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Os melhores pontos de Exú Caveira

Postado por: Alberto Ebomi at 22:15 0 Comentários
Os melhores pontos de Exú Caveira tocado em cantada com a letra dos pontos em uma gira na Umbanda, são muitos pontos de Tata Caveira. Uma Entidade muito prestigiada com suas particularidades, trabalha com as falanges das almas, mora no cemitério, suas oferendas levam ossos de animais, gosta de cachaça, velas entre outras coisas.

Sua saudação é Laroiê Exú Caviera, salve as almas. Gosta do preto, escuridão ou pouca luz, sua força está no alto da madrugada, entre 01:00hs e 4:00 da matina, é uma entidade simples, você consegue muito com ele as vezes com apenas 1 vela, mas sua contagem é 9 que representa os Eguns (espírito), também trabalha na Kimbanda.

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Em nosso canal do Youtube AlbertoEbomi do site Juntos no Candomblé tem pontos para todos os Exús, Pomba Giras, Caboclos, Orixás em ketu com letra e tradução, Rezas e Orikis dos orixás, mas este artigo é exclusivo para os pontos de Exú Caveira. Inscreva-se e ajude a combater a ignorância e intolerância religiosa.

Os melhores Pontos de Exú Caveira


  • Ê Caveira
    Firma seu ponto
    Na folha da bananeira
    Ê Caveira
    Firma seu ponto
    Na folha da bananeira

  • Quando o galo canta é madrugada
    Um Exú na encruzilhada, batizado com dendê
    Eu rezo uma oração sempre pra frente
    Ela quer ver se a chama é quente
    Ele é Exú alaroê
    Eu ouço a gargalhada do diabo
    Exú Caveira é o enviado
    Do príncipe lucífer

  • É ele quem comanda o cemitério
    Catacumba tem mistério
    Seu feitiço tem axé

  • EH PUERÊ
    EH PUERÁ [2X]
  • OLHA MOSCA VAREJEIRA
    SALVE EXÚ CAVEIRA [2X]

Mais Pontos de Exú Caveira

 


  • Exu Caveira comedor de carne crua
    Espera o seu la no meio da rua,
    Exu Caveira comedor de carne crua
    Espera o seu la no meio da rua.

  • Portao de ferro cadeado de de madeira
    O dono da calunga ainda é o exu caveira
  • Exu Caveira comedor de carne crua
    Espera o seu la no meio da rua
    Pois o seu povo te chamou pra trabalhar,
    Exu Caveira comedor de carne crua
    Espera o seu la no meio da rua.

  • Soltaram uma bode preto
    Meia noite na calunga,
    Ele correu os quatro canto,
    Foi parar lá na porteira.
    Bebeu marafo com Tata Caveira.

JOÃO CAVEIRA

  • Moço, vou lhe apresentar,
    Vou lhe apresentar,
    Um espírito de luz,
    Para lhe ajudar,Oi moço! (bis)

  • Ele é João Caveira,
    Ele é filho de Omulú,
    Quem quiser falar com ele,
    Alubandê Exu. (bis)
 

Estarei atualizando o artigo com novos pontos de Exú Caveira deste e outros Exus assim que possível, então não deixe de se inscrever no site para acompanhar sempre as novas atualizações.

Áudio com letra dos Pontos de Exú João Caveira



Gostou dos Pontos de Exú Caveira?! Então leia mais sobre :

Obaluaê quem é este Orixá?

Postado por: Alberto Ebomi at 21:06 0 Comentários
Obaluaê  quem é este Orixá? ( "rei", "senhor da terra"), deus originário do Daomé. Obaluaê é uma flexão dos termos Obá (rei) - Oluwô (senhor) - Ayiê (terra), "rei, senhor da terra". Omulu também é uma flexão dos termos: Omo (filho) - Oluwô (senhor) que quer dizer "filho e senhor".

Obaluaê, o mais moço, é o guerreiro, caçador, lutador. Sendo Omulu, o mais velho, é o sábio, o feiticeiro, guardião. Porém, ambos têm a mesma regência e influência, significam a mesma coisa, têm a mesma ligação e são considerados a mesma força da natureza.

