Mostrando postagens com marcador Candomblé. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Candomblé. Mostrar todas as postagens

Adoxu: O que é e sua importância na Iniciação

Postado por: Ebomi at 13:41 0 Comentários
Na Iniciação (de santo) Òsù (adoxé, Adoxu) é um amalgamado de substâncias secretas, algumas in-natura, outras secas, algumas torradas mas tudo isto reduzidos a pó, este conhecido como iye. Ele serve de veículo para transmitir o axé do Orixá a ser consagrado no futuro iniciado dentro do Candomblé de Nação (culto ao Orixá).

O òsù será formado pelos elementos constitutivos e carrega não somente o àse mas a individualização de cada Orixá, sendo assim há uma expressiva diferença entre os òsù, cada qual leva suas substâncias distintas e específicas, ou seja, um diferente do outro. É a preparação mística de uma base apta a receber o Òrìsà. Tutelar quando ele manifestar-se no iniciado. Para que possa veicular o àse pretendido, deve ser consagrado ritualisticamente em um odo (almofariz/pilão) devidamente preparado para este tipo de cerimônia.

Yawo - adosu - adoxu - galinha dangola - candomblé - umbanda - religião - santeria - Ifá

O almofariz, onde os remédios e elementos sagrados são triturados é considerado um objeto sagrado feito apenas com determinados tipos de madeira. Simboliza as duas forças fundamentais: o almofariz representa o pólo feminino , enquanto o pilão representa o pólo masculino. O que se obtém destes dois é o terceiro elemento "O elemento criado, o elemento procriado". O ritual para o preparo do òsù, onde são recitados a cerimônia adúrà (rezas) são de competência única e exclusiva dos Babalòrìsà, Ìyálòrìsà , Ìyálàse e Òsùpin.

Em determinado estágio da iniciação, a Ìyálàse transfere esta massa do almofariz e a fixa em formato cônico, sobre o crânio raspado do noviço, mais especificamente em um pequeno corte ritualístico denominado de gbéré, por intermédio de um ciclo ritual que culmina quando esta profere algumas palavras, afim de consagrar o òsù.

Estas palavras são conhecidas como ofò. Uma vez sacralizado corretamente e por quem de direito, o òsù fortalece o àse do Orixá consagrado no iniciado e este passa ser chamado de Adòsù. O denominação Adosu (Adoxu) , resulta na forma contraída das palavras: A – dá – òsù, o que poderíamos interpretar como: "Aquele que carrega o òsù" ou "O Portador do òsù".

De suma importante lembrar, que a gramática Yoruba na prática de sua linguagem é comum usar o sinal diacrítico o "apóstrofo". Consiste em que, se numa mesma frase a palavra termina com uma vogal e a palavra seguinte começa com uma vogal, uma destas duas vogais sofre supressão, então duas ou mais palavras tornam-se apenas uma.

O Adósù é um símbolo de submissão ao grande Aláàfin (o soberano da cidade de Òyó). Os seus seguidores, portam este tufo de cabelo, que situa-se no alto da cabeça para que todos possam visualizar, o mesmo ocorre com os iniciados que carregam este símbolo para que sejam reconhecidos como os seguidores e submissos de Sàngó em território Yorùbá, sabe-se que é um dos símbolos mais importantes e sagrados para os iniciados desta divindade, origem Yorùbá.

O mesmo simbolo é usado em algumas religiões da cultura Afro-brasileira.

Mais sobre o Adósù. (Adoxu)


A galinha de Angola, chamada Etun ou Konkém no Candomblé; ela é o maior símbolo de individualização e representa a própria iniciação. A Etun é adoxu (adosú), ou seja, é feita nos mistérios do Orisá. Ela já nasce com Esù, por isso se relaciona com o começo e com o fim, com a vida e a morte, por isso está no Bori e no Asésê.

Lenda sobre Oxum e a galinha d’angola

>> Oxum inicia o primeiro ser humano

Orixá Oxóssi mata a mãe com uma flechada

Postado por: Ebomi at 23:06 2 Comentarios
Conta a história que Orixá Oxóssi mata a mãe com uma flechada, Olodumare chamou Orumilá e o incumbiu de trazer-lhe uma codorna. Orunla explicou-lhe as dificuldades de se caçar codorna e rogou-lhe que lhe desse outra missão.

Contrariado, Olodumare foi reticente na resposta e Orunmilá partiu mundo afora a fim de saciar a vontade do seu Senhor. Orunmilá embrenhou-se em todos os cantos da Terra. Passou por muitas dificuldades, andou por povos distantes. Muitas vezes foi motivo de deboche e negativas acerca do que pretendia conseguir.

oxossi, oshosi, osoosi, ode, candomble, santeria, Ifa, osha, santeiro, santeria cubanda, ketu, angola, jeje.

Já desistindo do intento e resignado a receber de Olodumare o castigo que por certo merecia, Orunmilá se pôs no caminho de volta. Estava cansado e decepcionado consigo mesmo. Entrou por um atalho e ouviu o som de cânticos. A cada passo, Orunmilá sentia suas forças se renovando. Sentia que algo de novo ocorreria.

Chegou a um povoado onde os tambores tocavam louvores a Xangô, Yemanjá, Oxum e Obatalá. No meio da roda, bailava uma linda rainha. Era Oxum, que acompanhava com sua dança toda aquela celebração. Bailando a seu lado estava um jovem corpulento e viril. Era Oxóssi, o grande caçador.
Orunmilá apresentou-se e disse da sua vontade I de falar com aquele caçador.

Todos se curvaram perante sua autoridade e trataram de trazer Oxóssi à sua presença. O velho adivinho dirigiu-se ao Orixá Oxóssi (qualidade de Oxossi) e disse que Olodumare o havia encarregado de conseguir uma codorna.
Seria esta, agora, a missão do Orixá Oxóssi.

Oxóssi ficou lisonjeado com a honrosa tarefa e prometeu trazer a caça na manhã seguinte. Assim ficou combinado.  Na manhã seguinte, Orunmilá se dirigiu à casa de Oxóssi. Para sua surpresa, o caçador apareceu na porta irado e assustado, dizendo que lhe haviam roubado a caça.

Oxóssi, desorientado, perguntou à sua mãe sobre a codorna, e ela respondeu com ares de desprezo, dizendo que não estava interessada naquilo. Orunmilá exigiu que Oxóssi lhe trouxesse outra codorna, senão não receberia o axé de Olodumare.

