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Oxum Opará tem inveja de Yansã (Oyá)

Postado por: Alberto Ebomi at 21:10 0 Comentários
Como conta a história (lenda) o Orixá Oxum Opará tem inveja de Yansã (Oyá) e vivia Oxum no palácio em Ijimu, passava os dias no seu quarto olhando seus espelhos.

Eram conchas polidas onde apreciava sua imagem bela. Um dia saiu Oxum do quarto e deixou a porta aberta. Sua irmã Oiá entrou no aposento, extasiou-se com aquele mundo de espelhos, viu-se neles. As conchas fizeram espantosa revelação a Oiá. Ela era linda! A mais bela! A mais bonita de todas as mulheres!

Oxum opara - Oya - Yansã - Oxun - oshun

Oyá descobriu sua beleza nos espelhos de Oxum. Oiá se encantou, mas também se assustou: era ela mais bonita que Oxum, a Bela. Tão feliz ficou que contou do seu achado a todo mundo.
E Oxum Opará remoeu amarga inveja, já não era a mais bonita das mulheres.
Vingou-se.

Um dia foi à casa de Egungun(espíritos) e lhe roubou o espelho, o espelho que só mostra a morte, a imagem horrível de tudo o que é feio. Pôs o espelho do Espectro no quarto de Oiá e esperou. Iansã entrou no quarto, deu-se conta do objeto.

Oxum trancou Oiá pelo- lado de fora. Oiá olhou no espelho e se desesperou. Tentou fugir, impossível. Estava presa com sua terrível imagem. Correu pelo quarto em desespero. Atirou-se no chão.
Bateu com a cabeça nas paredes.Não logrou escapar nem do quarto nem da visão tenebrosa da feiura. Oyá (Yansã) enlouqueceu.

Oiá deixou este mundo. Oxalá, que a tudo assistia, repreendeu Opará e transformou Yansã em orixá. Decidiu que a imagem de Oiá nunca seria esquecida por Oxum. Obatalá (Oxalá) condenou Opará a se vestir para sempre com as cores usadas por Oiá, levando nas jóias e nas armas de guerreira o mesmo metal empregado pela irmã.

Nomes destes Orixás em diversas culturas: Oxum

Oxum (Candomblé), Oshun (santeria), Osun (Yoruba);
Qualidades (caminhos): Opará, Ijimu, Yepondá, Carê, entre outras.

Quem é Olodumare / Olorun dentro da Religiao Yoruba/Ifá?

Postado por: Alberto Ebomi at 14:29 0 Comentários
Quem é Olodumare/  Olorun, Olofin dentro da religião orisha, santeria, Ifá, Candomblé? Os africanos não são tão intelectualmente pobre como a falta de uma concepção sofisticada do Ser Supremo. Tal Ser reconhecido e dado uma privilegiada posição ou status em suas religiões. Esses estudiosos também identificaram alguns dos atributos do Ser Supremo, nas religiões africanas indígenas.

Alguns desses atributos têm sido muito semelhantes aos projetados nas compreensões religiosas cristãs do Ser Supremo – onipotência, onipresença, onisciência, bondade, divindade, criador, etc.

Olodumare - ifa - oduduwa - orunmila - Olofin - orishas - santeria - babalawo

Na tradicional religião yorùbá Ifá e nas afro descentes, o Ser Supremo é Olódùmarè que vive numa dimensão "paralela" a nossa, conhecida por Òrun (céu, espaço). Por isso também aclamado de Olorun, Senhor do Òrun, é o Criador do Òrun e do Àiyé (terra, mundo material), o universo conhecido e ou ainda desconhecido por nós. É o Ser Superior e Criador dos Òrìsà e do Homem.

Ele é o Ser Supremo que estabeleceu a existência e o Universo.

Olodumaré: O SUPREMO



Apoiar a necessidade de sua pesquisa em Yorubá crenças no Ser Supremo, Bolaji Idowu (estudioso) diz:

Em todos os trabalhos anteriores que tenham relevância para a religião dos Yorubá, a Divindade foi atribuído um lugar que faz dele remota, de pouca importância no esquema das coisas. Muito poucas pessoas que realmente sabem o Yoruba pode escapar da incômoda sensação de que há algo inadequado, para dizer o mínimo, sobre tal noção, e é a “sensação desagradável” que me levou a investigação do que os Yorubá acredita realmente sobre a divindade.

Tal concepção equivocada do Ser Supremo entre os Yoruba é consoante com a atitude geral do colonialista europeu que, por ignorância, ridicularizou a cultura, costume, religião, organização política, ciência, comércio, etc, o chamado povos “primitivos” do mundo. Tal atitude facilmente desculpas e justifica suas ações na subjugação e forte apropriação das colônias.

Certamente, um povo que supõe o Ser Supremo, a ser um pouco “maior” do que qualquer outro ser, ou coloca-lo “primeiro entre iguais” deve ser inferior a essas pessoas que colocam Deus acima e além do nível de outros seres totalmente  . Essas pessoas precisam de ajuda, pois o nativo diz que ele tem uma vida de ociosidade completa e repouso, e passa seu tempo cochilando ou dormindo. Como ele é muito preguiçoso ou muito indiferente a exercer qualquer controlo sobre os assuntos terrenos, o homem ao seu lado não perde tempo em que se esforça para propiciar-lhe, mas reserva a sua adoração e sacrifício para os agentes mais ativos.

E, como Parrinder diz, de uma forma bastante ambivalente que exibe sua confusão e o dilema do erudito teólogo estrangeira:

Politeístas que justificam a sua adoração a deuses menores, quando pressionado, pode referir-se ao afastamento do céu ou pelo menos as demandas mais urgentes dos outros deuses.

. Quando os estudiosos teólogos africanos discutir os atributos de Deus entre os africanos, eles ignoram o problema do mal. Os atributos que atribuímos a Olodumaré são, que ele é o criador, o rei onipotente, onisciente, juiz, imortal e santo . Num outro trabalho, Olódùmarè é único, real, e um controlador . De acordo com Mbiti, Deus (Olodumare) para além dos atributos listados , tem outros atributos, como transcendência, imanência, auto-existência, preeminência, grandeza, poderes causais, imaterialidade, mistério, unidade, eternidade, a pluralidade, a misericórdia , bondade, amor, fidelidade e bondade .

Todos esses atributos, quando co-presente no Ser Supremo, ao máximo, gerar o problema do mal em qualquer religião. Este problema tem-se mantido a um canceroso na religião judaico-cristã (pós Antigo Testamento) e tem sido a fonte de ateísmo truculento, ceticismo e agnosticismo. Vamos examinar brevemente este problema, uma vez que surge na religião cristã e perguntar se este problema é igualmente ou até mesmo sempre presente no entendimento Yoruba de Deus (Olodumare).


O problema filosófico teísta DO MAL

 


O problema teísta do mal podem ser devidamente apreciados se apreende a importação da seguinte passagem de Quinn. Das religiões teístas, ele diz:

De acordo com os teístas, as pessoas humanas são chamados a adorar a Deus. Teístas geralmente afirmam que sua reverência e adoração são as respostas adequadas a ele. Este ponto de vista pressupõe que Deus merece ou merece adoração. Se um ser não fosse digno de adoração, então certamente adorar dirigido a tal ser seria amplamente inadequada. Mas que características deve um objeto de culto sendo que a montagem e merecedor?

