Jogo de Búzios

Postado por: Ebomi at 12:16 0 Comentários
Todos acreditamos que a cultura dos jogos de búzios nasceu na África, porém a cultura é turca, e quando os turcos invadiram a África levaram com eles os búzios e os africanos acabaram por dominar a técnica e a usam para falar com os Orixás.

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Outros irão dizer que a estrela da manhã contou a Orunmilá que havia descoberto que todos os segredos da criação estavam em uma concha de caramujo, dentro de um vaso entre as pernas Obatalá.
O fato é que este jogo é considerado um oráculo, e através dele podemos falar diretamente com os nossos Orixás.

No Brasil durante o período de escravidão o jogo se espalhou juntamente com o Candomblé.

A pratica do jogo


Aqui no Brasil o jogo é feito por Pais ou Mães de Santo, devidamente preparados para isto, têm sua mediunidade muito apurada e conseguem ler através dos búzios as questões relacionadas aos consulentes.

Geralmente em terreiros de Candomblé, a Umbanda não faz uso dos búzios mas há centros em que os pais da casa “se fizeram” no Candomblé, e por isto acabam jogando para seus filhos ou consulentes.
São 16 búzios, e uma mesa, mesa está preparada para a leitura do Oráculo, trata-se de uma peneira conhecida como urupema e o fio de contas ou guias que são chamados de erindilogun, um adjá que é uma espécie de sino, um otá, vela branca, fios de conta ou guias de Oxalá e Oxum, obis, coco de ifá, arobô, favas e suas sementes e imã.

Quem comanda o jogo de Búzios?


O Orixá que comanda o jogo de Búzios é Exu, no candomblé Exu é Orixá, mensageiro dos Orixás é Ele que permite através dos búzios as respostas das perguntas feitas.

Em um jogo conseguimos descobrir muitas coisas, de quem somos filhos, alias a confirmação dos Orixás de Cabeça no Candomblé se dá através do jogo, podemos ainda descobrir se fizeram alguma magia ou mal contra nós, se estamos com os caminhos fechados e porque, e a cada jogada um Orixá responde, em um jogo podemos ter mais de um Orixá respondendo as questões formuladas pelos consulentes.

Antes de começar o jogo, os pais ou mães de santos, rezam para todos os Orixás e vão falando com eles enquanto arremessam os búzios na mesa, considera-se que a forma como os búzios caem, a disposição na mesa, é por intervenção dos Orixás.

Quando falamos sobre amor por exemplo, quem pode vir responder é a Mamãe Oxum ou uma Pomba-gira, depende de quem está ali para responder naquele momento.

A combinação dos búzios abertos ou fechados, é que dá a resposta e indica quem está respondendo.

· Abertos com a parte da abertura dos búzios para cima
· Fechados com a parte da abertura dos búzios para baixo

Vale lembrar que cada Pai ou Mãe de Santo tem sua forma de ler, porém, os resultados não podem ser diferentes, ou seja em um jogo caiu:
0
2 búzios abertos
14 búzios fechados

Quem está respondendo neste caso é Ibeji e Obaluaiê, dependendo da questão pode ser alegria ou doença.

Outra leitura:

11 búzios abertos
5 búzios fechados

Quem responde é Iansã, eu pode ser momento de grande sorte ou não, o que vai depender da fase em que está o consulente, na fase positiva quer dizer muita sorte, mediunidade aguçada, vidência e questões comerciais.

Outra leitura:

9 búzios abertos
7 búzios fechados

Quem responde é Mãe Iemanjá e Oia, o que quer dizer que poderá haver perdas e desgostos se o consulente não estiver equilibrado.

No geral quando se joga búzios, podemos ter várias respostas para vários assuntos, às vezes o jogo se fecha e o pai ou mãe de santo, não conseguem ver nada, isto é um sinal de que os Orixás ainda não tem o que responder sobre aquela questão ou o jogo para aquele consulente este fechado por um tempo, é só tentando a consulta novamente é que saberá se já aberto ou não.