Oxóssi caçou outra codorna, guardando-a no embornal, Procurou Orunlá e ambos dirigiram-se ao palácio de Olodumare no Orun (os céus). Entregaram a codorna ao Senhor do Mundo. De soslaio Olodumare olhou para Orixá Oxóssi e, estendendo seu braço direito, fez dele o Rei dos Caçadores.

Agradecido a Olodumare e agarrado a seu arco, Oxóssi disparou uma flecha ao azar e disse que aquela deveria ser cravada no coração de quem havia roubado a primeira codorna Oxóssi desceu à Terra. Ao chegar em casa encontrou a mãe morta com uma flecha cravada no peito.

Desesperado, pôs-se a gritar e por um bom tempo ficou de joelhos inconformado com seu ato. Negou, dali em diante, o título que recebera de Olodumare.

Orixá Oxossi, linhagem dos Odé (caçador), sua saudação é Okê arô! Rei da nação Ketu do candomblé, as cores de seus colares (contas, delogum) são azuis claro, possui culto no Candomblé, Santeria (Osha Ifá), já na Umbanda não tem Orixá, e sim um falangeiro (egum de luz).

O que é Ajogun e Elenini?

Postado por: Ebomi at 13:21 0 Comentários
O que é Ajogun e Eleninii, eles são os inimigos ocultos e declarados da humanidade dentro do culto e concepção Yoruba, são espíritos que responsáveis pelo equilíbrio natura, a simetria entre mundos e poderes. À primeira vista, muitos se apavoram em saber da existência de espíritos malignos que podem nos prejudicar. É fato que eles atrapalham a vida das pessoas.

Ojogun - Eleninii - espiritos malignos - yoruba - candomblé - orixá - maus - osobos - ruins - eguns

 

AJOGUN e ELÉNÌNÌÍ

Os Inimigos Ocultos e Declarados da Humanidade

Os Iorubás denominam Elénìnìí como a Divindade do Infortúnio que tem como principal função neste mundo, aniquilar e colocar obstáculos as oportunidades de sucesso aos seres humanos. Embora considerada a Divindade dos e a mais velha divindade do òrún, Elénìnìí decodificou os segredos do Obí.
 
Isso é evidenciado, por exemplo, no jogo do Obì, no qual existe uma caída que reflete a harmonia perfeita, na qual duas faces internas do Obì caem voltadas para baixo e duas para cima, sendo que os sexos dos gomos do Obì caem divididos para baixo e para cima harmoniosamente. Na cultura dos Òrìsàs essa caída representa a simetria perfeita, pois o negativo e positivo estão em consonância, bem como o feminino e masculino.

Dessa forma, embora malignos e terríveis, a existência dos Ajoguns motiva as energias positivas a circularem no mundo. Essas energias positivas são estimuladas por meio dos sacrifícios (Ebó) que são prescritos por Sacerdotes, que o revelam por meio do oráculo.

Os Ajoguns são forças muito negativas, que tem como objetivo causar doenças, acidentes, brigas, discórdias. Por isso, quando há sacrifícios (Ebó), é comum cantarmos pedindo para que a água (elemento mais puro e benéfico que existe) cubra e mate as discórdias (bomi pa ejó) cubra e mate as doenças (bomi pa arun), cubra e mate as maldições (bomi pa epe), etc. Em verdade, estamos pedindo para que a água cubra e mate os poderes malignos do mundo, os Ajogun.


Diferente das Divindades que moram nos espaços do Orùn, regressando ao aye por meio da manifestação, os Ajogun moram no Aye e não no orùn. Isso acontece, pois os Ajoguns não conseguiram causar males no mundo dos Deuses. Ou seja, os Ajogun moram no aye, pois aqui, diferente do orùn, eles conseguem espalhar os males de forma indiscriminada.

Os Ajoguns estão sempre à espreita, esperando um momento adequado para atuar. Por isso, é muito importante que as pessoas sempre se cuidem, por meio de oferendas, banhos e o que mais for necessário, conforme prescrição do Sacerdote.

Quando algo de ruim surge no mundo, por exemplo, uma nova doença, isso certamente foi motivado por Ajogun, entretanto, quando uma grande descoberta em benefício à sociedade surge, foi motivada pelas forças positivas que sempre prevaleceram, como os Orixás.

Por diversas vezes, já discorremos sobre a importância da realização dos sacrifícios prescritos, sobre a importância de não quebrar tabus (Ewó), uma das razões para termos falado bastante sobre esses temas, foi justamente para se entender que essas ações atacam os poderes dos Ajoguns.


Quando, por exemplo, uma pessoa quebra um Ewó, ela está ajudando e dando forças ao Ajogun.
O mesmo ocorre quando o sacerdote prescreve um sacrifício que é negligenciado, a pessoa está dando forças ao Ajogun. O seres malévolos são conhecidos coletivamente como Ajogun – Guerreiros contra os Homens que segundo a tradição abrange os Òfò – Prejuízos, Ègbà – Paralisia, Èjò – Problemas, Èpè – Maldição, Èwòn – Prisão, Èse – qualquer outro maleficio que possa afetar os seres humanos, entre outras energias maléficas. Entre os Inimigos dos Homens estão as Àjé – Bruxas e os Osó – Bruxos que utilizam seus poderes para fins maléficos.

Dentro da Cultura Iorubá acrescenta, ainda nesse hall Àrùn – A Doença e Ìkú – A Morte, mas a morte pré-matura e não a morte natural. Alguns mitos relatam Àrùn como a esposa de Ìkú e que através desse casal mítico nasceram todas as enfermidades existentes no mundo, que conseguiram escapar do mundo sobrenatural, pois lá não tinha poder algum e muitos de seus filhos ainda se mantem enclausurado no òrún, esperando uma oportunidade para se estabelecer no àiyé.

Afim de mantermos afastados esses poderes sobrenaturais ruins de nossas vidas, existe a necessidade de se manter em harmonia com os poderes sobrenaturais bons, que são obtidos e fortalecidos através das oferendas e dos sacrifícios as divindades que prestamos culto, sobre tudo os Ritos de Orí. Aquele que se mantém em harmonia entre os dois mundos òrún – àiyé, poderá contar com esses poderes benevolentes, que o protegerão contra os planos perversos dos poderes do mal.

Oriki:


Kó má Ìkú
Kó má Àrùn
Kó má s'ejo
Kó má s'òfò
Kó má s'egba
Kó má s'èpè
Kó má s'èwon
Kó má ibi gbogbo
Àarin dede wa wúre
Kóribe Kose Àse
Asè!!

Tradução:
Nada de Morte
Nada de Doenças
Nada de problemas
Nada de perdas
Nada de paralisias
Nada de maldições
Nada de aprisionamento
Nenhum tipo de maldade
Entre todos nós
Axé!!

