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Obaluaiê morre e é ressuscitado a pedido de Oxum

Postado por: Alberto Ebomi at 23:45 0 Comentários
Obaluaiê era um orixá/orisha muito mulherengo, um galanteador incansável, um conquistador contumaz. Mas era um homem sem disciplina e não obedecia a mando algum que fosse.

Durante o período de um rito, Orunmilá advertiu que todos se abstivessem de sexo, também Orixá Obaluaê Mas ele não cumpriu a interdição. Pensava estar acima dos euós, dos tabus.

Omolu - obaluaie - obaluae - xapana - sapata - orisha - orisa - orixa - candomble - santeria - jagun - azawani

Naquela mesma noite possuiu uma de suas mulheres.  Na manhã seguinte Obaluaê tinha o corpo coberto de chagas As mulheres de Obaluayiê foram à casa de Orunmilá e lhe pediram que intercedesse junto a Olofim-Olodumare para que ele desse o perdão a Obaluaiê.

O grande rei não concedeu o perdão. Obaluaê morreu.
Orunmilá não se deu por vencido. Espalhou o mel de Oxum em todo o palácio de Olofim e Olofim ficou deliciado com a oferenda.

Quem havia despejado tal iguaria em sua casa?, perguntou Olofim a Orunmilá. Havia sido uma mulher, foi a resposta. Olofin mandou chamar todas as  mulheres.

A última a chegar foi Oxum e ela confirmou:

Sim, era dela, de Oxum, aquele doce e farto mel. Olofim pediu-lhe mais doçura, mais mel. Para isso tinha ele convocado as mulheres.

Oxum disse que sim, que lhe daria o mel, tanto quanto ele quisesse, mas tinha também o seu pedido:
Olofim devia ressuscitar Obaluaiê (Omolu). Olofim aceitou a condição de Oxum. Mas Obaluaiê viveu para sempre com o corpo em chagas. Esse castigo Olofim não retirou.

Mais Sobre Obaluaiê/ Omolu / Xapanã:


As filhas de Yewá - Omo Ewá

Postado por: Alberto Ebomi at 14:11 1 Commentario
As filhas de Yewá (Omos de Yewá), os regidos deste orixá possuem a capacidade de lidar com espíritos e têm a sensibilidade e preocupação com o bem-estar das pessoas que amam. Uma característica marcante de Ewá é não subir a cabeça de homens sendo um orixá feito somente em filhas de santo mulheres.

Algumas vezes vemos Ewá representada de forma confusa como uma parte feminina de Oxumarê ou sua amante, mas é sua irmã. Sua personalidade difere da de seu irmão, pois Ewá é indiscreta, expansiva, gosta de falar muito e tem uma personalidade instável.

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OS FILHOS DE EWÁ (YEWÁ)


Os filhos de Yewá (Ewá) são  encantadores, tagarelas, inquietos, não sabem ceder, são temperamentais, tentam ser o centro das atenções e impacientes.

Elas são extremamente metódicas e racionais, costumam traçar uma meta para tudo, como são conservadoras acabam sofrendo com a rotina auto-imposta.

São trabalhadoras e guerreiras, não fogem da luta são companheiras e ótimas esposas.

São pessoas altamente influenciáveis, que agem conforme o ambiente e as pessoas que as cercam, assim, podem ser contidas damas da alta sociedade quando o ambiente requisitar ou mulheres populares, falantes e alegres em lugares menos sofisticados. As filhas de Ewá São vivas e atentas, mas sua atenção está canalizada para determinadas pessoas ou ocasiões, o que as leva a desligar-se do resto das coisas. Isso aponta certa distração e dificuldades de concentração, especialmente em atividades escolares.

As omos Yewa (as Filhas) são mulheres lindas, encantadoras, sensíveis, tranquilas e adaptáveis, com muita iniciativa e adoram a leitura e apenas se entregam quando loucamente apaixonadas.
Devido a sua vaidade e meiguice são muito confundidas com a omos Oxus e pelo seu lado guerreiro com as de Oya.

Devido a sua tendência a dualidade tem inclinação a gostar de jogos, apego a tudo que for bonito e caro, adoram elogios e galanteios.

As filhas de Yewá/Ewá no amor:



As filhas de Ewá são vivas e atentas,  luxo e o amor livre são coisas que a filha de Yewa quer na vida, assim geralmente são fascinadas pelas joias, e pelas roupas caras, e pelas aventuras e badalações, o que poderá ser difícil de sustentar e aceitar num relacionamento amoroso. Para firmar-se com uma filha do orixá Yewa você deverá entender que ela é muito independente, livre, e gosta de ficar sozinha as vezes. Se aceitar isso terá uma grande companheira na vida.

Este orixá possui culto no em Ifá, Santeria, Candomblé, já na Umbanda não existe entidade que seja parecida com a mesma.

Orixá Oxóssi mata a mãe com uma flechada

Postado por: Alberto Ebomi at 23:06 0 Comentários
Conta a história que Orixá Oxóssi mata a mãe com uma flechada, Olodumare chamou Orumilá e o incumbiu de trazer-lhe uma codorna. Orunla explicou-lhe as dificuldades de se caçar codorna e rogou-lhe que lhe desse outra missão.

Contrariado, Olodumare foi reticente na resposta e Orunmilá partiu mundo afora a fim de saciar a vontade do seu Senhor. Orunmilá embrenhou-se em todos os cantos da Terra. Passou por muitas dificuldades, andou por povos distantes. Muitas vezes foi motivo de deboche e negativas acerca do que pretendia conseguir.

oxossi, oshosi, osoosi, ode, candomble, santeria, Ifa, osha, santeiro, santeria cubanda, ketu, angola, jeje.

Já desistindo do intento e resignado a receber de Olodumare o castigo que por certo merecia, Orunmilá se pôs no caminho de volta. Estava cansado e decepcionado consigo mesmo. Entrou por um atalho e ouviu o som de cânticos. A cada passo, Orunmilá sentia suas forças se renovando. Sentia que algo de novo ocorreria.