Durante um jogo de búzios o consulente não precisa dizer nada, as questões vão sendo reveladas por Ifá ( Orixá da Sabedoria e Destino) e Exu, a cada arremesso dos búzios uma questão é revelada e sua forma de resolve-la também, sem que haja a necessidade do consulente perguntar qualquer coisa, mas ele pode perguntar se quiser, nada o impede. Este oráculo ainda será muito usado durante muito tempo, precisamos apenas de pessoas serias e comprometidas com os Orixás para continuar com a missão de ajudar o outro.

Orixá Xango venceu a Guerra

Postado por: Ebomi at 12:57 1 Commentario

Orixá Xangô venceu a guerra, como conta a lenda que os chefes inimigos que haviam ordenado o massacre dos soldados de Xangô foram dizimados por um raio que Xangô disparou no auge da fúria.

Mas os soldados inimigos que sobreviveram foram poupados por Sangô. A partir daí, o senso de justiça de Xangô foi admirado e cantado por todos.

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Através dos séculos, os orixás e os homens têm recorrido ao Orixá Xangô para resolver todo tipo de pendência, julgar as discordâncias e administrar justiça.

Xangô era filho de Oraniã. Em suas viagens, Oraniã passou por Empê, em território t Elempê, o rei, ofereceu-lhe a filha em casamento, uma princesa de nome Iamassê.

Dessa união nasceu o Orixá Xangô.


Orixá Xangô foi criado na terra de sua mãe.



Desde menino Shangô não escondia o temperamento forte e já comandava um exército de brinquedo.
Fazia traquinagens e amedrontava os habitantes do lugar. Crescido, Xangô partiu em busca de aventuras.

Levou consigo seu oxé, o machado de duas lâminas, e um saco de couro onde guardava seus segredos:

o poder de cuspir fogo e lançar as pedras de raio, o poder de lançar edum ará.
Xangô visitou a cidade e o povo de Cossô, mas em Kossô os habitantes não o quiseram como rei,
por causa de seu caráter intranquilo.

Magoado com a rejeição, Xangô usou de seus poderes e castigou com crueldade o povo de Cossô.
Com trovões e pedras de raio Xangô atacou a cidade e logo a população caiu a seus pés, rogando clemência:

"Kabiyesi Xangô, Kawô Kabiyesi Obá Kossô".

"Viva Sua Majestade Xangô, Rei de Cossô."

A cidade se rendia e a coroa lhe oferecia.

Xangô foi feito rei e realizou grandes obras.

Por seu governo justo, nunca foi esquecido o grande Obá Cossô. Todos os seus súditos o aclamavam:


"Kabiyesi Xangô, Kawô Kabiyesi Obá Kossô".


Assim termina mais uma uma lenda onde Orixá Xangô venceu a guerra.


Xangô usa vários nomes para escapar de lemanjá

Postado por: Ebomi at 11:23 0 Comentários
Conta a lenda que Xangô usa vários nomes para escapar de lemanjá, pois Xangô teve muitas mulheres e com as muitas mulheres teve muitos filhos (omo).

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Cada filho que Shangô fazia, ele deixava com Yemanjá para criar, Iyemanjá criava os filhos que Xangô fazia com as muitas mulheres que ele tinha. E lemanjá não conseguia nunca ver Xangô, pois ele deixava com ela a criança e ia embora, ia para longe de lemanjá.

Então lemanjá se pôs a procurar Xangô. Por toda parte, cidade, aldeia, ia lemanjá à procura de Xangô.

Mas em cada lugar Xangô usava um nome diferente e assim lemanjá não conseguia encontrá-lo.
Aqui chamava-se Badé, além, Obakossô, mais adiante, Gonocô.

Mas, como lemanjá perguntava sempre pelo nome Xangô, nunca ninguém dava notícias dele, pois Shangô sempre usava outros nomes.

Finalmente, depois de tanta procura, um dia Iemanjá o encontrou e nunca mais deixou que ele fugisse dela e Yemanjá casou-se com Xangô.

Veja mais histórias sobre Xangô e Yemanjá:


A Roda de Xangô – Completa com Áudio e Escrita: Os Orixás


Quem é Aganju Solá?


Xangô rouba a mulher de Ogum Yansã


Orixá Xangô o irmão mais jovem de Obaluaiê


Exu causa o conflito entre Yemanjá - Oyá e Oxum


Yemanjá é violentada por Seu Filho Bara Exú


Se você gostou das história destes orixás Xangô e Yemanjá, então compartilhe a cultura de nossa linda religião.

