanju – Kiuá Matamba (Senhora dos Ventos - Viva Matamba)

Kisimbi, Ndanda Lunda.
Nkisi feminino, representa a fertilidade, é a grande mãe. Seu domínio é sobre as águas doces. Sua cor é o amarelo ouro, sua saudação: Mametu Maza Mazenza - Kisimbi ê (Oh, Mãe da Água Doce - Kisimbi ê)

Kaitumbá, Mikaiá, Kokueto.
Também um Nkisi feminino, tem domínio sobre as águas salgadas ( "Kalunga Grande" , o mar ). Sua cor: branco cristal, sua saudação: Kiuá Kokueto - Mametu Ria Amaze Kiuá (Viva Kokueto, Mãe das águas -Viva)

Zumbarandá.
É um Nkisi feminino, representa o início, vez que, é a mais velha das mães. Também tem relação estrita com a morte. Sua cor: azul e branco, sua saudação: Mametu Ixi Onoká - Zumbarandá (Mãe da Terra Molhada - Zumbarandá)

Wunje.
É o mais novo dos Minkisi. Representa a mocidade, a alegria da juventude. Durante o toque para este Nkisi, a dança se transforma numa grande brincadeira, sua saudação: Wunje Pafundi - Wunje ê (Wunje Feliz - Bem Vindo)

Lembá Dilê, Lembarenganga, Jakatamba, Nkassuté Lembá, Gangaiobanda.
Nkisi da criação, ora apresenta-se como jovem guerreiro, ora como velho curvado. Está ligado a criação do mundo. Quando jovem tem como cores o branco e prata, quando de idade avançada, apenas o branco, sua saudação: Kalaepi Sakula Lemba Dilê - Pembele (Quietos, Ai Vem o Senhor da Paz -  Eu te Saudo)

Nzambi, Nzambiapongo.
Não se trata de um Nkisi, mas sim do Deus Supremo, o grande criador, o ser que criou a si mesmo e depois criou o mundo, conhecido por este nome entre os povos Bantu.

KITEMBO
Tempo ou kitembo é um Nkisi da nação de Angola, é o dono da bandeira de Angola, que podemos ver em qualquer casa de Candomblé, perto do assentamento de Kitembo, uma grande vara com uma bandeira branca no topo. Kitembo é o Nkisi senhor das estações do ano, regente das mutações
climáticas. Ainda, é considerado o Pai da Maianga, que é o banho usado pelos seguidores e iniciados da Nação de Angola, tendo sua maior vibração justamente ao ar livre, ou seja, no tempo. É exatamente ali, no tempo, que este banho feito de ervas e outros elementares vai consagrar através de tempo este iniciado.

Tempo está associado à escala do crescimento, por isso sua ferramenta é uma escada com uma lança voltada para cima, em referência ao próprio tempo.  Como expliquei, este Nkisi rege as estações do ano e está ligado ao frio, ao calor, a seca, as tempestades, ao ambiente pesado e ao ambiente
agradável.

Conta uma lenda da Nação de Angola, que Tempo era um homem muito agitado que fazia e resolvia muitas coisas ao mesmo tempo. Entretanto, este homem vivia reclamando e cobrando de Nzambi que o dia era muito pequeno para fazer e resolver tudo que quisesse. Um dia, Nzambi lhe disse: “Eu
errei em sua criação, pois você é muito apressado.” Ele então respondeu a Nzambi: “Não tenho culpa se o dia é pequeno e as horas miúdas, não dando tempo para realizar tudo que planejo”. A partir desse momento, Nzambi então determinou que esse homem passa-se a controlar o tempo.
Tendo domínio sobre os elementares e movimentos da natureza. Assim nasceu o Nkisi Kitembo.