Obaluaê é o sol, a quentura e o calor do astro rei, é o senhor das pestes, das doenças contagiosas ou não. É o rei da terra, do interior da terra, e é o orixá que cobre o rosto com o Filá (de palha da Costa), porque para os humanos é proibido ver o seu rosto devido à deformação feita pela doença, e pelo respeito que devemos a esse poderosíssimo Orixá.

Está no funcionamento do organismo, na dor que sentimos pelo mau funcionamento dos órgãos, por um corte, queimadura ou traumatismo. A ele devemos a nossa saúde. Trata do interior, mas cuida também da pele e de suas moléstias.

Divide com Oia-Iansã a regência dos cemitérios, pois é o orixá que vem como emissário de Oxalá (princípio ativo da morte), para buscar o espírito desencarnado.

É ele que vai mostrar o caminho, servir de guia para aquele espírito. Obaluaê também é o senhor da terra e das camadas do seu interior, para onde vamos todos nós. Daí sua ligação com os mortos, pois é ele quem vai cuidar do corpo sem vida. (Também conhecido como Xapanã).

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Obaluaê está presente no nosso dia-a-dia, quando sentimos dores, agonia, aflição, ansiedade. Está presente quando sentimos coceira e comichões na pele.

Rege também o suor, a transpiração e seus efeitos. Rege aquele que tem problemas mentais, perturbações nervosas e todos os doentes. Está presente nos hospitais, casas de saúde, ambulatórios, clínicas, sempre próximo aos leitos. Rege os mutilados, aleijados, enfermos. Ele proporciona a doença, mas principalmente a cura, a saúde. É o orixá da misericórdia.
Rege a má digestão, a congestão estomacal. Gera o ácido úrico e seus efeitos.

Obaluaê é Filho de Nanã, que o abandonou por ser doente, foi criado por Iemanjá. Orixá fundamentalmente Jeje, mas louvado em todas as nações por sua importância. Conta-se que, abandonado por Nanã, foi cuidado por Iemanjá que o alimentava com pipoca sem sal acrescida de mel para melhorar o gosto, e passava azeite de dendê em suas feridas para aliviar a dor e coceira.


Tudo sobre Obaluaê  (Omolu)

  • dia da semana -   segunda-feira
  • cores -   preto, branco, vermelho
  • símbolos - cajado (xaxará), búzios.
  • elemento -   terra
  • plantas - cuféia (sete sangrias), erva-de-passarinho, canela de velho, quitoco. Zínia, cravo de defunto.
  • animais -   cachorro
  • metal- chumbo, barro
  • comida -  pipoca, bife acebolado, bolinhos de milho, acaçá, olubajé. Banana da terra. 
  • bebida -  água, vinho tinto 
  • sincretismo -  São Lázaro (17.12) e São Roque (16.8). 
  • domínio -  a terra, as epidemias, a morte. 
  • o que faz -  castiga com doenças, mas também cura os males. 

  • quem é -  o Médico dos Pobres e o Senhor dos Cemitérios.
  • características -  reservado, solitário, simples, trabalhador, serviçal, depressivo, doentio.
  • quizília -  claridade, sapos 

  • saudação de Obaluaê - Atotô!

  • Onde arriar as oferendas  - no cemitério (geralmente no Cruzeiro). 
  •  
  • riscos de saúde -  doenças de pele e problemas nas pernas e coluna. 
  • presentes prediletos  -  velas, charutos, suas comidas e bebidas preferidas. (Oferendas de Obaluaê
  • observação -  o nome de Obaluaê às vezes é usado especificamente para o Omolu jovem, que é mais agressivo; Omolu é o nome mais usado para o Omolu velho, mais introvertido.

Lendas e Histórias de Obaluaê:

(1)   Por causa do feitiço usado por Nanã para engravidar, Omolu nasceu todo deformado.

Desgostosa com o aspecto do filho, Nanã abandonou-o na beira da praia,para que o mar o levasse. Um grande caranguejo encontrou o bebê e atacou-o com as pinças, tirando pedaços da sua carne.

Quando Omolu estava todo ferido e quase morrendo, Iemanjá saiu do mar e o encontrou. Penalizada, acomodou-o numa gruta e passou a cuidar dele, fazendo curativos com folhas de bananeira e alimentando-o com pipoca sem sal nem gordura até que o bebê se recuperou. Então Iemanjá criou-o como se fosse seu filho.

(2) Omolu tinha o rosto muito deformado e a pele cheia de cicatrizes. Por isso, vivia sempre isolado, se escondendo de todos.