Parece claro que só um ser moralmente perfeito poderia ser digno de devoção incondicional típico de adoração teísta. Bondade moral aquém da perfeição pode ganhar um ser admiração, mas nunca adoração. É por isso que é essencial para a ortodoxia teísta que Deus ser pensado como perfeitamente bom .

No entanto, a afirmação da existência muitas vezes surgiram de diversas orientações cognitivas e fontes sincretizado em um critério epistêmico absoluta. Para apoiar a posição de que Deus existe, alguns poderiam apresentar revelação – de que Deus revelou a Si mesmo em diferentes graus apropriados às circunstâncias a certas pessoas como Moisés, Maomé, e o escritor do Apocalipse na Bíblia Sagrada, alguns outros afirmam conhecimento do numinoso por intuição direta do mais íntimo do seu ser, alguns vão alegar razões morais para sustentar tal conhecimento, alguns outros vão usar a natureza do cosmos para apoiar a sua afirmação epistêmica, enquanto outros ainda afirmam que o conhecimento por um salto de fé.

Qualquer que seja o método de descoberta cognitiva Deus é chegado dentro de todas as formas de teísmo, alguns atributos são considerados intrínsecos à sua natureza a merecer a devoção e adoração sublime e inigualável.

Se Deus é onipotente, onisciente, criador (causa prima ou prima Causa)

Todo-amoroso, todo-bom, todo-misericordioso, então como podemos explicar o mal?

Será que Deus causa o mal?


Se Deus não faz mal, depois que ele faz?

Quem criou esta causa do mal?

Foi o criador de tudo sabe, o passado, o presente eo futuro do mal?

Ou, na verdade, é Deus todo-bom, todo-amoroso e todo-poderoso, mas incapaz de parar o mal – o que é um absurdo?

Ou então, que Deus não deseja parar o mal?

Este é o dilema que o teísta tem que encarar de frente! Cristianismo e outras religiões monoteístas, conceituada desta forma, não parece ter qualquer maneira fácil de escapar um dos chifres do dilema ou de passar entre eles. Se optar por dizer que Deus não criou o mal, então ele teria que seguir lá também existe o mal no mundo, o que é obviamente falso, a menos que redefinir nossos conceitos, ou que alguém mal criados, o que significa que Deus não criar tudo. Mesmo com essa ressalva, ainda haveria o problema de explicar quem criou o criador do mal – ou então, o mal é auto-causado, que é igualmente convincente. Se optar por dizer que Deus não queria erradicar o mal, então isso poderia significar tanto Ele não tem o poder de fazê-lo, ou ele é sádico e malévolo, as opções que são totalmente inaceitáveis ​​para o teísta. Há, em seguida, parece não haver forma de fugir do problema sem que nenhum redefinição e limitando os atributos da divindade ou tornar-se um ateu, ou, pelo menos, um agnóstico.

O problema do mal em Yorubá filosofia da religião

 

É puramente uma questão acadêmica para começar por dizer que os povos iorubás têm muitas divindades através do qual cada grupo abordagem Olodumare segue-se que não se pode falar de uma religião tradicional Yoruba. Tal linha de raciocínio só vai ajudar a diminuir a tarefa crucial de compreensão de como o Yoruba conceber o mal antes do cristianismo. Na medida em que é racionalmente possível, deve-se afirmar enfaticamente que o problema do mal não fez, não faz, e não precisa surgir dentro Yoruba (Ifá) religião tradicional. Na verdade, esta afirmação axiomática inicial precisa de toda a ênfase que pode provocar, apesar de todos os esforços para mostrar o contrário, só esta conclusão parece ser a única plausível e defensável.

Olodumare tem todos os atributos que Idowu, Mbiti, Awolalu, Dopamu, e outros estudiosos têm anotado teológicas, isto é, Olodumare é a origem do universo e na língua do Anselm, Ele é o Ser que nada maior pode ser concebido.

Vamos considerar alguns desses atributos, particularmente aqueles que têm gerado o dilema de como explicar o mal no cristianismo. Neste sentido, devem ser concisas e expor os fatos como eles foram apresentados por outros estudiosos e como encontrado em Yoruba religião tradicional.

(A) Olodumare é o Criador,


causa e origem de todas as coisas:

 



Aqui Idowu diz:

. . . temos aprendido que as divindades foram trazidos à existência por Olodumare e que o trabalho de criar a Terra foi encomendado por ele. Tudo no céu e na terra deve a sua origem n’Ele. Na sua qualidade de Criador Ele é conhecido como Eleda – “o Criador”, “o Criador”. Ele é a origem eo doador da vida, e em que a capacidade Ele é chamado de Elemi – “o proprietário do Espírito”, ou “o dono da vida” .

A evidência de que Olodumare é o criador de tudo o que é exibido em praticamente todas as contas da relação entre Olodumare e do Universo. Onde Ele não causar ou criar diretamente, Ele instruiu as divindades para criar e Ele supervisionou o trabalho de criação. Então, Ele criou tanto o bom eo ruim, o bem-formado e deformado, a estação chuvosa ea seca. Por meio dele deve ser buscada a causa de todas as coisas. E tudo o que existe tem uma razão de ser e pode ser entendido e usado pelos homens pensantes e talentoso como os herbalistas e medicina.

(B) Olodumare é o ser mais poderoso para quem nada é grande demais ou pequeno demais, ou Abaixo Além de realizar:

Aqui os poderes de obas, ancestrais anciãos, bruxas, ervanários, curandeiros, divindades, etc, são todos derivados de Olodumare e são limitados e restringível por ele. É esta característica que transmuta na linguagem da patrística e escolástica igreja homens para o conceito de onipotência, e isso não pode ser discutido com, uma vez que o Yoruba, obviamente, acreditam que tudo de bom e ruim ter sua origem a partir de Olodumare.

Aqui, como na criatividade de Olodumare, não se deve se surpreender que o bem eo mal estão todos no controle e dispensação de Olodumare. Em última análise, cada um uso adequado ou uso indevido de tal poder está sujeito a pronunciamento final, de Olodumare de julgamento. Seus caminhos são tais que os malfeitores não escapar da punição.

(C) O conhecimento de Olodumare é incomparável e,
portanto, não tem igual:

 


Tendo evitado o uso da dicção clássica e neo-clássica de onipotência, também é aconselhável para evitar a nomenclatura da onisciência na descrição do conhecimento mais abrangente e sabedoria da Divindade Suprema entre os povos Yoruba.

Isto não é porque ele tem embutido dificuldades conceituais e gera dilemas. Não há como contestar o fato de que Olodumare tem o maior conhecimento. No entanto, o fato de que algumas coisas acontecem “por trás de suas costas” ou “sem a Sua consciência direta” foi confirmada nos aspectos práticos da criação, manutenção e funcionamento do universo, aqui, ali e em toda parte, incluindo até mesmo o domínio de Olodumare (Orun ou o céu). Ele recorreu ao uso de Orunmila e Ifa, os sábios e os meios de discernir a situação das coisas do passado, presente e futuro.

