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Quem foi Cigana do Oriente? Pomba Gira

Posted by Alberto Ebomi at 09:33 0 Comments
Quem foi Cigana do Oriente? Ela Gosta de ser chamada de senhorita ( é adolescente, tem 15 anos); seus cabelos são claros; adora rosas amarelas; bebe água, champanhe ou sidra; trabalha com uma pedra de Pirita na mão esquerda; usa um lenço estampado com predominância da cor vermelha ( com três nós: 1 em cada ponta e o outro no centro) pendurado da nuca a testa com as pontas caídas sobre os ombros); costuma dar um nó ao lado direito da barra da saia; vem em pé e gosta de dar bastante gargalhadas.

Essa Pomba Gira Cigana do Oriente também vista como povo encantado, por não receber certas oferendas iguais aos outros Exús é companheira do Exu Tranca Rua das Almas; recebe oferendas no jardim de preferência durante o dia ( frutas); fuma cigarro ou cigarrilha ( mas o que ela gosta mesmo é de dar consulta… de bico seco ou molhado, com ou sem cigarro) Ela costuma ensinar aos consulentes que não se deve dizer “Obrigada (o)” a um Exu. Pois, cada um tem o que merece. Ela trabalha na linha Cigana (casas de culto cigano) e a Umbanda.

Pomba gira cigana do Oriente - umbanda - candomblé - religião - culto

E diz que sempre que alguém precisar ou pensar nela, deve acender uma vela branca junto com uma rosa amarela e colocar no cruzeiro das almas, de preferência em uma 2ª feira.
A origem exata do povo Cigano é desconhecida, e como o povo Cigano não tem uma linguagem escrita até hoje, fica difícil definir sua verdadeira origem. Tudo o que se falar, será baseado em conjecturas, suposições e relatos dos mais velhos da tribo.

A hipótese mais aceita é que o povo Cigano foi expulso por invasores árabes há quase 3 mil anos da região noroeste da Índia . A tez morena comum aos hindus e ciganos, as roupas coloridas, os princípios religiosos e a semelhança entre o sânscrito, um dos idiomas mais antigos do mundo, que era escrito e falado na Índia, com o idioma falado pelos ciganos, são fatos que reforçam esta hipótese.

Depois de vagar pelo Oriente, os ciganos invadiram o Ocidente e espalharam-se por todo o mundo. Essa invasão foi uma das únicas da história da humanidade que foi feita sem guerras. Foi uma invasão cultural e espiritual e ao contrário do que muitos pensam o povo Cigano é que foi perseguido, julgado e expulso ao longo da sua caminhada pacífica.

Não se sabe se esses eternos viajantes pertenciam a uma casta inferior dentro da hierarquia Indiana (os parias) ou de uma casta aristocrática e militar, (rajputs). Independentemente do status, a partir do êxodo pelo oriente, os ciganos se dedicaram a atividades itinerantes como: ferreiros, domadores criadores e vendedores de cavalo, saltimbancos, comerciantes de miudezas e o melhor de suas qualidades; a arte divinatória. Viajam sempre em grandes carroças coloridas e criaram normas poéticas para si mesmo.

Com valores muito diferentes dos nossos, os ciganos estão longe de querer o poder e não fazem questão de ascender na escala social. A família é à base da organização social, não havendo hierarquia rígida no interior do grupo. O comando é exercido pelo homem mais capaz e representa a tribo na Krisromani, uma espécie de tribunal cigano formado pelos membros mais respeitados de cada comunidade, com a finalidade de punir quem transgrede, a rígida ética cigana. A figura feminina tem sua importância. É comum haver lideranças femininas e nenhum cigano deixa de consultar avós, mães e tias para resolver problemas importantes por meio da leitura da sorte.

A sexualidade é um ponto importante entre os ciganos e, ao contrário do que se imagina, eles têm uma moral bastante conservadora. Eles se casam cedo, seguindo sempre acordos firmados entre as duas famílias. A virgindade é exigida, não recebem nenhum tipo de educação sexual e ter filhos é a principal função do sexo. Descobrir os seios em público é natural, mas nenhuma mulher pode mostrar as pernas, pois da cintura para baixo todas são impuras, daí a imposição das saias compridas e rodadas para as mulheres que também são proibidas de cortar os cabelos, e nunca sentam à mesa com os homens.