Chegou a um povoado onde os tambores tocavam louvores a Xangô, Yemanjá, Oxum e Obatalá. No meio da roda, bailava uma linda rainha. Era Oxum, que acompanhava com sua dança toda aquela celebração. Bailando a seu lado estava um jovem corpulento e viril. Era Oxóssi, o grande caçador.
Orunmilá apresentou-se e disse da sua vontade I de falar com aquele caçador.

Todos se curvaram perante sua autoridade e trataram de trazer Oxóssi à sua presença. O velho adivinho dirigiu-se ao Orixá Oxóssi (qualidade de Oxossi) e disse que Olodumare o havia encarregado de conseguir uma codorna.
Seria esta, agora, a missão do Orixá Oxóssi.

Oxóssi ficou lisonjeado com a honrosa tarefa e prometeu trazer a caça na manhã seguinte. Assim ficou combinado.  Na manhã seguinte, Orunmilá se dirigiu à casa de Oxóssi. Para sua surpresa, o caçador apareceu na porta irado e assustado, dizendo que lhe haviam roubado a caça.

Oxóssi, desorientado, perguntou à sua mãe sobre a codorna, e ela respondeu com ares de desprezo, dizendo que não estava interessada naquilo. Orunmilá exigiu que Oxóssi lhe trouxesse outra codorna, senão não receberia o axé de Olodumare.

Oxóssi caçou outra codorna, guardando-a no embornal, Procurou Orunlá e ambos dirigiram-se ao palácio de Olodumare no Orun (os céus). Entregaram a codorna ao Senhor do Mundo. De soslaio Olodumare olhou para Orixá Oxóssi e, estendendo seu braço direito, fez dele o Rei dos Caçadores.

Agradecido a Olodumare e agarrado a seu arco, Oxóssi disparou uma flecha ao azar e disse que aquela deveria ser cravada no coração de quem havia roubado a primeira codorna Oxóssi desceu à Terra. Ao chegar em casa encontrou a mãe morta com uma flecha cravada no peito.

Desesperado, pôs-se a gritar e por um bom tempo ficou de joelhos inconformado com seu ato. Negou, dali em diante, o título que recebera de Olodumare.

Orixá Oxossi, linhagem dos Odé (caçador), sua saudação é Okê arô! Rei da nação Ketu do candomblé, as cores de seus colares (contas, delogum) são azuis claro, possui culto no Candomblé, Santeria (Osha Ifá), já na Umbanda não tem Orixá, e sim um falangeiro (egum de luz).

Como fazer a Cabala: Calculo dos Odu de Ifá pela data de Nascimento

Postado por: Alberto Ebomi at 21:26 4 Comentarios
Como fazer o calculo do Odu (cabala) pela data de nascimento, os Odu Ifá que regem nossa data de nascimento explicado e com os seus significados, Orixás, números da sorte, personalidade entre outros.

Os religiosos do Candomblé, Ifá, Umbanda, santeria, e simpatizantes podem fazer esta metodologia, pois é preciso apenas ver o vídeo, e depois do calculo analisar os Odu de sua cabala.

No momento em que nascemos, logo que respiramos pela primeira vez, todas as energias do Universo Material e Imaterial se ligam ao nosso corpo físico. Nesse momento é formada um vibração divina, um padrão de energias Divinas, Astrais e Numerológicas que são particulares, intransferíveis e atemporais.

19 Explicação

Esse padrão é único para cada indivíduo e nesse momento absoluto, a pessoa tem traçado o seu Odú, termo que em, Yorubá, siginifica “caminho” ou “destino”.

Existem, na África e em outros  países que cultuam os Orixás e que procedem o jogo de Ifá,  utilizando vários e inúmeros Odús, mas tradicionalmente, aqui no Brasil, estabilizou-se dezesseis Odús. Visto dessa forma, a Cabala individual é formada, composta de 05 Odús, todos associados e resultantes da data de nascimento.

Quatro desses Odús são referentes à sua vida material e um, referente a seu caminho espiritual.
Os Odús sintetizam o potencial de cada indivíduo, seus talentos, suas limitações, a forma de agir e reagir com o seu meio. São eles que indicam traços fortes e pontos vulneráveis. Quando os conhecemos, podemos  lidar  melhor com eles e viver bem com a gente e com os outros, pois um Odú, não pode ser trocado, apenas lapidado.

1- Tome cinco pontos de partida a data de nascimento da pessoa e trace num papel, quatro linha horizontais cortadas ao meio por uma linha vertical. Esse linha vertical irá separar os algarismos em duas colunas: Uma a esquerda e outra direita.

2- Na primeira coluna da primeira linha, escreva o primeiro digito do dia do nascimento  da pessoa e na segunda desta mesma linha e segundo digito do dia;

3- Na primeira coluna da segunda linha, escreva o primeiro digito do mês do nascimento da pessoa e na segunda coluna desta mesa linha o segundo digito do mês;

4- Na primeira coluna da terceira linha, escreva o primeiro digito do ano de nascimento da pessoa e na segunda coluna desta mesma linha o segundo dígito do ano;

5- Na primeira coluna da quinta linha, escreva o terceiro dígito do ano do nascimento da pessoa e na segunda coluna desta mesma linha o quarto dígito do ano;

Nascido em 19 de Novembro de 1987, (19/12/1987).
Exemplo da data de nascimento

6- Agora deve-se proceder a soma das algarismos das colunas:

- Coluna 1= 1 + 1+1+8 = 11
-
Coluna 2 = 9 + 1 + 9 +7 = 26

Que será na redução (26 – 2  + 6 = 8). Pois todo numero superior deve ser reduzido, somando-se todos os algarismos.

Ficando em cima o número 11 = Odu Oworin Meji

Ficando em baixo o número 8 = Odu Ejionile

Agora veja o vídeo para poder entender como se faz o resto da cabala.

