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Lenda que Oxóssi quebra o tabu e é paralisado com seu Ofá

Posted by Alberto Ebomi at 16:38 0 Comments
Conta a Lenda (pataki) que o Orixá Oxóssi quebra o tabu e é paralisado com seu (Ofá) arco e flecha, Oxóssi caçava todo dia, todo dia ia à mata (igbo / floresta) em busca de caça. mas tinha dia em que tudo era proibido, inclusive caçar.

Por esse tabu (ewó) as mulheres não vendiam no mercado, os homens não cultivavam os campos, os pescadores não pescavam, os guerreiros não guerreavam, os adivinhos não adivinhavam, Os ogãs sacrificadores não matavam as oferendas, os caçadores não caçavam.

Oxossi - Oshosi - Osoosi - Odé - inrile - inle - ketu - candomblé - Umbanda - akueran - efon - jeje - ifá - lenda tabu ewó

Era o grande dia das proibições (o dia do ewó/ não pode) ou era dia de euó. (leia aqui lenda de Oxossi é raptado por Ossain)

Oxóssi (Odé / caçador)  ia à mata todo dia para a caçar, Mas tinha um dia em que tudo era tabu. Oxóssi naquele dia não podia ir caçar.
Mas Oxóssi só pensava em si e contrariou as determinações de Olodumare.

Penetrou na floresta e pôs-se a lançar flechas indiscriminadamente e de repente, surgiu, diante dele uma fera, uma visão bestial, que Oshosi desejou ardentemente abater e antes que Oxóssi lançasse sua flecha, a besta transformou-se em Odudua (Oduduwa).

Osoosi  entendeu o sentido dos tabus daquele dia e o  caçador aterrorizado gritou petrificado, o arco esticado como se fosse atirar.

Ali ficou Oxóssi, o arco retesado, o gesto de ataque parado no ar, Ali ficou para sempre seu OFÁ, seu arco e flecha.

O ofá do caçador, o ofá do orixá.

Mais artigos sobre Orixá Oxossi (Odé)





 

Canticos de ketu para Oxossi – Exú e Ogum




O QUE É SACUDIMENTO? Ebó ou Limpeza?

Posted by Alberto Ebomi at 17:43 0 Comments
Sacudimento, o que é? Ebó tem a ver com o “sacudimento” Ebó ou limpeza? O que realmente é o termo “sacudimento”? “Sacudimento” é um termo da língua portuguesa que quer dizer ritual e sendo feito pela grande maioria dos terreiros, e que faz parte da vida do Orixá.

Se nós o analisarmos melhor veremos que “sacudimento” quer dizer “ebo”, pois se trata de um ritual realmente muito semelhante ao “ebó” praticado.

ebó - sacudimento - limpeza - descarrego - candomblé - umbanda

*Uma profunda e eficaz limpeza espiritual - **muito semelhante a um ebó completo* É um descarrego muito forte e ao mesmo tempo uma reorganização energética. Pode ser feito em pessoas ou ambientes. Costumam conter muitos elementos como ervas, frutas, verduras, flores,
velas, água de mar, rio, chuva ou cachoeira, sementes, comidas dos orixás ebós diversos, axés de procedência animal, etc. É feito pelo Babalorixá ou Yialorixá, após uma consulta ao oráculo de Ifá para saber se há problemas de Odús e quais as energias de Orixás
necessitam ser trabalhadas na pessoa em questão.

Pode ser feito no Ilé (terreiro, casa de santo) ou em ambientes da natureza, principalmente matas com cachoeiras.

Quase sempre é feito em pessoas que estão por demais carregadas e desenergizados, sofrendo com doenças físicas e psíquicas. Antes, durante e após o "sacudimento" alguns preceitos devem ser rigorosamente cumpridos.

Exige uma grande mobilização por parte do Babalorixá de Candomblé  (Yialorixá) e de seus filhos de santo mais preparados. Normalmente é cobrado pelo feito e pelos materiais usados. O que é muito justo, pois demanda tempo, dedicação e gastos financeiros e energéticos.
Os elementos são passados no corpo da pessoa para que haja uma transferência das energias carregadas do corpo e aura da pessoa para esses elementos.

Outros têm a função de após o descarrego, energizar e reorganizar os padrões vibratórios energéticos da pessoa.

As pessoas que são beneficiados por esse trabalho, quando feito por quem sabe e de modo correto, melhoram significativamente em todos os sentidos: libertação de energias de Eguns, feitiços, maldições, pragas, inveja, etc. Mas faça com um Babalorixá ou uma Yialorixá de fato candomblecistas e
não aventureiros que não têm conhecimento, moral e competência e apenas querem tomar o seu dinheiro.

ELEMENTOS MAIS USADOS NOS SACUDIMENTOS


milho amarelo e branco /pipoca/ amido de milho
farinhas diversas em forma de massas e bolinhos
arroz
feijão
canjica
pães
ovos cozidos e crus (galinha, pata, codorna)
aves
peixes
carnes
vísceras - O sacudimento com bifes, fígado e outras vísceras têm como objetivo principal atrair para esses elementos os miasmas, elementares (normalmente vampiros por natureza) e outras formas de "vida astral" que estejam buscando na aura de alguém os princípios que encontrarão mais facilmente nesses elementos que lhes são ofertados e pois que a ele se agregam. Neste caso, quanto mais "frescos", melhor funcionarão].
Sal grosso
carvão vegetal
enxofre
argila - lama - lodo pantanoso
areia de diversas procedências (mar, rio)
terra
água de diversas procedências (mar, rio, cachoeira)
batata
cará
alho
cebola
alface
Comidas dos Santos, principalmente as Iansã, Omolú, Nanã e Exú. ____________

A palavra “ebo” tem a interpretação muito ampla dentro do culto tradicional. No afro-brasileiro “ebo” é aquele em que Exu (Eshu) é ofertado e demais acessórios são oferecidos a este ritual, em que a pessoa está envolvida. No tradicional “ebo” é utilizado nas práticas dos sacerdotes do Orixá, e também de Ifá.
Ele envolve além dos sacrifícios a Exu, outros rituais relativos as outras divindades em questão, que participam das narrativas dos “Ésè Ifá” narrados, quando da apresentação do “Odu” ao consulente.