Certo dia, houve uma festa de que todos os Orixás participavam, mas Ogum percebeu que o irmão não tinha vindo dançar. Quando lhe disseram que ele tinha vergonha de seu aspecto, Ogum foi ao mato, colheu palha e fez uma capa com que Omolu se cobriu da cabeça aos pés, tendo então coragem de se aproximar dos outros.

Mas ainda não dançava, pois todos tinham nojo de tocá-lo. Apenas Iansã teve coragem; quando dançaram, a ventania levantou a palha e todos viram um rapaz bonito e sadio;e Oxum ficou morrendo de inveja da irmã.

(3)   Quando Obaluaê ficou rapaz, resolveu correr mundo para ganhar a vida. Partiu vestido com simplicidade e começou a procurar trabalho, mas nada conseguiu.

Logo começou a passar fome, mas nem uma esmola lhe deram. Saindo da cidade, embrenhou-se na mata,onde se alimentava de ervas e caça, tendo por companhia um cão e as serpentes da terra. Ficou muito doente.

Por fim, quando achava que ia morrer, Olorun curou as feridas que cobriam seu corpo. Agradecido, ele se dedicou à tarefa de viajar pelas aldeias para curar os enfermos e vencer as epidemias que castigaram todos que lhe negaram auxílio e abrigo.  

Obaluaê Na África

O nome em iorubá Obàlúwàiyé é traduzido por (rei e senhor da terra), Oba (rei) aiyê (terra), Obaluaiyê, Obaluaê, Xapanã, Omolu, são alguns dos nomes como é conhecido esse Orixá africano.

Os orixás Nanã (cujo emblema é o Ibiri) e seus filhos Obaluaiyê (cujo emblema é o Xarará) e Oxumaré (cujo emblema é uma cobra) pertencem ao Panteão da Terra.

  Nomes de Obaluaê

Obàluáyê "Rei senhor da Terra", Omolu "Filho do Senhor", Sapata "Dono da Terra" são os nomes dados a Sànpònná (um título ligado a grande calor o sol - também é conhecido como (Babá Igbona = pai da quentura) deus da varíola e das doenças contagiosas, é ligado simbolicamente ao mundo dos mortos.

Outra corrente os define como: Obàluáyê: Obá - ilu; aiye; Rei, dono, senhor; da vida; na terra; Omolu; Omo-ilu; Rei, dono, senhor; da vida. (Qualidades de Obaluaê)  
  • Dança
Sua dança o Opanijé (cuja tradução é: ele mata qualquer um e come), dança curvado para frente, como que atormentado por dores, e imitam seu sofrimento, coceiras e tremores de febre.
  • Emblemas de Obaluaê
     
      Tem como emblema o Xaxará (Sàsàrà), espécie de cetro de mão, feito de nervuras da palha do dendezeiro, enfeitado com búzios e contas, em que ele capta das casas e das pessoas as energias negativas, bem como "varre" as doenças, impurezas e males sobrenaturais. Esta representação nos mostra sua ligação a terra. Na Nigéria os Owo Érindínlogun adoram Obàluáyê e usam, no punho esquerdo, uma tira de Igbosu (pano africano) onde são costurados cauris esó (búzios).
     
  • Vestimenta
A vestimenta é feita de ìko, é uma fibra de ráfia extraída do Igí-Ògòrò, a palha da costa , elemento de grande significado ritualístico, principalmente em ritos ligados a morte e o sobrenatural, sua presença indica que algo deve ficar oculto.

É composta de duas partes o "Filá" e o "Azé", a primeira parte, a de cima que cobre a cabeça é uma espécie de capuz trançado de palha-da-costa, acrescido de palhas em toda sua volta, que passam da cintura, o Azé , seu asó-ìko (roupa de palha) é uma saia de palha da costa que vai até os pés em alguns casos, em outros, acima dos joelhos, por baixo desta saia vai um Xokotô, espécie de calça, também chamado "cauçulú", em que oculta o mistério da morte e do renascimento.

Nesta vestimenta acompanha algumas cabaças penduradas, onde supostamente carrega seus remédios. Ao vestir-se com ìko e cauris, revela sua importância e ligação com a morte (iku).  