7- A seguir desenha-se uma cruz e escreva nas extremidades das mesmas as palavras TESTA, FRONTE DIREITA, NUCA, FRONTE ESQUERDA (este desenho representará os pontos da cabeça da pessoa conforme o modelo abaixo:

O vídeo Explicando o Passo a Passo:


 

Os 16 Odu Meji (meye) de Ifá


1 – Okaran 2 – Ejioko 3 – Etá Ogundá 4 – Iorossun
5 – Oxê 6 – Obará   7 – Odi
8 – Ejinile
9 – Ossá 10 – Ofum  11 – Oworin
12 – Ejilaxebora

  
13 – Ejiolobon  14 - Iká 15 – Obeteogunda 16 – Alafia

Vale ressaltar que este não é seu odu definitivo, pois para tirar um Odu dado por Olofin (Deus), só pode mediante iniciação como Awofakan (homem) ou Apetebi (mulher).

Oxum Opará tem inveja de Yansã (Oyá)

Postado por: Alberto Ebomi at 21:10 0 Comentários
Como conta a história (lenda) o Orixá Oxum Opará tem inveja de Yansã (Oyá) e vivia Oxum no palácio em Ijimu, passava os dias no seu quarto olhando seus espelhos.

Eram conchas polidas onde apreciava sua imagem bela. Um dia saiu Oxum do quarto e deixou a porta aberta. Sua irmã Oiá entrou no aposento, extasiou-se com aquele mundo de espelhos, viu-se neles. As conchas fizeram espantosa revelação a Oiá. Ela era linda! A mais bela! A mais bonita de todas as mulheres!

Oxum opara - Oya - Yansã - Oxun - oshun

Oyá descobriu sua beleza nos espelhos de Oxum. Oiá se encantou, mas também se assustou: era ela mais bonita que Oxum, a Bela. Tão feliz ficou que contou do seu achado a todo mundo.
E Oxum Opará remoeu amarga inveja, já não era a mais bonita das mulheres.
Vingou-se.

Um dia foi à casa de Egungun(espíritos) e lhe roubou o espelho, o espelho que só mostra a morte, a imagem horrível de tudo o que é feio. Pôs o espelho do Espectro no quarto de Oiá e esperou. Iansã entrou no quarto, deu-se conta do objeto.

Oxum trancou Oiá pelo- lado de fora. Oiá olhou no espelho e se desesperou. Tentou fugir, impossível. Estava presa com sua terrível imagem. Correu pelo quarto em desespero. Atirou-se no chão.
Bateu com a cabeça nas paredes.Não logrou escapar nem do quarto nem da visão tenebrosa da feiura. Oyá (Yansã) enlouqueceu.

Oiá deixou este mundo. Oxalá, que a tudo assistia, repreendeu Opará e transformou Yansã em orixá. Decidiu que a imagem de Oiá nunca seria esquecida por Oxum. Obatalá (Oxalá) condenou Opará a se vestir para sempre com as cores usadas por Oiá, levando nas jóias e nas armas de guerreira o mesmo metal empregado pela irmã.

Nomes destes Orixás em diversas culturas: Oxum

Oxum (Candomblé), Oshun (santeria), Osun (Yoruba);
Qualidades (caminhos): Opará, Ijimu, Yepondá, Carê, entre outras.

Quem é Olodumare / Olorun dentro da Religiao Yoruba/Ifá?

Postado por: Alberto Ebomi at 14:29 0 Comentários
Quem é Olodumare/  Olorun, Olofin dentro da religião orisha, santeria, Ifá, Candomblé? Os africanos não são tão intelectualmente pobre como a falta de uma concepção sofisticada do Ser Supremo. Tal Ser reconhecido e dado uma privilegiada posição ou status em suas religiões. Esses estudiosos também identificaram alguns dos atributos do Ser Supremo, nas religiões africanas indígenas.

Alguns desses atributos têm sido muito semelhantes aos projetados nas compreensões religiosas cristãs do Ser Supremo – onipotência, onipresença, onisciência, bondade, divindade, criador, etc.

Olodumare - ifa - oduduwa - orunmila - Olofin - orishas - santeria - babalawo

Na tradicional religião yorùbá Ifá e nas afro descentes, o Ser Supremo é Olódùmarè que vive numa dimensão "paralela" a nossa, conhecida por Òrun (céu, espaço). Por isso também aclamado de Olorun, Senhor do Òrun, é o Criador do Òrun e do Àiyé (terra, mundo material), o universo conhecido e ou ainda desconhecido por nós. É o Ser Superior e Criador dos Òrìsà e do Homem.

Ele é o Ser Supremo que estabeleceu a existência e o Universo.

Olodumaré: O SUPREMO



Apoiar a necessidade de sua pesquisa em Yorubá crenças no Ser Supremo, Bolaji Idowu (estudioso) diz:

Em todos os trabalhos anteriores que tenham relevância para a religião dos Yorubá, a Divindade foi atribuído um lugar que faz dele remota, de pouca importância no esquema das coisas. Muito poucas pessoas que realmente sabem o Yoruba pode escapar da incômoda sensação de que há algo inadequado, para dizer o mínimo, sobre tal noção, e é a “sensação desagradável” que me levou a investigação do que os Yorubá acredita realmente sobre a divindade.

Tal concepção equivocada do Ser Supremo entre os Yoruba é consoante com a atitude geral do colonialista europeu que, por ignorância, ridicularizou a cultura, costume, religião, organização política, ciência, comércio, etc, o chamado povos “primitivos” do mundo. Tal atitude facilmente desculpas e justifica suas ações na subjugação e forte apropriação das colônias.

Certamente, um povo que supõe o Ser Supremo, a ser um pouco “maior” do que qualquer outro ser, ou coloca-lo “primeiro entre iguais” deve ser inferior a essas pessoas que colocam Deus acima e além do nível de outros seres totalmente  . Essas pessoas precisam de ajuda, pois o nativo diz que ele tem uma vida de ociosidade completa e repouso, e passa seu tempo cochilando ou dormindo. Como ele é muito preguiçoso ou muito indiferente a exercer qualquer controlo sobre os assuntos terrenos, o homem ao seu lado não perde tempo em que se esforça para propiciar-lhe, mas reserva a sua adoração e sacrifício para os agentes mais ativos.

