Featured Posts

Orixá Ayrá / Aira: Xângo ou não?

Postado por: Alberto Ebomi at 19:29 0 Comentários
Orixá Ayrá / Airá era um Orixá no fundamento de Xangô, Airá era considerado um de seus servos de confiança e segundo uma de suas lendas, Airá, tentou instaurar um atrito entre Oxalá e Xangô, graças a isso Airá deve ser tratado de forma diferente de Xangô e seu assentamento deve ficar na casa de Oxalá. Por essa rivalidade com Xangô, não se deve coloca-los juntos jamais na mesma casa nem podendo Airá ser posto em cima do pilão de duas bocas, pois provoca a ira de Xangô. Sua cor é o branco e seus ornamentos são prateados.

 

ayra - Airá - Aiyra - sango - shango - xango - sango - orixá - orisha - orisa - candomble - umbanda - africa

Orixá Ayrá/ Airá é normalmente confundido com Xangô (Candomblé), no Brasil, na verdade é uma divindade à parte, que não pertence à família de Xangô. Airá é uma divindade da região de Zave muito embora não existam registros de iniciação para ele nessas terras, seu culto está restrito ao seu templo em Zave, Nigéria. No Brasil, sacerdotes desinformados e sem discernimento criam inúmeras lendas a seu respeito, até dizem que ele seria irmão gêmeo de Xangô, o que é verdadeiramente um absurdo.

Segundo as casas de culto ao orixá, este orixá veste-se de branco e tem profundas ligações com Oxalá. Airá não usa coroa, mas um ejete branco. Suas comidas votivas não são temperadas com dendê, nem com sal e sim com banha de ore africana. Comeria quiabos, assim como Xangô e Iro-o.

ayra - aira - xango - orisha - orisa - orixá - candomblé - africa - santo


Airá é um Orixá relacionado a família do raio mas pode ser relacionado ao vento, seu nome pode ser traduzido como redemoinho, redemoinho é o fenômeno que mais se assemelha a um furacão em território Africano. Airá então pode ser louvado como a divindade que rege o encontro dos ventos. Em território africano, não existe registro ou relatos de pessoas regidas ou iniciadas para ele, onde ele é cultuado, o culto predominante é o de Nanã e de Ovalai, já que Zave é uma região que fica em território Jejue. Pouco se sabe sobre o nascimento ou surgimento de Airá e por esta razão muitos atribuem sua filiação à Iemanjá e a Orfanai, assim como Xangô e Aganou.

No Brasil, Airá é visto, erroneamente, como uma qualidade de Xangô. Airá seria uma face mais amena e pacífica de Xangô. Hoje, com a falta de conhecimento, muitos zeladores preferem iniciar uma pessoas de Airá do que de Xangô, na realidade está cada vez mais difícil encontrarmos filhos de Xangô, em sua grande maioria, os filhos de Xangô estão sendo iniciados em outros Orixás.

Ao contrário de Xangô, Airá não é um Orixá rei nem possui o carácter, punitivo como Xangô.

Airá zela pela paz e pela justiça de forma incondicional, ao contrário de Oxalá que representa a paz, Airá estabelece a paz e possui uma ação mais imediata em suas funções, Airá pode ser qualificado como um sentinela de Oxalá, ou melhor, de Oxalufã é seria ele quem estabelece sua vontade.
Em relação a Aira, a poucos detalhes na África. Em Ketu, ele é conhecido sob a designação de Abonam ou Aira Igbonan. Dizem que é originário de Sabé (Zave) e que é o irmão mais velho de Xangô.

Diz também que seu tempo principal ficava em Dassa-Zoumé em Vedji perto ao de Sanponná. Diz que que havia duas informações contraditórias - Uma dizia que ele originário da região de Oyo, segundo outros de Abomé, onde era confundido com Sobô.

Orixá Airá ( filho forte o Senhor do Redemoinho)é um Deus relacionado a família do raio mas também é relacionado ao vento, seu nome pode ser traduzido como Redemoinho, vale lembrar que o redemoinho é o fenômeno que mais se assemelha a um furacão em território Africano. Airá então deve ser louvado como a divindade que rege o encontro dos ventos.

Em território africano, não existem registros ou relatos de pessoas iniciadas para Ele. Seu culto é proveniente da região de Zave que faz parte do território Jejê, nesta região os cultos predominantes são os de Nanã, Ovalai, Omolu e Oxumarê. Pouco se sabe sobre o nascimento ou surgimento de Airá e por esta razão muitos atribuem sua filiação à Iemanjá e a Orfanai, assim como Xangô e Aganou. Por este motivo alguns sacerdotes sem conhecimento chegam a afirmar que Airá seria irmão de Xangô, quando não há nada que fundamente esta afirmação.

No Brasil, Airá é visto, erroneamente, como uma qualidade de Xangô. Airá é visto como uma face mais amena e pacífica de Xangô. Hoje, com a falta de conhecimento, muitos zeladores preferem iniciar uma pessoas de Airá do que para Xangô, na realidade está cada vez mais difícil encontrarmos filhos de Xangô. Ao contrário de Xangô, Airá não é o Orixá rei nem possui o carácter punitivo e colérico. Esta característica mais amena de Airá, pode ser evidenciada em uma de suas cantigas que diz:

"A chuva de Airá apenas limpa e faz barulho, como um tambor".

Airá possui uma ligação muito grande com Oxalá, na verdade tudo o que for oferecido a Ele não deve conter sal e dendê. Suas comidas votivas não são temperadas com dendê e sim azeite de oliva ou banha de ore.

Airá zela pela paz e pela justiça de forma incondicional, ao contrário de Oxalá que representa a paz, Airá a estabelece e possui uma ação muito mais direta em sua imposição, Airá pode ser qualificado como uma sentinela de Oxalá, ou melhor, de Oxalá e seria Ele, Airá, quem estabelece sua vontade.

Folhas de Aira/Ayrá :


Agrião do Pará  (awere pẹ́pẹ́) Bilreiro  (ipẹ̀san) Caruru  (ewé tẹ̀tẹ̀) Manjericão Roxo.

Epítetos:

Ayra - airá - xango - orixá - orisha - candomblé

Intilé - É um título de Airá, Intilé quer dizer Senhor da Terra.
Igbonã - É um título que significa  floresta de fogo, ou simplesmente quente.
Lojô - Título que faz referência à chuva.
Osi - É o eterno companheiro de Oxaguian. Um dia, passando Oxaguian pelas terras onde vivia Ayrá Osi, despertou no jovem grande entusiasmo por seu porte de guerreiro e vencedor de batalhas.