Esta sugestão relativa à limitação do conhecimento de Olodumare pode parecer ser o mais aberto a controvérsia entre aqueles muito usado para a tradição anterior originada por Idowu e aprimorada pela polinização cruzada da religião. Assim, é pertinente reforçar-lo com exemplos concretos a partir de materiais existentes na tradição iorubá.

Em obras de Idowu encontra-se: (i) a conta de como terra sólida foi criado relatou o comissionamento de algumas divindades para executar o trabalho, como alguém falhou e como, finalmente, a tarefa foi completada por terceiros e do relatório teve que ser levado de volta a Olodumaré . (Ii) Olodumare uma vez consultou o oráculo para saber sobre sua possível morte e ouvimos esta passagem Ifa dizendo:

Korofo, o culto do clandestino É o que consultou o oráculo sobre Olodumare e declarou que sua morte nunca seria ouvido falar.

Outro diz:

Olodumare tem coçou a cabeça com pó da-madeira (Iyerosun)

Ele nunca vai morrer (Sua) cabeça inteira se tornou extremamente respeitável.

Todos estes são registrados em Ogbe (O) Yeku por Idowu. As traduções inglesas fornecidas por ele não parece ser o mais adequado ou a mais exata e fiel.

A segunda linha da primeira Ifa citado fala como se não fosse Olodumare que o próprio consultados Korofo, o sacerdote de Ifá do clandestino, mas Korofo que fez a consulta, sem qualquer pedido, cerca de Olodumare.

Além disso, o segundo fala do oráculo como o apoio à imortalidade de Olodumare. No entanto, corretamente entendida, será óbvio que era Olodumare que consultou seus sábios.

Na mesma linha Òkànràn Osa diz:


O jovem nunca ouvi esse tecido está morto, tecido só usa velho em pedaços.
O velho nunca ouvi esse pano está morto, tecido só usa velho em pedaços;
O jovem nunca ouvir que Olodumare está morto, tecido só usa velho em pedaços;
O velho nunca ouvir que Olodumare está morto
tecido só usa velho em pedaços.


(D) Olodumare é o Bom Juiz: 



Na religião iorubá tradicional muitos atributos são coincidentes na bondade de Olodumare. Estes incluem a imparcialidade do julgamento, onde o caso é levado perante Ele. Ele escuta atentamente para ambos os lados. Outros são santidade e benevolência.

Deus dispensa a justiça com imparcialidade compassivo, mas ele não ribeiro desonestidade ou esperteza pretensioso. À medida que o Supremo Rei, depois de Sua corte não há nenhum outro tribunal de recurso para corrigir os erros, por esta razão Ele não toma decisões arbitrárias que entram em conflito com os ditames da justiça.


ÈSÙ (Eshu, Exú, Eleguá) E Olodumaré:

 


O entendimento usual e interpretação de Exu é  uma das principais divindades entre os povos Yoruba. De acordo com Idowu (estudioso):

. . . Esu é essencialmente um “oficial especial de relações” entre o céu e a terra, o inspetor-geral que informa regularmente Olodumaré sobre as ações das divindades e os homens, e verifica e faz relatórios de certeza sobre a exatidão de culto em geral, e sacrifícios em particular.

Isto mostra claramente que como uma divindade capaz de fazer seus deveres como cobrados por Olodumare, Esu ocupa uma posição de destaque entre as divindades. Ele descarrega essas funções sem medo ou favor. Assim, Esu é um bom ministro de Deus. Ele é o aplicador que garante que devida recompensa e punição resulta em nenhuma ação. Ele é, portanto, cortejada e até subornado. Quando essas aberturas não conseguem mitigar a punição, Eshu é, então, dado um nome ruim.

A tradição mostra que Èxù é um amigo indispensável de todas as outras divindades e um intermediário entre Orun e Aye. Onde, então, é a equivalência que o Yoruba Èsù é Satanás?


ORIKI (reza, Oro, Louvação):


Iba Olodumare , Oba Ajiki ajige . Ogege Agbakiyegun . Okitibiri Oba ti nap ojo iku da.
Respeite para o útero da criação, o primeiro monarca da Mensageiros , a alta Pai dos antepassados, o governante , que nunca enfrentou a morte .

Atere k'aiye , Awusikatu , Oba A Joko birikitikale , Alaburkuke Ajimukutuwe , , Ogiribajigbo, Oba ti o fi imole se aso bora, Oludare ati Oluforigi, Adimula, Olofin aiye ati Orun.

O Espírito da Terra. Louvamos seus nomes modelado luz alabanza. VOCE para criar todas as coisas.
A fun wen ake wen, Owenwen ake bi ala.

Mistério Proprietário da Natureza , cujas palavras são a lei da criação.

Olofa ahipa aladas Oba para dake Dajo ouro.

 Guardião dos Mistérios do desconhecido. A fonte de todos os chefes de Criação.

Awosu Sekan . Oba ajuwape alaba alase lori ohun gbogbo.

Luz Divina sempre seja louvado na Floresta Sagrada.

 Araba nla ti nmi igbo kijikiji.

O rei de todas as formas de consciência na Terra . Em primeiro lugar entre os imortais do Céus.
Ati akiku Oyigiyigi Nigbo Oba Oba , Oba atenile forigbeji , Awamaridi Olugbhun mime A Orun .
O Espírito das Manifestações e Rei dos reis .

Ela funfun gbo o Oba toto bi aro, pamupamu digijigi ekun awon aseke. Awimayehun Olu ipa Oba Airi. Arinu rode Olumoran okan.

Você é a mesma criação , este é o seu trabalho, e, portanto, recebe os elogios de seus filhos. Você é o único que distribui bênçãos no Céu e na Terra.

Abowo gbogbogbo ti yo omo re. Ninu ogin aiye ati Orun. Iba to – to – to. Asè.
Pai Celestial , nós oferecemos todo o nosso respeito.

Eu O SAÚDO!.

O que é um Babalawo? Babalawo é pai do segredo,sacerdote de Ifá.

Ogum repudia Oyá por causa de Xangô

Postado por: Alberto Ebomi at 14:09 1 Commentario
Conta a lenda/iton que Ogum repudia Oyá por causa de Xangô. Orixá Ogum vivia com Oyá, um dia seu irmão Xangô foi visitá-lo e, na casa de Ogum, Xangô deparou com sua bela mulher. Voltou para casa atormentado pela beleza que vira. Desejou Oyá ardentemente.

Não desistia da ideia de possuir a mulher do seu irmão. Xangô voltou à casa de Ogum dizendo-se doente, nem conseguia se alimentar.

ogum - ogun - oggun - orisa - orixá - orisha - candomble - umbanda

Ogum acudiu-o e pediu-lhe que ensinasse a Oyá (Yansã) o preparo de seu prato predileto, o amalá, que sem dúvida saciaria sua fome e o curaria.

Oiá preparou o amalá conforme ensinado.

Antes de comê-lo, Xangô pediu a Oiá que acrescentasse um pó, advertindo-a contudo que não provasse da comida. Xangô comeu com gula e saciou a fome.