E, como Parrinder diz, de uma forma bastante ambivalente que exibe sua confusão e o dilema do erudito teólogo estrangeira:

Politeístas que justificam a sua adoração a deuses menores, quando pressionado, pode referir-se ao afastamento do céu ou pelo menos as demandas mais urgentes dos outros deuses.

. Quando os estudiosos teólogos africanos discutir os atributos de Deus entre os africanos, eles ignoram o problema do mal. Os atributos que atribuímos a Olodumaré são, que ele é o criador, o rei onipotente, onisciente, juiz, imortal e santo . Num outro trabalho, Olódùmarè é único, real, e um controlador . De acordo com Mbiti, Deus (Olodumare) para além dos atributos listados , tem outros atributos, como transcendência, imanência, auto-existência, preeminência, grandeza, poderes causais, imaterialidade, mistério, unidade, eternidade, a pluralidade, a misericórdia , bondade, amor, fidelidade e bondade .

Todos esses atributos, quando co-presente no Ser Supremo, ao máximo, gerar o problema do mal em qualquer religião. Este problema tem-se mantido a um canceroso na religião judaico-cristã (pós Antigo Testamento) e tem sido a fonte de ateísmo truculento, ceticismo e agnosticismo. Vamos examinar brevemente este problema, uma vez que surge na religião cristã e perguntar se este problema é igualmente ou até mesmo sempre presente no entendimento Yoruba de Deus (Olodumare).


O problema filosófico teísta DO MAL

 


O problema teísta do mal podem ser devidamente apreciados se apreende a importação da seguinte passagem de Quinn. Das religiões teístas, ele diz:

De acordo com os teístas, as pessoas humanas são chamados a adorar a Deus. Teístas geralmente afirmam que sua reverência e adoração são as respostas adequadas a ele. Este ponto de vista pressupõe que Deus merece ou merece adoração. Se um ser não fosse digno de adoração, então certamente adorar dirigido a tal ser seria amplamente inadequada. Mas que características deve um objeto de culto sendo que a montagem e merecedor?

Parece claro que só um ser moralmente perfeito poderia ser digno de devoção incondicional típico de adoração teísta. Bondade moral aquém da perfeição pode ganhar um ser admiração, mas nunca adoração. É por isso que é essencial para a ortodoxia teísta que Deus ser pensado como perfeitamente bom .

No entanto, a afirmação da existência muitas vezes surgiram de diversas orientações cognitivas e fontes sincretizado em um critério epistêmico absoluta. Para apoiar a posição de que Deus existe, alguns poderiam apresentar revelação – de que Deus revelou a Si mesmo em diferentes graus apropriados às circunstâncias a certas pessoas como Moisés, Maomé, e o escritor do Apocalipse na Bíblia Sagrada, alguns outros afirmam conhecimento do numinoso por intuição direta do mais íntimo do seu ser, alguns vão alegar razões morais para sustentar tal conhecimento, alguns outros vão usar a natureza do cosmos para apoiar a sua afirmação epistêmica, enquanto outros ainda afirmam que o conhecimento por um salto de fé.

Qualquer que seja o método de descoberta cognitiva Deus é chegado dentro de todas as formas de teísmo, alguns atributos são considerados intrínsecos à sua natureza a merecer a devoção e adoração sublime e inigualável.

Se Deus é onipotente, onisciente, criador (causa prima ou prima Causa)

Todo-amoroso, todo-bom, todo-misericordioso, então como podemos explicar o mal?

Será que Deus causa o mal?


Se Deus não faz mal, depois que ele faz?

Quem criou esta causa do mal?

Foi o criador de tudo sabe, o passado, o presente eo futuro do mal?

Ou, na verdade, é Deus todo-bom, todo-amoroso e todo-poderoso, mas incapaz de parar o mal – o que é um absurdo?

Ou então, que Deus não deseja parar o mal?

Este é o dilema que o teísta tem que encarar de frente! Cristianismo e outras religiões monoteístas, conceituada desta forma, não parece ter qualquer maneira fácil de escapar um dos chifres do dilema ou de passar entre eles. Se optar por dizer que Deus não criou o mal, então ele teria que seguir lá também existe o mal no mundo, o que é obviamente falso, a menos que redefinir nossos conceitos, ou que alguém mal criados, o que significa que Deus não criar tudo. Mesmo com essa ressalva, ainda haveria o problema de explicar quem criou o criador do mal – ou então, o mal é auto-causado, que é igualmente convincente. Se optar por dizer que Deus não queria erradicar o mal, então isso poderia significar tanto Ele não tem o poder de fazê-lo, ou ele é sádico e malévolo, as opções que são totalmente inaceitáveis ​​para o teísta. Há, em seguida, parece não haver forma de fugir do problema sem que nenhum redefinição e limitando os atributos da divindade ou tornar-se um ateu, ou, pelo menos, um agnóstico.

O problema do mal em Yorubá filosofia da religião

 

É puramente uma questão acadêmica para começar por dizer que os povos iorubás têm muitas divindades através do qual cada grupo abordagem Olodumare segue-se que não se pode falar de uma religião tradicional Yoruba. Tal linha de raciocínio só vai ajudar a diminuir a tarefa crucial de compreensão de como o Yoruba conceber o mal antes do cristianismo. Na medida em que é racionalmente possível, deve-se afirmar enfaticamente que o problema do mal não fez, não faz, e não precisa surgir dentro Yoruba (Ifá) religião tradicional. Na verdade, esta afirmação axiomática inicial precisa de toda a ênfase que pode provocar, apesar de todos os esforços para mostrar o contrário, só esta conclusão parece ser a única plausível e defensável.