Segundo um mito, criado no Brasil, Oxalá permaneceu injustamente preso durante sete anos no reino de seu filho, Xangô, sem que este soubesse do fato. Grandes calamidades ocorreram em todo o reino devido a essa injustiça e quando Xangô finalmente descobriu o que havia acontecido com o próprio pai, resgatou-o da prisão e ordenou que fossem organizadas grandes festas em todo o reino, em sua homenagem. No entanto, Oxalá estava muito entristecido. Apesar de toda a atenção que recebeu, a única coisa que desejava era retornar ao seu próprio reino, em Ifé, onde sua esposa Iemanjá o aguardava. Xangô não podia acompanhá-lo e pediu que Airá o fizesse em seu lugar, foi assim que Airá tornou-se companheiro de Oxalá. Durante o dia, eles caminhavam. À noite, Oxalá sentia frio e precisava descansar, assim, Airá passava longas horas contando-lhe histórias do povo de Oyó ao redor de uma fogueira.

Observação: No Brasil, devido aos festejos de São João, criou-se uma tradição de se acender uma fogueira em homenagem a Xangô e a Airá. Na realidade esse ato não existe na África isso foi absorvido dos festejos de Juninos. A cerimônia que ocorre na África é o Ajerê de Xangô, cerimônia em que o iniciado de Xangô em Oyó carrega um jarro com inúmeros orifícios, dentro deste jarro é posto fogo e assim iniciado carrega o fardo ardente sobre sua cabeça. O Oxé de Xangô é uma representação do ajerê, as lâminas duplas representam as chamas que se espalham.

Ritual da Fogueira do Orixá Ayrá / Airá



O ritual mais conhecido por toda comunidade dos Candomblé do Brasil. em homenagem a este Orixá e sua fogueira, a qual queima durante toda festividade, e para quando o grande rei se fizer presente ali se forma um tapete vermelho com brasas vivas, diz nos cultos a este Orixá quem ainda não viu Xangô caminhar sobre brasas vivas não conhece a força deste Orixá.

Este bem como o ritual do Ajere, nome dado ao pote que este Orixá carrega na cabeça com azeite de dendê em chamas, está também seguida de um ritual chamado de Akará, quando este Orixá em companhia de Oyá/Yansã, engole pequenas tochas de fogo. 
 

O momento principal é a "Roda de Xangô" - que por falar nisso é a único Orixá que se faz roda dentro do culto ... Mais sem querer ofender ninguém, Já existe roda de todos os Orixás.

Neste ritual são homenageado todos os Orixás de sua corte, ou seja toda a corte de Oyó, para a grande consagração do grande Rei Xangô: Baayani, Iyá Masé, Dada, Ajaka, Ayrá Ntylé.


As ofertas preferidas de Xangô vêm nas cantigas a este Orixá: o Cagado (Ajapá) e o Carneiro (agbo Akutan). O Ecoar do Sere faz com que nós lembramos de uma grande tempestade, e todos são muito gratos, pois ali esta seu rei junto de seus súditos. 
O grito de guerra do grande rei de Oyó vem como um trovão na tempestade de séré e comunica a todos da comunidade que só este rei é poderoso, é quem faz a sua própria coroa, um rei que tem coroa.


para este Orixá o azeite de dendê é como água, e e justamente o "Epo-pupa, que apazigua Xangô, então este elemento nunca pode faltar em todas as oferendas ao rei Xangô. E tudo relativo a este Orixá deve ser oferecido quente, ele não aceita nada frio, (por isso Xangô não fica onde tem pessoas mortas, por estarem totalmente frias, e, erroneamente muitas pessoas dizem que ele tem medo da morte).


Bem como o sangue em seu Igbá deve ser direto ou seja quente, pois trata-se de vida. A única coisa em sua vida que Xangô aceite que tem sangue frio é o "Ajapá", animal este de sangue frio, mais aceita este animal pelo seu poder de longevidade. 
Este Orixá ainda bem peculiar só aceite o Orogbó e nunca Obi, e em todas as oferendas a este orixá deve conter seu fruto predileto "Orogbó". Seu fetiche principal é o machado duplo (Osé) que além de uma de sua armas de guerra, é é o único instrumento que simboliza a verdade a justiça, pois suas duplas laminas cortam para os dois lados, não fazendo distinção.


Em seu Labá Xangô guarda as pedras poderosas de raio, e seus poderosos chocalhos de cobre ou ainda em sua cabaça de cabo bem alongado, e com grande quantidade "Edu-Ara e Seré". Em África costumam dizer os antigos que Xangô se iniciado se Edu-Ara não tem Xangô por perto.E perto do assentamento de Xangô nunca poderá faltar a presença de "Iyá-Mase", Oyá/Yansã, Osún e Obá, seu Igbá é feito dentro de gamela. O numero 12 esta relacionado a Xangô, pois 12 são seus ministros, e também 12 são seus caminhos.


Alguns caminhos de Xangô esta relacionado a Oxalá como: Ayrá Igboná, Ayra e Ayrá Ntyle, pois são eles considerados os mais velhos, relacionamento direto com o poder da criação, ou seja Oxalá, é por este único motivo e principal utilizam-se da cor branca e usa sigi azul que substitui o da cor vermelha em sua contas.


Diz a cultura Yorubá que quem tem este Orixá a seu lado nada teme, pois ele é o rei que tira da boca e coloca na boca dos seus.

Arquétipos dos Filhos de Ayrá - Airá


- Os filhos de Airá, são autoritários, voluntariosos, enérgicos, calmos, teimosos, orgulhosos e guerreiros. Pessoas elegantes e corteses, risonhos, possuem um misto de severidade e benevolência, possuem um senso elevado de justiça, possuem consciência de sua importância, são dotados de bom coração, não sabem guardar segredos, faladores, fofoqueiros, apegados a família, sinceros, altivos e sensíveis. Não são vaidosos. 


Oriki de Ayrá:

Òlò áwá la wulú
Olodó òlò odó
Oyá walé ni ilè Irá
Sangò walé ni Kosó.


Senhor do som do trovão
Senhor do pilão
Oiá desaparece na terra de Irá
Xangô desaparece na terra de Cossô

O que é Ajogun e Elenini?

Postado por: Alberto Ebomi at 13:21 0 Comentários
O que é Ajogun e Eleninii, eles são os inimigos ocultos e declarados da humanidade dentro do culto e concepção Yoruba, são espíritos que responsáveis pelo equilíbrio natura, a simetria entre mundos e poderes. À primeira vista, muitos se apavoram em saber da existência de espíritos malignos que podem nos prejudicar. É fato que eles atrapalham a vida das pessoas.

Ojogun - Eleninii - espiritos malignos - yoruba - candomblé - orixá - maus - osobos - ruins - eguns

 

AJOGUN e ELÉNÌNÌÍ

Os Inimigos Ocultos e Declarados da Humanidade

Os Iorubás denominam Elénìnìí como a Divindade do Infortúnio que tem como principal função neste mundo, aniquilar e colocar obstáculos as oportunidades de sucesso aos seres humanos. Embora considerada a Divindade dos e a mais velha divindade do òrún, Elénìnìí decodificou os segredos do Obí.
 