Como praticantes da magia e das artes divinatórias, são elas que cada vez mais assumem o controle econômico da família. A leitura da sorte é a principal renda para a maioria das tribos. O resultado é um pouco contraditório: o homem manda, mas é a mulher quem sustenta o grupo.
 
Uma das maneiras dos ciganos se manterem unidos, vivos e com suas tradições preservadas, é o idioma falado por eles, o romani ou rumanez, que é uma linguagem própria e exclusiva. Como é uma língua ágrafa, sem forma escrita, o romani é transmitido na forma oral de pai para filho. É expressamente proibido ensinar o romani para os não ciganos. Assim como o idioma, todos os demais ensinamentos e conhecimentos da cultura e tradição ciganas, dependem exclusivamente da transmissão oral. Os mais velhos ensinam aos mais jovens e às crianças os conhecimentos do passado, o pensamento e a maneira de viver herdado dos ancestrais.

O homem moderno ainda não aprendeu a viver e deixar viver. Diferente continua sendo o sinônimo de inimigo. A "alma cigana" perfuma o lugar por onde passa. O Povo Cigano é o guardião da LIBERDADE.

HISTÓRIA DA CIGANA DO ORIENTE


Minha história é muito antiga
Atravessa todos os oceanos
Nada muda no meu povo
Basta ter alma e sangue gitanos
Sou das matas e cachoeiras
Mas também navego pelos mares
Tenho brilho sagaz no olhar
Abuso das pulseiras e colares

Sou amante sedutora da música
A dança é minha grande paixão
Tenho o saber de um andarilho
A estrada é minha grande lição

É sempre bom ter nos cabelos
Uma flor para o amado oferecer
Entre passos  leves e rodopios
A sedução faz o desejo acontecer

Atravesso as curvas do caminho
Sempre com alegria e esperança
Busco sempre achar um novo amor
Com a alegria de uma criança

Reza de Oxum com video – Oriki Yoruba com tradução

Posted by Alberto Ebomi at 12:21 0 Comments
O oriki (reza) de Oxum (Osun) de Sikiru Salami em yoruba com tradução para português e vídeo para melhor aprendizado, com a Reza e saudação para o Orixá, esta invocação pode ser e deve utilizada nas obrigações de modo que chamem a energia do Orixá para qualquer finalidade dentro do Culto ligado à Oxum.

É claro que este artigo é para passar o conhecimento, mas deve ser utilizado na melhor forma por todos e em casos dúvidas pergunte nos comentários ou peça orientação aos seus zeladores(as) de Santo.  A reza é utilizada dentro do Candomblé Brasil, e não tenho conhecimento que seja possível em usar este para o culto da Umbanda.

Oriki de Oxum e tradução   texto Yoruba   Portugues - Osun - Orixá - Oshun - Candomblé - Umbanda

Mais sobre o Orixá Osum


- Oriki de Oxum Opará


- Orixá Oxum e seus fundamentos


- OXUM NA UMBANDA - PONTOS CANTADOS


TEXTO YORUBA DO ORIXÁ OXUN


Oxum mo pué ô ô"!
No pué o siku eni kankan,
mô pué o si nini omô.
Mo pué o sin nini alafia.
Mo pe o si oro.
ki awa má rijá omi o,
odoodun ni a nri arogbo.
Odoodun ni a nri omo obi lori ate o.
Odoodun ni ki won má ri wa ô!
Bi a xé xodun ré yii,
ki a tun xe eyi to ju bayi ló, ní amodun.
Oxum xo wá, ki ó máa si wahala larin awa omó ré,
Ki ilé má jo wa.
Ki onã má ná wa o.
Pese axé fun wa ô.
Eni nxé amodi ara.
Fun ní alafia ô.
Oko Obá ada obá ki o ma xá wá lesé ô.
Kí awa má ri Ogum idilé.