OS CARGOS NA NAÇÃO DE ANGOLA


A partir da Mametu Riá Nkisi Maria Genoveva do Bonfim (Maria Nenen) e de outros Tatetos como Bernardinho e Ciri Aco, o culto bantu ou Candomblé da Nação de Angola, como é chamado o culto no Brasil, teve maior destaque na comunidade afro-brasileira.

Estes negros ou bantus, como eram chamados devido a língua que falavam, seguiam a tradição religiosa de lugares como: Kassanje, Munjolo, Kabinda, Luanda entre outros.
Mas, o culto bantu tem sua liturgia particular e muito diferenciada das culturas yorubá e fon.

Abaixo, encontram-se desmembrados os cargos e funções em um Candomblé Bantu:
     *Pedido de benção na tradição bantu: Mokoiú? resp: Mokoiú ua Nzambi*

A Nação Cabinda: Angola

Posted by Alberto Ebomi at 10:51 0 Comments
A nação Cabinda, originária de Angola, adotou o panteão dos Orixás Iorubas, embora estas divindades Bantus teriam como nome correto Inkince (Orixás, vodun, santos).

Os Inkinces são para os Bantus o mesmo que os Orixás para os Yorubás, e o mesmo que os Voduns são para os Jêjes. Não se trata da mesma divindade, cada Inkince, Orixá ou Vodum possui identidade própria e culturas totalmente distintas. A linguagem ritual originou-se predominantemente das línguas Kimbundo e Kikongo; são línguas muito parecidas e ainda utilizadas atualmente. O Kimbundo é o segundo idioma nacional em Angola. O Kikongo, provém do Congo, sendo também falado em Angola.

A nação Cabinda, originária de Angola, adotou o panteão dos Orixás Iorubas - candomblé - orixas - umbanda

Aqui no Rio Grande do Sul a raiz forte da Cabinda foi o Sr. Valdemar Antonio dos Santos, filho do Orixá Xangô Kamucá Baruálofina; e uma de suas descendentes foi a Sra. Madalena de Oxum, que se destacou grandiosamente dentro desta nação.

Outros que se iniciaram pelas mãos de Valdemar de Xangô, e alguns, com sua morte passaram para as mãos de Mãe Madalena de Oxum: Pai Tati de Bará, Mãe Palmira de Oxum, Ramão de Ogum, Moacir de Xangô (tinha o apelido de Guri Bontito), Pai Mario de Ogum e Pai Nascimento de Sakpatá, oriundo de outra nação.

Depois foram surgindo outros ícones da nação Cabinda, onde podemos citar Pai Romário de Oxalá, filho de santo de Mãe Madalena de Oxum; Mãe Olê de Xangô, mulher de Pai Tati de Bará (Exú); Pai Henrique de Oxum, enteado e filho de santo de Mãe Palmira de Oxum; Pai Adão de Bará de Exu Biomi; Pai Cleon de Oxalá; Antonio Carlos de Xangô, Alabê (Ogã) e Babalorixá, Mãe Marlene de Oxum, filha de santo de Pai Romário; Pai Paulo Tadeu de Xangô; Pai Genercy de Xangô; Hélio de Xangô, Pai Adão de Bará; Didi de Xangô; João Carlos de Oxalá, de Pelotas; Juarez de Bará; Pai Gabriel de Oxum, que foi um grande Babalorixá da Nação Cabinda, filho de santo de Romário de Oxalá; Lurdes do Ogum; Enio de Oxum, também da casa de Pai Romário; Luiz vó da Oxum Docô, foi filho de santo de Pai Romário de Oxalá; Ydy de Oxum, filho de santo de Pai Henrique de Oxum, entre muitos outros que conservam, ainda, os fundamentos desta Nação tão importante nos rituais Africanos do Sul.

Os praticantes da Nação Cabinda também se valem dos rituais da Nação Ijexá, já que esta última é atualmente a modalidade ritual predominante aqui no Rio Grande do Sul; a diferença se dá basicamente no respeito à memória de seus ancestrais e a outros fatores como o início dos fundamentos da Nação Cabinda, que é justamente onde termina os das outras Nações: o cemitério.

