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Orixá Iemanjá: Arquetipos e Lenda

Postado por: Alberto Ebomi at 12:12 0 Comentários
Orixá Iemanjá Mãe da maioria dos Orixás, dona dos mares, protetora dos pescadores e marinheiros. Orixá Iemanjá que gera o movimento das águas, Deusa da pérola, senhora dos lares, que traz paz e harmonia para toda a família.

Dona do pensamento, por isso é a ela que recorremos para solucionar problemas de depressão e de instabilidade emocional. Apesar de os preceitos tradicionais relacionarem tanto Oxum quanto Iemanjá à função da maternidade, pode estabelecer-se uma distinção nesses conceitos.

Oxum é a mãe no sentido de fecundação, gestação e criação do bebê. Enquanto este não aprende nenhuma língua, enquanto seus mecanismos de personalidade não estão definidos. Iemanjá, por sua vez, é mãe daí por diante, é a função de maternidade enquanto educação. É a mãe do jovem e do adulto, a figura materna que acompanha um ser humano por toda vida.



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Lenda sobre Iemanjá:


Orixá Iemanjá era casada com Oduduá com quem tinha dez filhos Orixás. Por amamenta-los, ficou com seios enormes. Impaciente e cansada de morar na cidade de ifé, ela saiu em rumo oeste, e conheceu o Rei Okerê. Logo se apaixonaram e casaram-se. Envergonhada de seus seios, Iemanjá pediu ao esposo que nunca a ridiculariza-se por isso.Ele concordou; porem, um dia, embriagou-se e começou a gracejar sobre os enormes seios da esposa. Entristecida, Iemanjá fugiu.

Durante a fuga, ela caiu quebrando um pote que continha uma poção, que seu pai lhe deu a para casos de perigo. A poção transformou-a num rio cujo leito seguia em direção ao mar. Ante o ocorrido, Okerê, que não queria perder a esposa, transformou-se numa montanha para barrar o curso das águas. Yemanjá pediu ajuda ao filho Xangô, e este, comum raio, partiu a montanha no meio; o rio seguiu para o oceano e, dessa forma, a Orixá tornou-se a Rainha do mar.

Arquétipos dos filhos do Orixá Iemanjá:


Os filhos de Iemanjá (omó orixás) são pessoas voluntariosas, fortes, rigorosas, protetoras, altivas e,algumas vezes impetuosas e arrogantes; tem o sentido da hierarquia, faze-se respeitar e são justas, mas formais; põem à prova as amizades que lhes são devotadas, custam muito a perdoar uma ofensa e, se a perdoam, não a esquecem jamais. Preocupam-se com os outros, são maternais e sérias. Sem possuírem a vaidade de Oxum, gostam do luxo, das joias caras. Tem tendência à vida suntuosa mesmo se as possibilidades do cotidiano não lhes permitem tanto.

Características Positivas dos filhos de Iemanjá: Seus filhos são dotados de franqueza, alegria, desconfiança, sabedoria e competência. Decididos, honestos e corretos. Inteligentes, criativos. São pessoas que gostam do trabalho e dedicam-se inteiramente à família.

Características Negativas dos filhos de Yemanjá: Demasiadamente exigentes, quando com raiva, destroem uma pessoa com um simples olhar. Quando ofendidas perdoam, mas jamais esquecem. Cruéis e egoístas, são do tipo donos da verdade. Dramáticos e fatalistas, se irritam facilmente.

Características de Iemanjá Orixá:


  1. Saudação: Omio Odô Iyá : Mãe das aguas do Rio!
  2. Dia do ano: 02 de fevereiro
  3. Dia da Semana de Iemanjá: Sábado, Sexta-feira
  4. Flor: Hortênsia,palma azul, rosa azul
  5. Comida: Canjica branca, peixe
  6. Doce: Merengue, doce de côco
  7. Animal de estimação: Marisco
  8. Função: Mudança de pensamento, união, abafamento
  9. Número: 08
  10. Cor: Azul claro
  11. Ferramentas: Âncora,leme, peixe, estrela do mar, pérola, conchas, moedas, búzios
  12. Frutas: Melancia,uva dedo-de-dama, pêra
  13. Ervas: Malva,alfazema
  14. Legumes: Alface,cebola, salsa, chuchu
 Iemanjá possui culto ao Orixá no Candomblé, Santeria cubana (lukumi – osha Ifá) e também é cultuada na Umbanda.