A proibição deixou Oiá muito curiosa. No dia seguinte, Iansã fez novamente a comida, mas desta vez não resistiu e provou dela. Disse a Xangô não ter sentido nada especial.

Xangô entregou-lhe o pó para acrescentar. O pó tinha o poder de botar labaredas pela boca.  Oiá pôs o pó no amalá e comeu dele.

Ogum repudia Oyá


Desde então Oiá tem o poder de botar fogo pela boca. Ogum, ao ver sua mulher cuspindo fogo, repudiou Yansã e a entregou a Xangô,  Xangô cinicamente recusou a oferta. Ogum insistiu para que levasse Oiá dali.

Xangô tinha enganado Ogum. Xangô levou Oiá para casa, feliz com sua vitória.

Orixá Ayrá / Aira: Xângo ou não?

Postado por: Alberto Ebomi at 19:29 0 Comentários
Orixá Ayrá / Airá era um Orixá no fundamento de Xangô, Airá era considerado um de seus servos de confiança e segundo uma de suas lendas, Airá, tentou instaurar um atrito entre Oxalá e Xangô, graças a isso Airá deve ser tratado de forma diferente de Xangô e seu assentamento deve ficar na casa de Oxalá. Por essa rivalidade com Xangô, não se deve coloca-los juntos jamais na mesma casa nem podendo Airá ser posto em cima do pilão de duas bocas, pois provoca a ira de Xangô. Sua cor é o branco e seus ornamentos são prateados.

 

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Orixá Ayrá/ Airá é normalmente confundido com Xangô (Candomblé), no Brasil, na verdade é uma divindade à parte, que não pertence à família de Xangô. Airá é uma divindade da região de Zave muito embora não existam registros de iniciação para ele nessas terras, seu culto está restrito ao seu templo em Zave, Nigéria. No Brasil, sacerdotes desinformados e sem discernimento criam inúmeras lendas a seu respeito, até dizem que ele seria irmão gêmeo de Xangô, o que é verdadeiramente um absurdo.

Segundo as casas de culto ao orixá, este orixá veste-se de branco e tem profundas ligações com Oxalá. Airá não usa coroa, mas um ejete branco. Suas comidas votivas não são temperadas com dendê, nem com sal e sim com banha de ore africana. Comeria quiabos, assim como Xangô e Iro-o.

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Airá é um Orixá relacionado a família do raio mas pode ser relacionado ao vento, seu nome pode ser traduzido como redemoinho, redemoinho é o fenômeno que mais se assemelha a um furacão em território Africano. Airá então pode ser louvado como a divindade que rege o encontro dos ventos. Em território africano, não existe registro ou relatos de pessoas regidas ou iniciadas para ele, onde ele é cultuado, o culto predominante é o de Nanã e de Ovalai, já que Zave é uma região que fica em território Jejue. Pouco se sabe sobre o nascimento ou surgimento de Airá e por esta razão muitos atribuem sua filiação à Iemanjá e a Orfanai, assim como Xangô e Aganou.

No Brasil, Airá é visto, erroneamente, como uma qualidade de Xangô. Airá seria uma face mais amena e pacífica de Xangô. Hoje, com a falta de conhecimento, muitos zeladores preferem iniciar uma pessoas de Airá do que de Xangô, na realidade está cada vez mais difícil encontrarmos filhos de Xangô, em sua grande maioria, os filhos de Xangô estão sendo iniciados em outros Orixás.

Ao contrário de Xangô, Airá não é um Orixá rei nem possui o carácter, punitivo como Xangô.

Airá zela pela paz e pela justiça de forma incondicional, ao contrário de Oxalá que representa a paz, Airá estabelece a paz e possui uma ação mais imediata em suas funções, Airá pode ser qualificado como um sentinela de Oxalá, ou melhor, de Oxalufã é seria ele quem estabelece sua vontade.
Em relação a Aira, a poucos detalhes na África. Em Ketu, ele é conhecido sob a designação de Abonam ou Aira Igbonan. Dizem que é originário de Sabé (Zave) e que é o irmão mais velho de Xangô.

Diz também que seu tempo principal ficava em Dassa-Zoumé em Vedji perto ao de Sanponná. Diz que que havia duas informações contraditórias - Uma dizia que ele originário da região de Oyo, segundo outros de Abomé, onde era confundido com Sobô.

Orixá Airá ( filho forte o Senhor do Redemoinho)é um Deus relacionado a família do raio mas também é relacionado ao vento, seu nome pode ser traduzido como Redemoinho, vale lembrar que o redemoinho é o fenômeno que mais se assemelha a um furacão em território Africano. Airá então deve ser louvado como a divindade que rege o encontro dos ventos.

Em território africano, não existem registros ou relatos de pessoas iniciadas para Ele. Seu culto é proveniente da região de Zave que faz parte do território Jejê, nesta região os cultos predominantes são os de Nanã, Ovalai, Omolu e Oxumarê. Pouco se sabe sobre o nascimento ou surgimento de Airá e por esta razão muitos atribuem sua filiação à Iemanjá e a Orfanai, assim como Xangô e Aganou. Por este motivo alguns sacerdotes sem conhecimento chegam a afirmar que Airá seria irmão de Xangô, quando não há nada que fundamente esta afirmação.

No Brasil, Airá é visto, erroneamente, como uma qualidade de Xangô. Airá é visto como uma face mais amena e pacífica de Xangô. Hoje, com a falta de conhecimento, muitos zeladores preferem iniciar uma pessoas de Airá do que para Xangô, na realidade está cada vez mais difícil encontrarmos filhos de Xangô. Ao contrário de Xangô, Airá não é o Orixá rei nem possui o carácter punitivo e colérico. Esta característica mais amena de Airá, pode ser evidenciada em uma de suas cantigas que diz:

"A chuva de Airá apenas limpa e faz barulho, como um tambor".

Airá possui uma ligação muito grande com Oxalá, na verdade tudo o que for oferecido a Ele não deve conter sal e dendê. Suas comidas votivas não são temperadas com dendê e sim azeite de oliva ou banha de ore.

Airá zela pela paz e pela justiça de forma incondicional, ao contrário de Oxalá que representa a paz, Airá a estabelece e possui uma ação muito mais direta em sua imposição, Airá pode ser qualificado como uma sentinela de Oxalá, ou melhor, de Oxalá e seria Ele, Airá, quem estabelece sua vontade.

Folhas de Aira/Ayrá :


Agrião do Pará  (awere pẹ́pẹ́) Bilreiro  (ipẹ̀san) Caruru  (ewé tẹ̀tẹ̀) Manjericão Roxo.

Epítetos:

Ayra - airá - xango - orixá - orisha - candomblé

Intilé - É um título de Airá, Intilé quer dizer Senhor da Terra.
Igbonã - É um título que significa  floresta de fogo, ou simplesmente quente.
Lojô - Título que faz referência à chuva.
Osi - É o eterno companheiro de Oxaguian. Um dia, passando Oxaguian pelas terras onde vivia Ayrá Osi, despertou no jovem grande entusiasmo por seu porte de guerreiro e vencedor de batalhas.