O Orixá Xangô é considerado Rei desta nação, e é o dono dos Egguns, juntamente com Oyá e Xapanã; E o culto aos Eguns é tão forte que na maioria dos terreiros desta nação, se encontra o assentamento de Balé (culto aos Eguns); Os filhos de Oxum, Yemanja e Oxalá, podem entrar e sair de cemitérios quando necessário for, sem nenhum prejuízo a sua feitura, já nas outras nações estes só entram no cemitério em extrema necessidade;

Se estiver acontecendo uma festa num terreiro de Cabinda, e se o Orixá Xangô, tendo recebido oferendas de quatro pés, e vier a falecer algum membro da casa ou da família religiosa, não ficará a obrigação prejudicada, conforme acontece nos outros terreiros, nos quais teriam que interromper toda a obrigação.

Os Orixás cultuados na Nação Cabinda são os mesmos da Nação Ijexá acrescentando Bará Elegba (Eleguá), Oyá Dirã e Oyá Timboá que são cultuados em alguns terreiros desta Nação do  Candomblé . Na maioria das vezes as oferendas também são iguais com pouca diferença como por exemplo a obrigação do peixe que em alguns terreiros de Cabinda oferecem Pintado a determinados Orixás, que no Ijexá damos Jundiá. Orixás

>> Orunkó "o nome do Orixá" <<


Ponto de Maria Padilha


Orixá Ajagunã destrói palácios para o povo trabalhar

Posted by Alberto Ebomi at 10:21 0 Comments
O Orixá Ajagunã, o filho guerreiro de Oxalá (Obatalá), destrói palácios para o povo trabalhar andava junto com o Orixá Ogum fazendo a guerra pelo mundo.

Onde Ogum destruía uma cidade, Ajagunã construía outra maior e mais próspera. Conquistavam para seu povo todos os campos de inhame e todas as riquezas em ouro e escravos.

.Oxaguiã- Ogum - ajaguna - Orixá - Candomblé - Umbanda

O jovem Oxaguian nao tinha descanso, Lstava sempre provocando novas situações, obrigando todo mundo a trabalhar e progredir.

Onde a paz resultava em calmaria e preguiça ele provocava a discórdia e o movimento, ninguém podia se acomodar na presença de Ajagunã.
Um dia, entre uma batalha e outra, Ajagunã foi à cidade de Ogum em busca de munição. lá chegando, viu que o povo festejava.
Tinham acabado a construção de um palácio novo, que ofereciam para o seu rei Ogum.

A eles perguntou Ajagunã:
"Que fazeis agora que o palácio está feito?". Responderam eles:
"Descansamos de nosso feito. Festejamos".
Disse Ajagunã:

"Vosso rei está em guerra e tardará. Aproveitai o tempo e fazei um trabalho melhor. Um palácio mais belo e resistente, do qual ele haverá de mais se orgulhar".

E tocou a parede do palácio com sua espada eo palácio ruiu.
Ajagunã voltou para a guerra e quando, de outra feita, à cidade retornou, lá estava o palácio refeito, maior, mais imponente, mais bonito.

Ao povo que comemorava com festas a conclusão da nova fortaleza de Ogum, perguntou Oxalá Ajagunã:

Que fazeis agora que o palácio está feito?". Responderam eles:
Descansamos de nosso feito. Festejamos".
Disse Ajagunã:

"Vosso rei está em guerra e tardará.
Aproveitai o tempo e fazei um trabalho melhor.
Um palácio mais belo e resistente, do qual ele haverá de se orgulhar".

E derrubou o palácio de novo. E tantas vezes isso se repetiu que os habitantes daquela cidade se transformaram num povo de grandes construtores e sua engenharia é reconhecida até os dias de hoje.
Porque Oxoguiã não gosta de ver ninguém parado.

