Featured Posts

Yemanjá afoga seus amantes: Lenda

Posted by Alberto Ebomi at 22:05 0 Comments
Conta a Lenda (iton) que o Orixá Yemanjá afoga seus amantes no mar, ela mãe dos Orixás é dona de rara beleza e, como tal, mulher caprichosa e de apetites extravagantes. Certa vez saiu de sua morada nas profundezas do mar e veio à terra em busca do prazer da carne.

Encontrou um pescador jovem e bonito e o levou para seu líquido leito de amor.

yemanja mata seus amantes - lenda - candomblé - umbana

Seus corpos conheceram todas as delícias do encontro, mas o pescador era apenas um humano e morreu afogado nos braços da amante.
Quando amanheceu, Yemanjá devolveu o corpo à praia.

E assim acontece sempre, toda noite, quando Iemanjá Conlá se encanta com os pescadores que saem em seus barcos e jangadas para trabalhar.
Ela leva o escolhido para o fundo do mar e se deixa possuir e depois o traz de novo, sem vida, para a areia.

As noivas e as esposas correm cedo para a praia esperando pela volta de seus homens que foram para o mar, implorando ao Orixá Iemanjá que os deixe voltar vivos.
Elas levam para o mar muitos presentes, flores, espelhos e perfumes, para que Iemanjá mande sempre muitos peixes e deixe viver os pescadores.

O seu Dia da semana é o  sábado, as suas Cores são azul claro e verde, nos tons do mar. Seu Símbolo: Abebê (espelho, símbolo das águas em geral). A sua Saudação no Candomblé: Odô Iyá! E suas Folhas: alfavaca, saião, macassá. Odu regente: Iorossum



Mais sobre o Orixá Yemanjá (lendas, comidas, etc)


 

 

 

 

Oriki (Saudação) de Yemanjá Yoruba com Tradução

Orixá Okô é expulso de seu reino: Lenda

Posted by Alberto Ebomi at 12:39 0 Comments
Orixá Ocô muito conhecido dentro do culta Yoruba,  e pouco cultuado dentro da religião do Candomblé, a lenda conta que este santo era um fazendeiro que vivia na cidade Iraô. Ele era conhecido por todos como aquele que mais entendia de remédios e preparados de ervas.

Certa vez, três enormes pássaros negros apareceram em Iraô e destruíram todas as plantações.
Houve fome aquele ano.

orisha-oko- ibá - assentamento - orixá - candomblé - ifá - orunmilá - umbanda - orisa

No ano seguinte, os pássaros retornaram e ninguém conseguia detê-los.
O povo se reuniu e foi pedir ajuda a Orixá Okô.

Orixá Okô preparou uma poção muito poderosa e com ela afugentou os pássaros.

As plantações cresceram e, quando veio a colheita, o povo estava tão feliz e tão agradecido que fez de Orixá Okô o seu rei.

Logo que Orixá Ocô se instalou como rei de Iraô, o povo começou a desconfiar dele.
Eles temiam que Orixá Ocô pudesse usar seus poderes contra eles, como os havia usado contra os pássaros negros.

Assentamento de OKÔ

orisha-oko- ibá - assentamento - orixá - candomblé - ifá

Ainda que Orixá Ocô não tivesse dado motivo para tal preocupação, o medo desses súditos cresceu e eles se rebelaram e expulsaram Orixá Ocô da cidade.

No ano seguinte, os pássaros negros voltaram e destruíram as plantações.
Arrependidos, os moradores de Iraô foram à floresta à procura de Orixá Ocô e imploraram a sua ajuda, prometendo devolver a coroa a Orisá Ocô e nunca mais rebelar-se.

Mas Orishá Ocô estava decepcionado com a ingratidão e a falta de lealdade de seu povo e negou ajuda, decidindo deixá-lo para sempre.
Orixá Ocô disse:
"Eu partirei para sempre, mas deixarei meu cajado com vocês.
Todas as vezes que estiverem em perigo, vocês devem afundá-lo na terra
Mas nunca usem o cajado em vão!!
Com essas palavras, o Orixá Okô desapareceu para sempre sob a terra.