Segundo um mito, criado no Brasil, Oxalá permaneceu injustamente preso durante sete anos no reino de seu filho, Xangô, sem que este soubesse do fato. Grandes calamidades ocorreram em todo o reino devido a essa injustiça e quando Xangô finalmente descobriu o que havia acontecido com o próprio pai, resgatou-o da prisão e ordenou que fossem organizadas grandes festas em todo o reino, em sua homenagem. No entanto, Oxalá estava muito entristecido. Apesar de toda a atenção que recebeu, a única coisa que desejava era retornar ao seu próprio reino, em Ifé, onde sua esposa Iemanjá o aguardava. Xangô não podia acompanhá-lo e pediu que Airá o fizesse em seu lugar, foi assim que Airá tornou-se companheiro de Oxalá. Durante o dia, eles caminhavam. À noite, Oxalá sentia frio e precisava descansar, assim, Airá passava longas horas contando-lhe histórias do povo de Oyó ao redor de uma fogueira.

Observação: No Brasil, devido aos festejos de São João, criou-se uma tradição de se acender uma fogueira em homenagem a Xangô e a Airá. Na realidade esse ato não existe na África isso foi absorvido dos festejos de Juninos. A cerimônia que ocorre na África é o Ajerê de Xangô, cerimônia em que o iniciado de Xangô em Oyó carrega um jarro com inúmeros orifícios, dentro deste jarro é posto fogo e assim iniciado carrega o fardo ardente sobre sua cabeça. O Oxé de Xangô é uma representação do ajerê, as lâminas duplas representam as chamas que se espalham.

Ritual da Fogueira do Orixá Ayrá / Airá



O ritual mais conhecido por toda comunidade dos Candomblé do Brasil. em homenagem a este Orixá e sua fogueira, a qual queima durante toda festividade, e para quando o grande rei se fizer presente ali se forma um tapete vermelho com brasas vivas, diz nos cultos a este Orixá quem ainda não viu Xangô caminhar sobre brasas vivas não conhece a força deste Orixá.

Este bem como o ritual do Ajere, nome dado ao pote que este Orixá carrega na cabeça com azeite de dendê em chamas, está também seguida de um ritual chamado de Akará, quando este Orixá em companhia de Oyá/Yansã, engole pequenas tochas de fogo. 
 

O momento principal é a "Roda de Xangô" - que por falar nisso é a único Orixá que se faz roda dentro do culto ... Mais sem querer ofender ninguém, Já existe roda de todos os Orixás.

Neste ritual são homenageado todos os Orixás de sua corte, ou seja toda a corte de Oyó, para a grande consagração do grande Rei Xangô: Baayani, Iyá Masé, Dada, Ajaka, Ayrá Ntylé.


As ofertas preferidas de Xangô vêm nas cantigas a este Orixá: o Cagado (Ajapá) e o Carneiro (agbo Akutan). O Ecoar do Sere faz com que nós lembramos de uma grande tempestade, e todos são muito gratos, pois ali esta seu rei junto de seus súditos. 
O grito de guerra do grande rei de Oyó vem como um trovão na tempestade de séré e comunica a todos da comunidade que só este rei é poderoso, é quem faz a sua própria coroa, um rei que tem coroa.


para este Orixá o azeite de dendê é como água, e e justamente o "Epo-pupa, que apazigua Xangô, então este elemento nunca pode faltar em todas as oferendas ao rei Xangô. E tudo relativo a este Orixá deve ser oferecido quente, ele não aceita nada frio, (por isso Xangô não fica onde tem pessoas mortas, por estarem totalmente frias, e, erroneamente muitas pessoas dizem que ele tem medo da morte).


Bem como o sangue em seu Igbá deve ser direto ou seja quente, pois trata-se de vida. A única coisa em sua vida que Xangô aceite que tem sangue frio é o "Ajapá", animal este de sangue frio, mais aceita este animal pelo seu poder de longevidade. 
Este Orixá ainda bem peculiar só aceite o Orogbó e nunca Obi, e em todas as oferendas a este orixá deve conter seu fruto predileto "Orogbó". Seu fetiche principal é o machado duplo (Osé) que além de uma de sua armas de guerra, é é o único instrumento que simboliza a verdade a justiça, pois suas duplas laminas cortam para os dois lados, não fazendo distinção.


Em seu Labá Xangô guarda as pedras poderosas de raio, e seus poderosos chocalhos de cobre ou ainda em sua cabaça de cabo bem alongado, e com grande quantidade "Edu-Ara e Seré". Em África costumam dizer os antigos que Xangô se iniciado se Edu-Ara não tem Xangô por perto.E perto do assentamento de Xangô nunca poderá faltar a presença de "Iyá-Mase", Oyá/Yansã, Osún e Obá, seu Igbá é feito dentro de gamela. O numero 12 esta relacionado a Xangô, pois 12 são seus ministros, e também 12 são seus caminhos.


Alguns caminhos de Xangô esta relacionado a Oxalá como: Ayrá Igboná, Ayra e Ayrá Ntyle, pois são eles considerados os mais velhos, relacionamento direto com o poder da criação, ou seja Oxalá, é por este único motivo e principal utilizam-se da cor branca e usa sigi azul que substitui o da cor vermelha em sua contas.


Diz a cultura Yorubá que quem tem este Orixá a seu lado nada teme, pois ele é o rei que tira da boca e coloca na boca dos seus.

Arquétipos dos Filhos de Ayrá - Airá


- Os filhos de Airá, são autoritários, voluntariosos, enérgicos, calmos, teimosos, orgulhosos e guerreiros. Pessoas elegantes e corteses, risonhos, possuem um misto de severidade e benevolência, possuem um senso elevado de justiça, possuem consciência de sua importância, são dotados de bom coração, não sabem guardar segredos, faladores, fofoqueiros, apegados a família, sinceros, altivos e sensíveis. Não são vaidosos. 


Oriki de Ayrá:

Òlò áwá la wulú
Olodó òlò odó
Oyá walé ni ilè Irá
Sangò walé ni Kosó.


Senhor do som do trovão
Senhor do pilão
Oiá desaparece na terra de Irá
Xangô desaparece na terra de Cossô

O que é Ajogun e Elenini?

Postado por: Alberto Ebomi at 13:21 0 Comentários
O que é Ajogun e Eleninii, eles são os inimigos ocultos e declarados da humanidade dentro do culto e concepção Yoruba, são espíritos que responsáveis pelo equilíbrio natura, a simetria entre mundos e poderes. À primeira vista, muitos se apavoram em saber da existência de espíritos malignos que podem nos prejudicar. É fato que eles atrapalham a vida das pessoas.

Ojogun - Eleninii - espiritos malignos - yoruba - candomblé - orixá - maus - osobos - ruins - eguns

 

AJOGUN e ELÉNÌNÌÍ

Os Inimigos Ocultos e Declarados da Humanidade

Os Iorubás denominam Elénìnìí como a Divindade do Infortúnio que tem como principal função neste mundo, aniquilar e colocar obstáculos as oportunidades de sucesso aos seres humanos. Embora considerada a Divindade dos e a mais velha divindade do òrún, Elénìnìí decodificou os segredos do Obí.
 