Isso é evidenciado, por exemplo, no jogo do Obì, no qual existe uma caída que reflete a harmonia perfeita, na qual duas faces internas do Obì caem voltadas para baixo e duas para cima, sendo que os sexos dos gomos do Obì caem divididos para baixo e para cima harmoniosamente. Na cultura dos Òrìsàs essa caída representa a simetria perfeita, pois o negativo e positivo estão em consonância, bem como o feminino e masculino.

Dessa forma, embora malignos e terríveis, a existência dos Ajoguns motiva as energias positivas a circularem no mundo. Essas energias positivas são estimuladas por meio dos sacrifícios (Ebó) que são prescritos por Sacerdotes, que o revelam por meio do oráculo.

Os Ajoguns são forças muito negativas, que tem como objetivo causar doenças, acidentes, brigas, discórdias. Por isso, quando há sacrifícios (Ebó), é comum cantarmos pedindo para que a água (elemento mais puro e benéfico que existe) cubra e mate as discórdias (bomi pa ejó) cubra e mate as doenças (bomi pa arun), cubra e mate as maldições (bomi pa epe), etc. Em verdade, estamos pedindo para que a água cubra e mate os poderes malignos do mundo, os Ajogun.


Diferente das Divindades que moram nos espaços do Orùn, regressando ao aye por meio da manifestação, os Ajogun moram no Aye e não no orùn. Isso acontece, pois os Ajoguns não conseguiram causar males no mundo dos Deuses. Ou seja, os Ajogun moram no aye, pois aqui, diferente do orùn, eles conseguem espalhar os males de forma indiscriminada.

Os Ajoguns estão sempre à espreita, esperando um momento adequado para atuar. Por isso, é muito importante que as pessoas sempre se cuidem, por meio de oferendas, banhos e o que mais for necessário, conforme prescrição do Sacerdote.

Quando algo de ruim surge no mundo, por exemplo, uma nova doença, isso certamente foi motivado por Ajogun, entretanto, quando uma grande descoberta em benefício à sociedade surge, foi motivada pelas forças positivas que sempre prevaleceram, como os Orixás.

Por diversas vezes, já discorremos sobre a importância da realização dos sacrifícios prescritos, sobre a importância de não quebrar tabus (Ewó), uma das razões para termos falado bastante sobre esses temas, foi justamente para se entender que essas ações atacam os poderes dos Ajoguns.


Quando, por exemplo, uma pessoa quebra um Ewó, ela está ajudando e dando forças ao Ajogun.
O mesmo ocorre quando o sacerdote prescreve um sacrifício que é negligenciado, a pessoa está dando forças ao Ajogun. O seres malévolos são conhecidos coletivamente como Ajogun – Guerreiros contra os Homens que segundo a tradição abrange os Òfò – Prejuízos, Ègbà – Paralisia, Èjò – Problemas, Èpè – Maldição, Èwòn – Prisão, Èse – qualquer outro maleficio que possa afetar os seres humanos, entre outras energias maléficas. Entre os Inimigos dos Homens estão as Àjé – Bruxas e os Osó – Bruxos que utilizam seus poderes para fins maléficos.

Dentro da Cultura Iorubá acrescenta, ainda nesse hall Àrùn – A Doença e Ìkú – A Morte, mas a morte pré-matura e não a morte natural. Alguns mitos relatam Àrùn como a esposa de Ìkú e que através desse casal mítico nasceram todas as enfermidades existentes no mundo, que conseguiram escapar do mundo sobrenatural, pois lá não tinha poder algum e muitos de seus filhos ainda se mantem enclausurado no òrún, esperando uma oportunidade para se estabelecer no àiyé.

Afim de mantermos afastados esses poderes sobrenaturais ruins de nossas vidas, existe a necessidade de se manter em harmonia com os poderes sobrenaturais bons, que são obtidos e fortalecidos através das oferendas e dos sacrifícios as divindades que prestamos culto, sobre tudo os Ritos de Orí. Aquele que se mantém em harmonia entre os dois mundos òrún – àiyé, poderá contar com esses poderes benevolentes, que o protegerão contra os planos perversos dos poderes do mal.

Oriki:


Kó má Ìkú
Kó má Àrùn
Kó má s'ejo
Kó má s'òfò
Kó má s'egba
Kó má s'èpè
Kó má s'èwon
Kó má ibi gbogbo
Àarin dede wa wúre
Kóribe Kose Àse
Asè!!

Tradução:
Nada de Morte
Nada de Doenças
Nada de problemas
Nada de perdas
Nada de paralisias
Nada de maldições
Nada de aprisionamento
Nenhum tipo de maldade
Entre todos nós
Axé!!

Os filhos de Ossain e suas características

Postado por: Alberto Ebomi at 16:11 0 Comentários
 Os filhos de Ossain e suas características (personalidade), os omo Ossaim (filhos) são pessoas muito reservadas, engraçadas, risonhas, alegres e obstinadas. Quando querem, vão e fazem. Podem se tornar violentos e perigosos se estão insatisfeitos ou raivosos.

Sabem conquistar as pessoas e adoram aventuras amorosas. São pacientes quando amam e fazem de tudo para a relação durar. Trabalham demais para conseguir estabilidade e independência. Gostam da solidão mas também de festas regadas a bebidas e muita comida. Os filhos do orixá Ossaim são pessoas meticulosas, que normalmente nunca se deixam levar pela pressa ou pela ansiedade, pois são caprichosos, por isso; as profissões dos filhos do Orixá  Ossaim são aquelas que não requeiram pressa.

filhos de ossain - omo ossain - Osayin - ossae - osanha - Ossãe

São pessoas que não gostam de trabalhar em conjunto, a não ser quando somente o conjunto pode gerar o resultado esperado. Pela proximidade com Oxóssi os filhos de Ossain tem muitas características iguais aos filhos de Oxossi.

Aspectos Positivos dos Filhos de Ossain



• Em geral são indivíduos frequentemente interessadas em pesquisas e assuntos esotéricos.
• Em geral são trabalhadores e não se deixam afetar pelo emocional.
• Com frequência possuem dons artísticos.
• Procuram não depender das pessoas e com frequência se isolam.
• Em geral envolvem-se em muitas relações afetivas e casamentos.
• Normalmente possuem caráter equilibrado e controlam as emoções.
• Geralmente vivem sem levar em conta as convenções sociais.
• São persistentes e atingem com frequência seus objetivos.
• Em geral, não têm uma concepção estreita da moral e da justiça.