TRADUÇÃO DO ORIKI DE OXUM


Oxum eu te chamo!
Não te chamo por causa da morte.
Não te chamo por causa da doença de alguém.
Eu te chamo para que tenhamos dinheiro.
Te chamo para que tenhamos filhos.
Te chamo para que tenhamos saúde.
Para que não sejamos vitimados pela ira das águas.
Dizem que anualmente há orogbo novos na feira,
dizem que anualmente há obis novos na feira,
Que as pessoas nos vejam todo ano.
do mesmo modo que fizemos tua festa,
façamos outra, ainda maior, no próximo ano.
Oxum, nos proteja para que não haja problemas entre nós, teus filhos.
Para que sempre haja paz em nosso lar.
Que nossos objetivos não se voltem contra nós.
Dá-nos axé!
A quem estiver doente, dá saúde!
Que as leis do homem não sejam infringidas por nós.
Que não haja problemas em nossa família.

VÍDEO DO ORIKI (REZA) DE OXUM




Se você gostou do vídeo e do artigo deixe um comentários, compartilhe, pois assim você ajuda o site a crescer junto com  nossa linda religião espírita (candomblé ou Umbanda). Sorte axé a todos irmãos!

Quem é Pomba Gira Maria Mulambo das Almas?

Posted by Alberto Ebomi at 10:13 2 Comentarios

Quem  é Pomba Gira Maria Mulambo das Almas? A história começa no inicio do século XIX, pelos anos de 1818, época em que o Brasil caminhava para sua independência de Portugal e que, mesmo oficialmente elevado à “Categoria de Reino Unido”, mantinha no estilo de vida os costumes de colônia submissa, explorada, oprimida. Foi nesse tempo que nasceu em Alagoas, a filha dos Manhães, respeitada família de fazendeiros que viviam de criar gado na região próxima ao então vilarejo de Penedo. Também conhecida como Tata Mulambo trabalha na linha da Umbanda, mas também vira nas casas de Nação de Candomblé normalmente e Kimbanda.

MARIA MULAMBO DAS ALMAS

            Maria Rosa da Conceição – esse era seu nome (Maria Mulambo) – cresceu criada sob os arraigados moldes educacionais da ocasião. Quando moça feita o Brasil já se dizia independente: ela não era. Tinha nas mãos do pai o seu destino selado, como acontecia a tantos outros milhares de moças. Vigência comum eram os pactos de casamento, não entre os namorados, mas entre os que viam, nesse expediente, a forma de unir família, as consideradas poderosas e tradicionais, visando tão somente a interesses comerciais, territoriais e até políticos. Maria Rosa da Conceição não fugiria a esse destino quando, aos 19 anos de idade, foi prometida aos Cardins, na pessoa de Vicente, o filho.


pomba gira maria mulambo das almas - exu - umbanda - kimbanda
            
Comum também parecia “o outro lado” dessa história. Maria Rosa, claro, não amava Vicente. Era Luciano, capataz da fazenda dos Manhães, o dono de seu coração, um viúvo, sem filhos, com quase o dobro de idade da moça. Empregado dedicado, servi a família mesmo em dias difíceis como os das secas que assolavam periodicamente o Nordeste. Luciano era homem de caráter inquestionável, dote que certamente não seria considerado pelo coronel Manhães, caso o capataz propusesse, oficialmente, casar com a filha do fazendeiro. Mas Luciano e Maria Rosa, fora do tempo e do espaço, estava perdidamente apaixonados.

            Vivendo um romance clandestino, porém verdadeiro, viam aproximar – se o funesto dia do combinado casamento de Rosa com Vicente. O noivado de seis meses já se tinha expirado. A cada dia que passava menor eram as esperanças de solução. Em junho do ano de 1837, três meses antes da data marcada para a cerimônia nupcial, Maria Rosa e Luciano apelaram para única saída que lhes parecia possível – a fuga – e fugiram para as bandas de Pernambuco.

>> Diferença entre Exu - Pomba Gira e Quiumba <<


            Essa foi a saída possível, mas não, honrosa, não para as famílias ofendidas nem para os costumes do povo. O escândalo ganhou fazendas, roçados, estradas e os sertões, desbravados pelos dois irmãos de Maria Rosa na tentativa de reavê – la e castigar um empregado que para eles se mostrara, agora, indigno de confiança, alem de detestável sedutor. Também para os Cardins a humilhação era sem precedentes! Todos eles exigiam reparação da honra da família, ultrajada por um homem considerado sem linhagem e de origem duvidosa. Afinal, que riquezas ou poderes tinha ele? De que família provinha? Talvez fosse um mestiço ou sabe –se lá mais o quê! Como se atrevera a tanto? Merecia castigo à altura de sei desvario. Quando a Maria Rosa, julgavam os Cardins que ela não havia recebido dos pais a devida educação, tanto que agira de maneira tão afrontosa quanto imoral. Vai daí que as duas famílias cortaram relações, unido – se apenas no firme propósito de encontrar e punir Luciano.