Isso é evidenciado, por exemplo, no jogo do Obì, no qual existe uma caída que reflete a harmonia perfeita, na qual duas faces internas do Obì caem voltadas para baixo e duas para cima, sendo que os sexos dos gomos do Obì caem divididos para baixo e para cima harmoniosamente. Na cultura dos Òrìsàs essa caída representa a simetria perfeita, pois o negativo e positivo estão em consonância, bem como o feminino e masculino.

Dessa forma, embora malignos e terríveis, a existência dos Ajoguns motiva as energias positivas a circularem no mundo. Essas energias positivas são estimuladas por meio dos sacrifícios (Ebó) que são prescritos por Sacerdotes, que o revelam por meio do oráculo.

Os Ajoguns são forças muito negativas, que tem como objetivo causar doenças, acidentes, brigas, discórdias. Por isso, quando há sacrifícios (Ebó), é comum cantarmos pedindo para que a água (elemento mais puro e benéfico que existe) cubra e mate as discórdias (bomi pa ejó) cubra e mate as doenças (bomi pa arun), cubra e mate as maldições (bomi pa epe), etc. Em verdade, estamos pedindo para que a água cubra e mate os poderes malignos do mundo, os Ajogun.


Diferente das Divindades que moram nos espaços do Orùn, regressando ao aye por meio da manifestação, os Ajogun moram no Aye e não no orùn. Isso acontece, pois os Ajoguns não conseguiram causar males no mundo dos Deuses. Ou seja, os Ajogun moram no aye, pois aqui, diferente do orùn, eles conseguem espalhar os males de forma indiscriminada.

Os Ajoguns estão sempre à espreita, esperando um momento adequado para atuar. Por isso, é muito importante que as pessoas sempre se cuidem, por meio de oferendas, banhos e o que mais for necessário, conforme prescrição do Sacerdote.

Quando algo de ruim surge no mundo, por exemplo, uma nova doença, isso certamente foi motivado por Ajogun, entretanto, quando uma grande descoberta em benefício à sociedade surge, foi motivada pelas forças positivas que sempre prevaleceram, como os Orixás.

Por diversas vezes, já discorremos sobre a importância da realização dos sacrifícios prescritos, sobre a importância de não quebrar tabus (Ewó), uma das razões para termos falado bastante sobre esses temas, foi justamente para se entender que essas ações atacam os poderes dos Ajoguns.


Quando, por exemplo, uma pessoa quebra um Ewó, ela está ajudando e dando forças ao Ajogun.
O mesmo ocorre quando o sacerdote prescreve um sacrifício que é negligenciado, a pessoa está dando forças ao Ajogun. O seres malévolos são conhecidos coletivamente como Ajogun – Guerreiros contra os Homens que segundo a tradição abrange os Òfò – Prejuízos, Ègbà – Paralisia, Èjò – Problemas, Èpè – Maldição, Èwòn – Prisão, Èse – qualquer outro maleficio que possa afetar os seres humanos, entre outras energias maléficas. Entre os Inimigos dos Homens estão as Àjé – Bruxas e os Osó – Bruxos que utilizam seus poderes para fins maléficos.

Dentro da Cultura Iorubá acrescenta, ainda nesse hall Àrùn – A Doença e Ìkú – A Morte, mas a morte pré-matura e não a morte natural. Alguns mitos relatam Àrùn como a esposa de Ìkú e que através desse casal mítico nasceram todas as enfermidades existentes no mundo, que conseguiram escapar do mundo sobrenatural, pois lá não tinha poder algum e muitos de seus filhos ainda se mantem enclausurado no òrún, esperando uma oportunidade para se estabelecer no àiyé.

Afim de mantermos afastados esses poderes sobrenaturais ruins de nossas vidas, existe a necessidade de se manter em harmonia com os poderes sobrenaturais bons, que são obtidos e fortalecidos através das oferendas e dos sacrifícios as divindades que prestamos culto, sobre tudo os Ritos de Orí. Aquele que se mantém em harmonia entre os dois mundos òrún – àiyé, poderá contar com esses poderes benevolentes, que o protegerão contra os planos perversos dos poderes do mal.

Oriki:


Kó má Ìkú
Kó má Àrùn
Kó má s'ejo
Kó má s'òfò
Kó má s'egba
Kó má s'èpè
Kó má s'èwon
Kó má ibi gbogbo
Àarin dede wa wúre
Kóribe Kose Àse
Asè!!

Tradução:
Nada de Morte
Nada de Doenças
Nada de problemas
Nada de perdas
Nada de paralisias
Nada de maldições
Nada de aprisionamento
Nenhum tipo de maldade
Entre todos nós
Axé!!

Os filhos de Ossain e suas características

Postado por: Alberto Ebomi at 16:11 0 Comentários
 Os filhos de Ossain e suas características (personalidade), os omo Ossaim (filhos) são pessoas muito reservadas, engraçadas, risonhas, alegres e obstinadas. Quando querem, vão e fazem. Podem se tornar violentos e perigosos se estão insatisfeitos ou raivosos.

Sabem conquistar as pessoas e adoram aventuras amorosas. São pacientes quando amam e fazem de tudo para a relação durar. Trabalham demais para conseguir estabilidade e independência. Gostam da solidão mas também de festas regadas a bebidas e muita comida. Os filhos do orixá Ossaim são pessoas meticulosas, que normalmente nunca se deixam levar pela pressa ou pela ansiedade, pois são caprichosos, por isso; as profissões dos filhos do Orixá  Ossaim são aquelas que não requeiram pressa.

filhos de ossain - omo ossain - Osayin - ossae - osanha - Ossãe

São pessoas que não gostam de trabalhar em conjunto, a não ser quando somente o conjunto pode gerar o resultado esperado. Pela proximidade com Oxóssi os filhos de Ossain tem muitas características iguais aos filhos de Oxossi.

Aspectos Positivos dos Filhos de Ossain



• Em geral são indivíduos frequentemente interessadas em pesquisas e assuntos esotéricos.
• Em geral são trabalhadores e não se deixam afetar pelo emocional.
• Com frequência possuem dons artísticos.
• Procuram não depender das pessoas e com frequência se isolam.
• Em geral envolvem-se em muitas relações afetivas e casamentos.
• Normalmente possuem caráter equilibrado e controlam as emoções.
• Geralmente vivem sem levar em conta as convenções sociais.
• São persistentes e atingem com frequência seus objetivos.
• Em geral, não têm uma concepção estreita da moral e da justiça.

Aspectos Negativos dos filhos de Ossain



• Em geral possuem dificuldades nos relacionamentos afetivos, pois costumam se isolar.
• Muitas vezes possuem uma sexualidade exacerbada, o que os leva a experiências e promiscuidade.
• Geralmente vivem na sociedade, mas não dão importância aos valores e convenções sociais.
• Muitas vezes se esquecem de obrigações financeiras e benefícios previdenciários.
• Com freqüência terminam a vida solitários e vivendo em condições de isolamento.