Oyá inventa o ritual funerário do Axexê

Postado por: Alberto Ebomi at 19:23 0 Comentários

Conta o pataki que Oyá/Yansã inventa o ritual funerário do Axexê, vivia em terras de Ketu um caçador chamado Odulecê. Era o líder de todos os caçadores. Ele tomou por sua filha uma menina nascida em Irá, que por seus modos espertos e ligeiros era conhecida por Oyá (Yansã).

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Oyá (Iansã) tornou-se logo a predileta do velho caçador, conquistando um lugar de destaque naquele povo. Lias um dia a morte levou Odulecê, deixando Orixá Oyá muito triste.

A jovem pensou numa forma de homenagear o seu pai adotivo. Reuniu todos os instrumentos de caça de Odulecê e enrolou-os num pano. Também preparou todas as iguarias que ele tanto gostava de saborear.

Dançou e cantou por sete dias, espalhando por toda parte, com seu vento, o seu canto, fazendo com que se reunissem no local todos os caçadores da terra.

Na sétima noite, acompanhada dos caçadores, Orishá Oyá embrenhou-se mata adentro e depositou ao pé de uma árvore sagrada os pertences de Odulecê.

Olorun, que tudo via, emocionou-se com o gesto de Orisá Oyá e deu-lhe o poder de ser a guia dos mortos no caminho do Orun. Transformou Odulecê em orixá e Yansã na mãe dos espaços dos espíritos.

“Seu espírito levado ao Orun (céu) por Oyá.”


Desde então todo aquele que morre tem seu espírito levado ao Orun (céu) por Oyá.
Antes, porém, deve ser homenageado por seus entes queridos, numa festa com comidas, cantos e danças. Nasceu assim o funerário ritual do axexê.

Leia mais sobre Oyá e o Ritual do Axexê:


O Axexê – Triste, porém necessário


Axexê Ritual ao Morto


Oyá transforma-se em bufálo e Ogum encanta-se com ela


Exu causa o conflito entre Yemanjá - Oyá e Oxum

Os nove filhos de Oyá/Yansã

Postado por: Alberto Ebomi at 13:32 0 Comentários
Quem são os nove filhos de Oyá/ Yansã? Orixá de personalidade forte, conhecida por seu ritmo acelerado (Agueré de Oyá), orixá bastante conhecido e adorado no Candomblé, possui culto na Umbanda, sendo que não é o Orixá e na Santeria cubana (Osha Ifá, Lukumi). 

Para se cultuar Oyá é imprescindível saber que, por se tratar de um orixá complexa, esta divindade possui nove filhos segundo a mitologia Yoruba. Sendo assim, esses filhos representam, dentro do culto à Oyá, forças ocultas dessa guerreira, eles são os guardiões do seu axé, e cada um deles possui uma função diferenciada em relação à sua mãe.


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De acordo com diversas mitologias de origem yoruba, Orixá Oyá teve nove filhos com Ogum, segundo alguns historiadores esses filhos seriam de Xangô. Portanto, o importante é saber a existência desses filhos e que eles representam forças complementares no culto à Oyá.
 

Desses nove filhos de Oyá, oito nasceram mudos e o último nasceu um Egum e graças aos sacrifícios recomendados por Ifá, nasceu com o poder de falar, porém sua voz é estranha e “sobrenatural”, chamada Segí.


Os nove filhos de Oyá/ Yansã são:


Imalegã – Nasceu no primeiro dia da tempestade, Eboykó, arrancado do ventre de Oyá pelas YàMí (deusas da fertilidade), e foi envolvido por abanos. Este filho representa o Afèfé (vento).
 

Iorugã – Foi envolvido com palha seca e alimenta-se com talos de bananeira. Este filho representa a vaidade de Oyá e é seu preferido.
     
