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Sapatá (Omolu/Obaluaiê) é proibido de viver junto com os outros orixás

Posted by Alberto Ebomi at 21:25 0 Comments
Conta a Lenda que o Orixá Sapatá (Omolu/Obaluaiê)  é proibido de viver junto com os outros orixás Quando viviam na Terra, os orixás tinham uma convivência fraterna. Eles se divertiam e celebravam. A vida prosseguia e era boa. Um ano, no tempo da colheita de batata-doce, os orixás realizaram um festival.

Uma grande quantidade de vinho-de-palma foi preparada.  Os orixás comeram, beberam vinho-de-palma e dançaram.

Somente o Orixá Sapatá, que detinha o segredo da varíola, não dançou. Tinha uma perna de madeira e movia-se com a ajuda de uma bengala. Então ele sentou-se quieto enquanto as festividades prosseguiam. Mas, como todos os outros, bebeu bastante vinho-de-palma.

Sapata - Omolu - Obaluaie - Orixás - candomblé - umbanda

Eles começaram a rir, falar alto e gargalhar.
Alguém percebeu que Sapatá estava sentado solitário, isolado e silencioso perto do vinho-de-palma, e convidou-o a dançar com eles. Mas Sapatá não quis dançar, preferia estar sozinho, pois se envergonhava de sua perna de pau. Os outros continuaram dançando e bebendo.
Eles começaram a insultar Sapatá porque ele não se juntava a eles.

Sapatá (Omolu/Obaluaiê) não podia mais tolerar os insultos dos orishas. Com a ajuda de sua bengala ele se levantou. Arrumou sua roupa de modo que cobrisse a perna de pau e cuidadosamente se uniu aos dançarinos. Ele começou a dançar, mas dançava trôpego.
Além do mais, tinha bebido muito vinho-de-palma. Os outros também estavam bêbados e ao dançar esbarravam uns nos outros.

Um dos orixás esbarrou em Sapatá e ele caiu estatelado no chão. Sua perna de madeira foi exposta e todos viram. Os orixás riram e começaram a zombar dele. Sapatá sentiu-se profundamente humilhado e a cólera tomou conta dele.

Então começou a golpear e golpear com seu bastão, atingindo vários dos convivas. Os orixás foram tomados de surpresa e susto, mas tão embriagados estavam que não sabiam como proceder. Só quando sentiram nas costas os golpes de Sapatá é que começaram a correr.

Eles fugiram em todas as direções. A dança acabou e Sapatá ficou sozinho no salão. Os orixás foram para suas casas. Todos os que foram tocados pelo bastão de Sapatá adoeceram Seus olhos ficaram vermelhos e bexigas espocaram em sua pele As norícias do incidente chegaram aos ouvidos de Obatalá. Obatalá ficou bravo.

Sim, os orixás tinham humilhado Sapatá indevidamente e não deviam ter se comportado assim grosseiramente, mas Sapatá não devia ter feito justiça com as próprias mãos, punindo-os com a varíola. Por isso Sapatá devia ser punido também. Obatalá foi até a casa de Sapatá para julgá-lo.
Sapatá viu Obatalá se aproximando e fugiu para dentro da mata. Ao saber que Sapatá havia fugido para a mata, Oxalá sentenciou que ele devia permanecer lá para sempre, pois não era uma pessoa confiável para viver na comunidade.

Daquela ocasião em diante, Sapatá viveu sozinho na mata. Uma vez ou outra ele causa varíola em orixás e humanos. Ele é tão temido que as pessoas evitam pronunciar seu nome.

Elas o insinuam indiretamente, chamando-o "Ile Gbigona", que significa Chão Quente, ou "Ile Titu", o mesmo que Chão Frio, ou "Olode", Senhor da Vastidão do Mundo. Ou simplesmente o chamam Babá, isto é, Pai.

Mesmo os seus devotos o temem, e quem sabe quem ele tocará com seu bastão,  seu temido xaxará ? por isso, diz-se de Sapatá:

"Ele faz festa ao pai que está dentro da casa e enquanto isso mata o filho que está na entrada".