Os filhos de Ossain no amor:



O HOMEM DE OSSAIM – Verdadeiro “feiticeiro do amor” que encantam qualquer pessoa na cama mesmo que seus filhos tenham uma personalidade mais tímida, geralmente são mestres na arte do amor. Sabem encantar com o intelecto tanto quanto com o jogo sexual. Com boa lábia, os filhos de Ossaim geralmente só se declaram quando tem a certeza que o alvo de seu interesse está de olho nele, caso contrário; a timidez pode afasta-lo da pessoa amada por um bom tempo. É muito difícil amarrar filhos deste orixá com trabalhos espirituais, pois ele geralmente tem grande proteção contra feitiços.

A MULHER DE OSSAIM – Outra grande “feiticeira do amor” que sabe encantar e enlouquecer o mais frio dos mortais, embora seja uma personalidade reservada  que não tolere traições. Para atrair a filha de Ossaim é necessário dar a ela fartura em tudo, no amor, na mesa e na vida de modo geral. Personalidade calculista, as filhas desse orixá não ficam com quem não faça muito por elas, mas geralmente são boas companheiras que apreciam uma boa conversa, e quem as trate com bastante atenção. Amarrar as filhas do orixá Ossain pode ser tarefa difícil por terem grande proteção contra feitiços.

Canticos dos Orixás Ossain - Omolu e Oxumare Ketu


O que é Akasá e para que serve o acaça

Postado por: Alberto Ebomi at 19:56 1 Commentario
O que é Àkàsà/ acaçá e para que serve o Akasà e sua importância dentro do culto do Candomblé e da religião Afro, as definições mais elementares do ÀKÀSÀ, dizem que se trata de uma pasta de milho branco ralado ou moído, envolvida ainda quente, em folha de banana ou em outro recipiente.

A definição é correta, mas extremamente superficial, já que o ÀKÀSÀ é de longe a comida mais importante do candomblé. Seu preparo e forma de utilização nos rituais de oferendas envolvem preceitos e bem rígidos, que nunca podem deixar de ser observados. Todos os Orixás, de Orixá Exu a OBATÀLÀ, recebem acaçá, em suas oferendas, adimu, obrigações, etc.


akasa - acaça - candomblé - comida de santo - adimu

Todas as cerimonias, do ebó mais simples aos sacrifícios de animais, levam acaçá. Em rituais de iniciação, de passagem, em tudo mais que ocorra em uma casa de candomblé, só acontece com a presença de ÀKÀSÀ. A pasta branca à base de milho branco, chama-se eco (èko), depois de envolvida na folha de banana ou em um recipiente, aí sim, será ÀKÀSÀ. O ÀKÀSÀ, é um corpo, símbolo de um ser. A única oferenda que restitui e redistribui o axé.

O ÀKÀSÀ remete ao maior significado que a vida pode ter: a própria vida; e por ser o grande elemento apaziguador, que arranca a morte, a doença, a pobreza e outras mazelas do seio da vida, tornou-e a comida e predileção de todos os Orixás. Só existe uma oferenda capaz de restituir o axé e desenvolver a paz e a prosperidade na Terra, ela é justamente o ÀKÀSÀ. Mas o que faz de uma comida aparentemente tão simples a maior das oferendas aos orixás?

O que significa ÀKÀSÀ?

 

Do conjuto  Èkò (mingal) que significa o corpo e Ewè (folha) o oculto e feito o ÀKÀSÀ.
Será que todos sabem o que realmente é um ÀKÀSÀ?

Primeiramente, é preciso esclarecer que a pasta branca à base de farinha de milho branco (que fica alguns dias de molho e depois passada pelo pilão ou moinho)  ai cozinha com agua até virar um mingal consistente, chama-se na verdade eco (Èkò). Depois de coxear, uma porção da pasta ainda quente, é envolvida em um pedaço de folha de banana para enrijecer (na África é utilizada outra folha, chamada èpàpo), tornando-se, agora sim, um ÀKÀSÀ.(Hoje em dia nós temos a facilidade de encontrar o milho vermelho moído que é o fubá vermelho e o milho branco que é o fubá branco, mais existem sacerdotes que ainda utilizam o ritual de antigamente).

Percebe-se a fundamental importância da folha de banana, uma vez que o Èkò só passa a ser ÀKÀSÀ quando envolvido em uma folha verde que lhe atribui existência individualizada e oculta, pois passa a ser uma porção desprendida da massa, assim como e emi, que dá vida aos seres, é, na verdade, uma parte da atmosfera, ou do próprio Olorum, que todos ser leva dentro de si, o sopro da vida, o ar que respiramos. A folha de Banana mantem o ÀKÀSÀ oculto para que nenhuma energia venha se alimentar dele antes da hora, só no momento do ritual pode-se e deve retirar o ÀKÀSÀ da folha para ser ofertado, a folha em sí não faz parte da oferenda e nem é um alimento, ela apenas e um recipiente e como tão pode ser reutilizada.

O Akasa tem o formato de pirâmide porque representação de um Corpo, um Ser, um Descendente, nosso eu espiritual, nosso Ori Ínù, ele pode representar todos os Orixás
 
Sua forma ligeiramente cônica nos remete ao infinito símbolo do crescimento e expansão.
Comparado a uma montanha que nos leva as alturas, a ponta deste tem o poder de atrair as mais diversas energias.

Portanto, o acaçá é um corpo, o símbolo de um ser. A única oferenda que restituí e redistribui o axé.

É importante insistir que o que faz do acaçá um corpo único, eminente representação de um ser, é a folha, seu poderoso invólucro verde, que lhe confere individualidade e força vital diante do poderoso orun, os orixás e do grande Deus Oludumaré.

Somente a água é tão importante quanto o acaçá, pois não existem substitutos para nenhum dos dois, que são, a exemplo do obi, elementos indispensáveis em qualquer ritual. Ambos configuram-se como símbolo da vida, e é justamente para afastar a morte do caminho das pessoas, para que o sacrifício não seja o homem, que são oferecidos.

O acaçá remete ao maior significado que a vida pode ter: a própria vida. E por ser o grande elemento apaziguador, que arranca a morte, a doença, a pobreza e outras mazelas do seio da vida, tornou-se a comida e predileção de todos os orixás.

Fato é que quem não faz um bom acaçá não é um bom conhecedor do candomblé, pois as regras e diretrizes da religião nunca foram ditadas pela intuição. “Constituem grandes fundamentos cristalizados” ao longo de anos e anos de tradição. Aos incautos vale afirmar que candomblé não é intuição, mas fundamento sim, e fundamentos se aprende.

Nem todas as palavras do mundo são suficientes para decifrar o valor de um ÀKÀSÀ. Basta admitir que os segredos estão nas coisas mais simples para ver que muitos julgaram insignificantes, a comida mais importante do candomblé, banalizando o sagrado e privilegiando a intuição em detrimento do fundamento.

Fato é que quem não faz um bom ÀKÀSÀ, não pode ser considerado um bom conhecedor de candomblé; pois, as regras e diretrizes da religião dos Orixás nunca foram ditadas pela intuição. Constituem grandes fundamentos "cristalizados" ao longo de anos e anos de tradição. 