Akugã  - Nasceu no terceiro dia da tempestade e foi criado nas touceiras do bambuzal. Representa a própria rebeldia de Oiá.
 

Urugã – Alimenta-se das folhas de bananeira, esconde-se na floresta. Representa a determinação e a capacidade de concentração de Oyá.
 

Omorugã – Alimenta-se do pó de bambu que está caído no chão. Vive no milharal. Representa a capacidade de observação e raciocínio de Oyá.
 

Demó – Oyá cobriu-o de lama para saber os segredos de seus inimigos. Representa  a agilidade de Oiá.
 

Reigá   - Acompanha os mortos e ronda os cemitérios. Vive escondido nas velhas árvores dos cemitérios e ronda as sepulturas. Representa o lado vingativo de Oyá/Iansã.
 

Heigá  - É violento e vive perseguindo o ori do ser humano. Representa o lado devastador de Oyá.
 

Egun Gun – Se apossa do ser humano, lhes propiciando desatinos e desgraças. Representa o lado guerreiro de Oyá, o combate contra os inimigos. 

Leia mais sobre Oyá/Yansã:


Rezacom tradução em vídeo Yansã:


As Características Dos Filhos De Yansã


Oferenda de Oyá (Yansã) para se obter vitórias


Exu causa o conflito entre Yemanjá - Oyá e Oxum

Obaluaiê morre e é ressuscitado a pedido de Oxum

Postado por: Alberto Ebomi at 23:45 0 Comentários
Obaluaiê era um orixá/orisha muito mulherengo, um galanteador incansável, um conquistador contumaz. Mas era um homem sem disciplina e não obedecia a mando algum que fosse.

Durante o período de um rito, Orunmilá advertiu que todos se abstivessem de sexo, também Orixá Obaluaê Mas ele não cumpriu a interdição. Pensava estar acima dos euós, dos tabus.

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Naquela mesma noite possuiu uma de suas mulheres.  Na manhã seguinte Obaluaê tinha o corpo coberto de chagas As mulheres de Obaluayiê foram à casa de Orunmilá e lhe pediram que intercedesse junto a Olofim-Olodumare para que ele desse o perdão a Obaluaiê.

O grande rei não concedeu o perdão. Obaluaê morreu.
Orunmilá não se deu por vencido. Espalhou o mel de Oxum em todo o palácio de Olofim e Olofim ficou deliciado com a oferenda.

Quem havia despejado tal iguaria em sua casa?, perguntou Olofim a Orunmilá. Havia sido uma mulher, foi a resposta. Olofin mandou chamar todas as  mulheres.

A última a chegar foi Oxum e ela confirmou:

Sim, era dela, de Oxum, aquele doce e farto mel. Olofim pediu-lhe mais doçura, mais mel. Para isso tinha ele convocado as mulheres.

Oxum disse que sim, que lhe daria o mel, tanto quanto ele quisesse, mas tinha também o seu pedido:
Olofim devia ressuscitar Obaluaiê (Omolu). Olofim aceitou a condição de Oxum. Mas Obaluaiê viveu para sempre com o corpo em chagas. Esse castigo Olofim não retirou.

Mais Sobre Obaluaiê/ Omolu / Xapanã:


As filhas de Yewá - Omo Ewá

Postado por: Alberto Ebomi at 14:11 1 Commentario
As filhas de Yewá (Omos de Yewá), os regidos deste orixá possuem a capacidade de lidar com espíritos e têm a sensibilidade e preocupação com o bem-estar das pessoas que amam. Uma característica marcante de Ewá é não subir a cabeça de homens sendo um orixá feito somente em filhas de santo mulheres.

Algumas vezes vemos Ewá representada de forma confusa como uma parte feminina de Oxumarê ou sua amante, mas é sua irmã. Sua personalidade difere da de seu irmão, pois Ewá é indiscreta, expansiva, gosta de falar muito e tem uma personalidade instável.

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OS FILHOS DE EWÁ (YEWÁ)


Os filhos de Yewá (Ewá) são  encantadores, tagarelas, inquietos, não sabem ceder, são temperamentais, tentam ser o centro das atenções e impacientes.