Olodumare tem todos os atributos que Idowu, Mbiti, Awolalu, Dopamu, e outros estudiosos têm anotado teológicas, isto é, Olodumare é a origem do universo e na língua do Anselm, Ele é o Ser que nada maior pode ser concebido.

Vamos considerar alguns desses atributos, particularmente aqueles que têm gerado o dilema de como explicar o mal no cristianismo. Neste sentido, devem ser concisas e expor os fatos como eles foram apresentados por outros estudiosos e como encontrado em Yoruba religião tradicional.

(A) Olodumare é o Criador,


causa e origem de todas as coisas:

 



Aqui Idowu diz:

. . . temos aprendido que as divindades foram trazidos à existência por Olodumare e que o trabalho de criar a Terra foi encomendado por ele. Tudo no céu e na terra deve a sua origem n’Ele. Na sua qualidade de Criador Ele é conhecido como Eleda – “o Criador”, “o Criador”. Ele é a origem eo doador da vida, e em que a capacidade Ele é chamado de Elemi – “o proprietário do Espírito”, ou “o dono da vida” .

A evidência de que Olodumare é o criador de tudo o que é exibido em praticamente todas as contas da relação entre Olodumare e do Universo. Onde Ele não causar ou criar diretamente, Ele instruiu as divindades para criar e Ele supervisionou o trabalho de criação. Então, Ele criou tanto o bom eo ruim, o bem-formado e deformado, a estação chuvosa ea seca. Por meio dele deve ser buscada a causa de todas as coisas. E tudo o que existe tem uma razão de ser e pode ser entendido e usado pelos homens pensantes e talentoso como os herbalistas e medicina.

(B) Olodumare é o ser mais poderoso para quem nada é grande demais ou pequeno demais, ou Abaixo Além de realizar:

Aqui os poderes de obas, ancestrais anciãos, bruxas, ervanários, curandeiros, divindades, etc, são todos derivados de Olodumare e são limitados e restringível por ele. É esta característica que transmuta na linguagem da patrística e escolástica igreja homens para o conceito de onipotência, e isso não pode ser discutido com, uma vez que o Yoruba, obviamente, acreditam que tudo de bom e ruim ter sua origem a partir de Olodumare.

Aqui, como na criatividade de Olodumare, não se deve se surpreender que o bem eo mal estão todos no controle e dispensação de Olodumare. Em última análise, cada um uso adequado ou uso indevido de tal poder está sujeito a pronunciamento final, de Olodumare de julgamento. Seus caminhos são tais que os malfeitores não escapar da punição.

(C) O conhecimento de Olodumare é incomparável e,
portanto, não tem igual:

 


Tendo evitado o uso da dicção clássica e neo-clássica de onipotência, também é aconselhável para evitar a nomenclatura da onisciência na descrição do conhecimento mais abrangente e sabedoria da Divindade Suprema entre os povos Yoruba.

Isto não é porque ele tem embutido dificuldades conceituais e gera dilemas. Não há como contestar o fato de que Olodumare tem o maior conhecimento. No entanto, o fato de que algumas coisas acontecem “por trás de suas costas” ou “sem a Sua consciência direta” foi confirmada nos aspectos práticos da criação, manutenção e funcionamento do universo, aqui, ali e em toda parte, incluindo até mesmo o domínio de Olodumare (Orun ou o céu). Ele recorreu ao uso de Orunmila e Ifa, os sábios e os meios de discernir a situação das coisas do passado, presente e futuro.

Esta sugestão relativa à limitação do conhecimento de Olodumare pode parecer ser o mais aberto a controvérsia entre aqueles muito usado para a tradição anterior originada por Idowu e aprimorada pela polinização cruzada da religião. Assim, é pertinente reforçar-lo com exemplos concretos a partir de materiais existentes na tradição iorubá.

Em obras de Idowu encontra-se: (i) a conta de como terra sólida foi criado relatou o comissionamento de algumas divindades para executar o trabalho, como alguém falhou e como, finalmente, a tarefa foi completada por terceiros e do relatório teve que ser levado de volta a Olodumaré . (Ii) Olodumare uma vez consultou o oráculo para saber sobre sua possível morte e ouvimos esta passagem Ifa dizendo:

Korofo, o culto do clandestino É o que consultou o oráculo sobre Olodumare e declarou que sua morte nunca seria ouvido falar.

Outro diz:

Olodumare tem coçou a cabeça com pó da-madeira (Iyerosun)

Ele nunca vai morrer (Sua) cabeça inteira se tornou extremamente respeitável.

Todos estes são registrados em Ogbe (O) Yeku por Idowu. As traduções inglesas fornecidas por ele não parece ser o mais adequado ou a mais exata e fiel.

A segunda linha da primeira Ifa citado fala como se não fosse Olodumare que o próprio consultados Korofo, o sacerdote de Ifá do clandestino, mas Korofo que fez a consulta, sem qualquer pedido, cerca de Olodumare.

Além disso, o segundo fala do oráculo como o apoio à imortalidade de Olodumare. No entanto, corretamente entendida, será óbvio que era Olodumare que consultou seus sábios.

Na mesma linha Òkànràn Osa diz:


O jovem nunca ouvi esse tecido está morto, tecido só usa velho em pedaços.
O velho nunca ouvi esse pano está morto, tecido só usa velho em pedaços;
O jovem nunca ouvir que Olodumare está morto, tecido só usa velho em pedaços;
O velho nunca ouvir que Olodumare está morto
tecido só usa velho em pedaços.


(D) Olodumare é o Bom Juiz: 



Na religião iorubá tradicional muitos atributos são coincidentes na bondade de Olodumare. Estes incluem a imparcialidade do julgamento, onde o caso é levado perante Ele. Ele escuta atentamente para ambos os lados. Outros são santidade e benevolência.