Mais sobre Orixá Okô

 

• Orixa Oko - Oco

Exú do Lodo: Exú de Umbanda

Posted by Alberto Ebomi at 11:48 0 Comments
O Exu do Lodo é uma falange de Exus ligados as Almas, ao Orixá Omulu, mas  que poucos sabem é que ele está intimamente ligado a Nanã e a Iemanjá, pois sua energia telúrica se funde coma energia aquosa.

Os espíritos desta linha se apresentam curvos e com dificuldades pois sua energia é pesada e todos usam aparência de velhos, velhos feiticeiros. A maioria dos espíritos desta linha foram, Padres, Bispos, Bruxos, Magos e Feiticeiros.

Exú do Lodo hitória - Umbanda

São grandes curadores e tem um grande poder de alquimia, são protetores dos cientistas e dos alquimistas. É difícil achar médiuns que entrem em contato com esta energia pois é bem pesada e requer muito dos seus médiuns.

Exu do Lodo é um dos sentinelas das almas, enviado direto de Omulu que trabalha na transmutação de energias, transformando o chumbo em ouro, o lado negativo em positivo. Motivo de usar muito a cor preta que representa a transformação.

Ligado também aos Orixás das Águas, Yemanjá, Oxum e Nanã, a Umbanda é onde esta entidade mais se encontra, mas no Candomblé também podendo trabalhar caso o Ilê axé tenha raizes na Umbanda. Trabalha com as coisas que estão estagnadas, manipula as energias paradas, os processos sem andamento, sem horizontes. Promove grande limpeza e descarrego tirando as pessoas das doenças, principalmente as de pele, e das misérias. Possui grande poder mágico pois trabalha no encontro das águas com a terra e as pedras onde se forma o lodo, tirando destes elementos todo subsídio.

Pontos Cantado de Exú do Lodo

Na praia deserta eu vi Exu
Então o meu corpo tremeu todo. (bis)
Acendi minha vela o meu charuto
Arrie minha marafo
Saravei Exu do Lodo (bis)

Lenda de Exú do Lodo


Diz a lenda, que uma vez estabelecida a Kimbanda, Exú Rei e sua esposa, decidiram andar pelo mundo para verificar o trabalho que realizavam seus súditos (ou seja, os Exus) e dessa maneira, comprovar se eles eram fiéis no cumprimento as regras ou não. Para fazer isso, disfarçaram-se, ocultando seu ricos adornos para poderem passar despercebidos.

Em uma ocasião, Pomba Gira Rainha caminhando por uma trilha, defrontou-se com um enorme pântano, sujo e podre, o que lhe impediu de continuar sua ronda. (Não se esqueça que os Exus nunca voltam para trás, eles não caminham sobre os seus próprios passos).

Enquanto decidia como fazer para atravessa-lo, apareceu a sua frente um homem de estatura média, com o perfil de um ermitão, bastante despenteado e aparentando ser anti social. Apesar de sua imagem sombria, coberta por uma enorme capa escura, parecia não coexistir com aquele lugar.
Ela se assustou bastante a principio, mas ficou lisonjeada com o gesto educado daquele homem, que rapidamente retirou a sua capa e jogou sobre o lago que ela pudesse passar, podia ver nos olhos dele um interminável desolação.

A Rainha caminhou por sobre a longa capa e seguiu seu caminho sem olhar para trás. Atônito, fascinado pela beleza desta estranha mulher que nunca tinha visto, mas ele estava certo, nunca se esqueça de, pela primeira vez tinha sido no amor. Ele não sabia quem era ELA. Ela não pode imaginar a sua ansiedade: não foi fácil ser o guardião daquele lugar. Nenhuma mulher gostaria de acompanha-lo no seu esforço. Como recompensaria sua educação e respeito ? de que maneira poderia melhorar a sua vida?

Após a conclusão da sua viagem, chegou ao palácio e disse ao seu marido o que ela tinha descoberto. "Existe um ser nobre - lhe digo - que cuida de um pantanal imundo. Quando uma pessoa chega a esse charco pestilento, do nada ele vem e te ajuda a pessoa a superar obstáculos tremendos. Eu vi a tristeza em seus olhos para ter uma local como aquele para atendimento, mas, no entanto, faz o seu trabalho com cuidado e sem soluçar. Sua figura, curva, malcheirosa e bruto, mas é humilde e cortes.