Mas todo este aspecto está envolvido somente num só “ebo”, que como explicamos se trata do culto tradicional. Por isso “sacudimento” também pode ser chamado de “ebo”, porque também é um ritual semelhante a este último. Para os iorubás o termo de “sacudimento” é desconhecido dentro do seu
culto, e o mesmo nós poderemos ver em outros rituais, os quais são aplicados através de outras formas.

Ebó” quer dizer que na língua portuguesa: que vós cultuais, afirmando assim a prática do culto a ser realizado enfatizando a necessidade do ritual.

PATAKI - Por que se leva o Yawo ao Rio na iniciação: OS IBEJIS

Posted by Alberto Ebomi at 19:42 0 Comments
Essa lenda (pataki) conta por que se leva o yawo ao rio nas iniciações de santo (Candomblé, Santeria, etc.), a etimologicamente a palavra de origem Yorubá IBEJIS provém dos vocábulos “IB”, que traduzido significa nascer e “EJIS”, que significa duplo, seu significado seria “Duplo Nascimento” em alusão aos gêmeos que foram concebidos por Oxum e Xangô no Odú do corpus de Ifá “OSHÉ BARA”.

Conta-se em um dos Iton (lendas – Patakis) desse Odú, no caminho de “Por que se leva o Omo Orishá ao Rio” que Oxum e Xangô viviam juntos. Xangô teve que ir à guerra e OSHÚN ficou sozinha, mas além disso estava grávida e com o tempo teve dois filhos homens gêmeos, aos que deu o nome de TAIWÓ ao primeiro (TO-AYÉ-WÓ) “o que vem provar a vida” e o segundo que nasceu é chamado de KAINDÉ (KO-EIN-DE) “aquele que vem atrás do outro” e é o maior dos dois. O povo Yorubá disse que KAINDÉ sempre envia a TAIWÓ na frente para descobrir se a vida vale à pena.

FUNDAMENTO DE YAWO NA CACHOEIRA NA INICIAÇÃO - CANDOMBLÉ - UMBANDA - IFÁ - SANTERIA

OSHÚN foi severamente criticada pelas pessoas daquelas terras, porque diziam que ela tinha sido infiel a SHANGÓ, que um filho seria dele, mas o outro quem sabe de quem, já que nesse povo jamais se havia visto um parto de IBEJIS ou GÊMEOS.

Osun (Oxum) desesperada levou seus filhos a um MALANGAL (Matas de Taioba) e os deixou escondido embaixo das folhas de EWÉ IKOKO (Taioba) e se foi até onde estava ORUNMILÁ e não levou seus filhos por medo de que ORUNMILÁ também a criticasse. ORUNMILÁ realizou uma consulta com IFÁ (Osode) e sacou o Odú OSHÉ BARA, onde disse que tinha a língua e a calúnia em cima dela e com isso fez algumas obras em IFÁ e a mandou para o ILÉ DE OLÓFIN, onde este a recebeu e a recriminou dizendo: “pariste dois filhos e os deixastes escondidos embaixo das matas de EWÉ IKOKO (Taioba) por medo de ORUNMILÁ, e Ele e Eu te recriminaremos” e sentenciou:

“Seguirás parindo, terás outro filho ao qual chamarás “ILDEU” (IDEU) e para que possas parí-lo, terás que ir com um KUEKUEYE (pato) ao rio, com ele é que tu farás Ebó e o dará em sacrifício na beira do rio e nesse mesmo lugar o enterrará e  chamarás assim:

“Ideu onido edún omo edún omo obayi edún yobi edún agbogbo”



“PATAKI - Por que se leva o Yawo ao Rio na iniciação”


E seguiu dizendo: “os filhos que pariste, TAIWÓ e KAINDÉ, não os busques mais, porque estão agora no poder de OYÁ ao qual os pegou e levou, mas quando fizer a obra que te ensinei, terás outro filho”. OSHÚN fez o indicado por OLÓFIN e pariu seu terceiro filho.

OLÓFIN chamou SHANGÓ e a todos os habitantes daquelas terras e lhes disse: “Agora todos aprenderam, inclusive tu SHANGÓ que te deixaste levar por comentários e fofocas de todas essas más línguas do povo. Devem saber que toda mulher está na faculdade de parir GÊMEOS ou IBEJIS, TRIGÊMEOS e até mais filhos em um mesmo parto e não será por infidelidade dela para com seu marido e de agora em diante para parir OMÓ ORISHÁS (Iyawós – filhos de santo) terão de estar presentes EWÉ IKOKO (Taioba), para tapar todo os ARAYÉS (inimigos), ELEGUEDÉ (Abóbora) para que SHANGÓ saiba e reconheça esse nascimento e deve-se levar o OMÓ ORI (futuro Iyawó) ao ILÉ IBÚ (o rio), para banhá-lo e que OXUN e IDEU reconheçam que está nascendo um novo OMÓ ORIXÁ (Iyawó) e para que lhe lavem todo o mal que teve antes de nascer. E que assim se faça desde então”.