Deus dispensa a justiça com imparcialidade compassivo, mas ele não ribeiro desonestidade ou esperteza pretensioso. À medida que o Supremo Rei, depois de Sua corte não há nenhum outro tribunal de recurso para corrigir os erros, por esta razão Ele não toma decisões arbitrárias que entram em conflito com os ditames da justiça.


ÈSÙ (Eshu, Exú, Eleguá) E Olodumaré:

 


O entendimento usual e interpretação de Exu é  uma das principais divindades entre os povos Yoruba. De acordo com Idowu (estudioso):

. . . Esu é essencialmente um “oficial especial de relações” entre o céu e a terra, o inspetor-geral que informa regularmente Olodumaré sobre as ações das divindades e os homens, e verifica e faz relatórios de certeza sobre a exatidão de culto em geral, e sacrifícios em particular.

Isto mostra claramente que como uma divindade capaz de fazer seus deveres como cobrados por Olodumare, Esu ocupa uma posição de destaque entre as divindades. Ele descarrega essas funções sem medo ou favor. Assim, Esu é um bom ministro de Deus. Ele é o aplicador que garante que devida recompensa e punição resulta em nenhuma ação. Ele é, portanto, cortejada e até subornado. Quando essas aberturas não conseguem mitigar a punição, Eshu é, então, dado um nome ruim.

A tradição mostra que Èxù é um amigo indispensável de todas as outras divindades e um intermediário entre Orun e Aye. Onde, então, é a equivalência que o Yoruba Èsù é Satanás?


ORIKI (reza, Oro, Louvação):


Iba Olodumare , Oba Ajiki ajige . Ogege Agbakiyegun . Okitibiri Oba ti nap ojo iku da.
Respeite para o útero da criação, o primeiro monarca da Mensageiros , a alta Pai dos antepassados, o governante , que nunca enfrentou a morte .

Atere k'aiye , Awusikatu , Oba A Joko birikitikale , Alaburkuke Ajimukutuwe , , Ogiribajigbo, Oba ti o fi imole se aso bora, Oludare ati Oluforigi, Adimula, Olofin aiye ati Orun.

O Espírito da Terra. Louvamos seus nomes modelado luz alabanza. VOCE para criar todas as coisas.
A fun wen ake wen, Owenwen ake bi ala.

Mistério Proprietário da Natureza , cujas palavras são a lei da criação.

Olofa ahipa aladas Oba para dake Dajo ouro.

 Guardião dos Mistérios do desconhecido. A fonte de todos os chefes de Criação.

Awosu Sekan . Oba ajuwape alaba alase lori ohun gbogbo.

Luz Divina sempre seja louvado na Floresta Sagrada.

 Araba nla ti nmi igbo kijikiji.

O rei de todas as formas de consciência na Terra . Em primeiro lugar entre os imortais do Céus.
Ati akiku Oyigiyigi Nigbo Oba Oba , Oba atenile forigbeji , Awamaridi Olugbhun mime A Orun .
O Espírito das Manifestações e Rei dos reis .

Ela funfun gbo o Oba toto bi aro, pamupamu digijigi ekun awon aseke. Awimayehun Olu ipa Oba Airi. Arinu rode Olumoran okan.

Você é a mesma criação , este é o seu trabalho, e, portanto, recebe os elogios de seus filhos. Você é o único que distribui bênçãos no Céu e na Terra.

Abowo gbogbogbo ti yo omo re. Ninu ogin aiye ati Orun. Iba to – to – to. Asè.
Pai Celestial , nós oferecemos todo o nosso respeito.

Eu O SAÚDO!.

O que é um Babalawo? Babalawo é pai do segredo,sacerdote de Ifá.

Ogum repudia Oyá por causa de Xangô

Postado por: Alberto Ebomi at 14:09 1 Commentario
Conta a lenda/iton que Ogum repudia Oyá por causa de Xangô. Orixá Ogum vivia com Oyá, um dia seu irmão Xangô foi visitá-lo e, na casa de Ogum, Xangô deparou com sua bela mulher. Voltou para casa atormentado pela beleza que vira. Desejou Oyá ardentemente.

Não desistia da ideia de possuir a mulher do seu irmão. Xangô voltou à casa de Ogum dizendo-se doente, nem conseguia se alimentar.

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Ogum acudiu-o e pediu-lhe que ensinasse a Oyá (Yansã) o preparo de seu prato predileto, o amalá, que sem dúvida saciaria sua fome e o curaria.

Oiá preparou o amalá conforme ensinado.

Antes de comê-lo, Xangô pediu a Oiá que acrescentasse um pó, advertindo-a contudo que não provasse da comida. Xangô comeu com gula e saciou a fome.

A proibição deixou Oiá muito curiosa. No dia seguinte, Iansã fez novamente a comida, mas desta vez não resistiu e provou dela. Disse a Xangô não ter sentido nada especial.

Xangô entregou-lhe o pó para acrescentar. O pó tinha o poder de botar labaredas pela boca.  Oiá pôs o pó no amalá e comeu dele.

Ogum repudia Oyá


Desde então Oiá tem o poder de botar fogo pela boca. Ogum, ao ver sua mulher cuspindo fogo, repudiou Yansã e a entregou a Xangô,  Xangô cinicamente recusou a oferta. Ogum insistiu para que levasse Oiá dali.

Xangô tinha enganado Ogum. Xangô levou Oiá para casa, feliz com sua vitória.

Orixá Ayrá / Aira: Xângo ou não?

Postado por: Alberto Ebomi at 19:29 2 Comentarios
Orixá Ayrá / Airá era um Orixá no fundamento de Xangô, Airá era considerado um de seus servos de confiança e segundo uma de suas lendas, Airá, tentou instaurar um atrito entre Oxalá e Xangô, graças a isso Airá deve ser tratado de forma diferente de Xangô e seu assentamento deve ficar na casa de Oxalá. Por essa rivalidade com Xangô, não se deve coloca-los juntos jamais na mesma casa nem podendo Airá ser posto em cima do pilão de duas bocas, pois provoca a ira de Xangô. Sua cor é o branco e seus ornamentos são prateados.