O dia da semana de Oxalá no Candomblé é sexta-feira, sua saudação é Epa, Epa babá, suas cores são o branco, Oxalá é também cultuado na Umbanda, tendo Jesus como sincrestismo, suas contas são todas brancas, ou Branca com Azul (Oxaguian).

Mais sobre Oxalá:


 

 

 

Lenda sobre Iku “A Morte” - Entendimento

Posted by Alberto Ebomi at 12:33 0 Comments
 O Orixá Iku (a morte) não existe culto direto a ele(a) e por esta razão ele deve ser cultuado através dos mortos, masculinos ou femininos, por Orô ou Iyámi, por Egúngún ou Elerikô, o Deus que possui a função de exercer o poder da morte chama-se Iku, trata-se de uma divindade masculina, .

Afirma a tradição que Iku começou a matar depois que viu sua mãe ser espancada e morta na  praça do mercado, sendo depois dominado por seus que conseguiram que ele comesse o que lhe era proibido. Quem ensinou como anular a atividade de Iku, foi sua mulher chamada Olójòngbòdú.

Orixá IKU - a Morte - Candomblé - umbanda - culto - afro - santeria

IKÚ E A ANCESTRALIDADE


Nos conta assim, um fragmento do verso do Odù Òyèkú Méjì: "....

Quando Ìfá falou sobre Olójòngbòdú, a mulher de Ìkú que foi chamada logo cedo pela manhã, foi perguntado o que seu marido não poderia comer, que o tornasse incapaz de matar outros filhos das pessoas?

- ela disse que Ìkú, seu marido, não poderia comer ratos, pois se comesse, suas mãos tremeriam sem parar;

- Ela disse que Ìkú, seu marido, não poderia comer peixe, poi se comesse, seus pés tremeriam sem parar ;

- Ela disse que Ìkú, seu marido, não poderia comer ovo de pata, pois se comesse, ele vomitaria sem parar...

" Outro método de enfraquecer a atividade de Ìkú é registrado no oráculo de Ifá, através do modo como Èsù subornou o filho de Ikú, para que este revelasse o modo como Ìkú matava, Omòikú (filhos da morte) então revela que seu pai, matava através de sua clava, tornando-se fraco sem este instrumento, o qual Èxú com a ajuda do Ijàpàá, esconde. "

... Ijàpàá gbé òrúkú l'owó ikú..." ( o cágado retira a clava das mãos de Ikú ).

Posteriormente, Ìkú faz um pacto com Òrúnmilá, através da condição dele ajudá-lo a recobrar a sua clava; então, Orixá Ìkú só levaria antecipadamente aqueles que não se colocassem sobrê a proteção de Òrùmilá (Orunla). Outro texto do Odù Ìròsùnsè, nos conta como Orí (cabeça) e Òrùnmilá, impediram a atuação de Ìkú sobre a cabeça de alguém.

Mais sobre IKU:


 

Oyá transforma-se em bufálo e Ogum encanta-se com ela

Posted by Alberto Ebomi at 13:53 0 Comments
Contas-se que Orixá Oyá (Yansã)  transforma-se num búfalo, quando Ogum caçava na floresta quando avistou um búfalo e Ficou na espreita, pronto para abater a fera.

Qual foi sua surpresa ao ver que, de repente, de sob a pele do búfalo saiu uma mulher linda era Oiá. E não se deu conta de estar sendo observada.

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Ela escondeu a pele de búfalo e caminhou para o mercado da cidade. Tendo visto tudo, Ogum aproveitou e roubou a pele. Ogum escondeu a pele de Oiá num quarto de sua casa.
Depois foi ao mercado ao encontro da bela mulher,  Estonteado por sua beleza, Ogum cortejou Oiá.

Pediu-a em casamento. Ela não respondeu e seguiu para a floresta.