Interessado no vizinho, Exú Rei queria convida-lo para uma celebração que iria fazer em sua casa para no final do mês. Sua intenção era premia-lo por sua abnegada dedicação à missão que lhe tinha sido encomendada e pelo respeito a sua esposa. E em sua busca, ordenou ao general de seu exército, Senhor  Exú Tranca Ruas.

Uma vez reunidos na Mansão Real, qual não seria a surpresa de Exu do Lodo ao notar que a esposa de seu soberano era a mulher que ele amou profundamente! E a dor, ao mesmo tempo, porque, em menos de uma fração de segundo deveria ser retirado de sua mente. Não podia sequer imaginar que, uma vez que ele sentindo-se atraído por ela.

Naquela noite, Exú Rei o condecorou e lhe deu a honra de se sentar-se à sua direita. E desde então ocupa este lugar, mantendo a base do trono de seu monarca.

Pomba Gira Rainha, em seguida, dá-lhe um lenço perfumado com seu aroma, e solicita que você guarde suas lágrimas, e depois, ao retornar para o seu local, jogue-o no meio do pântano. Ela lhe agradece pela respeito e ternura, e promete ajudá-lo a sair da solidão em que se encontra.

Naquela noite, enquanto voltava para o seu território, cabisbaixo, pensou: Como poderia ser feliz vivendo no lodo! nenhuma mulher queria juntar-se a mim em meu trabalho. Ao chegar, jogou o lenço sobre a lama e ficou a observar a lua que o cobria com a sua luz prateada. Saiam do lenço todas as suas lágrimas e espalharam-se por sobre o pântano, espalhadas como um colar de pérolas que desmanchava. Na manhã seguinte, ao observar o local onde ele tinha atirado o lenço tinha começado a crescer uma planta, e que as suas lágrimas dispersas, eram botões florais que começaram a pressagiar uma nova era. Era fim de inverno, e a primavera produzia milagres mesmo através da lama.

Foi a primeira vez reparou as flores. Considerou um presente de sua Sra. Rainha e pôs-se a aspirar a fragrância do seu amor. Era o mesmo perfume de sua soberana, o qual, cuidaria a cada primavera.
Depois de algum tempo, a história repetiu-se com outro protagonista. Uma mulher que circulava por aquele mesmo caminho, e de repente estava próxima ao charco. Solicito como sempre, Exú do Lodo saiu de seu esconderijo e ofereceu-lhe o casaco dele. Ao olha-la, descobriu em seus olhos a simpatia que ele tanto buscava, e sem pensar duas vezes, cortou algumas de suas flores e ofereceu-as a linda mulher. Ela as aceitou, por sua vez, lançou uma gargalhada. Era, Pomba Gira Maria Molambo, que desde então, passa a ser sua parceira e ficou a viver ao seu lado.

A moral desta história nos permite compreender os sentimentos mais profundos.
Quantas vezes devemos renunciar a alguns sonhos, reconhecendo que não podemos alcançá-los! E, que afortunados somos se podemos faze-lo, nos livramos de tantas dores de cabeça, de tantos contratempos, e que ao final, nos aguardam outras flores que possuem uma fragrância que ao senti-la, queremos tê-la sempre ao nosso lado

A Educação, a obediência, o respeito e a renuncia de Exú do Lodo foram premiadas. Não somente se tornou o braço direito de Exu Rei, como também de toda a Kimbanda. Mas ele poderia encontrar o amor e ponha um fim a seus dias de pessimismo.

Isso aconteceu, de acordo com as entidades próximo ao inicio da primavera. Portanto, a celebração ocorre a cada 21 de setembro em todos os templos que tem como protetores os Reis da Encruzilhada.

Esta noite a festa é especial. Exú Rei volta a cada ano para reafirmar a sua atribuição ao seu leal súdito e o destaca com uma banda. Permanece junto a algum tempo e, no momento de despachar, eles caminham juntos para a porta do Terreiro, onde a direita do monarca, e sempre ajoelhado, espera a chegada da Pomba Gira Rainha. Uma vez que Exú Rei deu o passe a sua companheira, Exú do Lodo a toma pelo braço e juntos ingressam no salão de baile. sob uma chuva de pétalas de flores que os filhos de santo soltam no ar no momento, Saravando a presença de sua rainha, e aplaudindo, em ambas as entidades a quem paga seu tributo nesse dia à noite.