Festa (Olubajé)
 
A festa anual é o Olubajé (Comida do rei senhor). São feitas e distribuídas no mínimo nove iguarias da culinária afro brasileira (comida ritual), seus "filhos" devidamente "incorporados" e paramentados oferecem aos convidados e assistentes, em folhas de mamona (ilará) ou bananeira (aguede), no sentido de prolongar a vida e trazer saúde .



Tido como filho de Nanã, no Brasil, sua origem, forma, nome e culto na África é bastante variado, de acordo com a região, essa variação de nomes é de conformidade com a região, Obàluáyê/Xapanã em Tapá (nupê) chegando ao território Mahi ao norte do Daomé;

Sapata é sua versão fon, trazido pelos nagôs na cidade de Savalu, Benin. Em alguns lugares se misturam, em outros são deuses distintos, confundido até com Nànà Buruku; Omolu em ketu e Abeokuta.

Seu parentesco com Oxumaré e Iroko é observado em Ketu (vindo de Aise segundo uns e Adja Popo segundo outros), onde pode se ver uma lança (oko Omolu) cravada na terra, esculpida em madeira onde figuram esses três personagens superpostas, também em Fita próximo de Pahougnan, território Mahi, onde o rei Oba Sereju, recebera o fetiche Moru, três fetiches ao mesmo tempo Moru (Omolu), Dan (Oxumare) e seu filho Loko (Iroko).

Zé Pelintra: Os melhores Pontos Cantado e Letra

Postado por: Alberto Ebomi at 15:47 2 Comentarios
Os melhores pontos de Zé Pelintra cantado e com letra para o Exú Malandro que é conhecido como Seu Zé, Zé Pelintra, Pilintra, Malandrinho um Exú que viveu a margem da lei, entidade da religião da Umbanda, mas tem sua adoração em casas de Candomblé.

Esses pontos são bem típicos desta entidade, pois não se costuma cantar para outros Exús e Pomba Gira, ele é muito singular. Uns dizem que Zé Pelintra ele não é Exú de Umbanda, pois se trata de um espírito (Egun).

Zé Pelintra - Os melhores pontos com audio e letra cantados na umbanda

Aqui no site temos vários artigos sobre Zé Pelintra.

 

Os melhores Pontos de Zé Pelintra:

 

1 - Ponto de Zé pelintra


O morro de Sta. Teresa está de luto porque o malandro morreu!
O morro de Sta. Teresa está de luto porque o malandro morreu!
Ele chorava por uma mulher
Ele chorava por uma mulher
Ele chorava por uma mulher que não lhe amava!

2 - Ponto Zé pelintra

Bravo, senhor, bravo
Seu Zé Pilintra chegou

Ele matou pai, matou mãe
Matou padrinho e madrinha
Matou um cego na estrada
E um aleijado na linha

Deu uma blitz no morro a policia vem aí   (2x)
Malandro que é malandro se escondeu lá na figueira   (2x)
Olha ele aí, olha ele aí   (2x)

As quatro da madrugada, ela me acorda e eu não quero nada (bis)
Mas qualquer dia eu quebro esse seu despertador,
mas trabalhar eu não vou.
Mas quando eu venho descendo o morro.

A NEGA PENSA QUE EU VOU TRABALHAR [2X]
MAS EU BOTO MEU BARALHO NO BOLSO, MEU CACHECOL NO PESCOÇO
E VOU PRA BARÃO DE MAUÁ [2X]

TRABALHAR , TRABALHAR
TRABALHAR PRA QUE?
SE EU TRABALHAR EU VOU MORRER [2X]

8– PONTO DE MALANDRO

Estava sentado no muro
Fumando um bagulho a policia chegou
Joguei o bagulho pro alto
Sai no pinote e ninguém me pegou
Houve tiroteio, houve confusão
Parou na porta um camburão

9- PONTO DE MALANDRO

Se a rádio patrulha chegasse aqui agora
Seria uma grande vitória
Ninguém poderia correr
Agora que eu quero ver
Quem é malandro não pode correr

Os melhores Pontos de Zé Pelintra



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Pomba Gira Rainha do Cruzeiro: Umbanda

Postado por: Alberto Ebomi at 20:16 0 Comentários
Essa é a história da Pomba Gira Rainha do Cruzeiro, entidade esta da Umbanda, há quem confunda a Rainha do Cruzeiro com a Rainha das Sete encruzilhadas, mais saibam que são duas entidades de muito respeito, mas bem distintas.