            Durante três anos e seis meses, deu – se perseguição implacável e sem tréguas ao casal que, longe de fúria e do desejo de vingança dos seus e já com uma filha, encontrara nas terras do Coronel Aurino de Moura o seu recanto de felicidade – e onde, com a mesma dedicação, peculiar a seu caráter, Luciano também trabalhava como capataz.

            Numa tarde quente de dezembro de 1840, quando despreocupado tratava no curral da fazenda, de um animal ferido, um bando cercou o local. Eram dois líderes brancos, negros, escravos, farejadores e capangas de aluguel. Sem qualquer explicação, mataram o animal a tiros e Luciano a facadas. Maria Rosa que, em casa, cuidava da filha, foi levada desacordada de volta a cidade de Penedo.

Por que incorporar com Exu e Pomba Gira?


            Voltar para casa em tais circunstâncias significava, naturalmente, enfrentar (quem sabe?) o ódio, mas, com certeza, a humilhação. E: apenas para isso Maria Rosa fora trazida. Após cuspir – lhe no resto, o pai expulsou – a, orgulho ferido e ouvidos fechados aos apelos dos dois filhos e da esposa, mãe sofrendo a reconhecer que a filha merecia castigo, mas, não, a renegarão. Rogos Vãos.
            
Ver – se entregue à própria sorte não a assustava. Mas sua filha pequena não pedira nem merecia o abandono e o repúdio familiar. E assim Maria Rosa julgou que recorrer ao abrigo de parentes poderia amenizar o sofrimento da menina. Com ela voltou a Pernambuco e, na cidade de Olinda, apelou para seus tios que, nem por isso, a trataram como sobrinha. Pelo contrário, sua condição de dependente e desvalida fez de Maria Rosa uma serviçal da família, a suportar, pelo bem da filha, novas humilhações.

            Quem dera, porém, que tal martírio nisso apenas se resumisse!... Meses após ter chagado a Olinda, a vida de Maria Rosa tomaria novo curso ao ver seu filhinha morrer de varíola.
           
 E Maria Rosa fugiu outra vez. Agora, sozinha. Seu amor, sequer estima ou consolo. Perdera tudo o que de mais importante e valioso tivera, prova carnal e espiritual do único amor de sua vida. Partiu para o caminho que, também desta vez, lhe parecia a única e desesperada solução possível: a prostituição.

CONHEÇA HISTÓRIA DA

Pomba Gira Maria Padilha dos Sete Cruzeiros da Calunga


            Assim foi tocando seus dias de amargura no falso esplendor da noite boêmia. Sem demora, sua saúde foi sendo minada pela tuberculose e pelas doenças venéreas. Esquálida e tísica, mais uma vez passou a ser repudiava até pelas colegas da profissão chamada de “vida fácil”. Passou, então, a pedir esmolas pelas ruas. Nas suas andanças de extrema penúria, ficou dois anos em Recife, seguindo depois de cidade em cidade até chegar, de volta, à terra natal.
            
Quem peregrinava, então, pelas ruas de Penedo não era a bela jovem de outrora, mas uma mulher magra, precocemente envelhecida, abatida, marcada, dilacerada pelo sofrimento do corpo e da alma. Irreconhecível, foi logo “batizada” pelo escárnio popular como MARIA MOLAMBO. Encontram – na assim os dois irmãos, levaram – na para a fazenda distante algumas léguas da cidade e lhe deram a notícia da morte dos pais e da sua inclusão na herança dos Manhães, graças à intervenção da mãe, a ultima a falecer.
            