Oxum nasce de Yemanjá e é curada por Ogum

Posted by Alberto Ebomi at 12:54 0 Comments
Conta a lenda que o  Orixá Oxum nasce de Yemanjá e é curada por Orixá Ogum, Oxum foi a primeira filha de lemanjá, Mas sua concepção foi bem difícil.

Como Yemanjá não conseguia engravidar, foi aconselhar-se com os adivinhos (os babalawo de Ifá) com o Oráculo de Ifá.

Oxum - ogum - yemanjá - orixás - candomblé - umbanda -

Eles a mandaram levar ebó no rio a cada cinco dias. Ao rio ela devia ir acompanhada de crianças. Devia levar na cabeça um pote pintado de branco, para nele trazer água fresca para beber e para banhos.

Depois de muita espera, lemanjá engravidou, mas continuou cumprindo as determinações de Ifá.
Um dia depois de entregar as oferendas, sentiu as dores do 1 Pediu às crianças que se afastassem e sozinha deu à luz Oxum.
Depois de três dias, o umbigo de Oxum começou a sangrar. Nem os cuidados extremosos de lemanjá resolveram.

Nada estancava o sangramento. lemanjá foi consultar Ifá de novo.  Foi recomendado que banhasse a criança com água fria e procurasse a ajuda de Ogum. Ogum não se furtou de ajudar lemanjá.

Foi aconselhar-se com Ossaim e na mata colheu folhas de língua-de-vaca, que ele macerou junto com pimentas verdes.
Com o remédio preparado por Ogum, Oxum sarou.
Oxum cresceu sadia e ficou moça bonita. Oxum é a primeira filha de Iemanjá.

Mais sobre Oxum


Oxum com a Dança do Amor traz Ogum de volta


Oriki de Oxum Opará– Ijimu e Yeponda


•  Como Oxum Conseguiu O Segredo Do Jogo De Búzios


•  As caracteristicas dos filhos de Oxum



Cantico de Oxum do Candomblé: Letra e Tradução


MARIA NAVALHA: Uma Malandra ou uma Pombo Gira?

Posted by Alberto Ebomi at 12:05 1 Commentario
A MARIA NAVALHA é uma Malandra ou uma Pomba Gira? “Acredito que ambas!” Maria Navalha é o nome adotado por muitos espíritos com apresentação feminina que trabalham de modo independente, costumam se apresentar na Umbanda, mas também em casas de Candomblé que cultuam entidades. Podem trabalhar como  Pombas Giras, especialmente junto à  falange de Maria Padilha ou na "Linha dos Malandros".
 
Do mesmo modo que há uma incompreensão e entendimento sobre Maria Farrapo, o mesmo ocorre com Maria Navalha.


Maria Navalha - Pomba gira - Malandra - malandro - ze pelintra - exú - umbanda - candomblé


Enquanto Maria Farrapo trabalha com a falange Maria Mulambo, a Pomba Gira Maria Navalha está intimamente ligada à falange Maria Padilha, que foi onde esses espíritos, encontraram oportunidade organizada de trabalho como Pombas Giras

Ainda não formam uma Falange (de Pombas Giras) propriamente dita.

Não se deve confundir MARIA NAVALHA com MARIA PADILHA DA NAVALHA ou MARIA PADILHA DAS SETE NAVALHAS.

São espíritos especializados em "GENTE", profundos conhecedores dos abismos da alma humana e do que ela tem de mais degradante, e isso devido às próprias e dolorosas experiências pretéritas.

O INSTRUMENTO NAVALHA:


Navalha de Exú malandro - Pomba gira - ze pelintra - exus - umbanda
O Símbolo da Malandragem

O instrumento Navalha foi amplamente utilizado, e ainda o é,  como instrumento de defesa, dor e morte pelos que viviam a lei por conta própria. Contavam apenas consigo mesmos e sentiam-se apartados de um mundo que lhes socorressem ou protegessem.
A vida era dura: olho por olho e dente por dente.

A navalha tornou-se o símbolo maior da malandragem e seus códigos próprios.
Mas seu significado na Umbanda, além de identificar os Malandros é sua capacidade de cortar, separar, apartar o mal que está fora e principalmente dentro dos seres.

MARIA NAVALHA POMBA GIRA


Maria Navalha de Exú malandro - Pomba gira - ze pelintra - exus - umbanda
As Marias Navalhas que trabalham como Pombas Giras podem apresentar as complementações usuais como: da Encruzilhada, do Cemitério, da Praia, do Cabaré, da Calunga, etc. Apresentam ponto riscado de Pomba Gira e comportam-se como tal.