 

 

Xirê Omolu do olubajé (candomblé)


A língua dos Orixás: Dialetos da Religião

Posted by Alberto Ebomi at 13:18 0 Comments
As línguas sagradas dos Orixás e utilizadas nas nações de candomblé, são línguas de diversos países africanos trazidas pelos escravos e conservadas através da oralidade, iremos começar com  uma das mais conhecidas e tradicionais dentro do culto do Candomblé nação o Yorubá ou Ioruba.



As línguas sagradas dos Orixás e utilizadas nas nações de candomblé

 

*YORUBÁ*


(Èdè Yorùbá, "idioma iorubá") é um idioma da família linguística nigero-congolesa, e é falado ao sul do Saara, na África, dentro de um contínuo cultural-linguístico, por 22 milhões a 30 milhões de falantes. A língua iorubá vem sido falada pelo povo iorubás há muitos séculos. Ao
lado de outros idiomas, é falado na parte oeste da África, principalmente na Nigéria, Benim, Togo e Serra Leoa.

No continente americano, o iorubá também é falado, sobretudo em ritos
religiosos, como os ritos afro-brasileiros, onde é chamado de nagô, e os ritos afro-cubanos de Cuba (e em menor escala, em certas partes dos Estados Unidos entre pessoas de origem cubana), onde é conhecido também por lucumí).

O iorubá faz parte da sub-família linguística benue-congo, pertencente à família nígero-congolesa. No tocante à fonética, o iorubá é um idioma tonal, isto é, a frequência sonora na pronúncia das vogais serve de parâmetro para diferenciar dois fonemas.

A ordem básica dos constituintes é Sujeito-Verbo-Objeto. Iorubá como segunda língua O idioma oficial da Nigéria é o inglês no entanto muitas pessoas também falam outros idiomas, os principais deles sendo igbo ou ibo e hausa ou hauçá. O inglês funciona mais é como língua franca no país, e possui  características próprias bem distintas. Portanto, falantes de yorubá da Nigéria muitas vezes utilizam curtas expressões em inglês, intercaladamente, em suas conversações no idioma materno.

A maior parte das publicações e projetos online, como dicionários e gramáticas, visando auxiliar as pessoas interessadas no aprendizado do idioma iorubá, se encontram nas combinações linguísticas iorubá-inglês e iorubá-francês (e vice-versa). No entanto, existem vários projetos similares de português-iorubá, especialmente dicionários, sendo estes reconhecidos por instituições culturais nacionais renomadas, como a Fundação Cultural Palmares, etc. As referidas obras, por serem produzidas no Brasil, geralmente abordam este idioma africano dentro do contexto da experiência cultural-religiosa afro-brasileira “a língua dos Orixás .

*ASHANTI*


O twi, também chamado de axânti ou ashanti, é um ramo da língua akan, da subfamília kwa da família das línguas nígero-congolesas. Os povos que falam esta língua encontram-se actualmente concentrados no sul do Gana e incluem os akwamu, os akwampim (ou akuapem), os akyem (ou akim), os asen-twifo, os axântis, os fantis, os kwahu e os wasa.

*BANTAS*


As línguas bantas formam um ramo do grupo benue-congolês da família linguística nígero-congolesa, com mais de 600 línguas. São faladas sobretudo nos países africanos a sul do Equador, por cerca de 300 milhões de pessoas, principalmente por bantos.


*EWE*


É uma das Línguas kwa falada por cerca de três milhões de pessoas, principalmente em Gana, Togo e em Benim. Tanto a língua, quanto os escravos que a falavam, são tradicionalmente conhecidos no
Brasil sob os nomes de Jeje, Gegê, ou ainda Jeje-Nagô. O ewe é parte de um grupo de línguas relacionadas comumente chamado Gbe, estendendo-se da Gana oriental à Nigéria ocidental. Outras línguas Gbe incluem Fon e Aja. Como outras línguas Gbe, Ewe é uma língua tonal.