O que é Akasá e para que serve o acaça

Postado por: Ebomi at 19:56 4 Comentarios
O que é Àkàsà/ acaçá e para que serve o Akasà e sua importância dentro do culto do Candomblé e da religião Afro, as definições mais elementares do ÀKÀSÀ, dizem que se trata de uma pasta de milho branco ralado ou moído, envolvida ainda quente, em folha de banana ou em outro recipiente.

A definição é correta, mas extremamente superficial, já que o ÀKÀSÀ é de longe a comida mais importante do candomblé. Seu preparo e forma de utilização nos rituais de oferendas envolvem preceitos e bem rígidos, que nunca podem deixar de ser observados. Todos os Orixás, de Orixá Exu a OBATÀLÀ, recebem acaçá, em suas oferendas, adimu, obrigações, etc.


akasa - acaça - candomblé - comida de santo - adimu

Todas as cerimonias, do ebó mais simples aos sacrifícios de animais, levam acaçá. Em rituais de iniciação, de passagem, em tudo mais que ocorra em uma casa de candomblé, só acontece com a presença de ÀKÀSÀ. A pasta branca à base de milho branco, chama-se eco (èko), depois de envolvida na folha de banana ou em um recipiente, aí sim, será ÀKÀSÀ. O ÀKÀSÀ, é um corpo, símbolo de um ser. A única oferenda que restitui e redistribui o axé.

O ÀKÀSÀ remete ao maior significado que a vida pode ter: a própria vida; e por ser o grande elemento apaziguador, que arranca a morte, a doença, a pobreza e outras mazelas do seio da vida, tornou-e a comida e predileção de todos os Orixás. Só existe uma oferenda capaz de restituir o axé e desenvolver a paz e a prosperidade na Terra, ela é justamente o ÀKÀSÀ. Mas o que faz de uma comida aparentemente tão simples a maior das oferendas aos orixás?

O que significa ÀKÀSÀ?

 

Do conjuto  Èkò (mingal) que significa o corpo e Ewè (folha) o oculto e feito o ÀKÀSÀ.
Será que todos sabem o que realmente é um ÀKÀSÀ?

Primeiramente, é preciso esclarecer que a pasta branca à base de farinha de milho branco (que fica alguns dias de molho e depois passada pelo pilão ou moinho)  ai cozinha com agua até virar um mingal consistente, chama-se na verdade eco (Èkò). Depois de coxear, uma porção da pasta ainda quente, é envolvida em um pedaço de folha de banana para enrijecer (na África é utilizada outra folha, chamada èpàpo), tornando-se, agora sim, um ÀKÀSÀ.(Hoje em dia nós temos a facilidade de encontrar o milho vermelho moído que é o fubá vermelho e o milho branco que é o fubá branco, mais existem sacerdotes que ainda utilizam o ritual de antigamente).

Percebe-se a fundamental importância da folha de banana, uma vez que o Èkò só passa a ser ÀKÀSÀ quando envolvido em uma folha verde que lhe atribui existência individualizada e oculta, pois passa a ser uma porção desprendida da massa, assim como e emi, que dá vida aos seres, é, na verdade, uma parte da atmosfera, ou do próprio Olorum, que todos ser leva dentro de si, o sopro da vida, o ar que respiramos. A folha de Banana mantem o ÀKÀSÀ oculto para que nenhuma energia venha se alimentar dele antes da hora, só no momento do ritual pode-se e deve retirar o ÀKÀSÀ da folha para ser ofertado, a folha em sí não faz parte da oferenda e nem é um alimento, ela apenas e um recipiente e como tão pode ser reutilizada.

O Akasa tem o formato de pirâmide porque representação de um Corpo, um Ser, um Descendente, nosso eu espiritual, nosso Ori Ínù, ele pode representar todos os Orixás
 
Sua forma ligeiramente cônica nos remete ao infinito símbolo do crescimento e expansão.
Comparado a uma montanha que nos leva as alturas, a ponta deste tem o poder de atrair as mais diversas energias.

Portanto, o acaçá é um corpo, o símbolo de um ser. A única oferenda que restituí e redistribui o axé.

É importante insistir que o que faz do acaçá um corpo único, eminente representação de um ser, é a folha, seu poderoso invólucro verde, que lhe confere individualidade e força vital diante do poderoso orun, os orixás e do grande Deus Oludumaré.

Somente a água é tão importante quanto o acaçá, pois não existem substitutos para nenhum dos dois, que são, a exemplo do obi, elementos indispensáveis em qualquer ritual. Ambos configuram-se como símbolo da vida, e é justamente para afastar a morte do caminho das pessoas, para que o sacrifício não seja o homem, que são oferecidos.

O acaçá remete ao maior significado que a vida pode ter: a própria vida. E por ser o grande elemento apaziguador, que arranca a morte, a doença, a pobreza e outras mazelas do seio da vida, tornou-se a comida e predileção de todos os orixás.

Fato é que quem não faz um bom acaçá não é um bom conhecedor do candomblé, pois as regras e diretrizes da religião nunca foram ditadas pela intuição. “Constituem grandes fundamentos cristalizados” ao longo de anos e anos de tradição. Aos incautos vale afirmar que candomblé não é intuição, mas fundamento sim, e fundamentos se aprende.

Nem todas as palavras do mundo são suficientes para decifrar o valor de um ÀKÀSÀ. Basta admitir que os segredos estão nas coisas mais simples para ver que muitos julgaram insignificantes, a comida mais importante do candomblé, banalizando o sagrado e privilegiando a intuição em detrimento do fundamento.

Fato é que quem não faz um bom ÀKÀSÀ, não pode ser considerado um bom conhecedor de candomblé; pois, as regras e diretrizes da religião dos Orixás nunca foram ditadas pela intuição. Constituem grandes fundamentos "cristalizados" ao longo de anos e anos de tradição. 

Fundamento é o segredo compartilhado, o mistério sagrado, o detalhe que faz a diferença e a prova de que ninguém pode enganar o Orixá. Aqui o grande fundamento é que o sangue dos animais jamais pode jorrar sobre os ibás sem a presença do elemento pacificador, pois, o ÀKÀSÀ simboliza a paz.

Quando ofertado e retirado do seu invólucro verde, tornando-se a comida que agrada a todos os  orixás, a primeira oferenda que deve ser colocada diretamente no assentamento, juntamente com o obi e a água, antes de qualquer sacrifício. O ÀKÀSÀ deve permanecer fechado,imaculado até o momento de ser entregue ao Orixá, só então é retirado da folha. É como se o sagrado tivesse que ficar oculto até a hora da oferenda, prova de que o segredo é quase sempre um elemento consagrado.