Algumas vertentes  da Umbanda não reconhecem Maria Navalha como Pomba Gira apenas como Malandra. E como não chamam essa linha (Malandros), nesses Terreiros essas entidades não trabalham.

Maria Navalha é o braço "esquerdo" de Maria Padilha, sempre cooperando de modo próprio com os trabalhos de Padilha. Não existem rivalidades entre Maria Padilha e Maria Navalha, como alguns sugerem. Do mesmo modo que não existem disputas entre Maria Mulambo e Maria Farrapo.

MARIA NAVALHA MALANDRA:


As que trabalham na falange dos Malandros costumam ter denominações complementares típicas dos mesmos, como: do Morro, da Ladeira, da Lapa, do Forró, do Samba, da Madrugada, da Esquina, do Asfalto, da Boemia, Pé de Valsa, e outros. Outra característica na denominação é a complementação regional: Maria Navalha de Pernambuco, de Minas, Baiana, do Norte, etc..

São mais livres e passionais em suas manifestações, usando trajes mais coloridos e alegres que os tradicionais vermelho e preto das Guardiãs. Também gostam muito de usar chapéu e lenço (usados também por algumas Marias Navalhas Pombas Giras).

Comunicam-se de modo simples e direto, com vocabulário popular, em alguns casos fazendo uso de expressões e gírias típicas da malandragem.
Preferem bebidas como cervejas, batidas, água de coco, caipirinhas e aguardente.

Pedem mais elementos para trabalho e solicitam mais oferendas que as Marias Navalhas Pombas Giras.

As histórias a respeito desses espíritos são repletas de mortes trágicas, traições, paixões, abandono, carência financeira, ausência de estrutura familiar, falta de oportunidades de educação e formação, pobreza e miséria. Uns poucos conseguiram fama e fortuna, com os "recursos" que tinham.

Pomba Gira ou Malandra, fato é que Maria Navalha, Maria Navalhada ou Maria das Sete Navalhas, conhece os efêmeros prazeres e as profundas dores do submundo das criações humanas. E como tal, pode ajudar aos que ainda encontram-se presos e comprometidos à essa realidade.

Salve a Pomba Gira Maria Navalha!
Salve a Malandra Maria Navalha!

A historia dos Malandros – Malandrinhos - Lenda


PONTOS DE MALANDRO

Candomblé e a NAÇÃO ANGOLA: Nkisi

Posted by Alberto Ebomi at 12:22 0 Comments
O Nkisi são para os Bantus o mesmo que orixá para os Yorubás na cultura Ketu, ou ainda, o mesmo que Vodum para os Daometanos. Muitos autores cometem o mesmo erro ao tratar das semelhanças existentes entre um Nkisi, orixá ou vodum, pois confundem semelhanças com correspondência, fazendo-nos acreditar que na verdade se tratam da mesma divindade apenas com nome distinto.

angola - candomble - nkisi - orixa - ketu - nação - bantu - vodun

O Nkisi


Esta visão é equivocada, e cabe a nós desfazermos tal equívoco. Cada Nkisi, orixá ou vodum possui peculiaridades próprias, tratamento e culto diferenciados. Pode-se sim, dizer que existem pequenas coincidências, como por exemplo o fato de Burungunzo, Oxósse e Otulu serem caçadores, ou ainda, por usarem as mesmas cores. Mas não há que se confundir um e outro, pois mesmo em suas origens na África se diferem, sendo o primeiro ( Burungunzo ) originário da Angola, o segundo (Oxóssi) originário das terras Yorubás e o último ( Otulu ) do Reino do Dahomé.

Desta forma, elenco abaixo alguns dos Minkisi de Angola e Congo, sem fazer qualquer correspondência entre orixá ou vodum, dando ao lado de seus nomes uma breve descrição :

Aluvaiá, Bombojira, Vangira (feminino), Pambu Njila.
É o Nkisi responsável pela comunicação entre as divindades e os homens.
Está nas ruas, é a este Nkisi que pertencem as "bu dibidika jinjila" (encruzilhadas). Suas cores são preto, vermelho, sua saudação: Kiuá Luvaiá Ngananzila Kiuá (Viva Aluvaiá, Senhor dos Caminhos)


Nkosi Mukumbe
É o Nkisi da guerra, das estradas. É a ele que se fazem oferendas com o fim de obter abertura de caminhos. Sua cor é o azul escuro, sua saudação: Luna Kubanga Mueto - Nkosi ê (Aquele que briga por nós - Nkosi ê)


Mutalambô, Burungunzo.