Exú leva os homens ao oráculo de Ifá (jogo)

Postado por: Ebomi at 13:48 1 Commentario
Exú leva aos homens ooráculo de lfá (jogo de ifá), em épocas remotas os deuses passaram fome. Às vezes, por longos períodos, eles não recebiam bastante comida de seus filhos que viviam na Terra. Os deuses cada vez mais se indispunham uns com os outros e lutavam entre si guerras assombrosas.
Os descendentes dos deuses não pensavam mais neles e os deuses se perguntavam o que poderiam fazer.

Elegua - Exu - eshu - Esu - elebara

Como ser novamente alimentados pelos homens?

Os homens não faziam mais oferendas e os deuses tinham fome. Sem a proteção dos deuses, a desgraça tinha se abatido sobre a Terra e os homens viviam doentes, pobres, infelizes. Um dia Exú pegou a estrada e foi em busca de solução, Exú foi até Iemanjá em busca de algo que pudesse recuperar a boa vontade dos homens, Iemanjá lhe disse:

"Nada conseguirás, Xapanâ já tentou afligir os homens com doenças, mas eles não vieram lhe oferecer sacrifícios".

Iemanjá disse:

"Exú matará todos os homens, mas eles não lhe darão o que comer. Xangô já lançou muitos raios e já matou muitos homens, mas eles nem se preocupam com ele. Então é melhor que procures solução noutra direção. Os homens não têm medo de morrer. Em vez de ameaça-los com a morte, mostra a eles alguma coisa que seja tão boa que eles sintam vontade de têm-la. E que, para tanto, desejem continuar vivos".

Exú retomou o seu caminho e foi procurar Orungã. Orungã lhe disse:

"Eu sei por que vieste. Os dezesseis deuses têm fome. É preciso dar aos homens alguma coisa de que eles gostem, alguma coisa que os satisfaça. Eu conheço algo que pode fazer isso.  É uma grande coisa que é feita com dezesseis caroços de dendê. Arranja os cocos da palmeira e entenda seu significado.  Assim poderás reconquistar os homens".

Exú foi ao local onde havia palmeiras I e conseguiu ganhar dos macacos dezesseis cocos.
Exú pensou e pensou, mas não atinava I no que fazer com eles.

Os macacos então lhe disseram:

"Exú, não sabes o que fazer com os dezesseis cocos de palmeira? Vai andando pelo mundo I e em cada lugar pergunta o que significam esses cocos de palmeira. Deves ir a dezesseis lugares para saber o que significam esses cocos de palmeira. Em cada um desses lugares recolherás dezesseis odus. Recolherás dezesseis histórias, dezesseis oráculos. Cada história tem a sua sabedoria, conselhos que podem ajudar os homens. Vai juntando os odus e ao final de um ano terás aprendido o suficiente. Aprenderás dezesseis vezes dezesseis odus. Então volta para onde vivem os deuses. Ensina aos homens o que terás aprendido e os homens irão cuidar de Exú de novo".

Exú fez o que lhe foi dito e retomou ao Orum, o Céu dos orixás. Exú mostrou aos deuses os Odus que havia aprendido e os deuses disseram:

"Isso é muito bom".

Os deuses, então, ensinaram o novo saber, aos seus descendentes, os homens. Os homens então puderam saber todos os dias os desígnios dos deuses e os acontecimentos do porvir. Quando jogavam os dezesseis cocos de dendê e interpretavam o odu que eles indicavam, sabiam da grande quantidade de mal que havia no futuro.

Eles aprenderam a fazer sacrifícios aos orixás para afastar os males que os ameaçavam. Eles recomeçaram a sacrificar animais e a cozinhar suas carnes para os deuses. Os orixás estavam satisfeitos e felizes.

Foi assim que Exú trouxe aos homens o Ifá

Quem é Aganju Solá?

Postado por: Ebomi at 11:50 0 Comentários

Quem é Aganjú Sola?