Aspectos Negativos dos filhos de Ossain



• Em geral possuem dificuldades nos relacionamentos afetivos, pois costumam se isolar.
• Muitas vezes possuem uma sexualidade exacerbada, o que os leva a experiências e promiscuidade.
• Geralmente vivem na sociedade, mas não dão importância aos valores e convenções sociais.
• Muitas vezes se esquecem de obrigações financeiras e benefícios previdenciários.
• Com freqüência terminam a vida solitários e vivendo em condições de isolamento.

Os filhos de Ossain no amor:



O HOMEM DE OSSAIM – Verdadeiro “feiticeiro do amor” que encantam qualquer pessoa na cama mesmo que seus filhos tenham uma personalidade mais tímida, geralmente são mestres na arte do amor. Sabem encantar com o intelecto tanto quanto com o jogo sexual. Com boa lábia, os filhos de Ossaim geralmente só se declaram quando tem a certeza que o alvo de seu interesse está de olho nele, caso contrário; a timidez pode afasta-lo da pessoa amada por um bom tempo. É muito difícil amarrar filhos deste orixá com trabalhos espirituais, pois ele geralmente tem grande proteção contra feitiços.

A MULHER DE OSSAIM – Outra grande “feiticeira do amor” que sabe encantar e enlouquecer o mais frio dos mortais, embora seja uma personalidade reservada  que não tolere traições. Para atrair a filha de Ossaim é necessário dar a ela fartura em tudo, no amor, na mesa e na vida de modo geral. Personalidade calculista, as filhas desse orixá não ficam com quem não faça muito por elas, mas geralmente são boas companheiras que apreciam uma boa conversa, e quem as trate com bastante atenção. Amarrar as filhas do orixá Ossain pode ser tarefa difícil por terem grande proteção contra feitiços.

Canticos dos Orixás Ossain - Omolu e Oxumare Ketu


O que é Akasá e para que serve o acaça

Postado por: Alberto Ebomi at 19:56 0 Comentários
O que é Àkàsà/ acaçá e para que serve o Akasà e sua importância dentro do culto do Candomblé e da religião Afro, as definições mais elementares do ÀKÀSÀ, dizem que se trata de uma pasta de milho branco ralado ou moído, envolvida ainda quente, em folha de banana ou em outro recipiente.

A definição é correta, mas extremamente superficial, já que o ÀKÀSÀ é de longe a comida mais importante do candomblé. Seu preparo e forma de utilização nos rituais de oferendas envolvem preceitos e bem rígidos, que nunca podem deixar de ser observados. Todos os Orixás, de Orixá Exu a OBATÀLÀ, recebem acaçá, em suas oferendas, adimu, obrigações, etc.


akasa - acaça - candomblé - comida de santo - adimu

Todas as cerimonias, do ebó mais simples aos sacrifícios de animais, levam acaçá. Em rituais de iniciação, de passagem, em tudo mais que ocorra em uma casa de candomblé, só acontece com a presença de ÀKÀSÀ. A pasta branca à base de milho branco, chama-se eco (èko), depois de envolvida na folha de banana ou em um recipiente, aí sim, será ÀKÀSÀ. O ÀKÀSÀ, é um corpo, símbolo de um ser. A única oferenda que restitui e redistribui o axé.

O ÀKÀSÀ remete ao maior significado que a vida pode ter: a própria vida; e por ser o grande elemento apaziguador, que arranca a morte, a doença, a pobreza e outras mazelas do seio da vida, tornou-e a comida e predileção de todos os Orixás. Só existe uma oferenda capaz de restituir o axé e desenvolver a paz e a prosperidade na Terra, ela é justamente o ÀKÀSÀ. Mas o que faz de uma comida aparentemente tão simples a maior das oferendas aos orixás?

O que significa ÀKÀSÀ?

 

Do conjuto  Èkò (mingal) que significa o corpo e Ewè (folha) o oculto e feito o ÀKÀSÀ.
Será que todos sabem o que realmente é um ÀKÀSÀ?

Primeiramente, é preciso esclarecer que a pasta branca à base de farinha de milho branco (que fica alguns dias de molho e depois passada pelo pilão ou moinho)  ai cozinha com agua até virar um mingal consistente, chama-se na verdade eco (Èkò). Depois de coxear, uma porção da pasta ainda quente, é envolvida em um pedaço de folha de banana para enrijecer (na África é utilizada outra folha, chamada èpàpo), tornando-se, agora sim, um ÀKÀSÀ.(Hoje em dia nós temos a facilidade de encontrar o milho vermelho moído que é o fubá vermelho e o milho branco que é o fubá branco, mais existem sacerdotes que ainda utilizam o ritual de antigamente).

Percebe-se a fundamental importância da folha de banana, uma vez que o Èkò só passa a ser ÀKÀSÀ quando envolvido em uma folha verde que lhe atribui existência individualizada e oculta, pois passa a ser uma porção desprendida da massa, assim como e emi, que dá vida aos seres, é, na verdade, uma parte da atmosfera, ou do próprio Olorum, que todos ser leva dentro de si, o sopro da vida, o ar que respiramos. A folha de Banana mantem o ÀKÀSÀ oculto para que nenhuma energia venha se alimentar dele antes da hora, só no momento do ritual pode-se e deve retirar o ÀKÀSÀ da folha para ser ofertado, a folha em sí não faz parte da oferenda e nem é um alimento, ela apenas e um recipiente e como tão pode ser reutilizada.

O Akasa tem o formato de pirâmide porque representação de um Corpo, um Ser, um Descendente, nosso eu espiritual, nosso Ori Ínù, ele pode representar todos os Orixás
 
Sua forma ligeiramente cônica nos remete ao infinito símbolo do crescimento e expansão.
Comparado a uma montanha que nos leva as alturas, a ponta deste tem o poder de atrair as mais diversas energias.

Portanto, o acaçá é um corpo, o símbolo de um ser. A única oferenda que restituí e redistribui o axé.

É importante insistir que o que faz do acaçá um corpo único, eminente representação de um ser, é a folha, seu poderoso invólucro verde, que lhe confere individualidade e força vital diante do poderoso orun, os orixás e do grande Deus Oludumaré.

Somente a água é tão importante quanto o acaçá, pois não existem substitutos para nenhum dos dois, que são, a exemplo do obi, elementos indispensáveis em qualquer ritual. Ambos configuram-se como símbolo da vida, e é justamente para afastar a morte do caminho das pessoas, para que o sacrifício não seja o homem, que são oferecidos.

O acaçá remete ao maior significado que a vida pode ter: a própria vida. E por ser o grande elemento apaziguador, que arranca a morte, a doença, a pobreza e outras mazelas do seio da vida, tornou-se a comida e predileção de todos os orixás.