Inrilé é acusado de roubar cabras e ovelhas

Postado por: Ebomi at 20:28 0 Comentários
Inrilé é acusado de roubar cabras e ovelhas, ele viveu em Ijebu viveu era caçador (Odé),   ele era generoso e imbatível na caça, por isso era admirado pela maioria da população.
Mãe havia alguns moradores que invejavam o Orixá Erinlé e que conspiravam para arruinar o caçador, famoso pela caça de elefantes e de outros animais. Decidiram roubar cabras e ovelhas do rei e culpar Erinlé.

inrile - inle - ode - oxossi - orixa - orisha - orisa - candomblé - osha - santeria

O rei intimou quem soubesse algo sobre o roubo a dizê-lo. Os conspiradores foram até o rei fazer a acusação.

Disseram que Erinlé roubava cabras e ovelhas, escondia as peles em casa e dizia que as carnes eram de animais selvagens. 0 rei intimou Erinlé, houve um julgamento e os inimigos de Erinlé testemunharam contra ele.

O rei quis ouvir a defesa de Erinlé.  Houve testemunhos a favor dele.  Diante do impasse, o rei ponderou que Erinlé (Inle) parecia ser de fato um grande caçador, mas teria que provar sua inocência.

Erinlé disse (Oxossi):

 

"Minha caça falará por mim.
Minha caça será minha testemunha".
Erinlé foi até sua casa e trouxe coisas para o rei.
Erinlé trouxe as peles dos animais selvagens que havia caçado. Presas de elefantes e de javalis, peles de gamos, veados e antílopes.

Então o rei reconheceu a inocência de Erinlé e ordenou que ninguém mais tocasse no assunto.
Erinlé foi para casa, inocentado, porém triste.
Erinlé nuncá se conformou com a acusação que sofrera, Erinlé pensava e não entendia a razão de tentarem desgraçá-lo. Não quis mais caçar nem comer com os seus
.
Em momentos de desespero fustigava o próprio corpo com a sua chibata de cavaleiro, seu bilala. Imaginava que seria acusado novamente caso  acontecesse outro roubo de animais.

Erinlé perdera completamente a vontade de caçar. Então entrou na água de um rio próximo e partiu de Ijebu, onde nunca mais foi visto. E se tornou o orixá do rio. Erinlé (Odé) agora é o rio. O rio Erinlé é Erinlé, o orixá caçador que já não caça.

Mais sobre Oxossi:

 

 

 

 

O QUE É SACUDIMENTO? Ebó ou Limpeza?

Postado por: Ebomi at 17:43 24 Comentarios
Sacudimento, o que é? Ebó tem a ver com o “sacudimento” Ebó ou limpeza? O que realmente é o termo “sacudimento”? “Sacudimento” é um termo da língua portuguesa que quer dizer ritual e sendo feito pela grande maioria dos terreiros, e que faz parte da vida do Orixá.

Se nós o analisarmos melhor veremos que “sacudimento” quer dizer “ebo”, pois se trata de um ritual realmente muito semelhante ao “ebó” praticado.

ebó - sacudimento - limpeza - descarrego - candomblé - umbanda

*Uma profunda e eficaz limpeza espiritual - **muito semelhante a um ebó completo* É um descarrego muito forte e ao mesmo tempo uma reorganização energética. Pode ser feito em pessoas ou ambientes. Costumam conter muitos elementos como ervas, frutas, verduras, flores,
velas, água de mar, rio, chuva ou cachoeira, sementes, comidas dos orixás ebós diversos, axés de procedência animal, etc. É feito pelo Babalorixá ou Yialorixá, após uma consulta ao oráculo de Ifá para saber se há problemas de Odús e quais as energias de Orixás
necessitam ser trabalhadas na pessoa em questão.

Pode ser feito no Ilé (terreiro, casa de santo) ou em ambientes da natureza, principalmente matas com cachoeiras.

Quase sempre é feito em pessoas que estão por demais carregadas e desenergizados, sofrendo com doenças físicas e psíquicas. Antes, durante e após o "sacudimento" alguns preceitos devem ser rigorosamente cumpridos.

Exige uma grande mobilização por parte do Babalorixá de Candomblé  (Yialorixá) e de seus filhos de santo mais preparados. Normalmente é cobrado pelo feito e pelos materiais usados. O que é muito justo, pois demanda tempo, dedicação e gastos financeiros e energéticos.
Os elementos são passados no corpo da pessoa para que haja uma transferência das energias carregadas do corpo e aura da pessoa para esses elementos.

Outros têm a função de após o descarrego, energizar e reorganizar os padrões vibratórios energéticos da pessoa.

As pessoas que são beneficiados por esse trabalho, quando feito por quem sabe e de modo correto, melhoram significativamente em todos os sentidos: libertação de energias de Eguns, feitiços, maldições, pragas, inveja, etc. Mas faça com um Babalorixá ou uma Yialorixá de fato candomblecistas e
não aventureiros que não têm conhecimento, moral e competência e apenas querem tomar o seu dinheiro.

ELEMENTOS MAIS USADOS NOS SACUDIMENTOS


milho amarelo e branco /pipoca/ amido de milho
farinhas diversas em forma de massas e bolinhos
arroz
feijão
canjica
pães
ovos cozidos e crus (galinha, pata, codorna)
aves
peixes
carnes
vísceras - O sacudimento com bifes, fígado e outras vísceras têm como objetivo principal atrair para esses elementos os miasmas, elementares (normalmente vampiros por natureza) e outras formas de "vida astral" que estejam buscando na aura de alguém os princípios que encontrarão mais facilmente nesses elementos que lhes são ofertados e pois que a ele se agregam. Neste caso, quanto mais "frescos", melhor funcionarão].
Sal grosso
carvão vegetal
enxofre
argila - lama - lodo pantanoso
areia de diversas procedências (mar, rio)
terra
água de diversas procedências (mar, rio, cachoeira)
batata
cará
alho
cebola
alface
Comidas dos Santos, principalmente as Iansã, Omolú, Nanã e Exú. ____________

A palavra “ebo” tem a interpretação muito ampla dentro do culto tradicional. No afro-brasileiro “ebo” é aquele em que Exu (Eshu) é ofertado e demais acessórios são oferecidos a este ritual, em que a pessoa está envolvida. No tradicional “ebo” é utilizado nas práticas dos sacerdotes do Orixá, e também de Ifá.
Ele envolve além dos sacrifícios a Exu, outros rituais relativos as outras divindades em questão, que participam das narrativas dos “Ésè Ifá” narrados, quando da apresentação do “Odu” ao consulente.