Elas são extremamente metódicas e racionais, costumam traçar uma meta para tudo, como são conservadoras acabam sofrendo com a rotina auto-imposta.

São trabalhadoras e guerreiras, não fogem da luta são companheiras e ótimas esposas.

São pessoas altamente influenciáveis, que agem conforme o ambiente e as pessoas que as cercam, assim, podem ser contidas damas da alta sociedade quando o ambiente requisitar ou mulheres populares, falantes e alegres em lugares menos sofisticados. As filhas de Ewá São vivas e atentas, mas sua atenção está canalizada para determinadas pessoas ou ocasiões, o que as leva a desligar-se do resto das coisas. Isso aponta certa distração e dificuldades de concentração, especialmente em atividades escolares.

As omos Yewa (as Filhas) são mulheres lindas, encantadoras, sensíveis, tranquilas e adaptáveis, com muita iniciativa e adoram a leitura e apenas se entregam quando loucamente apaixonadas.
Devido a sua vaidade e meiguice são muito confundidas com a omos Oxus e pelo seu lado guerreiro com as de Oya.

Devido a sua tendência a dualidade tem inclinação a gostar de jogos, apego a tudo que for bonito e caro, adoram elogios e galanteios.

As filhas de Yewá/Ewá no amor:



As filhas de Ewá são vivas e atentas,  luxo e o amor livre são coisas que a filha de Yewa quer na vida, assim geralmente são fascinadas pelas joias, e pelas roupas caras, e pelas aventuras e badalações, o que poderá ser difícil de sustentar e aceitar num relacionamento amoroso. Para firmar-se com uma filha do orixá Yewa você deverá entender que ela é muito independente, livre, e gosta de ficar sozinha as vezes. Se aceitar isso terá uma grande companheira na vida.

Este orixá possui culto no em Ifá, Santeria, Candomblé, já na Umbanda não existe entidade que seja parecida com a mesma.

Orixá Oxóssi mata a mãe com uma flechada

Postado por: Alberto Ebomi at 23:06 2 Comentarios
Conta a história que Orixá Oxóssi mata a mãe com uma flechada, Olodumare chamou Orumilá e o incumbiu de trazer-lhe uma codorna. Orunla explicou-lhe as dificuldades de se caçar codorna e rogou-lhe que lhe desse outra missão.

Contrariado, Olodumare foi reticente na resposta e Orunmilá partiu mundo afora a fim de saciar a vontade do seu Senhor. Orunmilá embrenhou-se em todos os cantos da Terra. Passou por muitas dificuldades, andou por povos distantes. Muitas vezes foi motivo de deboche e negativas acerca do que pretendia conseguir.

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Já desistindo do intento e resignado a receber de Olodumare o castigo que por certo merecia, Orunmilá se pôs no caminho de volta. Estava cansado e decepcionado consigo mesmo. Entrou por um atalho e ouviu o som de cânticos. A cada passo, Orunmilá sentia suas forças se renovando. Sentia que algo de novo ocorreria.

Chegou a um povoado onde os tambores tocavam louvores a Xangô, Yemanjá, Oxum e Obatalá. No meio da roda, bailava uma linda rainha. Era Oxum, que acompanhava com sua dança toda aquela celebração. Bailando a seu lado estava um jovem corpulento e viril. Era Oxóssi, o grande caçador.
Orunmilá apresentou-se e disse da sua vontade I de falar com aquele caçador.

Todos se curvaram perante sua autoridade e trataram de trazer Oxóssi à sua presença. O velho adivinho dirigiu-se ao Orixá Oxóssi (qualidade de Oxossi) e disse que Olodumare o havia encarregado de conseguir uma codorna.
Seria esta, agora, a missão do Orixá Oxóssi.

Oxóssi ficou lisonjeado com a honrosa tarefa e prometeu trazer a caça na manhã seguinte. Assim ficou combinado.  Na manhã seguinte, Orunmilá se dirigiu à casa de Oxóssi. Para sua surpresa, o caçador apareceu na porta irado e assustado, dizendo que lhe haviam roubado a caça.