Fato é que quem não faz um bom acaçá não é um bom conhecedor do candomblé, pois as regras e diretrizes da religião nunca foram ditadas pela intuição. “Constituem grandes fundamentos cristalizados” ao longo de anos e anos de tradição. Aos incautos vale afirmar que candomblé não é intuição, mas fundamento sim, e fundamentos se aprende.

Nem todas as palavras do mundo são suficientes para decifrar o valor de um ÀKÀSÀ. Basta admitir que os segredos estão nas coisas mais simples para ver que muitos julgaram insignificantes, a comida mais importante do candomblé, banalizando o sagrado e privilegiando a intuição em detrimento do fundamento.

Fato é que quem não faz um bom ÀKÀSÀ, não pode ser considerado um bom conhecedor de candomblé; pois, as regras e diretrizes da religião dos Orixás nunca foram ditadas pela intuição. Constituem grandes fundamentos "cristalizados" ao longo de anos e anos de tradição. 

Fundamento é o segredo compartilhado, o mistério sagrado, o detalhe que faz a diferença e a prova de que ninguém pode enganar o Orixá. Aqui o grande fundamento é que o sangue dos animais jamais pode jorrar sobre os ibás sem a presença do elemento pacificador, pois, o ÀKÀSÀ simboliza a paz.

Quando ofertado e retirado do seu invólucro verde, tornando-se a comida que agrada a todos os  orixás, a primeira oferenda que deve ser colocada diretamente no assentamento, juntamente com o obi e a água, antes de qualquer sacrifício. O ÀKÀSÀ deve permanecer fechado,imaculado até o momento de ser entregue ao Orixá, só então é retirado da folha. É como se o sagrado tivesse que ficar oculto até a hora da oferenda, prova de que o segredo é quase sempre um elemento consagrado.

Orixá Iroko é a árvore Sagrada

Postado por: Alberto Ebomi at 13:58 0 Comentários
O Orixá Iroko é a árvore sagrada, é a CEIBA sagrada, assim como a PALMA, é uma das árvores mais características da África trazidas à CUBA. As CEIBAS são árvores sagradas por excelência. A CEIBA é a árvore onde habitam permanentemente todos os espíritos de nossos ancestrais, os ORIXÁS africanos de todas as nações trazidos a CUBA mediante a escravidão. A CEIBA sagrada é a árvore do mistério.

A CEIBA não se corta e não se queima. Sem fazer oferendas e sacrifícios prévios, sem consultar com o ORUNMILÁ e com os ORIXÁS e sem tomar precauções extraordinárias, nenhuma pessoa se atreverá a derrubar uma dessas imponentes árvores, que são adoradas por todos e que são centenárias em nossos campos.

orixa iroko - iroco - orisha - orisa - arvore sagrada - yroko - santo - angola - ifa

Por tal motivo e respondendo a um instinto religioso milenar que no fundo é comum a todo gênero humano, uma árvore de tais proporções e de beleza tão solene e majestosa, aparece como a materialização de alguma poderosa divindade. Esta divindade da CEIBA, se impõe sensivelmente.

“A CEIBA é um ORIXÁ: IROKO”. É a PURÍSSIMA concepção. Nela está AREMU e YEMMU. Para muitos OLORIXÁS antigos, a CEIBA é o assentamento de IROKO, quem está ali presente e de puríssima concepção que vem à CEIBA e tem nesta sua morada.

Para outros, IROKO é a mesma CEIBA. A CEIBA é de OGUN e de ORIXAOKO, de ÓBBA NANI e de XANGÔ, de AGANJÚ. A CEIBA se chamará IROKO quando esta estiver consagrada. Os negros de ascendência YORUBÁ chamam a CEIBA das seguintes formas:

ARAGBÁ, IROKO, ELUWERE, ASABÁ (IGI ARAGBÁ, IGI OLORUN – Árvore de DEUS).

Orixá Iroko a árvore Sagrada

 

Os negros de ascendência CONGA ou ANGOLA (BANTU) chamam a CEIBA de:
NICUNIA – CASA SAMBIÉ (Árvore de DEUS), NICUNIA LEMBAN, NICUNIA MABUNGU, ÑANGUE, GUNDU (MAMA FUMBE), NARIBE, SANDA, FIAMENFUMBA e FUMBE (espírito), MAMA FUMBE.

IROKO, que é uma espécie de CAOBÁ africana, árvore ao que alguns YORUBÁS chamavam ARAGBÁS e outros GOGO, é uma árvore imensa, muito venerada em toda COSTA da GUINEA na atual NIGÉRIA, ÁFRICA.

A CEIBA ou IROKO, é conhecida tanto por este nome, como pelo nome de ARAGBÁ.
Em CUBA a CEIBA é “OBABURO”, uma árvore da ÁFRICA, onde se realizam festas. IROKO é do ORIXÁ “ODUDUWÁ”, que vive acima, na copa da CEIBA. IROKO é o tronco de “OLÓFIN”, é a madeira mais sagrada e misteriosa.

Mas IROKO ou IROKE (LOKO se chama em DAHOMEY), é uma espécie de CAOBÁ africana a que os YORUBÁS puros de OYÓ adoravam. É um ORIXÁ o dono da CEIBA e a este se designa correntemente com o nome de “IROKO”, um ORIXÁ que vive na CEIBA e uma irmã que se chama “ONDO”.

IROKO dança com um lindo bastão todo revestido de colares de contas adornadas com contas rosas e brancas. Este ORIXÁ que se adora na CEIBA pertence a rama (família) de “NANÁ BURUKU” e de “AYANU” (AZOWANO – YORUBÁ e ARARÁ respectivamente).

Para outros a CEIBA pertence não a “ABANLÁ” (caminho de OBATALÁ) e sim a AGANJÚ (o braço forte), mas todos estão de acordo quanto a questão de todos os ORIXÁS irem à CEIBA).
AGANJÚ SOLA”, “XANGÔ”, “NANÁ”, todos são adorados na CEIBA e a “AWURU MAGALA” (HEVIOSO), considerado o “XANGÔ” dos ARARÁS (DAHOMEY).

Uma irmã de “OYÁ”, AYAÓ, muito delicada, que é representada por um receptáculo de barro com dois caracóis (búzios) adornados de nácar, vive ao pé de IROKO e se alimenta também das oferendas e sacrifícios que se oferece a ele.

A CEIBA, mãe de todas as “NGANGAS”, dá sombra a todo mundo, ampara a quem o implora. Sem “SANDO-NARIBE” não há NGANGA. Além de todas essas energias que vão descansar em sua sombra, de todos os ORIXÁS, NPUNGUS, INKISIS ou NICITAS e FUMBIS, há na CEIBA um VODUN poderoso chamado “BOKU” (Arará-Dahomey), a quem encontramos na PALMA REAL.