Mas todo este aspecto está envolvido somente num só “ebo”, que como explicamos se trata do culto tradicional. Por isso “sacudimento” também pode ser chamado de “ebo”, porque também é um ritual semelhante a este último. Para os iorubás o termo de “sacudimento” é desconhecido dentro do seu
culto, e o mesmo nós poderemos ver em outros rituais, os quais são aplicados através de outras formas.

Ebó” quer dizer que na língua portuguesa: que vós cultuais, afirmando assim a prática do culto a ser realizado enfatizando a necessidade do ritual.

PATAKI - Por que se leva o Yawo ao Rio na iniciação: OS IBEJIS

Postado por: Ebomi at 19:42 0 Comentários
Essa lenda (pataki) conta por que se leva o yawo ao rio nas iniciações de santo (Candomblé, Santeria, etc.), a etimologicamente a palavra de origem Yorubá IBEJIS provém dos vocábulos “IB”, que traduzido significa nascer e “EJIS”, que significa duplo, seu significado seria “Duplo Nascimento” em alusão aos gêmeos que foram concebidos por Oxum e Xangô no Odú do corpus de Ifá “OSHÉ BARA”.

Conta-se em um dos Iton (lendas – Patakis) desse Odú, no caminho de “Por que se leva o Omo Orishá ao Rio” que Oxum e Xangô viviam juntos. Xangô teve que ir à guerra e OSHÚN ficou sozinha, mas além disso estava grávida e com o tempo teve dois filhos homens gêmeos, aos que deu o nome de TAIWÓ ao primeiro (TO-AYÉ-WÓ) “o que vem provar a vida” e o segundo que nasceu é chamado de KAINDÉ (KO-EIN-DE) “aquele que vem atrás do outro” e é o maior dos dois. O povo Yorubá disse que KAINDÉ sempre envia a TAIWÓ na frente para descobrir se a vida vale à pena.

FUNDAMENTO DE YAWO NA CACHOEIRA NA INICIAÇÃO - CANDOMBLÉ - UMBANDA - IFÁ - SANTERIA

OSHÚN foi severamente criticada pelas pessoas daquelas terras, porque diziam que ela tinha sido infiel a SHANGÓ, que um filho seria dele, mas o outro quem sabe de quem, já que nesse povo jamais se havia visto um parto de IBEJIS ou GÊMEOS.

Osun (Oxum) desesperada levou seus filhos a um MALANGAL (Matas de Taioba) e os deixou escondido embaixo das folhas de EWÉ IKOKO (Taioba) e se foi até onde estava ORUNMILÁ e não levou seus filhos por medo de que ORUNMILÁ também a criticasse. ORUNMILÁ realizou uma consulta com IFÁ (Osode) e sacou o Odú OSHÉ BARA, onde disse que tinha a língua e a calúnia em cima dela e com isso fez algumas obras em IFÁ e a mandou para o ILÉ DE OLÓFIN, onde este a recebeu e a recriminou dizendo: “pariste dois filhos e os deixastes escondidos embaixo das matas de EWÉ IKOKO (Taioba) por medo de ORUNMILÁ, e Ele e Eu te recriminaremos” e sentenciou:

“Seguirás parindo, terás outro filho ao qual chamarás “ILDEU” (IDEU) e para que possas parí-lo, terás que ir com um KUEKUEYE (pato) ao rio, com ele é que tu farás Ebó e o dará em sacrifício na beira do rio e nesse mesmo lugar o enterrará e  chamarás assim:

“Ideu onido edún omo edún omo obayi edún yobi edún agbogbo”



“PATAKI - Por que se leva o Yawo ao Rio na iniciação”


E seguiu dizendo: “os filhos que pariste, TAIWÓ e KAINDÉ, não os busques mais, porque estão agora no poder de OYÁ ao qual os pegou e levou, mas quando fizer a obra que te ensinei, terás outro filho”. OSHÚN fez o indicado por OLÓFIN e pariu seu terceiro filho.

OLÓFIN chamou SHANGÓ e a todos os habitantes daquelas terras e lhes disse: “Agora todos aprenderam, inclusive tu SHANGÓ que te deixaste levar por comentários e fofocas de todas essas más línguas do povo. Devem saber que toda mulher está na faculdade de parir GÊMEOS ou IBEJIS, TRIGÊMEOS e até mais filhos em um mesmo parto e não será por infidelidade dela para com seu marido e de agora em diante para parir OMÓ ORISHÁS (Iyawós – filhos de santo) terão de estar presentes EWÉ IKOKO (Taioba), para tapar todo os ARAYÉS (inimigos), ELEGUEDÉ (Abóbora) para que SHANGÓ saiba e reconheça esse nascimento e deve-se levar o OMÓ ORI (futuro Iyawó) ao ILÉ IBÚ (o rio), para banhá-lo e que OXUN e IDEU reconheçam que está nascendo um novo OMÓ ORIXÁ (Iyawó) e para que lhe lavem todo o mal que teve antes de nascer. E que assim se faça desde então”.

É por isso que o OMÓ ORISHÁ (Iyawó) é levado ao rio para banhar-se e correr seu segredo no qual se verá envolto em EWÉ IKOKO. (Hoje em dia se coloca em um porrãozinho de barro). Põe-se um cacho de bananas verdes na casa onde se está fazendo o plante de OSHA (feitura de Orixás ) e IFÁ, para que SANGÔ reconheça esse nascimento.

As Ewe (ervas) mais utilizadas no culto ao Orixá e seu uso medicinal

Postado por: Ebomi at 21:08 0 Comentários
As Ewê (folhas, ervas, plantas) dentro do culto ao Orixá, suas atribuições e usos medicinais, lembrando que o dono de todas as folhas (ervas) é o Orixá Ossain e seu companheiro Aroni, que como conta o Iton (lenda) foi dado para cada Orixá a sua erva particular, mas o Orixá Osayin é o detentor de todo o segredo das mesmas. Também não devemos esquecer de uma das regras mais importantes dentro do culto ao Orixá (Candomblé) “ Ko si ewe, Ko si Orixá”, “sem erva, não há orixá”.



ossain ervas - ewe - folhas - plantas - arvores - raiz - orixá - africa - olossain - culto - candomblé - umbanda - exu e pomba gira


Amendoeira: Seus galhos são usados nos locais em que o homem exerce suas atividades lucrativas. Na medicina caseira, seus frutos são comestíveis, porém em grandes quantidades causam diarreia de sangue. Das sementes fabrica-se o óleo de amêndoas, muito usado para fazer sabonetes por ter efeitos emolientes, além de amaciar a pele.

folha da amendoeira

Amoreira: Planta que armazena fluidos negativos e os solta ao entardecer; é usada pelos sacerdotes no culto a Eguns. Na medicina caseira, é usada para debelar as inflamações da boca e garganta.