*GURUNSI*


Formam um subgrupo das línguas gur, compreendendo cerca de 20 línguas faladas pelos povos Gurunsi. As línguas Grũsi são faladas no norte do Gana, nas áreas adjacentes de Burkina Fasso, e Togo. A maior língua do grupo Grusi é Kabiyé, uma língua falada por cerca de 1.200.000 pessoas (das quais 550.000 são falantes nativos) em todo o Togo central.

*KIMBUNDO*


é uma língua africana e uma das línguas bantas mais faladas em Angola. É uma das línguas nacionais angolanas e é falada no noroeste, incluindo a província de Luanda. O português tem muitos empréstimos lexicais desta língua obtidos durante a colonização do território e através dos escravos levados para o Brasil. É falada por cerca de 3 milhões de pessoas em Angola como primeira ou segunda língua, onde estão incluídos 41 000 falantes do dialecto ngola.  Os seus dialectos são o njinga (ginga, jinga), mbamba (kimbamba, bambeiro), mbaka (ambaquista) e o ngola.

*QUICONGO/KIKONGO*


(também conhecido como cabinda, congo, kongo ou kikoongo) é uma língua africana falada pelos bacongos nas províncias de Cabinda, do Uíge e do Zaire, no norte de Angola; no Baixo-Congo, na República Democrática do Congo; e nas regiões limítrofes da República do Congo. O kikongo é uma língua nacional de Angola, tem diversos dialectos e era a língua falada no antigo Reino do Congo.

*MINA*


Também conhecida como Gen, é uma língua africana usada no Togo.

*UMBUNDU*


O umbundu ou umbundo (também grafado como m'bundo, mbundu do sul, nano, mbali, mbari ou mbundu de Benguela) é uma língua banta falada pelos ovimbundos das montanhas centrais de Angola. É das línguas bantas mais faladas em Angola. O principal grupo étnico que a utiliza é o dos ovimbundos, que se concentra no centro-sul do país. 1/3 da população angolana pertence a este grupo étnico.

É usada por cerca de 4 milhões de pessoas como primeira ou segunda língua em Angola. É também falada na Namíbia.
É falado nas províncias centrais de Angola do Bié, Huambo e Benguela.
Devido ao êxodo para a capital e à emigração, também é falado em Luanda e em Portugal. Muitas palavras do umbundu passaram para a língua portuguesa fora de Angola, em Portugal mas especialmente no Brasil. Dialetos Não lhe são conhecidos dialectos. As línguas que lhe são mais próximas são o nkhumbi, o ndombe e o nyaneka (segundo o site Ethnologue).


Oxum se relaciona com Exú para aprender o jogo de búzios

Posted by Alberto Ebomi at 12:58 0 Comments
Conta o Iton (lenda de Orixá) que Oxum se relaciona com Exú para aprender o jogo de búzios, o senhor Obatalá, o Senhor do Pano Branco, aprendeu com Orunmilá a arte da adivinhação.  Aprendeu o oráculo dos obis e dos búzios. A adivinhação com o opelê, contudo, Orunmilá jamais ensinou para ninguém.

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Só os babalaôs podem jogar com o opelê, a cadeia de Ifá. Mas muitas pessoas queriam aprender com Obatalá a arte de ler o destino nos búzios.

Obatalá dizia que seu conhecimento era resultado da confiança que Orunmilá depositara nele e portanto negava-se a passar adiante essa arte. Entre os que queriam tal conhecimento estava Oxum, a bonita esposa de Xangô. Oxum pediu muitas vezes para Obatalá ensinar-lhe o conhecimento do Ifá.

Mesmo estando muito atraído pela bela Oxum, Obatalá (Oxalá) recusou-se a ensiná-la. Um dia Obatalá saiu da cidade e foi banhar-se num rio próximo. F Deixou sua roupa sobre a moita e foi para a água. Enquanto Obatalá se banhava, Exu, sempre atento às chances de desarrumar as coisas, já aproximou-se da margem do rio.
Ele viu as roupas brancas sobre o arbusto t e as reconheceu como sendo de Obatalá. Pondo as mãos em concha sobre a boca,  gritou zombeteiro:
"O Senhor do Pano Branco ainda é senhor quando está sem a roupa.”
Exú pegou as roupas de Obatalá e foi-se embora Foi dançando alegre e feliz com sua brincadeira. Quando Obatalá saiu da água, viu-se sem as suas imaculadas vestes brancas.