Nkisi caçador, habita as florestas ou montanhas. É o responsável pela fartura, pela abundância de alimentos. Suas cores: verde para Mutalambô e Burungunzo, e verde, azul e amarelo para Gongobira, sua saudação:
Kabila Duilu - Kabila (Caçador dos Céus - Kabila)

Gongobira.
É um jovem caçador que obtém, seu sustento ora através da caça, ora através da pesca. Suas características são as mesmas das dos caçadores (Kabila, Mutambô, Lambaranguange) unidas as características dos Minkisi da água doce ( Kisimbe, Ndanda Lunda ). Suas cores: verde cristal, azul cristal e amarelo ouro, sua saudação: Mutoni Kamona Gongobira - Muanza ê (Pescador Menino Gongobira - Rio ê)

Katendê.
Nkisi dono dos segredos das " kisabas" ( folhas, ervas ). Sua cor é o verde ou verde e branco, sua saudação: Kisaba kiasambuká – Katendê (Folha Sagrada - Katendê)

Nzaze, Luango.
Nkisi responsável pela distribuição da Justiça entre os homens. Suas cores são: vermelho e branco ou marrom e branco sua saudação: A Ku Menekene Usoba Nzaji - Nzaze (Salve o Rei dos Raios - Grande Raio)

Kaviungo ou Kavungo, Kafungê e Kingongo.
É o Nkisi responsável pela saúde, estando intimamente ligado a morte.
Usa preto, vermelho, branco e marrom, sua saudação: Tateto Mateba Sakula Oiza - Dixibe (O Pai da Ráfia Está Chegando - Silêncio)

Hongolo e Angoroméa.
Assim como Aluvaiá, auxiliam na comunicação entre as divindades e os homens. São representados por uma cobra, sendo o primeiro ( Angorô ) masculino e o segundo ( Angoroméa ) feminino, sua saudação: Nganá Kalabasa - Angorô Le (Senhor do Arco Íris - Angorô Hoje

Kitembo ou Tempo.
É o responsável pelo tempo de forma geral, e especificamente, pelas mudanças climáticas (como chuva, sol, vento etc), portanto, atribuído a ele, o domínio sobre as estações do ano. É representado, nas casas Angola e Congo, por um mastro com uma bandeira branca. Suas cores:
branco, rajado de verde e vermelho, sua saudação: Nzara Kitembo - Kitembo Io (Gloria Kitembo - Kitembo do Tempo)

Matamba, Bamburucema, Gurucemavula.
Trata-se de um Nkisi feminino, é guerreira e está intimamente ligada a morte, por conseguir dominar os mortos ( "Nvumbe" ). Suas cores são o vermelho e o marrom avermelhado, sua saudação: Nenguá Mavanju – Kiuá Matamba (Senhora dos Ventos - Viva Matamba)

Kisimbi, Ndanda Lunda.
Nkisi feminino, representa a fertilidade, é a grande mãe. Seu domínio é sobre as águas doces. Sua cor é o amarelo ouro, sua saudação: Mametu Maza Mazenza - Kisimbi ê (Oh, Mãe da Água Doce - Kisimbi ê)

Kaitumbá, Mikaiá, Kokueto.
Também um Nkisi feminino, tem domínio sobre as águas salgadas ( "Kalunga Grande" , o mar ). Sua cor: branco cristal, sua saudação: Kiuá Kokueto - Mametu Ria Amaze Kiuá (Viva Kokueto, Mãe das águas -Viva)

Zumbarandá.
É um Nkisi feminino, representa o início, vez que, é a mais velha das mães. Também tem relação estrita com a morte. Sua cor: azul e branco, sua saudação: Mametu Ixi Onoká - Zumbarandá (Mãe da Terra Molhada - Zumbarandá)

Wunje.
É o mais novo dos Minkisi. Representa a mocidade, a alegria da juventude. Durante o toque para este Nkisi, a dança se transforma numa grande brincadeira, sua saudação: Wunje Pafundi - Wunje ê (Wunje Feliz - Bem Vindo)