Amoreira

Angelim – amargoso: Muito usado em marcenaria, por tratar-se de madeira de lei. Nos rituais, suas folhas e flores são utilizadas nos abô dos filhos de Nanã, e as cascas são utilizadas em banhos fortes com a finalidade de destruir os fluidos negativos que possa haver, realizando um excelente descarrego nos filhos de Exu. A medicina caseira indica o pó de suas sementes contra vermes. Mas cuidado! Deve ser usada em doses pequenas.

 Angelim – amargoso

Aroeira: Nos terreiros de Candomblé este vegetal pertence a Exu e tem aplicação nas obrigações de cabeça, nos sacudimentos, nos banhos fortes de descarrego e nas purificações de pedras. É usada como adstringente na medicina caseira, apressa a cura de feridas e úlceras, e resolve casos de inflamações do aparelho genital. Também é de grande eficácia nas lavagens genitais.

Aroeira

Arrebenta Cavalo: No uso ritualístico esta erva é empregada em banhos fortes do pescoço para baixo, em hora aberta. É também usado em magias para atrair simpatia. Não é usada na medicina caseira.

Arrebenta Cavalo

Arruda: Planta aromática usada nos rituais porque Exu a indica contra maus fluidos e olho-grande. Suas folhas miúdas são aplicadas nos bori, banhos de limpeza ou descarrego, o que é fácil de perceber, pois se o ambiente estiver realmente carregado a arruda morre. Ela é também usada como amuleto para proteger do mau-olhado. Seu uso restringe-se à Umbanda. Em seu uso caseiro é aplicada contra a verminose e reumatismos, além de seu sumo curar feridas.

Arruda

Avelós – Figueira-do-diabo: Seu uso se restringe a purificação das pedras do orixá antes de serem levadas ao assentamento; é usada socada. A medicina caseira indica esta erva para combater úlceras e resolver tumores.

Avelós – Figueira-do-diabo

Azevinho: Muito utilizada na magia branca ou negra, ela é empregada nos pactos com entidades. Não é usada na medicina popular.

Azevinho

Bardana: Aplicada nos banhos fortes, para livrar o sacerdote das ondas negativas e eguns. O povo utiliza sua raiz cozida no tratamento de sarnas, tumores e doenças venéreas.

clip_image009

Beladona: Nas cerimónias litúrgicas só tem emprego nos sacudimentos domiciliares ou de locais onde o homem exerça actividades lucrativas. Trabalhos feitos com os galhos desta planta também provocam grande poder de atracção. Pouco usada pelo povo devido ao alto princípio activo que nela existe. Este princípio dilata a pupila e diminui as secreções sudorais, salivares, pancreáticas e lácteas.

Beladona

Beldroega: Usada na purificação das pedras de Exu. O povo utiliza suas folhas, socadas, para apressar cicatrizações de feridas.

Beldroega

Brinco-de-princesa: É planta sagrada de Exu. Seu uso se restringe a banhos fortes para proteger os filhos deste orixá. Não possui uso popular.

Brinco-de-princesa

Cabeça-de-nego: No ritual a rama é empregada nos banhos de limpeza e o bolbo nos banhos fortes de descarrego. Esta batata combate reumatismo, menstruações difíceis, flores brancas e inflamações vaginais e uterinas.

Cabeça-de-nego

Cajueiro: Suas folhas são utilizadas pelo axogun para o sacrifício ritual de animais quadrúpedes. Em seu uso caseiro, ele combate corrimentos e flores brancas. Põe fim a diabetes. Cozinhar as cascas em um litro e meio de água por cinco minutos e depois fazer gargarejos põe fim ao mau hálito.

Cajueiro

Cana-de-açúcar: Suas folhas secas e bagaços são usados em defumações para purificar o ambiente antes dos trabalhos ritualísticos, pois essa defumação destrói eguns. Não possui uso na medicina caseira.

Cana-de-açúcar:

Cardo-santo: Essa planta afugenta os males, propicia o aparecimento do perdido e faz cair os vermes do corpo dos animais. Na medicina caseira suas folhas são empregadas em oftalmias crónicas, enquanto as raízes e hastes são empregadas contra inflamações da bexiga.

Cardo-santo

Catingueira: É muito empregada nos banhos de descarrego. Seu sumo serve para fazer a purificação das pedras. Entretanto, não deve fazer parte do axé de Exu onde se depositam pequenos pedaços dos axé das aves ou bichos de quatro patas. Na medicina caseira ela é indicada para menstruações difíceis.]

Catingueira

Cebola-cencém-: Essa cebola é de Exu e nos rituais seu bolbo é usado para os sacudimentos domiciliares. É empregada da seguinte maneira: corta-se a cebola em pedaços miúdos e, sob os cânticos de Exu, espalha-se pelos cantos dos cómodos e em baixo dos móveis; a seguir, entoe o canto de Ogum e despache para Exu. Este trabalho auxilia na descoberta de falsidades e objectos perdidos. O povo utiliza suas folhas cozidas como emoliente.

Cebola-cencém-

Cunanã: Seu uso restringe-se aos banhos de descarrego e limpeza. Substituiu em parte, os sacrifícios a Exu. A medicina caseira indica os galhos novos desta planta para curar úlceras.

Cunanã

Erva-preá: Empregada nos banhos de limpeza descarrega sacudimentos pessoais e domiciliares. O povo usa o chá desta erva como aromatizante e excitante. Banhos quentes deste chá melhoram as dores nas articulações, causadas pelo artritismo.

Erva-preá

Facheiro-Preto: Aplicada somente nos banhos fortes de limpeza e descarrego. Na medicina caseira, ela é utilizada nas afecções renais e nas diarreias.

Facheiro-Preto

Fedegoso Crista-de-galo: Esta erva é utilizada em banhos fortes, de descarrego, pois é eficaz na destruição de Eguns e causadores de enfermidades e doenças. Seus galhos envolvem os ebó de defesa. Com flores e sementes desta planta é feito um pó, o qual é aplicado sobre as pessoas e em locais; é denominado “o pó que faz bem”. Na medicina caseira actua com excelente regulador feminino. Além de agir com grande eficácia sobre erisipelas e males do fígado. É usada pelo povo, fazendo o chá com toda erva e bebendo a cada duas horas uma xícara.