Maria Rosa recebeu dos irmãos, bem se diga, toda a assistência de que necessitava em razão da sua doença. Conseguiu, por isso, recuperar parte da saúde e dar início a uma nova vida, agora dedicada à comunidade, ajudando os carentes (que não eram poucos) abandonados e desabrigados, crianças, mulheres e ancião. Sua parte na herança ela destinou a esse trabalho anônimo e a um asilo já existente em Maceió, onde passou servindo todo o seu tempo de vigília.

Oferenda para Amor de Maria Padilha


            Foi no ano de 1857 que Maria Rosa da Conceição faleceu. Recebida no plano astral por muitos conhecidos e parentes, àqueles a quem havia beneficiado em sua vida terrena continuou a ser, agora carinhosamente, chamada de Maria Molambo.
            
No ano de 1900, conheceu outra mulher de grande prestígio, Maria Padilha, cujo propósito principal era a luta pela igualdade dos sexos, inspirando decisivamente as líderes feministas do plano físico. Por influência dela, aceitou convite para integrar um novo movimento religioso ainda em organização no plano astral – denominado Umbanda – Passando a liderar milhares de criaturas. Constituiu, assim, a falange de Maria Molambo, trazendo inúmeros benefícios a encarnados e desencarnados da terra brasileira.

Pomba Gira do Cabaré - Ponto Cantado com letra 

Quem é Exú Lúcifer e quem foi ele?

Posted by Alberto Ebomi at 10:33 2 Comentarios
Quem é Exú Lúcifer e quem foi ele? Conta que ele pertencia a corte astral, celestial, havia um anjo chamado Lúcifer, Anjo Belo, o primeiro dos querubins, com grandes poderes e conhecimentos.

Estranhos sentimentos, orgulho e vaidade, penetraram em seu coração, fazendo com eu conspirasse contra Deus, querendo o lugar do Altíssimo. Conseguiu o, o Anjo Belo arrebatar uma legião de anjos para o combate causando assim uma revolta celeste. Sendo derrotado, o Anjo Belo, e obtendo assim a ira de Deus foi expulso e foi obrigado a levar a sua legião consigo.

Exu lucifer - Satanas - Exú - Seu Belo, Satanás, Exu, Diabo, Capeta, o Cão, Demônio
Chamado de Satanás (adversário do Pai) e também de Exus (traidor do Povo) pelo Pai Criador.

Exú LÚCIFER O PRIMEIRO ANJO


Seu Belo, Satanás, Exu, Diabo, Capeta, o Cão, Demônio, são algumas formas de chamamento de seu Lúcifer o rei das Trevas, do mal, porém sua falange é organizada com muito rigor e dureza. Assim como na Santíssima Trindade, as três manifestações do Altíssimo são: Pai – Obatalá; Filho – Oxalá; Espírito

Santo – Ifá. Sua Alteza Lúcifer, também apresenta-se numa Trindade, na Umbanda vem comandando o reino dos Exus, sendo: Lúcifer, Béelzebuth; Aschtaroth. Também trabalha com a linha da Kimbanda

Lúcifer comandante supremo dá-se o direito de apresentar-se da maneira que desejar. Trajando capa preta com forro vermelho, possui dois chifres (cornos), é um autêntico cavalheiro, adora bebidas finas e bons charutos, apresentando-se sempre acompanhado de Pombo-Gira, possuindo dois auxiliares, Marabô (Put Satanakia) e Exú Mangueira (Agalieraps).

Béelzebuth apresenta-se com formas monstruosas de bode ou bezerro, possuindo dois auxiliares, Exú tranca-Ruas das Almas (Tarshimache) e Exú Tiriri (Fleruti).

Aschtaroth, Exu das sete Encruzilhadas, apresenta-se na forma de um homem normal muito bem vestido, dominando os caminhos que se cruzam, possuindo dois auxiliares, Veludo (Sagathana) e Exu dos Rios (Nesbiros).

Ponto de Exu Lucifer


“Exú que tem duas cabeças,
mas ele olha sua gira com fé;
uma é satanás do inferno;
e a outra é de Jesus Nazaré.”