Oxóssi, desorientado, perguntou à sua mãe sobre a codorna, e ela respondeu com ares de desprezo, dizendo que não estava interessada naquilo. Orunmilá exigiu que Oxóssi lhe trouxesse outra codorna, senão não receberia o axé de Olodumare.

Oxóssi caçou outra codorna, guardando-a no embornal, Procurou Orunlá e ambos dirigiram-se ao palácio de Olodumare no Orun (os céus). Entregaram a codorna ao Senhor do Mundo. De soslaio Olodumare olhou para Orixá Oxóssi e, estendendo seu braço direito, fez dele o Rei dos Caçadores.

Agradecido a Olodumare e agarrado a seu arco, Oxóssi disparou uma flecha ao azar e disse que aquela deveria ser cravada no coração de quem havia roubado a primeira codorna Oxóssi desceu à Terra. Ao chegar em casa encontrou a mãe morta com uma flecha cravada no peito.

Desesperado, pôs-se a gritar e por um bom tempo ficou de joelhos inconformado com seu ato. Negou, dali em diante, o título que recebera de Olodumare.

Orixá Oxossi, linhagem dos Odé (caçador), sua saudação é Okê arô! Rei da nação Ketu do candomblé, as cores de seus colares (contas, delogum) são azuis claro, possui culto no Candomblé, Santeria (Osha Ifá), já na Umbanda não tem Orixá, e sim um falangeiro (egum de luz).

Como fazer a Cabala: Calculo dos Odu de Ifá pela data de Nascimento

Postado por: Alberto Ebomi at 21:26 7 Comentarios
Como fazer o calculo do Odu (cabala) pela data de nascimento, os Odu Ifá que regem nossa data de nascimento explicado e com os seus significados, Orixás, números da sorte, personalidade entre outros.

Os religiosos do Candomblé, Ifá, Umbanda, santeria, e simpatizantes podem fazer esta metodologia, pois é preciso apenas ver o vídeo, e depois do calculo analisar os Odu de sua cabala.

No momento em que nascemos, logo que respiramos pela primeira vez, todas as energias do Universo Material e Imaterial se ligam ao nosso corpo físico. Nesse momento é formada um vibração divina, um padrão de energias Divinas, Astrais e Numerológicas que são particulares, intransferíveis e atemporais.

19 Explicação

Esse padrão é único para cada indivíduo e nesse momento absoluto, a pessoa tem traçado o seu Odú, termo que em, Yorubá, siginifica “caminho” ou “destino”.

Existem, na África e em outros  países que cultuam os Orixás e que procedem o jogo de Ifá,  utilizando vários e inúmeros Odús, mas tradicionalmente, aqui no Brasil, estabilizou-se dezesseis Odús. Visto dessa forma, a Cabala individual é formada, composta de 05 Odús, todos associados e resultantes da data de nascimento.

Quatro desses Odús são referentes à sua vida material e um, referente a seu caminho espiritual.
Os Odús sintetizam o potencial de cada indivíduo, seus talentos, suas limitações, a forma de agir e reagir com o seu meio. São eles que indicam traços fortes e pontos vulneráveis. Quando os conhecemos, podemos  lidar  melhor com eles e viver bem com a gente e com os outros, pois um Odú, não pode ser trocado, apenas lapidado.

1- Tome cinco pontos de partida a data de nascimento da pessoa e trace num papel, quatro linha horizontais cortadas ao meio por uma linha vertical. Esse linha vertical irá separar os algarismos em duas colunas: Uma a esquerda e outra direita.