É por isso que o OMÓ ORISHÁ (Iyawó) é levado ao rio para banhar-se e correr seu segredo no qual se verá envolto em EWÉ IKOKO. (Hoje em dia se coloca em um porrãozinho de barro). Põe-se um cacho de bananas verdes na casa onde se está fazendo o plante de OSHA (feitura de Orixás ) e IFÁ, para que SANGÔ reconheça esse nascimento.

O que é Adimu? Adi e Imú dois filhos de Yemanjá

Posted by Alberto Ebomi at 22:26 0 Comments
Conta a lenda o fundamento o que é Adimu (oferendas, comida) ser tão importante para todos Orixás, pois Yemanjá tinha dois filhos um chamado ADI e outro MU (pataki), houve um tempo em que OLÓFIN estava muito bravo por conta das coisas que aconteciam na Terra e retirou seu amparo e proteção aos seres humanos.

YEMANJÁ-iemanja - Iyemanjá - candomble - umbanda - ifá - santeria - lukumi - orishas - orisa - orixás - nigéria

As coisas começaram a ficar mal na Terra e todos os ORIXÁS trataram de conquistar a benevolência de OLÓFIN para com os homens, mas todos os sacrifícios e oferendas que faziam, nenhuma delas tinha a virtude de comover OLÓFIN.

YEMANJÁ tinha dois filhos: ADI e IMÚ (os seios de YEMANJÁ) que eram muito queridos por ela e representavam toda sua realização na vida, mas preocupada com o destino que a humanidade, por seu sentimento e instinto natural de MÃE DO MUNDO, ofereceu a OLÓFIN a cabeça de seus filhos em troca de que ele dê-se o perdão aos homens da Terra.

Assim YEMANJÁ ofereceu os seus dois filhos ADI e IMÚ para salvar a humanidade e que voltasse a ter a benevolência e bênção de OLÓFIN.

OLÓFIN comovido por tão profundo gesto maternal, perdoou aos homens da Terra e disse: ADI e IMÚ, és a maior oferenda, a mais bela, a mais desinteressada que já recebi. ADIMÚ será então o que de maior se possa oferecer para mim e para os demais ORIXÁS.

É, por isso que YEMANJÁ é a RAINHA MÃE DO MUNDO e DEUSA da HUMANIDADE UNIVERSAL.

E é, por isso também que qualquer oferenda aos ORIXÁS recebeu o nome de ADIMU.

Este orixá tem culto dentro da Santeria (Lukumi), Candomblé, Umbanda, IFÁ, É muito respeitada dentro de todas essas religiões.

Saudação: Omió Oni YEMANJÁ Ominaréu! Axé!

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Comida para Yemanjá - ADIMU

A importância do ovo eyin no culto ao Orixá

Posted by Alberto Ebomi at 21:44 0 Comments
O por que se usa OVO e sua importância e utilidade dentro da nossa Liturgia, Preceitos e Fundamentos dentro do culto ao Orixá, Ifá, Santeria (Lukumi), Candomblé entre outras religiões. O ovo é o principal e maior símbolo da fertilidade, utilizado amplamente nos rituais de INICIAÇÃO, EBORÍ, EBO para reativar a energia positiva como também retirar as energias negativas. Existem vários ITAN (Pataki)dos Tratados de IFÁ relatando a grande importância do EYIN.  Um deles conta que OLÓDÙMARÈ estava para dar origem ao universo, tinha num pote de barro “4 ovos”.

Significado dos Ovo dentro da religião de Ifá - candomblé - Umbanda - limpezas - orixás - santeria - Odu - Odun - olofin

 

O OVO (EYIN) E SUA IMPORTÂNCIA DENTRO DO CULTO AOS ÒRÌXÀ



Com o ovo, deu origem a ÒÒSÀÀLÁ, ÒRÌSÀNLÁ ou OBÀTÁLÁ, surgindo na explosão da luz, sem forma, assim ÒÒSÀÀLÁ (Oxalá) surgiu no mundo.

Com o ovo, deu origem a ÒGÚN, a forma.

Com o , deu origem a OBALÚWÀIYÉ (Obaluaiê), a estrutura.

O ovo acidentalmente cai de suas mãos, estourando-se no chão e revelando sua riqueza.
Originou-se assim, a primeira Mãe ancestral chamada ÌYÁMI-ÒSÒRÓNGÁ, expondo o segredo de sua riqueza para o grande PAI, ou seja, mostrando seu poder de fertilidade sobrenatural, exposto a olho nu, diante do Deus Supremo, nascendo assim a fonte mantenedora da vida.

O Ovo possui três diferentes cores, associado às cores principais e primordiais do universo:
– o ovo de casca azul, representando a cor preta DÚDÚ relacionada com a escuridão (a falta de luz nas profundezas da terra e dos mares).

– O ovo de casca branca, relacionada a explosão da luz.

– O ovo de casca vermelha, relacionada ao ÀSE = fogo mantenedor da fertilidade totalmente relacionado ao poder astral.
Seu conteúdo possui diversas características e a maioria das vezes, é branco, frágil e oval; dele nasce um novo ser associado à idéia de que o universo surgiu primordialmente dele próprio, na forma de um protótipo do mundo, como um filho de asas negras = ÌYÁMI-ÒSÒRÓNGÁ, que foi cortejada pelo FUN FUN (branco) = ÒÒSÀÀLÁ, ÒRÌSÀNLÁ ou OBÀTÁLÁ.