Quem é Aganjú Solá? (também escrito Aggayú) é um Orixá e representa na natureza dentro do vulcão magma da terra. Ele também representa as forças e energias da imensa força de um terremoto da natureza um lava rubor de vulcões intensamente circulam ascendente superfície do subterrâneo para a força que faz o universo e a terra nele. É a equipe do Osha e particularmente de Obatalá. Viva na corrente do rio. No humano é representado por um barqueiro no rio.

agayu

Aggayú Solá é também o orixá dos desertos da terra seca e dos rios enfurecidos. É o gigante do OshaOrisha do fogo do caráter belicoso e zangado. É o pessoal de Obbatala (Obatalá). Confuso em alguns casos com Aganjú o 6º Alafín de Òyó.

Seu culto vem de Arará e Fon. Seu nome vem do Yorùbá Aginjù Solá (Aginjù: deserto - So: voz - Àlá: Cover), literalmente "Aquele que cobre o deserto com sua voz". Existem várias maneiras de coroar este orixá. Pode ser feito diretamente Aggayu ou pode-se coroar Xangô ou Oshún a isto se chama Shangó com ouro para Aggayú ou Oxum com ouro para Aggayú . Coroá-lo diretamente é algo de origem Arará, enquanto a tradição Lucumí é mais sobre fazer ouro, embora isso tenha mudado e o que é recomendado é perguntar a Orunmila o que é melhor para o futuro iyawó.

Se for colocado na cabeceira, seu Ota principal é piramidal e deve permanecer amarrado sob o rio por um período de 9 dias. Seu número é 9 e seus múltiplos. Sua cor é vermelho escuro e branco ou 9 cores, exceto preto. É comparado em sincretismo com San Cristóvão (25 de julho). Ele Saluda Aggayú Solá Kinigua Ogge Ibba Eloni!

Família de Aganjú Sola.

Filho de Oroiña  é considerado por alguns como o pai de Xangô e Orungán.

Diloggún em Aganjú Sola.

No diloggún fala por Osá Meji (99).

Ferramentas Aganjú Sola.


Seu receptáculo é uma bacia de argila ou uma bacia de madeira pintada com suas nove cores. Seus atributos são o Oché (machado bípede vermelho e branco adornado com cores amarelas e azuis) 9 instrumentos de combate, 2 bois, 9 companheiros, uma mão de caracóis e uma bengala. Sua Elekes são marrons (cacau), ele Matipó, talão de turquesa (azul) vermelho e às vezes amarelo ou verde, outros inventar imprensando 8 contas amarelas, 9 vermelho e um branco.

Oferendass para Aganjú Solá.

Você é oferecido frutos de todos os tipos de beringelas, chips de milho torrado, melaço de cana, sementes de canário e biscoitos com manteiga de corojo. Ele é imolado bode, galo, pintada, jicotea e pombos. Suas ovelhas são Bledo punzó, atiponlá, moco de turvo, baría, platanillo de Cuba, salsaparrilha, paraíso, álamo, jobo, curujey e mar pacífico. Objetos de poder de Aggayú Solá.

Um machado de duas cabeças e uma varinha. Fatos de Aggayú Solá. Aggayu dá longos passos e levanta os pés bem alto como se estivesse andando sobre obstáculos. Ao mesmo tempo, ele maneja o ar com seu oche. Ele gosta de carregar crianças nos ombros.

 

Coronar Aggayú Solá. Kari-Osha.


Para coroar (se iniciar neste Orixá) este Osha/Orixá deve ter recebido antes do guerreiro orixás. Então, durante a coroação, os seguintes Oshas e Orishas devem ser recebidos.
Elegguá, Oggun, Obbatalá, Oke, Yemayá, Shangó, Ogué, Oshún e Aggayú.

 

Características do Omo Aganjú Sola.


As caracteristicas dos filhos de Aganju, são violentos, irascível e irritado e fisicamente muito forte. Eles são sensíveis e amam ternura. Eles amam as crianças e são presas fáceis para as mulheres com uma aparência frágil porque amam proteger os fracos.

 

Patakíes de Aganjú Solá. (lendas)


Aggayu o rei – Aganjú o Rei.


Xangô estava proclamando para todos os povos da terra, mas nunca poderia se aproximar de uma terra que trovejava e tremia e estava sempre coberta por gases incandescentes. Ele estava ansioso para entrar naquela terra para proclamar a religião de Osha.