Lembá Dilê, Lembarenganga, Jakatamba, Nkassuté Lembá, Gangaiobanda.
Nkisi da criação, ora apresenta-se como jovem guerreiro, ora como velho curvado. Está ligado a criação do mundo. Quando jovem tem como cores o branco e prata, quando de idade avançada, apenas o branco, sua saudação: Kalaepi Sakula Lemba Dilê - Pembele (Quietos, Ai Vem o Senhor da Paz -  Eu te Saudo)

Nzambi, Nzambiapongo.
Não se trata de um Nkisi, mas sim do Deus Supremo, o grande criador, o ser que criou a si mesmo e depois criou o mundo, conhecido por este nome entre os povos Bantu.

KITEMBO
Tempo ou kitembo é um Nkisi da nação de Angola, é o dono da bandeira de Angola, que podemos ver em qualquer casa de Candomblé, perto do assentamento de Kitembo, uma grande vara com uma bandeira branca no topo. Kitembo é o Nkisi senhor das estações do ano, regente das mutações
climáticas. Ainda, é considerado o Pai da Maianga, que é o banho usado pelos seguidores e iniciados da Nação de Angola, tendo sua maior vibração justamente ao ar livre, ou seja, no tempo. É exatamente ali, no tempo, que este banho feito de ervas e outros elementares vai consagrar através de tempo este iniciado.

Tempo está associado à escala do crescimento, por isso sua ferramenta é uma escada com uma lança voltada para cima, em referência ao próprio tempo.  Como expliquei, este Nkisi rege as estações do ano e está ligado ao frio, ao calor, a seca, as tempestades, ao ambiente pesado e ao ambiente
agradável.

Conta uma lenda da Nação de Angola, que Tempo era um homem muito agitado que fazia e resolvia muitas coisas ao mesmo tempo. Entretanto, este homem vivia reclamando e cobrando de Nzambi que o dia era muito pequeno para fazer e resolver tudo que quisesse. Um dia, Nzambi lhe disse: “Eu
errei em sua criação, pois você é muito apressado.” Ele então respondeu a Nzambi: “Não tenho culpa se o dia é pequeno e as horas miúdas, não dando tempo para realizar tudo que planejo”. A partir desse momento, Nzambi então determinou que esse homem passa-se a controlar o tempo.
Tendo domínio sobre os elementares e movimentos da natureza. Assim nasceu o Nkisi Kitembo.

OS CARGOS NA NAÇÃO DE ANGOLA


A partir da Mametu Riá Nkisi Maria Genoveva do Bonfim (Maria Nenen) e de outros Tatetos como Bernardinho e Ciri Aco, o culto bantu ou Candomblé da Nação de Angola, como é chamado o culto no Brasil, teve maior destaque na comunidade afro-brasileira.

Estes negros ou bantus, como eram chamados devido a língua que falavam, seguiam a tradição religiosa de lugares como: Kassanje, Munjolo, Kabinda, Luanda entre outros.
Mas, o culto bantu tem sua liturgia particular e muito diferenciada das culturas yorubá e fon.

Abaixo, encontram-se desmembrados os cargos e funções em um Candomblé Bantu:
     *Pedido de benção na tradição bantu: Mokoiú? resp: Mokoiú ua Nzambi*

A Nação Cabinda: Angola

Posted by Alberto Ebomi at 10:51 2 Comentarios
A nação Cabinda, originária de Angola, adotou o panteão dos Orixás Iorubas, embora estas divindades Bantus teriam como nome correto Inkince (Orixás, vodun, santos).

Os Inkinces são para os Bantus o mesmo que os Orixás para os Yorubás, e o mesmo que os Voduns são para os Jêjes. Não se trata da mesma divindade, cada Inkince, Orixá ou Vodum possui identidade própria e culturas totalmente distintas. A linguagem ritual originou-se predominantemente das línguas Kimbundo e Kikongo; são línguas muito parecidas e ainda utilizadas atualmente. O Kimbundo é o segundo idioma nacional em Angola. O Kikongo, provém do Congo, sendo também falado em Angola.