Como faria para voltar para a cidade assim?

Se aquela situação era humilhante para qualquer um que dirá para Obatalá?
Obatalá andando nu?
Obatalá ficou ali angustiado, sem saber o que fazer.
Oxum, que vinha andando pela trilha em direção ao rio viu Obatalá naquele estado e logo perguntou-lhe o que havia acontecido. Ele contou tudo.

Oxum lhe disse então que iria até Eshu para trazer as roupas de volta.
Obatalá avisou que ninguém conseguia lidar com Esú, mas Oxum insistiu que era capaz de dobrar o espertalhão. Em troca, porém, ela exigiu os conhecimentos da adivinhação. Ele negou e ela insistiu.
Oxum mostrou que ele não tinha saída.
Como Obatalá ia andar nu por aí?
Que vergonha! Que falta de decoro! Um rei nu?
Obatalá concordou. Fizeram o trato.
Oxum então foi à procura de Exu e finalmente o encontrou numa encruzilhada, comendo seus ebós.

“Oxum se relaciona com Exú para aprender o jogo de búzios”


Quando ele a viu, ficou endoidecido por sua beleza e, porque Exu é como é, tentou imediatamente ter relações sexuais com ela. Oxum rejeitou Exu e exigiu as roupas que ele roubara. Exu só pensava em deitar-se com Oxum nâo queria discutir nenhuma outra coisa, Até que finalmente eles fizeram um acordo.

Oxum deitou-se com Exú e em troca recebeu as roupas furtadas.

Voltou para a margem do rio, onde a esperava Obatalá. Obatalá recebeu as roupas e as vestiu.
Então voltou para a cidade e, honrando sua palavra, ensinou Oxum a jogar búzios e obis.
Desde então Oxum tem também o segredo do oráculo do jogo de Merindilogun.

Yemanjá afoga seus amantes: Lenda

Posted by Alberto Ebomi at 22:05 0 Comments
Conta a Lenda (iton) que o Orixá Yemanjá afoga seus amantes no mar, ela mãe dos Orixás é dona de rara beleza e, como tal, mulher caprichosa e de apetites extravagantes. Certa vez saiu de sua morada nas profundezas do mar e veio à terra em busca do prazer da carne.

Encontrou um pescador jovem e bonito e o levou para seu líquido leito de amor.

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Seus corpos conheceram todas as delícias do encontro, mas o pescador era apenas um humano e morreu afogado nos braços da amante.
Quando amanheceu, Yemanjá devolveu o corpo à praia.

E assim acontece sempre, toda noite, quando Iemanjá Conlá se encanta com os pescadores que saem em seus barcos e jangadas para trabalhar.
Ela leva o escolhido para o fundo do mar e se deixa possuir e depois o traz de novo, sem vida, para a areia.

As noivas e as esposas correm cedo para a praia esperando pela volta de seus homens que foram para o mar, implorando ao Orixá Iemanjá que os deixe voltar vivos.
Elas levam para o mar muitos presentes, flores, espelhos e perfumes, para que Iemanjá mande sempre muitos peixes e deixe viver os pescadores.

O seu Dia da semana é o  sábado, as suas Cores são azul claro e verde, nos tons do mar. Seu Símbolo: Abebê (espelho, símbolo das águas em geral). A sua Saudação no Candomblé: Odô Iyá! E suas Folhas: alfavaca, saião, macassá. Odu regente: Iorossum



Mais sobre o Orixá Yemanjá (lendas, comidas, etc)


 

 

 

 

Oriki (Saudação) de Yemanjá Yoruba com Tradução

Orixá Okô é expulso de seu reino: Lenda

Posted by Alberto Ebomi at 12:39 0 Comments
Orixá Ocô muito conhecido dentro do culta Yoruba,  e pouco cultuado dentro da religião do Candomblé, a lenda conta que este santo era um fazendeiro que vivia na cidade Iraô. Ele era conhecido por todos como aquele que mais entendia de remédios e preparados de ervas.