Em seguida, ele foi para casa para Orunmila onde esta o viu suportar Obara e quadro ebbo que era para levá-lo para o banco de um rio, Xangô fez tudo como dirigido Orunmila e quando foi foi encontrado com Elegba, que depois de saudar eles tem para falar e Elegba disse Xangô que, após o rio tinha um vale fértil onde havia uma cidade em que as pessoas que viviam ali não tinha noção fixa de que eles tinham, porque eles estavam distraídos, qualquer que seja o assunto a ser tratado e o rei daquele lugar falou aos sujeitos de longe para não serem vistos.

Shango ficou intrigado e perguntou a Elegba (Exú)  como é possível que um povo tenha um rei, a quem não conhece nem vê. Xangô decidiu ir ver aquele rei e Elegba disse-lhe que o rei foi à tarde para a margem do rio para se refrescar e que havia uma pessoa Oshun esperando por ele e ele sabia onde ele morava.

Ao anoitecer Xangô chegou ao rio e logo para estar lá ouviu um barulho alto, como um estrondo e viu uma mulher correndo da margem oposta do rio, pouco depois viu chegar um homem muito grande, que mergulhou imediatamente para remover a fumaça que estava em cima e a mulher esperou que ela viesse à superfície do rio e começou a derramar água sobre sua cabeça para refrescá-la.

Xangô, que estava observando tudo, começou a gritar para que eles o vissem e, quando ele olhou para ele, perguntaram o que ele queria e Xangô respondeu, passando por cima do rio. Aganjú que era aquele rei puxou uma palma e usando isto como uma vara cruzou Xangô de um banco a outro, depois de cruzar isto as apresentações relevantes aconteceram, e eles perguntaram a Xangô novamente o que ele quis para o que ele respondeu que ele quisesse Conheça sua cidade.

Xangô foi até a aldeia e observou que seus habitantes estavam se comportando sem controle e viu como Aggayu não se aproximava de nenhum deles. Quando Shango perguntou, por causa dessa atitude do povo, Aganjú disse a ele: venha para minha casa e você saberá e é assim que Shango observou que Aggayu viveu no vulcão.

AGGAYU ficou surpreso ao ver Xangô andando na lava sem queima e pediu que, como não queimar, Xangô disse: Eu sou o único filho de iyamese e agora eu quero corrigir o seu povo, porque eu vi que um dos seus filhos eles podem falar com você diretamente, mas outros quando se aproximam de você estão chateados. AGGAYU, Xangô e Oxum, fizeram um pacto para que Xangô e Oxum têm o mesmo direito para acomodar o chefe dos filhos de Aganjú , contanto que eles não podiam falar diretamente.

Quem é Exú Caveira? Umbanda é axé!

Postado por: Ebomi at 19:53 0 Comentários
Quem é Exú Caveira? Exu caveira, Tata Caveira, João Caveira,  pertence a uma legião de espíritos que atua na falange de Omolu/Obaluaiê tendo como característica o processo de desenlace da memória carnal dos desencarnados.

Atuam nos cemitérios, nos hospitais preparando os portais que levarão essa alma para os próximos planos de existência. Nem sempre vem com essa aparência “encaveirada”, muito menos se apresenta com foice, o que lembraria a figura mitológica da “MORTE”.

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Exú Caveira é esse espírito dispõe de várias roupagens fluídicas e as vezes se apresenta em forma de caveira simplesmente para retratar que todos nós de fato SOMOS caveiras ENCARNADAS( recobertas de carne) e portanto isso não justificaria um medo de nossa própria identidade física real, pois como bem diz o mentor supremo da Umbanda , nosso Caboclo das Sete Encruzilhadas, a morte nos nivela por iguais e vemos que na vida espiritual não temos sexo, raça, cor dos cabelos ou olhos. Todos somos inicialmente CAVEIRAS caminhando para a transcendência.

Quem é Exú Caveira? (O mistério)

Muito já se ouviu falar sobre esse poderoso guardião, mas sempre todos os textos que se referem a ele vêm recobertos de muita mística e pouco significado. Muitos são os médiuns que ainda sentem estranheza e medo dessa manifestação quando ela deveria ser acompanhada do entendimento da magia e da firmeza desse poderoso exu.