 

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Orixá Ayrá/ Airá é normalmente confundido com Xangô (Candomblé), no Brasil, na verdade é uma divindade à parte, que não pertence à família de Xangô. Airá é uma divindade da região de Zave muito embora não existam registros de iniciação para ele nessas terras, seu culto está restrito ao seu templo em Zave, Nigéria. No Brasil, sacerdotes desinformados e sem discernimento criam inúmeras lendas a seu respeito, até dizem que ele seria irmão gêmeo de Xangô, o que é verdadeiramente um absurdo.

Segundo as casas de culto ao orixá, este orixá veste-se de branco e tem profundas ligações com Oxalá. Airá não usa coroa, mas um ejete branco. Suas comidas votivas não são temperadas com dendê, nem com sal e sim com banha de ore africana. Comeria quiabos, assim como Xangô e Iro-o.

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Airá é um Orixá relacionado a família do raio mas pode ser relacionado ao vento, seu nome pode ser traduzido como redemoinho, redemoinho é o fenômeno que mais se assemelha a um furacão em território Africano. Airá então pode ser louvado como a divindade que rege o encontro dos ventos. Em território africano, não existe registro ou relatos de pessoas regidas ou iniciadas para ele, onde ele é cultuado, o culto predominante é o de Nanã e de Ovalai, já que Zave é uma região que fica em território Jejue. Pouco se sabe sobre o nascimento ou surgimento de Airá e por esta razão muitos atribuem sua filiação à Iemanjá e a Orfanai, assim como Xangô e Aganou.

No Brasil, Airá é visto, erroneamente, como uma qualidade de Xangô. Airá seria uma face mais amena e pacífica de Xangô. Hoje, com a falta de conhecimento, muitos zeladores preferem iniciar uma pessoas de Airá do que de Xangô, na realidade está cada vez mais difícil encontrarmos filhos de Xangô, em sua grande maioria, os filhos de Xangô estão sendo iniciados em outros Orixás.

Ao contrário de Xangô, Airá não é um Orixá rei nem possui o carácter, punitivo como Xangô.

Airá zela pela paz e pela justiça de forma incondicional, ao contrário de Oxalá que representa a paz, Airá estabelece a paz e possui uma ação mais imediata em suas funções, Airá pode ser qualificado como um sentinela de Oxalá, ou melhor, de Oxalufã é seria ele quem estabelece sua vontade.
Em relação a Aira, a poucos detalhes na África. Em Ketu, ele é conhecido sob a designação de Abonam ou Aira Igbonan. Dizem que é originário de Sabé (Zave) e que é o irmão mais velho de Xangô.

Diz também que seu tempo principal ficava em Dassa-Zoumé em Vedji perto ao de Sanponná. Diz que que havia duas informações contraditórias - Uma dizia que ele originário da região de Oyo, segundo outros de Abomé, onde era confundido com Sobô.

Orixá Airá ( filho forte o Senhor do Redemoinho)é um Deus relacionado a família do raio mas também é relacionado ao vento, seu nome pode ser traduzido como Redemoinho, vale lembrar que o redemoinho é o fenômeno que mais se assemelha a um furacão em território Africano. Airá então deve ser louvado como a divindade que rege o encontro dos ventos.

Em território africano, não existem registros ou relatos de pessoas iniciadas para Ele. Seu culto é proveniente da região de Zave que faz parte do território Jejê, nesta região os cultos predominantes são os de Nanã, Ovalai, Omolu e Oxumarê. Pouco se sabe sobre o nascimento ou surgimento de Airá e por esta razão muitos atribuem sua filiação à Iemanjá e a Orfanai, assim como Xangô e Aganou. Por este motivo alguns sacerdotes sem conhecimento chegam a afirmar que Airá seria irmão de Xangô, quando não há nada que fundamente esta afirmação.

No Brasil, Airá é visto, erroneamente, como uma qualidade de Xangô. Airá é visto como uma face mais amena e pacífica de Xangô. Hoje, com a falta de conhecimento, muitos zeladores preferem iniciar uma pessoas de Airá do que para Xangô, na realidade está cada vez mais difícil encontrarmos filhos de Xangô. Ao contrário de Xangô, Airá não é o Orixá rei nem possui o carácter punitivo e colérico. Esta característica mais amena de Airá, pode ser evidenciada em uma de suas cantigas que diz:

"A chuva de Airá apenas limpa e faz barulho, como um tambor".

Airá possui uma ligação muito grande com Oxalá, na verdade tudo o que for oferecido a Ele não deve conter sal e dendê. Suas comidas votivas não são temperadas com dendê e sim azeite de oliva ou banha de ore.

Airá zela pela paz e pela justiça de forma incondicional, ao contrário de Oxalá que representa a paz, Airá a estabelece e possui uma ação muito mais direta em sua imposição, Airá pode ser qualificado como uma sentinela de Oxalá, ou melhor, de Oxalá e seria Ele, Airá, quem estabelece sua vontade.

Folhas de Aira/Ayrá :


Agrião do Pará  (awere pẹ́pẹ́) Bilreiro  (ipẹ̀san) Caruru  (ewé tẹ̀tẹ̀) Manjericão Roxo.

Epítetos:

Ayra - airá - xango - orixá - orisha - candomblé

Intilé - É um título de Airá, Intilé quer dizer Senhor da Terra.
Igbonã - É um título que significa  floresta de fogo, ou simplesmente quente.
Lojô - Título que faz referência à chuva.
Osi - É o eterno companheiro de Oxaguian. Um dia, passando Oxaguian pelas terras onde vivia Ayrá Osi, despertou no jovem grande entusiasmo por seu porte de guerreiro e vencedor de batalhas.