2- Na primeira coluna da primeira linha, escreva o primeiro digito do dia do nascimento  da pessoa e na segunda desta mesma linha e segundo digito do dia;

3- Na primeira coluna da segunda linha, escreva o primeiro digito do mês do nascimento da pessoa e na segunda coluna desta mesa linha o segundo digito do mês;

4- Na primeira coluna da terceira linha, escreva o primeiro digito do ano de nascimento da pessoa e na segunda coluna desta mesma linha o segundo dígito do ano;

5- Na primeira coluna da quinta linha, escreva o terceiro dígito do ano do nascimento da pessoa e na segunda coluna desta mesma linha o quarto dígito do ano;

Nascido em 19 de Novembro de 1987, (19/12/1987).
Exemplo da data de nascimento

6- Agora deve-se proceder a soma das algarismos das colunas:

- Coluna 1= 1 + 1+1+8 = 11
-
Coluna 2 = 9 + 1 + 9 +7 = 26

Que será na redução (26 – 2  + 6 = 8). Pois todo numero superior deve ser reduzido, somando-se todos os algarismos.

Ficando em cima o número 11 = Odu Oworin Meji

Ficando em baixo o número 8 = Odu Ejionile

Agora veja o vídeo para poder entender como se faz o resto da cabala.

7- A seguir desenha-se uma cruz e escreva nas extremidades das mesmas as palavras TESTA, FRONTE DIREITA, NUCA, FRONTE ESQUERDA (este desenho representará os pontos da cabeça da pessoa conforme o modelo abaixo:

O vídeo Explicando o Passo a Passo:


 

Os 16 Odu Meji (meye) de Ifá


1 – Okaran 2 – Ejioko 3 – Etá Ogundá 4 – Iorossun
5 – Oxê 6 – Obará   7 – Odi
8 – Ejinile
9 – Ossá 10 – Ofum  11 – Oworin
12 – Ejilaxebora

  
13 – Ejiolobon  14 - Iká 15 – Obeteogunda 16 – Alafia

Vale ressaltar que este não é seu odu definitivo, pois para tirar um Odu dado por Olofin (Deus), só pode mediante iniciação como Awofakan (homem) ou Apetebi (mulher).

Oxum Opará tem inveja de Yansã (Oyá)

Postado por: Alberto Ebomi at 21:10 0 Comentários
Como conta a história (lenda) o Orixá Oxum Opará tem inveja de Yansã (Oyá) e vivia Oxum no palácio em Ijimu, passava os dias no seu quarto olhando seus espelhos.

Eram conchas polidas onde apreciava sua imagem bela. Um dia saiu Oxum do quarto e deixou a porta aberta. Sua irmã Oiá entrou no aposento, extasiou-se com aquele mundo de espelhos, viu-se neles. As conchas fizeram espantosa revelação a Oiá. Ela era linda! A mais bela! A mais bonita de todas as mulheres!

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Oyá descobriu sua beleza nos espelhos de Oxum. Oiá se encantou, mas também se assustou: era ela mais bonita que Oxum, a Bela. Tão feliz ficou que contou do seu achado a todo mundo.
E Oxum Opará remoeu amarga inveja, já não era a mais bonita das mulheres.
Vingou-se.

Um dia foi à casa de Egungun(espíritos) e lhe roubou o espelho, o espelho que só mostra a morte, a imagem horrível de tudo o que é feio. Pôs o espelho do Espectro no quarto de Oiá e esperou. Iansã entrou no quarto, deu-se conta do objeto.

Oxum trancou Oiá pelo- lado de fora. Oiá olhou no espelho e se desesperou. Tentou fugir, impossível. Estava presa com sua terrível imagem. Correu pelo quarto em desespero. Atirou-se no chão.
Bateu com a cabeça nas paredes.Não logrou escapar nem do quarto nem da visão tenebrosa da feiura. Oyá (Yansã) enlouqueceu.

Oiá deixou este mundo. Oxalá, que a tudo assistia, repreendeu Opará e transformou Yansã em orixá. Decidiu que a imagem de Oiá nunca seria esquecida por Oxum. Obatalá (Oxalá) condenou Opará a se vestir para sempre com as cores usadas por Oiá, levando nas jóias e nas armas de guerreira o mesmo metal empregado pela irmã.

Nomes destes Orixás em diversas culturas: Oxum

Oxum (Candomblé), Oshun (santeria), Osun (Yoruba);
Qualidades (caminhos): Opará, Ijimu, Yepondá, Carê, entre outras.

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