Certa vez, três enormes pássaros negros apareceram em Iraô e destruíram todas as plantações.
Houve fome aquele ano.

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No ano seguinte, os pássaros retornaram e ninguém conseguia detê-los.
O povo se reuniu e foi pedir ajuda a Orixá Okô.

Orixá Okô preparou uma poção muito poderosa e com ela afugentou os pássaros.

As plantações cresceram e, quando veio a colheita, o povo estava tão feliz e tão agradecido que fez de Orixá Okô o seu rei.

Logo que Orixá Ocô se instalou como rei de Iraô, o povo começou a desconfiar dele.
Eles temiam que Orixá Ocô pudesse usar seus poderes contra eles, como os havia usado contra os pássaros negros.

Assentamento de OKÔ

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Ainda que Orixá Ocô não tivesse dado motivo para tal preocupação, o medo desses súditos cresceu e eles se rebelaram e expulsaram Orixá Ocô da cidade.

No ano seguinte, os pássaros negros voltaram e destruíram as plantações.
Arrependidos, os moradores de Iraô foram à floresta à procura de Orixá Ocô e imploraram a sua ajuda, prometendo devolver a coroa a Orisá Ocô e nunca mais rebelar-se.

Mas Orishá Ocô estava decepcionado com a ingratidão e a falta de lealdade de seu povo e negou ajuda, decidindo deixá-lo para sempre.
Orixá Ocô disse:
"Eu partirei para sempre, mas deixarei meu cajado com vocês.
Todas as vezes que estiverem em perigo, vocês devem afundá-lo na terra
Mas nunca usem o cajado em vão!!
Com essas palavras, o Orixá Okô desapareceu para sempre sob a terra.

Mais sobre Orixá Okô

 

• Orixa Oko - Oco

Exú do Lodo: Exú de Umbanda

Posted by Alberto Ebomi at 11:48 0 Comments
O Exu do Lodo é uma falange de Exus ligados as Almas, ao Orixá Omulu, mas  que poucos sabem é que ele está intimamente ligado a Nanã e a Iemanjá, pois sua energia telúrica se funde coma energia aquosa.

Os espíritos desta linha se apresentam curvos e com dificuldades pois sua energia é pesada e todos usam aparência de velhos, velhos feiticeiros. A maioria dos espíritos desta linha foram, Padres, Bispos, Bruxos, Magos e Feiticeiros.

Exú do Lodo hitória - Umbanda

São grandes curadores e tem um grande poder de alquimia, são protetores dos cientistas e dos alquimistas. É difícil achar médiuns que entrem em contato com esta energia pois é bem pesada e requer muito dos seus médiuns.

Exu do Lodo é um dos sentinelas das almas, enviado direto de Omulu que trabalha na transmutação de energias, transformando o chumbo em ouro, o lado negativo em positivo. Motivo de usar muito a cor preta que representa a transformação.

Ligado também aos Orixás das Águas, Yemanjá, Oxum e Nanã, a Umbanda é onde esta entidade mais se encontra, mas no Candomblé também podendo trabalhar caso o Ilê axé tenha raizes na Umbanda. Trabalha com as coisas que estão estagnadas, manipula as energias paradas, os processos sem andamento, sem horizontes. Promove grande limpeza e descarrego tirando as pessoas das doenças, principalmente as de pele, e das misérias. Possui grande poder mágico pois trabalha no encontro das águas com a terra e as pedras onde se forma o lodo, tirando destes elementos todo subsídio.

Pontos Cantado de Exú do Lodo

Na praia deserta eu vi Exu
Então o meu corpo tremeu todo. (bis)
Acendi minha vela o meu charuto
Arrie minha marafo
Saravei Exu do Lodo (bis)

Lenda de Exú do Lodo


Diz a lenda, que uma vez estabelecida a Kimbanda, Exú Rei e sua esposa, decidiram andar pelo mundo para verificar o trabalho que realizavam seus súditos (ou seja, os Exus) e dessa maneira, comprovar se eles eram fiéis no cumprimento as regras ou não. Para fazer isso, disfarçaram-se, ocultando seu ricos adornos para poderem passar despercebidos.