AS MANIFESTAÇÕES EM SEUS MÉDIUNS:


Essas manifestações são sempre acompanhadas de bastante peso no corpo e intensa atividade dos chakras que determinam a intensidade do fluxo energético circulando e estabelecendo as conexões que permitirão uma plena comunicação entre o espirito e o médium comunicante. Alguns trejeitos como mãos em forma de caveira, rostos transfigurados apenas refletem de início o próprio medo do médium e a sua tentativa de entender e traduzir aquela manifestação, que por vezes pode causar no consulente um certo espanto, mas as consultas com esse grande mestre são sempre muito tranquilas e acompanhadas de grande sabedoria em suas mensagens, o mesmo incorpora em médiuns tanto da Umbanda, quanto do Candomblé que tem é traçado.

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TODOS NÓS SOMOS CAVEIRAS!


Portanto irmãos, todos nós temos um laço, um vinculo muito intimo com essa entidade, mesmo que não tenhamos a honra de sermos seus veículos, porque eles nos trazem a certeza da passagem desse plano para outros em condição de igualdade dos seres, uma grande mensagem de humildade e a confirmação de que existe VIDA após A MORTE DA CARNE. Associar esse espírito ao negativo, como qualquer outro guardião é um EQUIVOCO pois eles como todos os outros EXUS recebem autorização superior para vir trabalhar na caridade pelos seus assistidos e desfazer todos os processos de baixa magia que venham a atingir seus protegidos.

LAROYE EXU CAVEIRA! Umbanda é Axé!

Exú Caveira: Os melhores pontos!


Adoxu: O que é e sua importância na Iniciação

Postado por: Ebomi at 13:41 0 Comentários
Na Iniciação (de santo) Òsù (adoxé, Adoxu) é um amalgamado de substâncias secretas, algumas in-natura, outras secas, algumas torradas mas tudo isto reduzidos a pó, este conhecido como iye. Ele serve de veículo para transmitir o axé do Orixá a ser consagrado no futuro iniciado dentro do Candomblé de Nação (culto ao Orixá).

O òsù será formado pelos elementos constitutivos e carrega não somente o àse mas a individualização de cada Orixá, sendo assim há uma expressiva diferença entre os òsù, cada qual leva suas substâncias distintas e específicas, ou seja, um diferente do outro. É a preparação mística de uma base apta a receber o Òrìsà. Tutelar quando ele manifestar-se no iniciado. Para que possa veicular o àse pretendido, deve ser consagrado ritualisticamente em um odo (almofariz/pilão) devidamente preparado para este tipo de cerimônia.

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O almofariz, onde os remédios e elementos sagrados são triturados é considerado um objeto sagrado feito apenas com determinados tipos de madeira. Simboliza as duas forças fundamentais: o almofariz representa o pólo feminino , enquanto o pilão representa o pólo masculino. O que se obtém destes dois é o terceiro elemento "O elemento criado, o elemento procriado". O ritual para o preparo do òsù, onde são recitados a cerimônia adúrà (rezas) são de competência única e exclusiva dos Babalòrìsà, Ìyálòrìsà , Ìyálàse e Òsùpin.

Em determinado estágio da iniciação, a Ìyálàse transfere esta massa do almofariz e a fixa em formato cônico, sobre o crânio raspado do noviço, mais especificamente em um pequeno corte ritualístico denominado de gbéré, por intermédio de um ciclo ritual que culmina quando esta profere algumas palavras, afim de consagrar o òsù.

Estas palavras são conhecidas como ofò. Uma vez sacralizado corretamente e por quem de direito, o òsù fortalece o àse do Orixá consagrado no iniciado e este passa ser chamado de Adòsù. O denominação Adosu (Adoxu) , resulta na forma contraída das palavras: A – dá – òsù, o que poderíamos interpretar como: "Aquele que carrega o òsù" ou "O Portador do òsù".

De suma importante lembrar, que a gramática Yoruba na prática de sua linguagem é comum usar o sinal diacrítico o "apóstrofo". Consiste em que, se numa mesma frase a palavra termina com uma vogal e a palavra seguinte começa com uma vogal, uma destas duas vogais sofre supressão, então duas ou mais palavras tornam-se apenas uma.