O ovo é uma célula reprodutora feminina dos animais, chamada macro-gameta ou seja, rudimento de um novo ser organizado e primeiro produto do encontro dos dois sexos, pelos quais desenvolve a possibilidade de existência do feto.
Origem e princípio, uma imagem viva do grande mundo (O Universo), em oposição ao microcosmo (o homem).

O Ovo é resultante da composição e fecundação de óvulos, possuindo 4 partes:


A 1ª parte é a casca, que representa o útero (invólucro mítico).
A 2ª parte é a membrana interna, que representa a bolsa, placenta uterina (parede defensora).
A 3ª parte é a clara, matéria viscosa e esbranquiçada, do grupo das proteínas que representa o útero.
A 4ª parte é a gema amarela, parte intima central e globular, suscetível de reproduzir, a qual representa o feto, um novo ser esta sendo gerado, preparado para nascer e atuar no que for necessário.
O mito do ovo está presente em todas as culturas antigas, entre elas a Africana, Fenícia, Chinesa, Eslava, Polinésia, Hindu, Hebraica e demais.

A força germinal contida no ovo, esta associada à energia vital com grande desenvolvimento através de ÈSÙ, motivo pelo qual, tanto o ovo, quanto ÈSÙ desempenham uma função importantíssima no CULTO aos ORIXÁ, principalmente no culto de ÌYÁMI-ÒSÒRÓNGÁ, ÒXUN, YEWÀ, OYA, OBALÚWÀIYÉ.

Confirmando uma total conexão com a fertilidade, magias para o amor, purificando e quebrando forças maléficas.

A gema, sangue germinal unida à clara vamos ter nutrientes e hidratação, transformados num único ser vivo individual no interior do ovo; plagiando o mesmo processo no interior do útero, que indiscutivelmente é o mesmo processo que acontece nos nossos rituais, a mesma idéia de união do casal universal OBÀTÁLÁ e YEMOWO.

Mas no contexto do ovo acontece mais rapidamente, não existindo nenhum tipo de vínculo biológico entre a mãe e o filho, ou seja, não existe cordão umbilical.
Isto explica o poder contido no ovo por si só, o qual foi um elemento criado diretamente pelo todo poderoso OLÓDÙMARÈ, que colocou primeiramente o Ovo no mundo, logo depois surgindo dele a vida, ou seja, a ave.

Por isso, o ovo é um elemento originado diretamente pelo Criador, o símbolo mais importante que representa o poder de ÌYÁMI-ÒSÒRÓNGÁ, Mãe Ancestral, que necessita intrinsecamente do poder masculino de ÒÒSÀÀLÁ, ÒRÌSÀNLÁ ou OBÀTÁLÁ, o qual faz do ovo um elemento de muito ÀSE (poder realizador).

O ovo é utilizado amplamente em vários rituais dos nossos preceitos, que depois de encantados com os OFÒ, ORÍKÌ ou GBÀDÚRÁ; tem a finalidade de neutralizar o mal, as energias negativas e purificar o ORÍ dos OMO ORIXÁ KON.

Sendo um elemento de manipulação, atua como agente de purificação nos EBO entes da INICIAÇÃO dos OMO ÒRÌSÀ KON; melhora assim o ORÍ que ira receber as oferendas do EBORÍ; para que o nosso ÒRÌSÀ ORÍ que é a central de ligação entre o nosso corpo com o nosso ÒRÌSÀ ÈLÉÈDÁ esteja em perfeita harmonia; é o caminho para podermos superar os obstáculos em nossa vida, para que esta possa estar em harmonia e energeticamente positiva.
O ovo também é utilizado com a finalidade de se obter fertilidade, atrair dinheiro, produtividade nos negócios e serenidade em certas situações.

O ovo cozido é utilizado inteiro sobre os EBO ( oferendas) para os Orixá.
Quando cozido e esfarinhado e misturado ao EKURU também esfarinhado, é espalhado sobre o solo da casa dos ÒRÌSÀ, tendo a finalidade de agradar as ÁJÈ ( feiticeiras astrais), neutralizando as energias negativas, quando é invocado neste ritual.

As ÁJÈ, sob o domínio de ÌYÁMI-ÒSÒRÓNGÁ, ÈSÚ e OBALÚWÀIYÉ, propiciarão abundancia e prosperidade para a Casa Templo.

O ovo cru quando utilizado inteiro em oferendas, tem a função de tranquilizar e acalmar.
Por isso é comum vermos muitos ovos crus colocados nos pés de certos OJÙBÓ (assentamentos dos ÒRÌSÀ).

A finalidade será de atrair abundância e proteção, fazendo com que todos os ÒRÌSÀS compreendam perfeitamente que o EBO é uma suplica, e, dependendo da força energética e essência de cada ORISHA, esta não só atuará no tocante a fertilidade mais também proporcionara dinheiro, sorte, saúde e desenvolvimento na vida.