“IROKO”, “BOKU” e “LOKO”, são ORIXÁS que radicam na CEIBA. À sombra sagrada de IROKO não se cruza nem se pisa sem se escusar previamente e sem solicitar respeitosamente sua permissão, seu consentimento. Quanto mais importante seja uma pessoa na Terra, quanto mais elevada seja sua hierarquia, ao desencarnar, irá seu espírito até a CEIBA. Os espíritos mais ilustres, as maiores cabeças (MOANA-MUTAMBA), se abrigam nela e ainda mais, ancestrais da antiga GUINEA, os ancestrais dos avós desconhecidos que se abrigam em seus galhos vigorosos.

IROKO é o ponto de reunião das almas. Todos os espíritos se encontram em IROKO antes de irem para ARA ONU (mundo dos espíritos).

É na CEIBA onde se faz promessas a “AGOME”, a “OYÁ” e “OBALUFON” (caminho de OBATALÁ). Estas promessas que com verdadeira devoção cumprem os BABALAWÓS, verdadeiros intérpretes das divindades, podem aconselhar a outras pessoas que também os procuram.
Pode-se também fazer promessas e oferendas a YEMANJÁ, a OXUM e a OBATALÁ, cujas cores respectivas são o azul, amarelo e o branco.


Que a bênção dessa grande árvore alcance a todos!
Maferefun IROKO! Axé! – Ifá nilorun

Os Ibejis nasceram de Oyá, mas são criados por Oxum

Postado por: Alberto Ebomi at 13:15 0 Comentários
Conta a lenda que os Ibejis (gêmeos) nasceram de Oyá, mas são criados por Orixá Oxum. A história começa quando Oyá andava pelo mundo disfarçada de novilha.

ibejis - vungi - vunji - jimaguas - ere - criança - orisha - orisa - orixá - santo - candomble - santeria


Um dia Oxóssi a viu sem a pele e se apaixonou. Casou-se com Oyá e escondeu a pele da novilha para ela não fugir dele.


Orixá Oiá/Iansã teve dezesseis filhos de Oxóssi. Oxum, que era a primeira esposa de Oxóssi e que não tinha filhos, foi quem criou todos os filhos de Yansã.


O primeiro a nascer chamou-se Togum. Depois nasceram os gêmeos, os Ibejis,  e depois deles, Idoú. Nasceu depois a menina Alabá, seguida do menino Odobé. E depois os demais filhos de Oyá e Oxóssi.


Os meninos pareciam-se com o pai, as meninas, com a mãe. Oiá tinha os filhos que Oxum criava e assim viviam na casa de Oxóssi. Um dia as duas mães se desentenderam. Oxum mostrou a Oyá onde estava sua pele. Oiá recuperou a pele de novilha, reassumiu sua forma animal e fugiu.


Os Ibeji (Vunji/Jimaguas) são orixás com grande importância na cultura yoruba, aqui no Brasil (Candomblé) não temos um devido culto a este Orixás que tem uma grande força espiritual que é contado em várias lendas.

Conheça mais sobre os Ibeji:



Orixá Eleguá espanta a clientela dos adivinhos

Postado por: Alberto Ebomi at 21:38 0 Comentários
Orixá Eleguá espanta a clientela das adivinhos como é contado neste iton (história/pataki/lenda) onde  Oxum, Iemanjá e Obatalá viviam na mesma casa. Eram adivinhas de vasta clientela e tinham em Eleguá o guardião da porta.

elegua - ESU - ESHU - EXÚ - ELEGBARÁ - LEBARA - BARA

Muita gente recorria ao seu oráculo, levando para os rituais galinhas, patos, pombos e todo tipo de boas comidas e bebidas.

As adivinhas comiam tudo, se empanturravam.
Às vezes convidavam Xangô, Ogum e Oxóssi para acompanhá-las nas lautas refeições. Para Eleguá ofereciam só os ossos.

Eleguá andava insatisfeito com a situação.
Um dia, um rato entrou na casa das santeiras. Eleguá (Exú) caçou o rato e o comia aos pouquinhos. Eleguá comia o rato pouco a pouco na porta da rua, enojando a freguesia que adentrava a casa.

E assim toda a clientela foi afugentada, com asco do que via na entrada. Ninguém mais procurava as adivinhas, que não tinham mais o que comer, padecendo de uma fome desesperadora.

Um dia Oxóssi veio à casa delas e as ouviu chorar suas lamúrias. Soube que sempre davam a Eleguá os restos da comida e espantou-se com tamanho absurdo. Afinal, Eleguá era o dono da porta, por onde entrava toda a riqueza da casa.

Oxóssi procurou Eleguá e lhe disse que, se a clientela voltasse a consultar as deusas, ele comeria bem, nunca mais os ossos. A porta da casa mostraria a fartura da cozinha. Rapidamente a clientela dos búzios retornou a casa e desde então Eleguá passou a receber muitas oferendas.

E a casa de Oxum, Iemanjá e Obatalá tornou-se novamente e para sempre próspera.

Mais sobre o Orixá Eleguá:


Orixá e Signo (ODU) Regente para 2018 e as previsões para o Ano

Postado por: Alberto Ebomi at 19:13 0 Comentários
As previsões para 2018, Orixá regente e signo (ODU) que foi retirada na maior Casa de IFÁ do Brasil que fica no Rio de Janeiro, durante as primeiras horas do primeiro dia do ano, após realizarmos os cerimoniais necessários segundo as indicações de IFÁ, o ODÚ OGBE YONU foi revelado pelo oráculo de IFÁ trazendo as predições para o ano 2018.

OGBE-OGNUDA - odu 2018 - orixa 2018 - previsoes - santo - rege - regente

André Awó Ni Orunmilá Irete Kalu, sendo este o Babalawó mais novo, foi o responsável por atefar o ODÚ que nos trouxe IFÁ.

Foram 25 os Babalawós estiveram presentes durante o cerimonial na casa de Evandro Otura Aira IFÁ NI L’ÓRUN.

Odu toyale (o signo): OGBE YONU (Ogunda)

Primeiro testemunho: OTRUPON OYEKUN
Segundo testemunho: OSHE OMOLU (Ogunda)
Profecia de Ifá:
Ire susu Aje Oyale lese ORUNMILÁ. Onishe ko.
Tradução: Um bem firme de prosperidade gradativa que nos proporcionará ORUNMILÁ.
ORIXÁS que governam o ano, regem o ano: AZOWANO (Obaluaé) acompanhado de YEMANJÁ.
  • Devemos render homenagem a esse ORIXÁ durante o ano, a princípio para nos livrar e nos proteger das epidemias que segundo esse ODÚ surgirão com mais intensidade esse ano provocando mortandades. Este é um IFÁ que avisa de epidemias.
  • Manter as vacinas das crianças em dia como também manter as vacinas que são exigidas para prevenir epidemias atuais.
  • Disse IFÁ: que a chegada de recursos financeiros nos elevará bem lentamente a uma condição melhor com relação a realidade atual.
  • Nesse IFÁ nasceu um colar de IFÁ confeccionado com as cores de alguns ORIXÁS com o objetivo espiritual de proteger de energias negativas no momento da consulta com os IKINS.