A Rainha do Cruzeiro governa com o Exu do Cruzeiro das Almas , todos os cruzeiros centrais do campo santo, onde são enviados todas aquelas entidades que querem fazer parte do reino dos exus e esperam a suas distintas colocações e seleção.

Para fazer parte deste povo maravilhoso, não basta querer, tem que merecer e ser capaz de assumir e cumprir todas as missões especificadas pelo astral médio e superior.


pomba gira do cruzeiro - Exu - Umbanda - Rainha- mulambo - padilha - caveira - zé pelintra

A Pomba-Gira do Cruzeiro trabalha para a Rainha das sete encruzilhadas, elas pertencem a mesma falange, mais suas funções se diferenciam no mundo astral.

A Rainha do Cruzeiro é uma pomba-gira muito exigente e muito fria no seu modo de agir, pois esta mais acostumada a lidar com espíritos mais perversos. Por isto quando chega no mundo, vem para brindar, e dançar, não gosta de muitas brincadeiras, faz a sua gira e já procura um lugar para sentar!

Quando simpatiza com alguém esta pessoa já tem sua proteção de graça, mais quando não gosta, faz questão de ignorar, mostrando que dela nada irão ter. Adora usar poucas roupas e insinuantes, mais quase sempre esta enrolada em uma capa de veludo preto e bordo.

Tem verdadeiro fascínio por perfumes e rosas vermelhas e brancas. Suas oferendas não podem faltar cigarrilhas e champanhes doces e caras. Conta a lenda que o Senhor das Encruzilhadas, quando chegou no mundo astral, pegou a gira do cruzeiro como companheira e ela lhe mostrou todo o astral inferior, e nestas andanças ao limbo ele encontra sua antiga mulher que era sua rainha na vida terrena a qual nunca esqueceu e então passou a cuida-lá.

Quando o Exú Mor nomeou o Senhor das Encruzilhadas em Rei das Sete Encruzilhadas,  ele ordenou que a Gira do cruzeiro tomasse conta do astral inferior lhe dando o título de Rainha do Cruzeiro e foi viver com sua antiga mulher no médio astral onde a titulou como Rainha das Sete encruzilhadas, dando a ela todos os poderes que a ele foi dado pelo o Exu Mor.

A Rainha do Cruzeiro se sentido abandonada pelo Exu Rei, resolveu formar seu próprio reinado e nomeou o Exu do Cruzeiro das almas como seu fiel escudeiro e namorado. Os dois juntos governam os reinos dos cruzeiros das almas, mais também recebem suas oferendas em encruzilhadas. É falso quando dizem que as duas rainhas é uma só ou que ambas se odeiam... São rainhas de reinos distintos que quando na terra muito se respeitam.

A Rainha do cruzeiro gosta de trabalhar para a sedução pois é uma pomba-gira muito sedutora, costuma se apresentar com cabelos loiros quase brancos, seus trajes são curtos e negros, trabalha para a guerra e amarração de casais que se amam, mais nunca peça a ela para separar um casal, pois ela se aborrecerá profundamente com quem for lhe pedir este intento!

O Candomblé que tem ligações com a Umbanda, também cultuam esses espíritos (eguns/entidades).

Sarava Pomba Gira Rainha do Cruzeiro!

Veja outras Histórias de Exú de Rua e Pomba Gira

Lenda que Oxóssi quebra o tabu e é paralisado com seu Ofá

Postado por: Alberto Ebomi at 16:38 0 Comentários
Conta a Lenda (pataki) que o Orixá Oxóssi quebra o tabu e é paralisado com seu (Ofá) arco e flecha, Oxóssi caçava todo dia, todo dia ia à mata (igbo / floresta) em busca de caça. mas tinha dia em que tudo era proibido, inclusive caçar.

Por esse tabu (ewó) as mulheres não vendiam no mercado, os homens não cultivavam os campos, os pescadores não pescavam, os guerreiros não guerreavam, os adivinhos não adivinhavam, Os ogãs sacrificadores não matavam as oferendas, os caçadores não caçavam.