Já quando quebrados diretamente na cabeça, têm a função poderosa de purificar e livrar até 80% de qualquer tipo de feitiço ou qualquer outro tipo de negatividade que esteja sobre o Orí de uma pessoa.
Quando em um EBÓ, ovos crus são atirados no chão ou quebrados em cima do corpo de uma pessoa, que vulgarmente este ato é chamado de descarrego; terá a finalidade fazer uma modificação nos caminhos desta, tirando as dificuldades da vida da pessoa ou qualquer força energética negativa.
Ao ser quebrado, ele revela sua riqueza e seu poder; pois no exato momento que é quebrado, o ovo não terá mais a possibilidade de germinar, ou seja, nascer algo dele, em uma substituição ou troca, que acabará com o problema que aflige a pessoa, possibilitando o fim uma situação negativa.
Por este motivo é que o ovo cru deve ser quebrado, principalmente no ORÍ dos OMO ÒRÌSÀ KON, em uma preparação do ORÍ, que logo depois irá receber os outros elementos que fazem parte para a veiculação e transmissão do poder do Àse.

Começando primeiramente pelo ÈJÈ DÚDÚ o ÀGBO, em seguida o ÈJÈ PUPA das aves ou quadrúpedes, e, finalmente o ÈJÈ FUNFUN do ÌGBÍN, colocado por cima de tudo; purificando e possibilitando a existência e a veiculação e transmissão do ÀSE (AXÉ).

Com a união dos três sangues primordiais, após ter sido purificada com o ovo cru, possibilita assim a pessoa a obter sorte, dinheiro, felicidade, prosperidade, saúde, tranquilidade e paz.
Quando um ovo é quebrado em qualquer ritual, o nome das ÌYÁMI-ÒSÒRÓNGÁ é respeitosamente citado e reverenciado, porque, qualquer que seja o ovo, este lhe pertencerá, como relata vários ITAN dos Tratados de IFÁ – Corpo Literário de IFÁ.

Quebrar um ovo na rua atirando ao chão pela manhã, por três ou sete dias consecutivos, chamando por ELÉGÁRA e ÌYÁMI-ÒSÒRÓNGÁ, e espargindo dendê por cima do ovo, é um simples e poderoso ritual do Culto a ÌYÁMI-ÒSÒRÓNGÁ; com a finalidade de afastar qualquer tipo de dificuldade ou prejuízo, acalmando qualquer energia desfavorável no caminho de uma pessoa.

O OVO DE PATA- (PÉPÉYE)
O “Ovo de pata” é o símbolo da vida e umas das proibições de Ikú.
A utilização do ovo de pata cru é essencial em certos rituais, tendo como finalidade quebrar as forças da morte, das doenças e das perdas.
Quando cozido e esfarinhado, é utilizado como agente purificador, quando é passado pelo corpo de uma pessoa em EBO de EGÚNGÚN ou ONÍLÈ.
Com casca e seco ao sol, transformado em pó, é utilizado no IGBÁ-Orí e assentamentos de ÒRÌSÀ que tenham relação com Ikú.

Ovo de pata cru:” enfraquece a força da morte, doenças graves e perdas.
Assim, o ovo de pata pode ser utilizado nos EBO IKÚ, tirando qualquer tipo de morte, seja material, espiritual, financeira ou sentimental.

OVO DE GALINHA – ABO ADIE
Ovo de galinha cru: purifica e tranquiliza.
Ovo de galinha cozido: tira doenças.
Ovo de galinha esfarinhado: neutraliza negatividade do ambiente, atrai prosperidade e abundância.

OVO DE CODORNA
Ovo de codorna: Neutraliza feitiços.

OVO DE GALINHA D’ ANGOLA- ETÙ
Ovo de D’ Angola: traz dinheiro, sorte, prosperidade, riqueza e sucesso nos negócios.

OVO DE POMBA-EYELÉ
Ovo de pomba: traz tranquilidade e fertilidade.

O que é a Regra de Osha Lukumi?

Posted by Alberto Ebomi at 19:07 2 Comentarios
A espiritualidade da REGRA DE OSHA LUKUMI é hoje conservada em muitos países do mundo e de uma forma bem especial na VENEZUELA, CUBA, MÉXICO, COLÔMBIA e toda a AMÉRICA LATINA. Nela há a maior preservação, devoção e respeito aos antepassados e ORISHÁS (Orixás).

As rezas se materializam unicamente mediante ao emprego do uso dos ADIMÚS (comidas e oferendas), EBÓS (sacrifícios), cantos e danças. IWÓROS (sacerdotes) tem o sagrado dever de proclamar, proteger, preservar e reafirmar sua fé ante o mundo.

Orixas - orishas - osha - candomblé - orisa - lukumi - umbanda - religiao - yoruba - ifa - orunmila

Quando falamos do Culto “OSHA IFÁ YORUBÁ” (Orixás Ifá Yoruba) com suas origens nigerianas ancestrais tradicionais, identificamos em CUBA a religião “REGRA DE OSHA LUKUMI”, hoje existente em todo mundo.

Há outras culturas pelo mundo que se originaram também da ÁFRICA como os ARARÁS em CUBA, SANGÓ em TRINIDAD TOBAGO, VOODUN no HAITÍ e o CANDOMBLÉ no BRASIL, porém com tradições diferentes.

A denominação REGRA DE OSHA LUKUMI é de origem afro-cubana. O Culto tem suas raízes nos YORUBÁS da ÁFRICA OCIDENTAL, mas sua antiguidade se remota às primeiras dinastias egípcias que se radicaram na NIGÉRIA através da comunicação entre o rio Nilo com o rio Niger.
Estudar esta RELIGIÃO e o CULTO da etnia LUKUMI (YORUBÁ) é ter novos e esclarecedores elementos para compreender de uma maneira mais profunda e real um complexo mitológico, inicialmente animista por sua crença que afirma que todo ser natural está vivificado por um espírito.