Pomba Gira Maria Padilha do Cabaré: Ponto Cantado com letra

Posted by Alberto Ebomi at 22:13 0 Comments
Pontos cantado e tocado para Pomba Gira Maria Padilha do Cabaré com letra, áudio e vídeo para o melhor aprendizado, dando continuidade aos pontos cantados na Umbanda. Não deixe de se inscrever no canal do Alberto Ebomi para aprender a cantar para os Orixás com Letra Yoruba e Tradução para o Português para saber o que se canta e ainda pegar um pouco de noção da língua falada pelos Orixás na Africa (Nigéria).

POMBA GIRA  MARIA PADILHA DO CABARÉ

CONHEÇA MAIS SOBRE POMBA GIRAS

>> História da Pomba Gira Maria Padilha dos Sete Cruzeiros da Calunga

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A LETRA DO PONTO: MARIA PADILHA DO CABARÉ

Ponto cantado de Pomba Gira Maria Padilha do Cabaré
Foi uma grande confusão.
 
Encontraram a Pomba Gira incorporada no salão.
Foi uma grande confusão.

Encontraram a Pomba Gira incorporada no salão.
Que moça é essa? Quem ela é?

Ela é Maria Padilha. Rainha do Cabaré.
Que moça é essa? Quem ela é?

Ela é Maria Padilha. Rainha do Cabaré.
Foi uma gritaria. Foi um grande "bafafa".

Ela disse eu "Sou Rainha e aqui eu vou ficar.
Eu já fiz o meu trabalho. Já cumpri a minha missão.

Agora estou no Cabaré e daqui não saio não..
Foi uma grande confusão.

Encontraram a Pomba Gira incorporada no salão.
Foi uma grande confusão.

Encontraram a Pomba Gira incorporada no salão.
Que moça é essa? Quem ela é?
 
Ela é Maria Padilha. Rainha do Cabaré.
 
Que moça é essa? Quem ela é?
Ela é Maria Padilha. Rainha do Cabaré.
 
Foi uma gritaria. Foi um grande "bafafa".
Ela disse eu "Sou Rainha e aqui eu vou ficar.
 
Eu já fiz o meu trabalho. Já cumpri a minha missão.
Agora estou no Cabaré e daqui não saio não..
 
Foi uma grande confusão.
Encontraram a Pomba Gira incorporada no salão.

Vídeo (áudio) Padilha do Cabaré


Orixá Bara Exú e Orixá Oxalá: A conversa do destino

Posted by Alberto Ebomi at 13:28 0 Comments
Esse é um texto de um dialogo entre o Orixá Bara Exú e o Orixá Oxalá que eu considero como um ótimo aprendizado a você irmão e irmã espírita, que tras os ensinamentos e a sabedoria dos Orixás que você deve levar em seu caminhar (Destino).

"O céu e a terra fundiam-se no horizonte distante, parecendo uma coisa só, como se não houvesse separação entre o mundo espiritual e o material, a consciência individual e a cósmica.

Sentado sobre uma pedra em uma enorme montanha, de cabeça baixa e olhos apenas entreabertos, Bará observava o fenômeno da natureza e refletia sobre o seu interminável trabalho.

Orixá Bara Exú e a conversar com o Orixá Oxalá - Juntos no Candomblé - Umbanda e espiritualidade

Como é difícil a humanidade – pensou em certo momento – parece nunca estar satisfeita, está sempre querendo mais e, em sua essência egoísta desarmoniza tudo, tudo... Tudo que era para ser tão simples acaba tão complicado.

Com os olhos habituados a enxergar na escuridão e na distância, Bara Exu observou cada canto daqueles arredores. Viu pessoas destruindo a si mesmas através de vícios variados, viu maldades premeditadas e outras praticadas como se fossem atos da mais perfeita normalidade. Viu injustiças, principalmente contra os mais fracos e indefesos. Com seus ouvidos, também atentos a tudo, ouviu mentiras, palavras de maledicência, gritos de ódio e sussurros de traição.
Bará suspirou.

Serei eu o diabo da humanidade? – pensou ironicamente, ao lembrar o quanto era associado à figura do demônio. Passou horas observando coisas que estava habituado a ver todos os dias: mentiras, fraudes, corrupção, traições, inveja, e uma gama enorme de sentimentos negativos.

Foi quando estava imerso nesses pensamentos que Bará ouviu uma voz ao seu lado, dizendo naquele tom austero, porém complacente:

Alupô, Senhor Falante.   
               