Disse IFÁ que os maus pensamentos, a inveja assim como a constante utilização de meios espirituais negativos afetará com mais intensidade esse ano, comprometendo o bem-estar em um contexto geral.
  • Recomenda durante o ano o uso de amuletos espirituais em busca de proteção.
  • Importante manter os ILEKES (colares de orixás) devidamente energizados e consagrados e usá-los não só nos momentos religiosos.
  • Alerta de acidente de trabalho pelo uso inadequado das medidas de segurança.

Disse IFÁ: Cabrito que fura tambor, com sua própria pele paga.
  • Alerta que os impulsos motivados pelo orgulho, nos cegarão com relação aos riscos que correremos ao tentarmos livrar uma pessoa de um determinado problema, sendo assim sacrificados em seu lugar. Análise e cautela nesse sentido durante o ano.
  • Evitar lugares perigosos, não se envolvendo nos problemas dos outros para não complicar a própria vida.
  • Prevê a morte de um artista famoso por uma imprudência.
  • A lei do silêncio pode ser utilizada de forma arbitrária para restringir o toque de nossos tambores religiosos durante o ano, sobretudo limitando eventos que utilize instrumentos de percussão.
  • Evitar não ultrapassar os limites estabelecidos evitando transtornos.
  • Um acontecimento ruim em nossa religião nos direcionará a mudanças que fortalecerão sua estrutura e sua base trazendo benefícios permanentes nos próximos anos. (A pele humana foi substituída pelo coro do cabrito).
  • Aumentará a produção do corte de gado.
  • Um ano de evolução para aqueles que investem na carreira artística.
  • Recomenda-se sumo cuidado com problemas na pele.
Disse IFÁ: Os ORIXÁS OGUN, XANGÔ, OBATALÁ, ELEGBARA, OLOKUN, nos defenderão com mais força esse ano.

Nesse ODÚ, ORUNMILÁ capou o Ounkó (cabrito) em busca de paz com OXUM.
  • As mulheres esse ano reivindicarão com mais força os seus direitos, obtendo resultados satisfatórios nesse ano.
  • As mulheres estarão mais preocupadas com a segurança futura exigindo mais comprometimento e dedicação de seus companheiros no presente.
  • As promessas feitas pelos homens e o não cumprimento das mesmas acarretarão desgastes, ciúmes e brigas dentro do matrimônio.
  • Esse IFÁ recomenda aos homens cumprir com a palavra, cumprir com as responsabilidades e deveres assumidos com as mulheres, do contrário serão submetidos a intranquilidades criadas por elas.
  • Em contrapartida, as mulheres que buscarem ajuda espiritual receberão ajuda encontrando um companheiro que lhes fará feliz. (Nesse ODÚ, OXUM casou-se com ORUNMILÁ)
  • Recomenda-se por esse IFÁ realizar sacrifícios ao espírito do cônjuge para estabelecer uma nova relação no presente.
  • Esse ODÚ avisa de guerras entre casais separados.

Nesse ODÚ nasceu AJALÁ um caminho de OBATALÁ que é responsável pela escolha de nosso destino, de uma boa cabeça.
  • Nesse ODÚ as cabeças que foram escolhidas na casa de AJALÁ (ori) se destruíram pelas chuvas.
  • Recomenda-se cuidado extremo com chuvas, que nesse ODÚ é prejudicial à humanidade.
  • IFÁ alerta para a destruição de casas, cidades, acidentes, mortes, sequelas graves ocasionadas pela chuva.
  • Alerta para queda de barreiras e deslizamentos de terras.
  • Devemos nos precaver quanto a estrutura de nossas casas.
  • Esse IFÁ proíbe sair embaixo de chuva para não perdermos a sorte.
  • Em contrapartida nesse ODÚ, a chuva foi necessária para ajudar a limpar a terra de uma grande epidemia (caminho onde não se enterravam os mortos).
  • IFÁ alerta para o aumento nos casos de ansiedade, problemas emocionais, depressões, já que o Ori da maioria das pessoas pode não compreender o tempo certo das coisas, colocando tudo a perder.

As pessoas que forem resignadas, pacientes e religiosas realizarão seus objetivos. Recomenda a realização de ebó e sacrifícios ao Ori (Cabeça) em busca do equilíbrio.
  • Aumentará a procura por vasectomia.
  • Aos homens sumo cuidado com a saúde evitando problemas orgânicos que comprometerão a virilidade, atenção redobrada com acidente que cause esterilidade, cirurgia de próstata etc.

Nesse ODÚ a terra é inimiga dos seres humanos.
  • A sobre carga de maldades causadas pela humanidade sobre a terra durantes os anos anteriores trará como consequências, epidemias, enfermidades contagiosas, doenças já erradicadas, surto de dengue etc. Este é um ODÚ de epidemias, acidentes com a terra, destruição de plantações e contaminação pela água.
  • Recomenda-se oferecimento de sacrifícios a ORIXÁ OKO, INLE OGUERE e a OLOKUN para nos defender das calamidades.

Nesse ODÚ nasceu tocar o ORI com OPELÉ IFÁ para a adivinhação.
Recomenda-se a consulta com oráculo de IFÁ para não perdermos o caminho do nosso destino durante o ano.
  • A falta de paciência, a competitividade social, a desobediência, farão com que muitas pessoas se desviem do caminho do êxito, se desalinhando do seu destino para sempre. (Os apressados escolheram a pior cabeça)
  • A cabeça ruim significa: A pressa, a imaturidade, atitudes que contrariam a lógica da vida, representa a insensatez que nos leva a devaneios, nos cega quanto a nossa própria realidade, nos impulsionando a ações impensadas que comprometem nosso futuro negativamente.
  • A cabeça boa significa: procurar refletir quanto aos nossos limites evitando os excessos, ter a consciência que a construção de um caminho de sucesso na vida é árduo, é com sacrifícios, com disciplina mental, entender que qualquer resultado satisfatório é consequência de um conjunto de fatores, entre eles nosso destino, entendendo que a noção de melhoras em nossa vida deve ser analisada com base na nossa realidade, não na realidade do outro, pois cada um tem uma virtude, cada um tem um ORI (destino)

IFÁ recomenda se aprofundar com o ODÚ que nos foi revelado na iniciação, para não perdermos a direção.
Nesse ODÚ o maestro entregava a xícaras de mingau contendo riquezas para seus discípulos.
  • IFÁ prevê crescimento nas pequenas empresas e falência das grandes empresas.
  • Os rótulos sociais dificultarão as pessoas a reconhecerem a chegada da sorte, que estará escondida atrás das aparências simples. Esse desperdício beneficiará as pessoas mais humildes e necessitadas.
  • O preconceito em todos os sentidos será combatido com mais força durante o ano nos ambientes sociais, mesmo surgindo aumento nos casos. As consequências levarão a reflexão, aumentando o respeito às diferenças.