Oxossi - Oshosi - Osoosi - Odé - inrile - inle - ketu - candomblé - Umbanda - akueran - efon - jeje - ifá - lenda tabu ewó

Era o grande dia das proibições (o dia do ewó/ não pode) ou era dia de euó. (leia aqui lenda de Oxossi é raptado por Ossain)

Oxóssi (Odé / caçador)  ia à mata todo dia para a caçar, Mas tinha um dia em que tudo era tabu. Oxóssi naquele dia não podia ir caçar.
Mas Oxóssi só pensava em si e contrariou as determinações de Olodumare.

Penetrou na floresta e pôs-se a lançar flechas indiscriminadamente e de repente, surgiu, diante dele uma fera, uma visão bestial, que Oshosi desejou ardentemente abater e antes que Oxóssi lançasse sua flecha, a besta transformou-se em Odudua (Oduduwa).

Osoosi  entendeu o sentido dos tabus daquele dia e o  caçador aterrorizado gritou petrificado, o arco esticado como se fosse atirar.

Ali ficou Oxóssi, o arco retesado, o gesto de ataque parado no ar, Ali ficou para sempre seu OFÁ, seu arco e flecha.

O ofá do caçador, o ofá do orixá.

Mais artigos sobre Orixá Oxossi (Odé)





 

Canticos de ketu para Oxossi – Exú e Ogum




O QUE É SACUDIMENTO? Ebó ou Limpeza?

Postado por: Alberto Ebomi at 17:43 0 Comentários
Sacudimento, o que é? Ebó tem a ver com o “sacudimento” Ebó ou limpeza? O que realmente é o termo “sacudimento”? “Sacudimento” é um termo da língua portuguesa que quer dizer ritual e sendo feito pela grande maioria dos terreiros, e que faz parte da vida do Orixá.

Se nós o analisarmos melhor veremos que “sacudimento” quer dizer “ebo”, pois se trata de um ritual realmente muito semelhante ao “ebó” praticado.

ebó - sacudimento - limpeza - descarrego - candomblé - umbanda

*Uma profunda e eficaz limpeza espiritual - **muito semelhante a um ebó completo* É um descarrego muito forte e ao mesmo tempo uma reorganização energética. Pode ser feito em pessoas ou ambientes. Costumam conter muitos elementos como ervas, frutas, verduras, flores,
velas, água de mar, rio, chuva ou cachoeira, sementes, comidas dos orixás ebós diversos, axés de procedência animal, etc. É feito pelo Babalorixá ou Yialorixá, após uma consulta ao oráculo de Ifá para saber se há problemas de Odús e quais as energias de Orixás
necessitam ser trabalhadas na pessoa em questão.

Pode ser feito no Ilé (terreiro, casa de santo) ou em ambientes da natureza, principalmente matas com cachoeiras.

Quase sempre é feito em pessoas que estão por demais carregadas e desenergizados, sofrendo com doenças físicas e psíquicas. Antes, durante e após o "sacudimento" alguns preceitos devem ser rigorosamente cumpridos.

Exige uma grande mobilização por parte do Babalorixá de Candomblé  (Yialorixá) e de seus filhos de santo mais preparados. Normalmente é cobrado pelo feito e pelos materiais usados. O que é muito justo, pois demanda tempo, dedicação e gastos financeiros e energéticos.
Os elementos são passados no corpo da pessoa para que haja uma transferência das energias carregadas do corpo e aura da pessoa para esses elementos.

Outros têm a função de após o descarrego, energizar e reorganizar os padrões vibratórios energéticos da pessoa.

As pessoas que são beneficiados por esse trabalho, quando feito por quem sabe e de modo correto, melhoram significativamente em todos os sentidos: libertação de energias de Eguns, feitiços, maldições, pragas, inveja, etc. Mas faça com um Babalorixá ou uma Yialorixá de fato candomblecistas e
não aventureiros que não têm conhecimento, moral e competência e apenas querem tomar o seu dinheiro.