O Adósù é um símbolo de submissão ao grande Aláàfin (o soberano da cidade de Òyó). Os seus seguidores, portam este tufo de cabelo, que situa-se no alto da cabeça para que todos possam visualizar, o mesmo ocorre com os iniciados que carregam este símbolo para que sejam reconhecidos como os seguidores e submissos de Sàngó em território Yorùbá, sabe-se que é um dos símbolos mais importantes e sagrados para os iniciados desta divindade, origem Yorùbá.

O mesmo simbolo é usado em algumas religiões da cultura Afro-brasileira.

Mais sobre o Adósù. (Adoxu)


A galinha de Angola, chamada Etun ou Konkém no Candomblé; ela é o maior símbolo de individualização e representa a própria iniciação. A Etun é adoxu (adosú), ou seja, é feita nos mistérios do Orisá. Ela já nasce com Esù, por isso se relaciona com o começo e com o fim, com a vida e a morte, por isso está no Bori e no Asésê.

Lenda sobre Oxum e a galinha d’angola

>> Oxum inicia o primeiro ser humano

Olofin ou Olofi é a terceira manifestação de Olodumare

Postado por: Ebomi at 10:12 1 Commentario
Olofin ou Olofi é a terceira manifestação de Olodumare,  Olófín em yorubá (dono do palácio). Seu palácio é o céu e sua corte real, os Orishas (orixas), ​​Olofin é aquele que está em contato indireto com os homens através dos Orixás, ele é quem dirige e supervisiona seu trabalho.

Nada pode ser alcançado sem sua mediação, ele vive aposentado e raramente desce ao mundo como energia. Olofin é quem distribuiu o Axé para cada Orixá (sua relação com as energias da natureza) e tem os segredos da criação.

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Olofin permitiu que ele descesse à terra para Orunla (Orunmila) como um profeta, ele pode usar todos os orixás, mas para evitar a morte ele usa Osun. É recebido em Ifá. Aquele que estabeleceu sua fundação não pode fazer nada sem primeiro atender a ele. Seu ashe e contato direto com os homens é reservado para pouquíssimos sacerdotes.

Patakies de Olofin:  Lenda


Quando o mundo só era habitado pelos orixás e pelos homens criados por Obatalá, eles viajavam do Céu para a Terra sem nenhum obstáculo. Um dia, um casal subiu ao palácio de Olofin para pedir a ascensão da procriação, depois de muito pensar que o criador concordou, mas com a condição de que a criança não ultrapassasse os limites de ayé, a Terra. O casamento concordou. Meses depois, a criança nasceu, que estava crescendo sob a supervisão de pais que toleravam todos os seus sentimentos ruins.

Um dia ele caminhou secretamente pelo país e chegou ao espaço de Orun, o Paraíso. Lá ele zombou dos orixás, fez todo tipo de malícia e não respeitou os que o repreendiam. Olofin, observando o que estava acontecendo, pegou sua equipe e lançou-a com tanta força que Orun foi separado de Layé (terra) pela atmosfera que se espalhava entre eles. A partir desse dia, os homens perderam a possibilidade de subir ao palácio do Criador (Deus).

 Mais sobre Olofin:


Quem é Olofin?

As Mães de Obaluaiê: Yemanjá e Nanã

Postado por: Ebomi at 11:06 0 Comentários

As mães de Obaluiaê são Nanã e Yemanjá, sendo a primeira biológica e a outra de criação. Orisa Obaluaiê é filho de Oxalá e Nanã, nasceu com a doença de chagas, uma doença de pele que fedia e causava medo aos outros, sua mãe Orixá Nanã morria de medo da varíola, que já havia matado muita gente no mundo. Por esse motivo Nanã, o abandonou na beira do mar.


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Ao sair em seu passeio pelas areias que cercavam o seu reino, Iemanjá encontrou um cesto contendo uma criança. Reconhecendo-a como sendo filho de Nanã, pegou-a em seus braços e a criou como seu filho em seus seios lacrimosos.