A nação Cabinda, originária de Angola, adotou o panteão dos Orixás Iorubas - candomblé - orixas - umbanda

Aqui no Rio Grande do Sul a raiz forte da Cabinda foi o Sr. Valdemar Antonio dos Santos, filho do Orixá Xangô Kamucá Baruálofina; e uma de suas descendentes foi a Sra. Madalena de Oxum, que se destacou grandiosamente dentro desta nação.

Outros que se iniciaram pelas mãos de Valdemar de Xangô, e alguns, com sua morte passaram para as mãos de Mãe Madalena de Oxum: Pai Tati de Bará, Mãe Palmira de Oxum, Ramão de Ogum, Moacir de Xangô (tinha o apelido de Guri Bontito), Pai Mario de Ogum e Pai Nascimento de Sakpatá, oriundo de outra nação.

Depois foram surgindo outros ícones da nação Cabinda, onde podemos citar Pai Romário de Oxalá, filho de santo de Mãe Madalena de Oxum; Mãe Olê de Xangô, mulher de Pai Tati de Bará (Exú); Pai Henrique de Oxum, enteado e filho de santo de Mãe Palmira de Oxum; Pai Adão de Bará de Exu Biomi; Pai Cleon de Oxalá; Antonio Carlos de Xangô, Alabê (Ogã) e Babalorixá, Mãe Marlene de Oxum, filha de santo de Pai Romário; Pai Paulo Tadeu de Xangô; Pai Genercy de Xangô; Hélio de Xangô, Pai Adão de Bará; Didi de Xangô; João Carlos de Oxalá, de Pelotas; Juarez de Bará; Pai Gabriel de Oxum, que foi um grande Babalorixá da Nação Cabinda, filho de santo de Romário de Oxalá; Lurdes do Ogum; Enio de Oxum, também da casa de Pai Romário; Luiz vó da Oxum Docô, foi filho de santo de Pai Romário de Oxalá; Ydy de Oxum, filho de santo de Pai Henrique de Oxum, entre muitos outros que conservam, ainda, os fundamentos desta Nação tão importante nos rituais Africanos do Sul.

Os praticantes da Nação Cabinda também se valem dos rituais da Nação Ijexá, já que esta última é atualmente a modalidade ritual predominante aqui no Rio Grande do Sul; a diferença se dá basicamente no respeito à memória de seus ancestrais e a outros fatores como o início dos fundamentos da Nação Cabinda, que é justamente onde termina os das outras Nações: o cemitério.

O Orixá Xangô é considerado Rei desta nação, e é o dono dos Egguns, juntamente com Oyá e Xapanã; E o culto aos Eguns é tão forte que na maioria dos terreiros desta nação, se encontra o assentamento de Balé (culto aos Eguns); Os filhos de Oxum, Yemanja e Oxalá, podem entrar e sair de cemitérios quando necessário for, sem nenhum prejuízo a sua feitura, já nas outras nações estes só entram no cemitério em extrema necessidade;

Se estiver acontecendo uma festa num terreiro de Cabinda, e se o Orixá Xangô, tendo recebido oferendas de quatro pés, e vier a falecer algum membro da casa ou da família religiosa, não ficará a obrigação prejudicada, conforme acontece nos outros terreiros, nos quais teriam que interromper toda a obrigação.

Os Orixás cultuados na Nação Cabinda são os mesmos da Nação Ijexá acrescentando Bará Elegba (Eleguá), Oyá Dirã e Oyá Timboá que são cultuados em alguns terreiros desta Nação do  Candomblé . Na maioria das vezes as oferendas também são iguais com pouca diferença como por exemplo a obrigação do peixe que em alguns terreiros de Cabinda oferecem Pintado a determinados Orixás, que no Ijexá damos Jundiá. Orixás

>> Orunkó "o nome do Orixá" <<


Ponto de Maria Padilha


Blogroll
Religião
Spirituality Blogs - BlogCatalog Blog Directory Central Blogs Juntos no Candomblé

Criado para divulgar a religião do Candomblé e a Umbanda, falando sobre Orixás, Entidades, Caboclos, Ifá, Cultura Afro-brasileira, para que os seguidores de nossa tão linda religião cada vez mais se enrriqueça de sabedoria e cultura. Axé para Todos!!! Licença Creative Commons
Obra de divulgação, não deve ser comercializada de nenhuma forma. Não é permitido copiar artigos do blog sem a devida autorização do autor..
.

Divulgar Blogs

back to top