Também é um RELIGIÃO monoteísta porque reconhece um só DEUS, criador de tudo o que existe chamado no idioma YORUBÁ por “OLODUNMARÉ”, com influências politeístas, entre elas seu Culto a OLORUN (sol) e aos diversos ORIXÁS e DEIDADES (Orishás mais antigos), mensageiros de DEUS, considerados como protetores dos seres humanos.

A missão das DIVINDADES tem sido acompanhada de signos ou ODÚS destinados a autenticar e justificar suas mensagens. (Há muitos ORISHÁS cujo rastro quase desapareceu da memória dos praticantes).

A REGRA DE OSHA LUKUMI é uma doutrina anticlerical, que tem permanecida no hermetismo (reservada a poucos) durante séculos. Representa uma marca profunda e viva de um povo religioso YORUBÁ.

Quando o escravo YORUBÁ chega a CUBA, nada material pode trazer consigo, mas trouxe consagrações realizadas em seu “LERI” (cabeça), poderes que viviam em seu interior e seus ensinamentos que permitiram que reconstruísse no NOVO MUNDO o seu Culto Africano, sobrevivendo, porém, ao entorno da Igreja Católica que proibiu qualquer manifestação cultural, social ou religiosa YORUBÁ, obrigando o “mascaramento” de suas divindades nos ritos católicos.

A REGRA DE OSHA LUKUMI tem seus ORISHÁS. Os sacerdotes têm um fluído magnético e radial poderoso, materializado em múltiplas consagrações realizadas no NOVO MUNDO, graças aos YORUBÁS quem realizaram a transferência oral de seus conhecimentos religiosos, posteriormente passando a serem escritos e assim trouxe como consequência com o passar dos anos, uma nova trama linguística em suas respectivas liturgias, mas nunca uma nova liturgia em sua essência.

Existem diversos “TRATADOS” sobre o que está bem ou mal dentro de “OSHA IFÁ”, que os OLUWÓS, BABALAWÓS, OBÁS, ORIATÉS e IWORÓS devem respeitar porque são REGRAS comuns onde primam conceitos elevados de comportamento e ÉTICA RELIGIOSA que se aplica igualmente a qualquer indivíduo religioso, não importa sua origem étnica, racial ou cultural. AS REGRAS, NORMAS e o CÓDIGO ÉTICO de OSHA IFÁ estão explícitas em sua LITERATURA. Esta é válida em qualquer parte do MUNDO.

As DIVINDADES do PANTEÃO YORUBÁ transmitem sua profecia personalizada através de um sistema metodológico numérico chamado “MERINDILOGUN” ou “DILOGUN”, utilizando a leitura dos “CAWURIS” (búzios) com respostas globais e oportunos conselhos, onde a boca natural dos caracóis são a sua referência.

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Os ORIXÁS nos transmitem uma sensação de paz e harmonia. Podem adivinhar o passado, o presente e influenciar em seu futuro, já que nos advertem para os perigos, negatividades da vida. Tem o poder de OLÓFIN (DEUS) para poder mudar o revés humano.

O “IWORÓ” procede de acordo com os princípios e crenças afro-cubanas, a narração do PATAKI (história, fato) referente ao ODÚ e estabelecerá uma relação entre os fatos narrados e os problemas que possa ter a pessoa que se consulta, sem exaltar seus dotes clarividentes.

Nas atividades religiosas da doutrina “REGRA DE OSHA”, só pode ser oficiante os OLORISHÁS (OMO ORISAS) que tenham sido CONSAGRADOS na REGRA DE OSHA LUKUMI.

São sacerdotes ou sacerdotisas com “SANTO EM SEU LERI” (cabeça), dentro das REGRAS DE OSHA LUKUMI, encarregados de manter esses REGRAS e RITOS que caracterizam o CULTO, sendo identificados segundo sua hierarquia religiosa de maior a menor:

ORIATÉ OU OBÁ, BABALOSHAS ou IYALOSHAS, IWORÓS (adeptos consagrados na Regra) e IYAWÓS.

O ORIATÉ ou OBÁ passou pelas consagrações que se indica no ODÚ de IFÁ “IRETE KUTAN” e disfruta de grande reputação. Deve possuir quase todos os OSHAS.

Há morte e renascimento em nossa religião: O ODÚ “OYEKUN MEJI” explica a morte física “IKÚ” que põe fim a vida terrenal e a alma “ORÍ INÚ” se apresenta diante de DEUS “OLODUMARÉ”, esta pode reencarnar na filosofia YORUBÁ, por desígnio de DEUS, regressando assim a terra “AYÉ”.

Nossos mortos “EGUN ou EGUNGUN” são os ancestrais que vivem no muito além vida “ARÁ ONU” e todos se apresentam ante DEUS, quem com suas leis, brinda outros ciclos de vida terrenal até que cada qual possa completar o mandado de DEUS.