Bará ergueu os olhos e vislumbrou a figura altiva de Oxalá.

Èpa Bàbá – respondeu Bará, fazendo um pequeno movimento com a cabeça, em sinal de respeito.
Noto que está pensativo, amigo Bará – falou Oxalá.

Bará respirou fundo, contemplou novamente o horizonte e respondeu:

Trabalhamos tanto... e incansavelmente, mas os homens parecem não valorizar nosso esforço.

Oxalá moveu os lábios para dizer algo, mas antes que isso acontecesse, Bará, como que prevendo o que seria dito, continuou:

Não falo em tom de reclamação, sou um trabalhador incansável e o amigo sabe disso. É com prazer que levo o que tem ser levado e retiro o que deve ser retirado. 

É com satisfação que abro ou fecho os caminhos, de acordo com a necessidade de cada um, é com resignação que acolho sobre minhas costas largas a culpa do mal que muitos espíritos encarnados e desencarnados fazem, não reclamo do meu trabalho. 

Sou Exú Elegbara, para mim não existe frio ou calor, cansaço ou preguiça, existe apenas a necessidade de cumprir a tarefa para qual fui designado.

Se mostra tão resignado e, no entanto, parece que deixa-se abater pelo desânimo – comentou Oxalá, apoiando-se em seu paxorô.

Bará soltou uma gargalhada, ao que Oxalá deu um leve sorriso, com um movimento quase imperceptível no canto direito dos lábios.

Não sou resignado nem tampouco estou desanimado – falou Bará Exú – estou pensativo sobre pouca inteligência dos homens. Veja só: como responsável pela aplicação da Lei Cármica observo muita coisa. 

Observo não apenas o sofrimento que alguns homens impõem a si mesmos, mas vejo também as incessantes oportunidades que o Universo dá a cada um dos seres que habitam a Terra. 

O aprendizado que tanto precisam lhes é dado por bem, mas quase nunca enxergam pelo amor, então lhes é dada a oportunidade de aprender pela dor, mas geralmente só lembram a lição enquanto a dor está a alfinetar sua carne. Com o alívio vem o esquecimento e todos os erros e vícios voltam a aflorar.

Oxalá fez menção de dizer algo, mas com o dedo em riste entre os lábios, novamente Bará o impediu de falar.

Ouça – disse Bará, colocando a mão em concha na orelha, como se ele e Oxalá precisassem disso para ouvir melhor. E ambos ouviram o som que vinha da Terra. O som da inveja, dos maus sentimentos, da maledicência, da promiscuidade, da ganância. Bará deu outra gargalhada e disse:
Percebe? Temos trabalho por muitos séculos ainda.

E isso não é bom? – perguntou Oxalá, que dessa vez não deixou Eshu responder e continuou:
Pobres homens, ignorantes da própria grandeza espiritual e da simplicidade do Universo. Se não desconhecessem tanto o funcionamento das coisas, seriam mais felizes.

Não estão preocupados em discernir o bem do mal – resmungou Bará.

E você está, Senhor Falante? – tornou Orixá Oxalá.

Mais uma vez Bará gargalhou.

Para mim não existe o bem ou o mal. Existe o justo, bem sabe disso.

Então por que tenta exigir esse discernimento dos pobres homens?

Eu conheço os caminhos – respondeu Bará um tanto irritado – para mim não existem obstáculos, todos os caminhos se abrem em encruzilhadas. Para mim as portas nunca se fecham e as correntes nunca prendem. Conheço o sutil mistério que separa aquilo que chamam de bem daquilo que chamam de mal. Não sou maniqueísta, não sou benevolente, pois não dou a quem não merece, mas também não sou cruel, pois sempre ajo dentro da Lei. Os homens, coitados, acreditam na visão simplista do bem e do mal, como se todo o Universo, em sua “complexa simplicidade” se resumisse apenas entre o bem e o mal.

Pobres homens – repetiu Oxalá.

Pobres homens – concordou Bará Exu – mesmo olhando o Universo de uma forma tão simplista, dividido apenas entre bem e mal, acabam sempre demonizando tudo, achando que o mal é o melhor caminho para conseguir o que desejam ou então acreditam que são eternas vítimas do mal. E o que é pior, quase sempre eu é que sou o culpado.