Mas lá chegando não encontrou a pele.  Voltou ao mercado e encontrou Ogum. Ele esperava por ela, mas fingiu nada saber.  Negou haver roubado o que quer que fosse de Iansã. De novo, apaixonado, pediu Oiá em casamento,
, astuta, concordou em se casar e foi viver com Ogum em sua casa, mas fez as suas exigências: ninguém na casa poderia referir-se a ela fazendo qualquer alusão a seu lado animal.

Nem se poderia usar a casca do dendê para fazer  nem rolar o pilão pelo chão da casa.
Ogum ouviu seus apelos e expôs aos familiares as condições para todos conviverem em paz com sua nova esposa.  A vida no lar entrou na rotina.
Oyá teve nove filhos e por isso era chamada Iansã, a mãe dos nove Mas nunca deixou de procurar a pele de búfalo.

As outras mulheres de Ogum cada vez mais sentiam-se enciumadas. Quando Ogun saía para caçar e cultivar o campo, elas planejavam uma forma de descobrir o segredo da origem de Iansã. Assim, uma delas embriagou Ogum e este lhe revelou o mistério.

E na ausência de Ogum, as mulheres passam a cantarolar coisas, Coisas que sugeriam o esconderijo da pele de Oiá e coisas que aludiam ao seu lado animal. Um dia, estando sozinha em casa, Yansã procurou em cada quarto, até que encontrou sua pele.

Ela vestiu a pele e esperou que as mulheres retornassem. E então saiu bufando, dando chifradas em todas, abrindo-lhes 1 barriga Somente seus nove filhos foram poupados. E eles, desesperados, clamavam por sua benevolência. O búfalo acalmou-se, os consolou e depois partiu.

Antes, porém, deixou com os filhos o seu par de chifres. Num momento de perigo ou de necessidade, seus filhos deveriam esfregar um dos  chifres no outro.

E lansã, estivesse onde estivesse, viria rápida como um raio em seu socorro. Eparrei!!!!



Xirê de Candomblé em Ketu: Com tradução


Xangô rouba a mulher de Ogum Yansã

Posted by Alberto Ebomi at 16:38 0 Comments
O iton conta a história que o Orixá Xangô rouba a mulher de Ogum (Yansã), Xangô um dia cansou-se da monotonia da corte e partiu em busca de novas aventuras.
Chegou a cidade de Irê, onde morava o Orixá Ogum, nobre guerreiro, senhor da forja,  Ogum vivia com lansã, senhora dos ventos e das tempestades.

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O grandioso Orixá Xangô apreciava ver o trabalho de Ogum na forja e sempre arriscava olhar para a mulher, driblando a vigilância do ferreiro.

Oyá (Yansã) por sua vez encantava-se com o porte e a nobreza de Xangô. Um dia, fugiram e chegaram a cidade de Oió.

Lá reinava o meio-irmão de Xangô, Dadá Ajacá.
Dadá deixou que Xangô o ajudasse no comando do reino.

Nas terras de Oió, Xangô fundou Cossô, seu reino próprio, sendo chamado Obá kossô, rei de Cossô.
Assim, 0 reino de Dadá expandiu-se por força de Xangô.

Um dia Xangô destronou seu irmão.
Tornou-se o senhor absoluto e o povo aclamava:

"Kabiyesi Xangô, Alafin Oió Alayeluwa!
"Viva Sua Majestade Xangô, dono do palácio de Oió e Senhor da Terra”

Xangô ergueu seu palácio com esplendor, teve mulheres e muitos filhos.
Sempre acompanhado de lansã.
Entre as mulheres que se relacionou com Shangô, Oxum foi a segunda mulher, seguida de Obá.

O seu dia da semanan é quarta-feira, suas contas (guias, colares) são o branco e vermelho, é o patrono da Nação do Candomblé Opofonjá, sua comida (oferenda) é o Amalá.

Outras lendas dos Orixás


Roda do Orixá Xangô completa


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