RELIGIÃO YORUBÁ ANCESTRAL

ou REGRA DE OSHA LUKUMI representa as

ENERGIAS ESPIRITUAIS.


mano-de-orula - ORIXÁS DE IFÁ - LUKUMI

A REGRA DE OSHA LUKUMI está interligada com ORUNMILÁ IFÁ. Os OLUWÓS têm uma consagração adicional de ORUNMILÁ. É uma congregação religiosa que não faz OSHA, entrega aos devotos “MÃO DE ORUNMILÁ” – Iniciação em Ifá onde a pessoa toma conhecimento de sua vida, seu destino e seu ORISHÁ TUTELAR (chamado IKOFÁ quando é mulher ou AWÓFAKAN quando é homem) e diversas divindades de IFÁ (OSSAIN, OLOKUN, ORO, ORÍ, ODÉ, ODUDUWÁ, etc) e entre outras funções religiosas se reúnem em um grande “CONSELHO” sempre em princípios de janeiro, com a finalidade de apresentar publicamente a “LETRA DO ANO”. Suas previsões se cumprem inexoravelmente.

Hoje, em pleno século XXI, há consagrados na REGRA DE OSHA LUKUMI profanadores da religião e tentam burlar regras e dogmas para o seu bel prazer.
Entretanto há outros muitos IWORÓS que lutam infatigavelmente por manter íntegra a REGRA AFRO-CUBANA, com uma ortodoxia que os identificam como OLOSHAS de respeito e consideração na REGRA DE OSHA.

Um sistema religioso que tem conseguido chegar até o século XXI desde a remota antiguidade e desde quando chegou em CUBA por volta de 1532. Tudo isso implica autodisciplina e uma educação e compromisso com os ORISHÁS, com a RELIGIÃO e com todos os nossos ANCESTRAIS que trouxeram até nós essa linda RELIGIÃO.

Quem é Orixá Óbá na verdade?

Posted by Alberto Ebomi at 20:05 0 Comments
Quem é Orixá Óbá? Esta é filha de Obatalá e Yembó, irmã de Oyá e Yewá, amante de Xangô e por ele cortou uma de suas orelhas e por isso se viu exilada, logo foi para o monte e posteriormente viveu na solidão do cemitério. Também teve um envolvimento com Ogum, a quem lhe entregou a bigorna e este lhe ensinou a guerrear.

Oba é um Orixá que representa o amor reprimido e o sacrifício pelo ser que ama, o sofrimento, e simboliza a fidelidade conjugal. Está relacionada aos lagos e lagoas. Junto com Oyá e Yewá habita os cemitérios e representam as guerreiras temerárias. Ela se diferencia de Yewá que vive dentro do féretro, guardando as tumbas.

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Óba é a Orixá do rio que leva o seu nome, originário da terra Takuá, onde seu culto se estendeu pela terra de Òyó e Tapa. Seu nome provém do Yorubá Òbá (Òbè: sopa – Obá: rei), literalmente “La de la sopa del rey, ou seja, A sopa do rei”. É um orisá de cabeça e como orilha de adimú se recebe com o tempo por seu caráter ermitão e emocionalmente instável. Seus Otás são 9 claras e em forma plana semelhantes ao contorno de uma orelha.

O pai de (Oxalá)  Óba lhe disse que já era tempo de escolher seu marido e que teria que encaminhar sua vida, pois os ensinamentos haviam sido produtivos e que ele queria vê-la feliz. Shangó e ela se conheceram e no mesmo instante surgiu uma atração, um amor majestoso, profundo. Entretanto ele vivia com Oyá, uma mulher de personalidade muito forte, parecida com a dele, mas Shangó sabia que os atributos, benefícios e qualidades que Óba tinha, favoreceriam seu matrimônio e fariam de seu reino, um reino mais forte e poderoso.

OBÁ DESCIA O RIO PARA SE ENCONTRAR COM SUA IRMÃ OXUM


No início sua união foi feliz. Shangó deixou suas andanças com Oyá e se dedicou por inteiro a Óba. Em seu palácio respirava-se bondade e tranquilidade. Óba descia todas as manhãs ao rio para se encontrar com sua irmã Oxum e as duas faziam confidências e contavam pequenos segredos enquanto se banhavam nas águas doces e cristalinas com seus peixes coloridos. Em alguns momentos eram como aparições marcadas no arco-íris das cascatas.

Oyá de longe observava Shangó e Óba e não podia conter sua inveja. Por que essa mulher tão bela, e por acréscimo sua irmã, havia conseguido o que ela nunca havia alcançado com seus encantos e feitiçarias: casar-se com Shangó. Pensou muito em como reconquistar o amor de Shangó, o qual não a deixava tranquila em suas lembranças. Um dia deitada, adormeceu e teve um sonho fatídico sobre sua vingança. Em espírito se transportou para a morada dos Iku e dos Eguns e em um cemitério desértico, onde o vento balançava a copa das árvores e se ouvia o grito estridente das aves de rapina, encontrou Oyá uma solução para reconquistar o amor perdido e descansou pela primeira vez depois de muitos dias.

Na manhã seguinte foi ao encontro de suas irmãs no rio; conversou e se divertiu com elas e ganhou a confiança de Óba, tão ingênua e doce. Mas não enganou a Oxum, quem receosa alertou sua irmã Óba sobre a estranha conduta de Oyá, mas Óba não lhe deu ouvidos. Frequentemente Oyá dava a Óba receitas das comidas favoritas de Shangó, que a jovem zelosa cozinhava para seu marido. Até um dia em que a única coisa que Óba tinha para cozinhar era farinha de milho. Oyá lhe disse: “Não fiquei nervosa que vais conseguir resolver isso como eu resolvi uma vez. Você tem que cortar uma das orelhas e preparar com o milho. Tempera-se com todos os tipos de ervas”. Nesse dia Oyá (Yansã) estava com um pano de 9 cores que lhe tapava as orelhas. Óba achou o pano de Oyá meio estranho, mas estava entusiasmada em agradar seu homem e se apressou em cortar uma de suas orelhas e preparou com ela um delicioso caldo de milho.