Mas é você o responsável pelo mal? – perguntou Oxalá, admirando o horizonte.

Sou justo, apenas isso – respondeu Bará.

Não seria a justiça uma prerrogativa do Orixá Xangô? – tornou o maior dos orixás.

Bará olhou fundo nos olhos de Oxalá e respondeu:

Estou a serviço do Universo, de cada uma das forças que o compõe, inclusive do Senhor da Justiça.
Isso significa que trabalha em harmonia com o Universo, caro Bará?

Imaginei que soubesse disso – respondeu Bará, irônico como sempre.

Acho que sempre soube. Quando observo o horizonte e vejo o céu fundindo-se à Terra, percebo o quanto o material pode estar ligado ao espiritual. Mas também lembro que o sol vai raiar e acredito que apesar de todas as dificuldades que os próprios homens criam, é possível acender a chama da fé em seus corações. Percebo o quanto eles são falhos, mas percebo também o quanto são frágeis e precisam de nós – e nesse momento pousou a mão sobre o ombro de Bará – sejam dos que trabalham na luz ou na escuridão, pois tudo faz parte do Uno e se inter-relacionam. O mesmo homem que hoje está nas profundezas mais abissais, amanhã pode ser o mensageiro da luz.

Bará olhou para os olhos de Oxalá, como se não estivesse concordando, mas dessa vez foi Oxalá quem não deixou que o outro falasse, prosseguindo com sua narrativa:

Se não fossem os valorosos guardiões que trabalham nas regiões trevosas, dificilmente os que ali sofrem um dia alcançariam o benefício da luz. Se houvesse apenas a luz, não haveria o aprendizado, que tem como ponto de partida o desconhecimento, as trevas. O Universo tão simples é ao mesmo tempo tão inteligente, que mesmo nós, que observamos os homens a uma distância grande, às vezes nos surpreendemos com sua magnitude. Os homens são frutos que precisam amadurecer e você, amigo Exu, é a estufa que os aquece até o ponto certo da maturação e eu sou a mão que os colhe como frutos amadurecidos.

Quem diria que trabalhamos em harmonia? – disse Bará em meio a um sorriso – acreditam que vivemos a digladiar quando na verdade trabalhamos em busca de um mesmo objetivo: o aprimoramento da raça humana.

Babá Oxalá só não soltou uma gargalhada porque não era esse seu hábito (e sim o de Bará), mas disse sem conseguir esconder o contentamento:

Então, companheiro Bará, não temos porque lamentar. A ignorância em que vivem os homens é sinal de que ainda temos trabalho a realizar. A pouca sabedoria que possuem significa que ainda estão muito próximos ao ponto de partida e cabe a nós, não importa se chamados de “direita” ou “esquerda”, auxiliá-los em sua caminhada, que é muito longa ainda. Apenas contemplar as mazelas dos corações humanos não irá auxiliá-los em nada. Sou a luz que guia os olhos da humanidade e você é o movimento que não a deixa estática. Se pararmos por um segundo sequer, atrasaremos em séculos e séculos o progresso da raça humana, que tanto depende de nós.

Nesse momento o sol começou a raiar timidamente no horizonte, separando o céu e a Terra. Bará levantou-se da sua pedra e se pôs a caminhar montanha abaixo.

Aonde vai, Senhor Falante? – perguntou Oxalá, como se não soubesse.

Vou trabalhar, Senhor dos Orixás – respondeu Bará gargalhando novamente – Esqueceu que sou um trabalhador incansável e que trabalho em harmonia com o Universo, mesmo que ele me imponha a luz do sol?

Oxalá não respondeu, mas esboçou um sorriso tímido. Assim trabalhava o Universo: sempre em harmonia. Os homens, mesmo ainda presos a tantos conceitos primários, trilhavam os primeiros passos em direção ao progresso, pois não estavam órfãos de seus orixás e protetores."
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Criado para divulgar a religião do Candomblé e a Umbanda, falando sobre Orixás, Entidades, Caboclos, Ifá, Cultura Afro-brasileira, para que os seguidores de nossa tão linda religião cada vez mais se enrriqueça de sabedoria e cultura. Axé para Todos!!! Licença Creative Commons
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