Fedegoso Crista-de-galo

Fedegoso: Misturada a outras ervas pertencentes a Exu, o fedegoso realiza os sacudimentos domiciliares. É de grande utilidade para limpar o solo onde foram riscados os pontos de Exu e locais de despacho pertencentes ao deus da liberdade.

Fedegoso

Figo Benjamim: Erva usada na purificação de pedras ou ferramentas e na preparação do fetiche de Exu. É empregada também em banhos fortes nas pessoas obsidianas. No uso popular, suas folhas são cozidas para tratar feridas rebeldes e debelar o reumatismo.

Figo Benjamim

Figo do Inferno: Somente as folhas pertencentes a este vegetal são de Exu. Na liturgia, ela é o ponto de concentração de Exu. Não possui uso na medicina popular.

Figo do Inferno

Folha da Fortuna: É empregada em todas as obrigações de cabeça, em banhos de limpeza ou descarrego e nos abôs de quaisquer filhos-de-santo. Na medicina caseira é consagrada por sua eficácia, curando cortes, acelerando a cura nas cicatrizações, contusões e escoriações, usando as folhas socadas sobre os ferimentos. O suco desta erva puro ou misturado ao leite, ameniza as consequências de tombos e quedas.

Folha da Fortuna:

Juá – Juazeiro: É usada para complementar banho forte e raramente está incluída nos banhos de limpeza e descarrego. Seus galhos são usados para cobrir o ebó de defesa. A medicina caseira a indica nas doenças do peito, nos ferimentos e contusões, aplicando as cascas, por natureza, amargas.

Juá – Juazeiro

Jurema Preta: Tanto na Umbanda quanto no Candomblé, a Jurema Preta é usada nos banhos de descarrego e nos ebó de defesa. O povo a indica no combate a úlceras e cancros, usando o chá das cascas.

clip_image028

Jurubeba: Utilizada em banhos preparatórios de filhos recolhidos ao ariaxé. Na medicina caseira, o chá de suas folhas e frutos propiciam um melhor funcionamento do baço e fígado. É poderoso desobstruíste e tónico, além de prevenir e debelar hepatites. Banho de assentos mornos com essa erva propiciam melhores às articulações das pernas.

clip_image029

Lanterna Chinesa: Utilizada em banhos fortes para descarregar os filhos atacados por Eguns. Suas flores enfeitam a casa de Exu. Popularmente, é usada como adstringente e a infusão das flores é indicada para inflamação dos olhos.

clip_image030

Laranjeira do Mato: Seu uso se restringe a banhos fortes, de limpeza e descarrego. Na medicina caseira ela actua com grande eficácia sobre as cólicas abdominais e também menstruais.

clip_image031

Mamão Bravo: Planta utilizada nos banhos de limpeza descarrega e nos banhos fortes. Além de ser muito empregada nos ebó de defesa, sendo substituída de três em três dias, porque o Orixá exige que a erva esteja sempre nova. O povo a utiliza para curar feridas.

clip_image032

Maminha de Porca: Somente seus galhos são usados no ritual e em sacudimentos domiciliares. O povo a indica como restaurador orgânico e tonificador do organismo. Sua casca cozida tem grande eficácia sobre as mordeduras de cobra.

clip_image033

Mamona: Suas folhas servem como recipiente para arriar o ebó de Exu. Suas sementes socadas vão servir para purificar o otá de Exu. Não tem uso na medicina popular.

clip_image034

Mangue Cebola: No ritual, a cebola é usada nos sacudimentos domiciliares. Corte a cebola em pedaços miúdos e, entoando em voz alta o canto de Exu, a espalhe pela casa, nos cantos e sob os móveis. Na medicina caseira, a cebola do mangue esmagada cura feridas rebeldes.

clip_image035

Mangueira: É aplicada nos banhos fortes e nas obrigações de Ori (cabeça), misturada com aroeira, pinhão-roxo, cajueiro e vassourinha-de-relógio, do pescoço para baixo. Ao terminar, vista uma roupa limpa. As folhas servem para cobrir o terreiro em dias de abaçá. Na medicina caseira é indicada para debelar diarreias rebeldes e asma. O cozimento das folhas, em lavagens vaginais, põe fim ao corrimento.

clip_image036

Manjerioba: Utilizada nos banhos fortes, nos descarregos, nas limpezas pessoais e domiciliares e nos sacudimentos pessoais, sempre do pescoço para baixo. O povo a indica como regulador menstrual, beneficiando os órgãos genitais. Utiliza-se o chá em cozimento.     

clip_image037

Maria Mole: Aplicada nos banhos  de limpeza e descarrego, muito procurada para sacudimentos domiciliares. O povo a indica em cozimento nas dispepsias e como excelente adstringente.

clip_image038

Mata Cabras: Muito utilizado para afugentar eguns e destruir larvas astrais. As pessoas que a usam não devem tocá-la sem cobrir as mãos com pano ou papel, para depois despachá-la na encruzilhada. O povo indica o cozimento de suas folhas e caules para tirar dores dos pés e pernas, com banho morno.

clip_image039

Mata Pasto: Seus galhos são muito utilizados nos banhos de limpeza, descarrego, nos sacudimentos pessoais e domiciliares. O povo a indica contra febres malignas e incómodos digestivos.

clip_image040

Mussambê de Cinco Folhas: Obs.: Sejam eles de sete, cinco, ou três folhas, todos possuem o mesmo efeito, tanto nos trabalhos rituais, quanto na medicina caseira. Esta erva é utilizada por seus efeitos positivos e por serem bem aceitas por Exu no ritual de boas vindas. Na medicina caseira é excelente para curar feridas.

clip_image041

Ora-pro-nobis: É erva integrante do banho forte. Usada nos banhos de descarrego e limpeza. É destruidora de eguns e larvas negativas, além de entrar nos assentamentos dos mensageiros Exus. No uso caseiro, suas folhas actuam como emolientes.

clip_image042

Palmeira Africana: Suas folhas são aplicadas nos banhos de descarrego ou de limpeza. Não possui uso na medicina caseira.

clip_image043

Pau-d’alho: Os galhos dessa erva são utilizados nos sacudimentos domiciliares e em banhos fortes, feitos nas encruzilhadas, misturadas com aroeira, pinhão branco ou roxo. Na encruzilhada em que tomar o banho, arreie um mi-ami-ami, oferecido a Exu, de preferência em uma encruzilhada tranquila. Na medicina caseira ela é usada para exterminar abcessos e tumores. Usa-se socando bem as folhas e colocando-as sobre os tumores. O cozimento de suas folhas, em banhos quentes e demorados, é excelente para o reumatismo e hemorróidas.

clip_image044

PEREGUN - Uma das folhas mais antigas é o “Pèrègún”, que é utilizada na grande maioria dos rituais aos Orixás. Diz o mito: Pèrègún presenciou o crescimento da humanidade. Sempre há de nos trazer a sorte. Pèrègún segura nossa sorte, segura a sua presa no dia de caça e assim, alimenta os seus filhos.