Em uma ocasião, Pomba Gira Rainha caminhando por uma trilha, defrontou-se com um enorme pântano, sujo e podre, o que lhe impediu de continuar sua ronda. (Não se esqueça que os Exus nunca voltam para trás, eles não caminham sobre os seus próprios passos).

Enquanto decidia como fazer para atravessa-lo, apareceu a sua frente um homem de estatura média, com o perfil de um ermitão, bastante despenteado e aparentando ser anti social. Apesar de sua imagem sombria, coberta por uma enorme capa escura, parecia não coexistir com aquele lugar.
Ela se assustou bastante a principio, mas ficou lisonjeada com o gesto educado daquele homem, que rapidamente retirou a sua capa e jogou sobre o lago que ela pudesse passar, podia ver nos olhos dele um interminável desolação.

A Rainha caminhou por sobre a longa capa e seguiu seu caminho sem olhar para trás. Atônito, fascinado pela beleza desta estranha mulher que nunca tinha visto, mas ele estava certo, nunca se esqueça de, pela primeira vez tinha sido no amor. Ele não sabia quem era ELA. Ela não pode imaginar a sua ansiedade: não foi fácil ser o guardião daquele lugar. Nenhuma mulher gostaria de acompanha-lo no seu esforço. Como recompensaria sua educação e respeito ? de que maneira poderia melhorar a sua vida?

Após a conclusão da sua viagem, chegou ao palácio e disse ao seu marido o que ela tinha descoberto. "Existe um ser nobre - lhe digo - que cuida de um pantanal imundo. Quando uma pessoa chega a esse charco pestilento, do nada ele vem e te ajuda a pessoa a superar obstáculos tremendos. Eu vi a tristeza em seus olhos para ter uma local como aquele para atendimento, mas, no entanto, faz o seu trabalho com cuidado e sem soluçar. Sua figura, curva, malcheirosa e bruto, mas é humilde e cortes.

Interessado no vizinho, Exú Rei queria convida-lo para uma celebração que iria fazer em sua casa para no final do mês. Sua intenção era premia-lo por sua abnegada dedicação à missão que lhe tinha sido encomendada e pelo respeito a sua esposa. E em sua busca, ordenou ao general de seu exército, Senhor  Exú Tranca Ruas.

Uma vez reunidos na Mansão Real, qual não seria a surpresa de Exu do Lodo ao notar que a esposa de seu soberano era a mulher que ele amou profundamente! E a dor, ao mesmo tempo, porque, em menos de uma fração de segundo deveria ser retirado de sua mente. Não podia sequer imaginar que, uma vez que ele sentindo-se atraído por ela.

Naquela noite, Exú Rei o condecorou e lhe deu a honra de se sentar-se à sua direita. E desde então ocupa este lugar, mantendo a base do trono de seu monarca.

Pomba Gira Rainha, em seguida, dá-lhe um lenço perfumado com seu aroma, e solicita que você guarde suas lágrimas, e depois, ao retornar para o seu local, jogue-o no meio do pântano. Ela lhe agradece pela respeito e ternura, e promete ajudá-lo a sair da solidão em que se encontra.

Naquela noite, enquanto voltava para o seu território, cabisbaixo, pensou: Como poderia ser feliz vivendo no lodo! nenhuma mulher queria juntar-se a mim em meu trabalho. Ao chegar, jogou o lenço sobre a lama e ficou a observar a lua que o cobria com a sua luz prateada. Saiam do lenço todas as suas lágrimas e espalharam-se por sobre o pântano, espalhadas como um colar de pérolas que desmanchava. Na manhã seguinte, ao observar o local onde ele tinha atirado o lenço tinha começado a crescer uma planta, e que as suas lágrimas dispersas, eram botões florais que começaram a pressagiar uma nova era. Era fim de inverno, e a primavera produzia milagres mesmo através da lama.