Nesse ODÚ, OBATALÁ desejava um trono.
  • Recomenda-se a restruturação de hábitos religiosos para recuperar a sorte perdida.

É necessário por esse ODÚ reverenciarmos OBATALÁ para que a sorte entre em nossos lares.
  • IFÁ nos alerta que estaremos sucessíveis a doenças do fígado, pâncreas, diabetes, estômago, vistas, derrames cerebrais, deterioração dos dentes, embolias, pressão arterial e coração.

Recomenda se iniciar no culto a ODUDUWÁ para estabilizar a saúde, ou fazer sacrifícios caso seja iniciado.
  • Esse ODÚ menciona o malversador do erário público, roubo nos cofres públicos permanecerão.

Nesse ODÚ, ORUNMILÁ governou após o fracasso dos antecessores.
  • A pressão da sociedade através das manifestações contra os governantes, surtirá efeitos positivos.
  • O descaso dos governantes permitirá mortes e o aumento da fome em nosso país em lugares menos favorecidos.
  • Um personagem político trará esperanças para o povo brasileiro.
  • Um chefe do governo poderá ser destituído de seu cargo.

Nesse ODÚ nasceu a unificação das terras.
  • O país receberá ajuda externa durante o ano, assim como aumentará a importação e exportação que elevará a econômica do nosso país aliviando a crise.
  • A união familiar e religiosa é a única forma de superarmos as dificuldades durante o ano.

Recomenda-se realizar sacrifícios a XANGÔ e OGUN para manter a solidez e união na família.
  • Os religiosos buscarão a união para vencer o preconceito e reivindicar direitos.

Esse ODÚ representa a imagem de um crocodilo.
OGBE YONU, YONU significa boca muito aberta representando a gula.
  • Haverá um crescimento no mercado profissional gastronômico.
  • Os bares, mercados, restaurantes, pizzarias, ambulantes, assim como o mercado informal alimentício será um setor em expansão.
  • Ambulante será um caminho para driblar a crise.
  • Aumento nos casos de obesidade.
  • A má alimentação, assim como a gula, afetará a saúde de forma agressiva.

Nesse ODÚ não se enterravam os mortos.
  • Aumento no desaparecimento de familiares.

Recomenda-se realizar a cerimônia de Paraldo.
Disse IFÁ: A falta de consciência da importância do culto aos ancestrais tem prejudicado a sorte de seus descendentes.
  • Devemos realizar sacrifícios aos nossos ancestrais evitando os arrastres negativos que os perseguiram em vida.

Disse IFÁ: “Com a paciência se faz rei”.
  • Um ano de vitórias, prosperidades e realizações para aqueles que lutarem resignadamente para alcançar suas metas.

Neste ODÚ nasceu OGUN XORO XORO.
  • A violência urbana pode chegar ao extremo da crueldade.

Recomenda-se buscar proteção com o ORIXÁ OGUN durante o ano.
Nesse ODÚ AZOWANO caminhou com cinco Ounkós (cabritos)
  • Avisa de acidentes em transportes públicos, assim como nos transportes alternativos por descartes e má conservação dos veículos criando transtornos no cotidiano.
  • Aumento no número de transportes alternativos.
  • O excesso de velocidade aumentará o número de acidentes no trânsito.

Para aqueles que tenham pai falecido, esse IFÁ prescreve a proteção do mesmo durante o ano.
  • É um ano onde as pessoas podem não prezar pela união, acreditando que encontrarão o que buscam sozinhos, esquecendo que a interação social nos completa como seres humanos, perdendo o sentido e as oportunidades na vida.
  • Disse IFÁ que o consentimento aos filhos, a permissividade, a falta de limites, a superproteção, os tornarão despreparados e fracos para a vida, tanto no presente, quanto no futuro.
  • Muitos podem cair na delinquência.
  • Orienta aos pais a exigirem mais dos filhos enquanto há tempo, para não os perderem para o mundo, para a vida.
  • Crescerá significativamente o desrespeito dos filhos para com pais.

Do contrário os pais para salvarem seus filhos terão que entregar tudo que conquistaram na vida, por conta dos problemas que estes buscarão com sua conduta.
  • IFÁ recomenda orientar os filhos e realizar sacrifícios para livrá-los da maldade do mundo.
  • A base de OGBE YONU é a violência, a falta de reflexão, a impulsividade, a agressividade, aumentando a violência doméstica, com vizinhos, as pessoas estarão menos tolerantes umas com os outras dentro do contexto social, religioso, profissional, familiar etc.
  • Esse é um ODÚ de riquezas.
  • Aumento na indústria de cosméticos, assim como no setor de beleza e estética.
  • As mulheres estarão mais preocupadas com aparência física durante o ano.

Recomenda-se sacrifícios à terra.
  • Recomenda-se a busca para consagrar ORIXÁ para obter mais resistência espiritual com relação as situações adversas. (AJALÁ)
  • É um bom ano para quem deseja o primeiro filho.
  • Um bom ano para aqueles que desejam reformar suas casas.
  • Um bom ano para aqueles que queiram investir na carreira odontológica, já que pela má alimentação, a saúde bocal estará comprometida nos próximos anos.
  • Um ano positivo para aqueles que desejam adquirir um terreno, casa etc. (A casa de branco)
  • Um ano de boas oportunidades no setor de carpintaria. (Trono de OBATALÁ)

Esse é um IFÁ de avareza. É necessário controlar a ambição e assim evitar a avareza que pode cegar as pessoas do perigo que podem correr, motivados cegamente pela ambição.
  • IFÁ recomenda a paciência e que de pouco em pouco, se chega longe.
Que as bênçãos de OBATALÁ, assim como de AZOWANO alcance a todos!

Esse ODÚ recomenda realizar sacrifício a ORIXÁ OXUM em busca da paz e harmonia na família e no matrimônio.

Ifá Ni L’Órun
Artigos populares
Culto afro brasileiro
Site Criado para divulgar a religião do Candomblé e a Umbanda, falando sobre Orixás, Entidades, Caboclos, Ifá, Cultura Afro-brasileira, para que os seguidores de nossa tão linda religião cada vez mais se enrriqueça de sabedoria e cultura. Axé para Todos!!!

Licença Creative Commons
Obra de divulgação, não deve ser comercializada de nenhuma forma. Não é permitido copiar artigos do blog sem a devida autorização do autor.

back to top