Quando Oyá viu Shangó se aproximando, ela se converteu em um raio. Era tamanha a felicidade de Oyá que arrasou com fogo parte dos bosques.

Quando Shangó chegou em seu palácio encontrou a mesa lindamente servida, com abundância de flores vermelhas como o sangue. Abraçou sua mulher e lhe perguntou o que havia para comer, pois estava com uma fome atroz. Óba lhe serviu o seu prato favorito o qual ele comeu com gosto, sem deixar de observar sua mulher a qual se encontrava diferente. Ao perceber que Óba levava um pano, coisa que nunca usava, pois Shangó gostava de ver suas tranças largas e seu cabelo sedoso, pediu que ela tirasse o pano. Ao ver-la sem uma orelha tremeu de raiva, pois ele, perfeito em sua beleza, não admitia ao seu lado uma mulher imperfeita. Óba compreendeu então como Oyá a enganou. Shangó soltando fogo pelos olhos a abraçou pela última vez e lhe disse que ela seria sua única e verdadeira mulher, mas não teriam mais relações, mas a respeitaria por conta de seu sacrifício e ela sempre seria a primeira entre todas.

Óba ficou muito envergonhada. A rainha das rainhas foi visitar seu pai Obatalá e enquanto caminhava até o seu palácio, suas lágrimas brotaram naturalmente deixando em seu rastro um rio caudaloso, que arrasava tudo o que encontrava pela frente e toda a natureza se arqueava diante dela e saudava as lágrimas vertidas pelo coração destroçado de Óba.

Obatalá ao ver Óba que lhe agradecia por ele ter lhe dado seus dons divinos, compreendeu a traição de Oyá e isso foi a grande decepção de Óba, que não compreendia as falsidades humanas. Por isso ele concedeu o que sua filha havia lhe pedido: “Quero ir onde ninguém possa me ver. Quero a tranquilidade do que não existe, quero viver com os mortos, com os espíritos, onde ninguém possa me fazer mal. O cemitério será, de agora em diante, meu Ilé (casa)”.

Agradeceu outra vez seu pai e foi despedir-se de sua irmã Oshún, quem a recebeu em seu rio revolto e afluente das lágrimas de Óba. As duas irmãs se uniram mais do que nunca e se formou então um grande redemoinho no qual Óba se transportou do mundo dos vivos para o mundo dos mortos e deixou Oshún, que de agora em diante, seria a única que poderia comunicar-se com ela, encarregada dos assuntos na terra dos Orixás. Iboru, Iboyá, Ibosheshe!

Orixá Ogum caminhou com Oxossi para ter Prosperidade

Posted by Alberto Ebomi at 12:36 0 Comments
Conta a lenda (iton,pataki) por que o Orixá Ogum foi decidiu viver com Orixá Oxossi e caminhou com ele, pois passava muita fome, mesmo sendo poderoso, mas não completo e importância de se consultar a Ifá e fazer os Ebós determinados pelo oráculo (Orunmilá).

ogum e Oxossi - Ogun - Oshosi - ososi - orixas - candomblé - umbanda

OGUN, apesar de manejar bem o facão, tinha sempre sua comida muito distante, porque quando a avistava, começava rapidamente a cortar o mato para poder chegar até a caça, mas o ruído e o tempo que demorava, fazia com que sua presa fosse embora e ele se lamentava de não poder caçar.
Poderia até matar, mas não podia ir pega-lo entre os matos que fechavam o caminho até o animal.

Entretanto, EXÚ dizia a OGUN que havia outro homem mais poderoso que ele e este mesmo EXÚ dizia a OXÓSSI a mesma coisa, ocasionando uma inimizade entre eles, apesar de que não se conheciam chegando a viver os dois intrigados.

E nisso OGUN decidiu ir ver a ORUNMILÁ e este lhe fez um OSODE (Consulta com IFÁ) e mandou que ele fizesse algumas oferendas e sacrifícios e OXÓSSI fez o mesmo. Ambos fizeram a limpeza e saíram para deixar tudo numa mata. OGUN colocou tudo na mata e saiu caminhando até onde havia outra mata e se recostou em um tronco. Quando chegou OXÓSSI para fazer o mesmo, não viu OGUM que estava ali sentado e deixou cair suas oferendas em cima dele.

Este foi o motivo para começar uma forte discussão, para que OXÓSSI desse uma satisfação a OGUN. Uma vez que ambos se reconciliaram, se puseram a falar da má situação em que viviam, e ambos lamentaram que tinham comida, mas não podiam pega-la.

Então OXÓSSI viu uma caça um pouco distante, pegou sua flecha e a atirou certeiramente, mas ao mesmo tempo dizia a OGUN, você vê que não posso pega-lo? E OGUN lhe disse, tu verás…e com seu facão abriu um trilho e em instantes ambos chegaram ao lado da caça e a comeram. Desde então eles separados não eram ninguém e esse foi o motivo que se uniram para sempre, fazendo um pacto na casa de ORUNMILÁ.

Esta é a causa porque sempre se entrega OGUN junto com OXÓSSI em IFÁ, onde moram no mesmo assentamento, também chamado de “Os Guerreiros”, nunca separados e sim sempre juntos.
No Candomblé a saudação de Ogum é Ogum nhê, Ógum, e Oxossi é Okê arô, Arolê!

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