Foi a primeira vez reparou as flores. Considerou um presente de sua Sra. Rainha e pôs-se a aspirar a fragrância do seu amor. Era o mesmo perfume de sua soberana, o qual, cuidaria a cada primavera.
Depois de algum tempo, a história repetiu-se com outro protagonista. Uma mulher que circulava por aquele mesmo caminho, e de repente estava próxima ao charco. Solicito como sempre, Exú do Lodo saiu de seu esconderijo e ofereceu-lhe o casaco dele. Ao olha-la, descobriu em seus olhos a simpatia que ele tanto buscava, e sem pensar duas vezes, cortou algumas de suas flores e ofereceu-as a linda mulher. Ela as aceitou, por sua vez, lançou uma gargalhada. Era, Pomba Gira Maria Molambo, que desde então, passa a ser sua parceira e ficou a viver ao seu lado.

A moral desta história nos permite compreender os sentimentos mais profundos.
Quantas vezes devemos renunciar a alguns sonhos, reconhecendo que não podemos alcançá-los! E, que afortunados somos se podemos faze-lo, nos livramos de tantas dores de cabeça, de tantos contratempos, e que ao final, nos aguardam outras flores que possuem uma fragrância que ao senti-la, queremos tê-la sempre ao nosso lado

A Educação, a obediência, o respeito e a renuncia de Exú do Lodo foram premiadas. Não somente se tornou o braço direito de Exu Rei, como também de toda a Kimbanda. Mas ele poderia encontrar o amor e ponha um fim a seus dias de pessimismo.

Isso aconteceu, de acordo com as entidades próximo ao inicio da primavera. Portanto, a celebração ocorre a cada 21 de setembro em todos os templos que tem como protetores os Reis da Encruzilhada.

Esta noite a festa é especial. Exú Rei volta a cada ano para reafirmar a sua atribuição ao seu leal súdito e o destaca com uma banda. Permanece junto a algum tempo e, no momento de despachar, eles caminham juntos para a porta do Terreiro, onde a direita do monarca, e sempre ajoelhado, espera a chegada da Pomba Gira Rainha. Uma vez que Exú Rei deu o passe a sua companheira, Exú do Lodo a toma pelo braço e juntos ingressam no salão de baile. sob uma chuva de pétalas de flores que os filhos de santo soltam no ar no momento, Saravando a presença de sua rainha, e aplaudindo, em ambas as entidades a quem paga seu tributo nesse dia à noite.

Oxum nasce de Yemanjá e é curada por Ogum

Posted by Alberto Ebomi at 12:54 0 Comments
Conta a lenda que o  Orixá Oxum nasce de Yemanjá e é curada por Orixá Ogum, Oxum foi a primeira filha de lemanjá, Mas sua concepção foi bem difícil.

Como Yemanjá não conseguia engravidar, foi aconselhar-se com os adivinhos (os babalawo de Ifá) com o Oráculo de Ifá.

Oxum - ogum - yemanjá - orixás - candomblé - umbanda -

Eles a mandaram levar ebó no rio a cada cinco dias. Ao rio ela devia ir acompanhada de crianças. Devia levar na cabeça um pote pintado de branco, para nele trazer água fresca para beber e para banhos.

Depois de muita espera, lemanjá engravidou, mas continuou cumprindo as determinações de Ifá.
Um dia depois de entregar as oferendas, sentiu as dores do 1 Pediu às crianças que se afastassem e sozinha deu à luz Oxum.
Depois de três dias, o umbigo de Oxum começou a sangrar. Nem os cuidados extremosos de lemanjá resolveram.

Nada estancava o sangramento. lemanjá foi consultar Ifá de novo.  Foi recomendado que banhasse a criança com água fria e procurasse a ajuda de Ogum. Ogum não se furtou de ajudar lemanjá.

Foi aconselhar-se com Ossaim e na mata colheu folhas de língua-de-vaca, que ele macerou junto com pimentas verdes.
Com o remédio preparado por Ogum, Oxum sarou.
Oxum cresceu sadia e ficou moça bonita. Oxum é a primeira filha de Iemanjá.

Mais sobre Oxum


Oxum com a Dança do Amor traz Ogum de volta


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•  Como Oxum Conseguiu O Segredo Do Jogo De Búzios


•  As caracteristicas dos filhos de Oxum



Cantico de Oxum do Candomblé: Letra e Tradução


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