Pèrègún nos protege de nossos opositores e faz com que nos harmonizemos com os nossos semelhantes.

Pèrègún fez pacto com “Aje” para a sua vinda à Àiyé ( Terra ou o mundo físico, paralelo ao orun ) Ifá dissera, quando Pèrègún o procurava pela sorte, se você quiser ter sorte, deverá ajudar a humanidade, fazendo um pacto com “Aje”, para poder sempre ter e poder emanar sorte, para quem lhe procurar por sua ajuda. Foi então, que Pèrègún tinha feito pacto com “Aje” antes de vir ao mundo, mas não tinha quem o pudesse levar para Àiyé. Novamente foi a Ifá, e este dissera:

Pèrègún se você quiser realizar o seu trabalho em Àiyé procure por “Ògún”, pois ele sempre está indo para Àiyé. Pèrègún procurou por “Ògún”, mas ele só levaria Pèrègún, se ele dividisse a sua sorte com ele. Foi então que Pèrègún tinha aceitado, e por essa razão “Ogum” lhe dissera: “Vou dizer a toda humanidade, que Pèrègún emana a sorte, e quem com ele ficar será agraciado com a mesma”. Desde e Pèrègún então foi conhecido, e muito procurado por todos em Àiyé.



Picão da Praia: Não possui uso ritualístico. A medicina caseira o indica como diurético e de grande eficácia nos males da bexiga. Para isso utilize-o sob a forma de chá.

clip_image045

Pimenta Darda: Aplicada em banhos fortes e nos assentamentos de Exu. Na medicina caseira, suas sementes em infusão são anti-helmínticas, destruindo até ameba.

clip_image046

Pinhão Branco: Aplicada em banhos fortes misturadas com aroeira. Esta planta possui o grande valor de quebrar encantos e em algumas ocasiões substitui o sacrifício de Exu. Suas sementes são usadas pelo povo como purgativo. O leite encontrado por dentro dos galhos é de grande eficácia colocado sobre a erisipela. Porém, deve-se Ter cuidado, pois esse leite contém uma terrível nódoa que inutiliza as roupas.

clip_image047

Pinhão Coral: Erva integrante nos banhos fortes e usadas nos de limpeza e descarrego  e nos ebó de defesa. Na medicina caseira o pinhão coral trata feridas rebeldes e úlceras malignas.
Pinhão Roxo: No ritual tem as mesmas aplicações descritas para o pinhão branco. É poderoso nos banhos de limpeza e descarrego, e também nos sacudimentos domiciliares, usando-se os galhos. Não possui uso na medicina popular.

clip_image048

Pixirica – Tapixirica: No ritual faz parte do axé de Exu e Egun. Dela se faz um excelente pó de mudança que propicia a solução de problemas. O pó feito de suas folhas é usado na magia maléfica. Na medicina caseira ela é indicada para as palpitações do coração, para a melhoria do aparelho genital feminino e nas doenças das vias urinárias.

clip_image049

Quixambeira: É aplicada em banhos de descarrego e limpeza para a destruição de eguns e ao pé desta planta são arriadas obrigações a Exu e a Egun. Na medicina caseira, com suas cascas em cozimento, actua como energético adstringente. Lavando as feridas, ela apressa a cicatrização.

clip_image050

Tajujá – Tayuya: É usada em banhos fortes, de limpeza ou descarrego. A rama do tajujá é utilizada para circundar o ebó de defesa. O povo a indica como forte purgativo.

clip_image051

Tamiaranga: É destinada aos banhos fortes, banhos de descarrego e limpeza. É usada nos ebó de defesa. O povo a indica para tratar úlceras e feridas malignas.

clip_image052

Tintureira: Utilizada nos banhos fortes, de limpeza ou descarrego. Bem próximo ao seu tronco são arriadas as obrigações destinadas a Exu. O povo utiliza o cozimento de suas folhas como um energético desinflamatório.

clip_image053

Tiririca: Esta plantinha de escasso crescimento apresenta umas pequeninas batatas aromáticas. Estas são levadas ao fogo e, em seguida, reduzida a pó, o qual funciona como pó de mudança no ritual. Serve para desocupar casas e, colocadas em baixo da língua, desodoriza o hálito e afasta eguns.

clip_image054

Urtiga-branca: É empregada nos banhos fortes, nos de descarrego e limpeza e nos ebó de defesa. Faz parte nos assentamentos. O povo a indica contra as hemorragias pulmonares e brônquicas.

clip_image055

Urtiga Vermelha: Participa em quase todas as preparações do ritual, pois entra nos banhos fortes, de descarrego e limpeza. É axé dos assentamentos de Exu e utilizada nos ebó de defesa. Esta planta socada e reduzida a pó, produz um pó benfazejo. O povo indica o cozimento das raízes e folhas em chá como diurético.

clip_image056

Vassourinha de Botão: Muito empregada nos sacudimentos pessoais e domiciliares. Não possui uso na medicina popular.

clip_image057

Vassourinha de Relógio: Ela somente participa nos sacudimentos domiciliares. Não possui uso na medicina caseira.

clip_image058

Xiquexique: Participa nos banhos fortes, de limpeza ou descarrego. São axé nos assentamentos de Exu e circundam os ebó de defesa. O povo indica esta erva para os males dos rins.

 Caatinga -  Raso da Catarina - BA, cactos, Rio S. Francisco, Baixa do Chico

Estarei atualizando todas as ervas e o uso medicinal, assim como, os fundamentos, nomes das ervas em yoruba para poder cantar as ervas dos Orixás (Santos), se gostou divulgue!
Artigos populares
Culto afro brasileiro
Site Criado para divulgar a religião do Candomblé e a Umbanda, falando sobre Orixás, Entidades, Caboclos, Ifá, Cultura Afro-brasileira, para que os seguidores de nossa tão linda religião cada vez mais se enrriqueça de sabedoria e cultura. Axé para Todos!!!

Licença Creative Commons
Obra de divulgação, não deve ser comercializada de nenhuma forma. Não é permitido copiar artigos do blog sem a devida autorização do autor.

back to top