Fundamento é o segredo compartilhado, o mistério sagrado, o detalhe que faz a diferença e a prova de que ninguém pode enganar o Orixá. Aqui o grande fundamento é que o sangue dos animais jamais pode jorrar sobre os ibás sem a presença do elemento pacificador, pois, o ÀKÀSÀ simboliza a paz.

Quando ofertado e retirado do seu invólucro verde, tornando-se a comida que agrada a todos os  orixás, a primeira oferenda que deve ser colocada diretamente no assentamento, juntamente com o obi e a água, antes de qualquer sacrifício. O ÀKÀSÀ deve permanecer fechado,imaculado até o momento de ser entregue ao Orixá, só então é retirado da folha. É como se o sagrado tivesse que ficar oculto até a hora da oferenda, prova de que o segredo é quase sempre um elemento consagrado.

Orixá Iroko é a árvore Sagrada

Postado por: Alberto Ebomi at 13:58 0 Comentários
O Orixá Iroko é a árvore sagrada, é a CEIBA sagrada, assim como a PALMA, é uma das árvores mais características da África trazidas à CUBA. As CEIBAS são árvores sagradas por excelência. A CEIBA é a árvore onde habitam permanentemente todos os espíritos de nossos ancestrais, os ORIXÁS africanos de todas as nações trazidos a CUBA mediante a escravidão. A CEIBA sagrada é a árvore do mistério.

A CEIBA não se corta e não se queima. Sem fazer oferendas e sacrifícios prévios, sem consultar com o ORUNMILÁ e com os ORIXÁS e sem tomar precauções extraordinárias, nenhuma pessoa se atreverá a derrubar uma dessas imponentes árvores, que são adoradas por todos e que são centenárias em nossos campos.

orixa iroko - iroco - orisha - orisa - arvore sagrada - yroko - santo - angola - ifa

Por tal motivo e respondendo a um instinto religioso milenar que no fundo é comum a todo gênero humano, uma árvore de tais proporções e de beleza tão solene e majestosa, aparece como a materialização de alguma poderosa divindade. Esta divindade da CEIBA, se impõe sensivelmente.

“A CEIBA é um ORIXÁ: IROKO”. É a PURÍSSIMA concepção. Nela está AREMU e YEMMU. Para muitos OLORIXÁS antigos, a CEIBA é o assentamento de IROKO, quem está ali presente e de puríssima concepção que vem à CEIBA e tem nesta sua morada.

Para outros, IROKO é a mesma CEIBA. A CEIBA é de OGUN e de ORIXAOKO, de ÓBBA NANI e de XANGÔ, de AGANJÚ. A CEIBA se chamará IROKO quando esta estiver consagrada. Os negros de ascendência YORUBÁ chamam a CEIBA das seguintes formas:

ARAGBÁ, IROKO, ELUWERE, ASABÁ (IGI ARAGBÁ, IGI OLORUN – Árvore de DEUS).

Orixá Iroko a árvore Sagrada

 

Os negros de ascendência CONGA ou ANGOLA (BANTU) chamam a CEIBA de:
NICUNIA – CASA SAMBIÉ (Árvore de DEUS), NICUNIA LEMBAN, NICUNIA MABUNGU, ÑANGUE, GUNDU (MAMA FUMBE), NARIBE, SANDA, FIAMENFUMBA e FUMBE (espírito), MAMA FUMBE.

IROKO, que é uma espécie de CAOBÁ africana, árvore ao que alguns YORUBÁS chamavam ARAGBÁS e outros GOGO, é uma árvore imensa, muito venerada em toda COSTA da GUINEA na atual NIGÉRIA, ÁFRICA.

A CEIBA ou IROKO, é conhecida tanto por este nome, como pelo nome de ARAGBÁ.
Em CUBA a CEIBA é “OBABURO”, uma árvore da ÁFRICA, onde se realizam festas. IROKO é do ORIXÁ “ODUDUWÁ”, que vive acima, na copa da CEIBA. IROKO é o tronco de “OLÓFIN”, é a madeira mais sagrada e misteriosa.

Mas IROKO ou IROKE (LOKO se chama em DAHOMEY), é uma espécie de CAOBÁ africana a que os YORUBÁS puros de OYÓ adoravam. É um ORIXÁ o dono da CEIBA e a este se designa correntemente com o nome de “IROKO”, um ORIXÁ que vive na CEIBA e uma irmã que se chama “ONDO”.

IROKO dança com um lindo bastão todo revestido de colares de contas adornadas com contas rosas e brancas. Este ORIXÁ que se adora na CEIBA pertence a rama (família) de “NANÁ BURUKU” e de “AYANU” (AZOWANO – YORUBÁ e ARARÁ respectivamente).

Para outros a CEIBA pertence não a “ABANLÁ” (caminho de OBATALÁ) e sim a AGANJÚ (o braço forte), mas todos estão de acordo quanto a questão de todos os ORIXÁS irem à CEIBA).
AGANJÚ SOLA”, “XANGÔ”, “NANÁ”, todos são adorados na CEIBA e a “AWURU MAGALA” (HEVIOSO), considerado o “XANGÔ” dos ARARÁS (DAHOMEY).

Uma irmã de “OYÁ”, AYAÓ, muito delicada, que é representada por um receptáculo de barro com dois caracóis (búzios) adornados de nácar, vive ao pé de IROKO e se alimenta também das oferendas e sacrifícios que se oferece a ele.

A CEIBA, mãe de todas as “NGANGAS”, dá sombra a todo mundo, ampara a quem o implora. Sem “SANDO-NARIBE” não há NGANGA. Além de todas essas energias que vão descansar em sua sombra, de todos os ORIXÁS, NPUNGUS, INKISIS ou NICITAS e FUMBIS, há na CEIBA um VODUN poderoso chamado “BOKU” (Arará-Dahomey), a quem encontramos na PALMA REAL.

“IROKO”, “BOKU” e “LOKO”, são ORIXÁS que radicam na CEIBA. À sombra sagrada de IROKO não se cruza nem se pisa sem se escusar previamente e sem solicitar respeitosamente sua permissão, seu consentimento. Quanto mais importante seja uma pessoa na Terra, quanto mais elevada seja sua hierarquia, ao desencarnar, irá seu espírito até a CEIBA. Os espíritos mais ilustres, as maiores cabeças (MOANA-MUTAMBA), se abrigam nela e ainda mais, ancestrais da antiga GUINEA, os ancestrais dos avós desconhecidos que se abrigam em seus galhos vigorosos.

IROKO é o ponto de reunião das almas. Todos os espíritos se encontram em IROKO antes de irem para ARA ONU (mundo dos espíritos).

É na CEIBA onde se faz promessas a “AGOME”, a “OYÁ” e “OBALUFON” (caminho de OBATALÁ). Estas promessas que com verdadeira devoção cumprem os BABALAWÓS, verdadeiros intérpretes das divindades, podem aconselhar a outras pessoas que também os procuram.
Pode-se também fazer promessas e oferendas a YEMANJÁ, a OXUM e a OBATALÁ, cujas cores respectivas são o azul, amarelo e o branco.


Que a bênção dessa grande árvore alcance a todos!
Maferefun IROKO! Axé! – Ifá nilorun
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