ELEMENTOS MAIS USADOS NOS SACUDIMENTOS


milho amarelo e branco /pipoca/ amido de milho
farinhas diversas em forma de massas e bolinhos
arroz
feijão
canjica
pães
ovos cozidos e crus (galinha, pata, codorna)
aves
peixes
carnes
vísceras - O sacudimento com bifes, fígado e outras vísceras têm como objetivo principal atrair para esses elementos os miasmas, elementares (normalmente vampiros por natureza) e outras formas de "vida astral" que estejam buscando na aura de alguém os princípios que encontrarão mais facilmente nesses elementos que lhes são ofertados e pois que a ele se agregam. Neste caso, quanto mais "frescos", melhor funcionarão].
Sal grosso
carvão vegetal
enxofre
argila - lama - lodo pantanoso
areia de diversas procedências (mar, rio)
terra
água de diversas procedências (mar, rio, cachoeira)
batata
cará
alho
cebola
alface
Comidas dos Santos, principalmente as Iansã, Omolú, Nanã e Exú. ____________

A palavra “ebo” tem a interpretação muito ampla dentro do culto tradicional. No afro-brasileiro “ebo” é aquele em que Exu (Eshu) é ofertado e demais acessórios são oferecidos a este ritual, em que a pessoa está envolvida. No tradicional “ebo” é utilizado nas práticas dos sacerdotes do Orixá, e também de Ifá.
Ele envolve além dos sacrifícios a Exu, outros rituais relativos as outras divindades em questão, que participam das narrativas dos “Ésè Ifá” narrados, quando da apresentação do “Odu” ao consulente.

Mas todo este aspecto está envolvido somente num só “ebo”, que como explicamos se trata do culto tradicional. Por isso “sacudimento” também pode ser chamado de “ebo”, porque também é um ritual semelhante a este último. Para os iorubás o termo de “sacudimento” é desconhecido dentro do seu
culto, e o mesmo nós poderemos ver em outros rituais, os quais são aplicados através de outras formas.

Ebó” quer dizer que na língua portuguesa: que vós cultuais, afirmando assim a prática do culto a ser realizado enfatizando a necessidade do ritual.

PATAKI - Por que se leva o Yawo ao Rio na iniciação: OS IBEJIS

Postado por: Alberto Ebomi at 19:42 0 Comentários
Essa lenda (pataki) conta por que se leva o yawo ao rio nas iniciações de santo (Candomblé, Santeria, etc.), a etimologicamente a palavra de origem Yorubá IBEJIS provém dos vocábulos “IB”, que traduzido significa nascer e “EJIS”, que significa duplo, seu significado seria “Duplo Nascimento” em alusão aos gêmeos que foram concebidos por Oxum e Xangô no Odú do corpus de Ifá “OSHÉ BARA”.

Conta-se em um dos Iton (lendas – Patakis) desse Odú, no caminho de “Por que se leva o Omo Orishá ao Rio” que Oxum e Xangô viviam juntos. Xangô teve que ir à guerra e OSHÚN ficou sozinha, mas além disso estava grávida e com o tempo teve dois filhos homens gêmeos, aos que deu o nome de TAIWÓ ao primeiro (TO-AYÉ-WÓ) “o que vem provar a vida” e o segundo que nasceu é chamado de KAINDÉ (KO-EIN-DE) “aquele que vem atrás do outro” e é o maior dos dois. O povo Yorubá disse que KAINDÉ sempre envia a TAIWÓ na frente para descobrir se a vida vale à pena.

FUNDAMENTO DE YAWO NA CACHOEIRA NA INICIAÇÃO - CANDOMBLÉ - UMBANDA - IFÁ - SANTERIA

OSHÚN foi severamente criticada pelas pessoas daquelas terras, porque diziam que ela tinha sido infiel a SHANGÓ, que um filho seria dele, mas o outro quem sabe de quem, já que nesse povo jamais se havia visto um parto de IBEJIS ou GÊMEOS.

Osun (Oxum) desesperada levou seus filhos a um MALANGAL (Matas de Taioba) e os deixou escondido embaixo das folhas de EWÉ IKOKO (Taioba) e se foi até onde estava ORUNMILÁ e não levou seus filhos por medo de que ORUNMILÁ também a criticasse. ORUNMILÁ realizou uma consulta com IFÁ (Osode) e sacou o Odú OSHÉ BARA, onde disse que tinha a língua e a calúnia em cima dela e com isso fez algumas obras em IFÁ e a mandou para o ILÉ DE OLÓFIN, onde este a recebeu e a recriminou dizendo: “pariste dois filhos e os deixastes escondidos embaixo das matas de EWÉ IKOKO (Taioba) por medo de ORUNMILÁ, e Ele e Eu te recriminaremos” e sentenciou:

“Seguirás parindo, terás outro filho ao qual chamarás “ILDEU” (IDEU) e para que possas parí-lo, terás que ir com um KUEKUEYE (pato) ao rio, com ele é que tu farás Ebó e o dará em sacrifício na beira do rio e nesse mesmo lugar o enterrará e  chamarás assim:

“Ideu onido edún omo edún omo obayi edún yobi edún agbogbo”



“PATAKI - Por que se leva o Yawo ao Rio na iniciação”


E seguiu dizendo: “os filhos que pariste, TAIWÓ e KAINDÉ, não os busques mais, porque estão agora no poder de OYÁ ao qual os pegou e levou, mas quando fizer a obra que te ensinei, terás outro filho”. OSHÚN fez o indicado por OLÓFIN e pariu seu terceiro filho.

OLÓFIN chamou SHANGÓ e a todos os habitantes daquelas terras e lhes disse: “Agora todos aprenderam, inclusive tu SHANGÓ que te deixaste levar por comentários e fofocas de todas essas más línguas do povo. Devem saber que toda mulher está na faculdade de parir GÊMEOS ou IBEJIS, TRIGÊMEOS e até mais filhos em um mesmo parto e não será por infidelidade dela para com seu marido e de agora em diante para parir OMÓ ORISHÁS (Iyawós – filhos de santo) terão de estar presentes EWÉ IKOKO (Taioba), para tapar todo os ARAYÉS (inimigos), ELEGUEDÉ (Abóbora) para que SHANGÓ saiba e reconheça esse nascimento e deve-se levar o OMÓ ORI (futuro Iyawó) ao ILÉ IBÚ (o rio), para banhá-lo e que OXUN e IDEU reconheçam que está nascendo um novo OMÓ ORIXÁ (Iyawó) e para que lhe lavem todo o mal que teve antes de nascer. E que assim se faça desde então”.

É por isso que o OMÓ ORISHÁ (Iyawó) é levado ao rio para banhar-se e correr seu segredo no qual se verá envolto em EWÉ IKOKO. (Hoje em dia se coloca em um porrãozinho de barro). Põe-se um cacho de bananas verdes na casa onde se está fazendo o plante de OSHA (feitura de Orixás ) e IFÁ, para que SANGÔ reconheça esse nascimento.

O que é Adimu? Adi e Imú dois filhos de Yemanjá

Postado por: Alberto Ebomi at 22:26 0 Comentários
Conta a lenda o fundamento o que é Adimu (oferendas, comida) ser tão importante para todos Orixás, pois Yemanjá tinha dois filhos um chamado ADI e outro MU (pataki), houve um tempo em que OLÓFIN estava muito bravo por conta das coisas que aconteciam na Terra e retirou seu amparo e proteção aos seres humanos.

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As coisas começaram a ficar mal na Terra e todos os ORIXÁS trataram de conquistar a benevolência de OLÓFIN para com os homens, mas todos os sacrifícios e oferendas que faziam, nenhuma delas tinha a virtude de comover OLÓFIN.

YEMANJÁ tinha dois filhos: ADI e IMÚ (os seios de YEMANJÁ) que eram muito queridos por ela e representavam toda sua realização na vida, mas preocupada com o destino que a humanidade, por seu sentimento e instinto natural de MÃE DO MUNDO, ofereceu a OLÓFIN a cabeça de seus filhos em troca de que ele dê-se o perdão aos homens da Terra.

Assim YEMANJÁ ofereceu os seus dois filhos ADI e IMÚ para salvar a humanidade e que voltasse a ter a benevolência e bênção de OLÓFIN.

OLÓFIN comovido por tão profundo gesto maternal, perdoou aos homens da Terra e disse: ADI e IMÚ, és a maior oferenda, a mais bela, a mais desinteressada que já recebi. ADIMÚ será então o que de maior se possa oferecer para mim e para os demais ORIXÁS.

É, por isso que YEMANJÁ é a RAINHA MÃE DO MUNDO e DEUSA da HUMANIDADE UNIVERSAL.

E é, por isso também que qualquer oferenda aos ORIXÁS recebeu o nome de ADIMU.

Este orixá tem culto dentro da Santeria (Lukumi), Candomblé, Umbanda, IFÁ, É muito respeitada dentro de todas essas religiões.

Saudação: Omió Oni YEMANJÁ Ominaréu! Axé!

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