Segundo um mito, criado no Brasil, Oxalá permaneceu injustamente preso durante sete anos no reino de seu filho, Xangô, sem que este soubesse do fato. Grandes calamidades ocorreram em todo o reino devido a essa injustiça e quando Xangô finalmente descobriu o que havia acontecido com o próprio pai, resgatou-o da prisão e ordenou que fossem organizadas grandes festas em todo o reino, em sua homenagem. No entanto, Oxalá estava muito entristecido. Apesar de toda a atenção que recebeu, a única coisa que desejava era retornar ao seu próprio reino, em Ifé, onde sua esposa Iemanjá o aguardava. Xangô não podia acompanhá-lo e pediu que Airá o fizesse em seu lugar, foi assim que Airá tornou-se companheiro de Oxalá. Durante o dia, eles caminhavam. À noite, Oxalá sentia frio e precisava descansar, assim, Airá passava longas horas contando-lhe histórias do povo de Oyó ao redor de uma fogueira.

Observação: No Brasil, devido aos festejos de São João, criou-se uma tradição de se acender uma fogueira em homenagem a Xangô e a Airá. Na realidade esse ato não existe na África isso foi absorvido dos festejos de Juninos. A cerimônia que ocorre na África é o Ajerê de Xangô, cerimônia em que o iniciado de Xangô em Oyó carrega um jarro com inúmeros orifícios, dentro deste jarro é posto fogo e assim iniciado carrega o fardo ardente sobre sua cabeça. O Oxé de Xangô é uma representação do ajerê, as lâminas duplas representam as chamas que se espalham.

Ritual da Fogueira do Orixá Ayrá / Airá



O ritual mais conhecido por toda comunidade dos Candomblé do Brasil. em homenagem a este Orixá e sua fogueira, a qual queima durante toda festividade, e para quando o grande rei se fizer presente ali se forma um tapete vermelho com brasas vivas, diz nos cultos a este Orixá quem ainda não viu Xangô caminhar sobre brasas vivas não conhece a força deste Orixá.

Este bem como o ritual do Ajere, nome dado ao pote que este Orixá carrega na cabeça com azeite de dendê em chamas, está também seguida de um ritual chamado de Akará, quando este Orixá em companhia de Oyá/Yansã, engole pequenas tochas de fogo. 
 

O momento principal é a "Roda de Xangô" - que por falar nisso é a único Orixá que se faz roda dentro do culto ... Mais sem querer ofender ninguém, Já existe roda de todos os Orixás.

Neste ritual são homenageado todos os Orixás de sua corte, ou seja toda a corte de Oyó, para a grande consagração do grande Rei Xangô: Baayani, Iyá Masé, Dada, Ajaka, Ayrá Ntylé.


As ofertas preferidas de Xangô vêm nas cantigas a este Orixá: o Cagado (Ajapá) e o Carneiro (agbo Akutan). O Ecoar do Sere faz com que nós lembramos de uma grande tempestade, e todos são muito gratos, pois ali esta seu rei junto de seus súditos. 
O grito de guerra do grande rei de Oyó vem como um trovão na tempestade de séré e comunica a todos da comunidade que só este rei é poderoso, é quem faz a sua própria coroa, um rei que tem coroa.


para este Orixá o azeite de dendê é como água, e e justamente o "Epo-pupa, que apazigua Xangô, então este elemento nunca pode faltar em todas as oferendas ao rei Xangô. E tudo relativo a este Orixá deve ser oferecido quente, ele não aceita nada frio, (por isso Xangô não fica onde tem pessoas mortas, por estarem totalmente frias, e, erroneamente muitas pessoas dizem que ele tem medo da morte).


Bem como o sangue em seu Igbá deve ser direto ou seja quente, pois trata-se de vida. A única coisa em sua vida que Xangô aceite que tem sangue frio é o "Ajapá", animal este de sangue frio, mais aceita este animal pelo seu poder de longevidade. 
Este Orixá ainda bem peculiar só aceite o Orogbó e nunca Obi, e em todas as oferendas a este orixá deve conter seu fruto predileto "Orogbó". Seu fetiche principal é o machado duplo (Osé) que além de uma de sua armas de guerra, é é o único instrumento que simboliza a verdade a justiça, pois suas duplas laminas cortam para os dois lados, não fazendo distinção.


Em seu Labá Xangô guarda as pedras poderosas de raio, e seus poderosos chocalhos de cobre ou ainda em sua cabaça de cabo bem alongado, e com grande quantidade "Edu-Ara e Seré". Em África costumam dizer os antigos que Xangô se iniciado se Edu-Ara não tem Xangô por perto.E perto do assentamento de Xangô nunca poderá faltar a presença de "Iyá-Mase", Oyá/Yansã, Osún e Obá, seu Igbá é feito dentro de gamela. O numero 12 esta relacionado a Xangô, pois 12 são seus ministros, e também 12 são seus caminhos.


Alguns caminhos de Xangô esta relacionado a Oxalá como: Ayrá Igboná, Ayra e Ayrá Ntyle, pois são eles considerados os mais velhos, relacionamento direto com o poder da criação, ou seja Oxalá, é por este único motivo e principal utilizam-se da cor branca e usa sigi azul que substitui o da cor vermelha em sua contas.


Diz a cultura Yorubá que quem tem este Orixá a seu lado nada teme, pois ele é o rei que tira da boca e coloca na boca dos seus.

Arquétipos dos Filhos de Ayrá - Airá


- Os filhos de Airá, são autoritários, voluntariosos, enérgicos, calmos, teimosos, orgulhosos e guerreiros. Pessoas elegantes e corteses, risonhos, possuem um misto de severidade e benevolência, possuem um senso elevado de justiça, possuem consciência de sua importância, são dotados de bom coração, não sabem guardar segredos, faladores, fofoqueiros, apegados a família, sinceros, altivos e sensíveis. Não são vaidosos. 


Oriki de Ayrá:

Òlò áwá la wulú
Olodó òlò odó
Oyá walé ni ilè Irá
Sangò walé ni Kosó.


Senhor do som do trovão
Senhor do pilão
Oiá desaparece na terra de Irá
Xangô desaparece na terra de Cossô
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