O tempo foi passando e a criança cresceu e tornou um grande guerreiro, feiticeiro e caçador. Se cobria com palha da costa, não para esconder as chagas com a qual nasceu, e sim porque seu corpo brilhava como a luz do sol.

Um dia Iemanjá chamou Nanã e apresentou-a a seu filho Xapanã, dizendo: Xapanã, meu filho receba Nanã sua mãe de sangue. Nanã, este é Xapanã nosso filho. E assim Nanã foi perdoada por Obaluaiê e este passou a conviver com suas duas mães.

Sua festa típica é o Olubajé, no site tem o xirê completo do banquete do Rei, sua comida preferida é o Oduburu (adimu) (pipoca), o seu dia da semana é a segunda-feira, suas contas são preto com branco, ou vermelho coral rajado com branco e preto, o mês comemorativo de Obaluaiê é Agosto.
Sua saudação é Atotô!!! aqui o Oriqui de Obaluaiê completo.



Lendas completas de Obaluaiê:



>> Obaluaiê morre e é ressuscitado a pedido de Oxum


>> Obaluaê quem é este Orixá?


>>Sapatá é proibido de viver junto com os outros orixás


>> Obaluaiê tem as feridas transformadas em pipoca por Yansã


>> As rezas do Olubajé Obaluaiê - Com Audio e Tradução


>> Sapata esquece de trazer agua para a Terra: Xapanã

Orixá Iemanjá: Arquetipos e Lenda

Postado por: Ebomi at 12:12 2 Comentarios
Orixá Iemanjá Mãe da maioria dos Orixás, dona dos mares, protetora dos pescadores e marinheiros. Orixá Iemanjá que gera o movimento das águas, Deusa da pérola, senhora dos lares, que traz paz e harmonia para toda a família.

Dona do pensamento, por isso é a ela que recorremos para solucionar problemas de depressão e de instabilidade emocional. Apesar de os preceitos tradicionais relacionarem tanto Oxum quanto Iemanjá à função da maternidade, pode estabelecer-se uma distinção nesses conceitos.

Oxum é a mãe no sentido de fecundação, gestação e criação do bebê. Enquanto este não aprende nenhuma língua, enquanto seus mecanismos de personalidade não estão definidos. Iemanjá, por sua vez, é mãe daí por diante, é a função de maternidade enquanto educação. É a mãe do jovem e do adulto, a figura materna que acompanha um ser humano por toda vida.



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Lenda sobre Iemanjá:


Orixá Iemanjá era casada com Oduduá com quem tinha dez filhos Orixás. Por amamenta-los, ficou com seios enormes. Impaciente e cansada de morar na cidade de ifé, ela saiu em rumo oeste, e conheceu o Rei Okerê. Logo se apaixonaram e casaram-se. Envergonhada de seus seios, Iemanjá pediu ao esposo que nunca a ridiculariza-se por isso.Ele concordou; porem, um dia, embriagou-se e começou a gracejar sobre os enormes seios da esposa. Entristecida, Iemanjá fugiu.

Durante a fuga, ela caiu quebrando um pote que continha uma poção, que seu pai lhe deu a para casos de perigo. A poção transformou-a num rio cujo leito seguia em direção ao mar. Ante o ocorrido, Okerê, que não queria perder a esposa, transformou-se numa montanha para barrar o curso das águas. Yemanjá pediu ajuda ao filho Xangô, e este, comum raio, partiu a montanha no meio; o rio seguiu para o oceano e, dessa forma, a Orixá tornou-se a Rainha do mar.

Arquétipos dos filhos do Orixá Iemanjá:


Os filhos de Iemanjá (omó orixás) são pessoas voluntariosas, fortes, rigorosas, protetoras, altivas e,algumas vezes impetuosas e arrogantes; tem o sentido da hierarquia, faze-se respeitar e são justas, mas formais; põem à prova as amizades que lhes são devotadas, custam muito a perdoar uma ofensa e, se a perdoam, não a esquecem jamais. Preocupam-se com os outros, são maternais e sérias. Sem possuírem a vaidade de Oxum, gostam do luxo, das joias caras. Tem tendência à vida suntuosa mesmo se as possibilidades do cotidiano não lhes permitem tanto.

Características Positivas dos filhos de Iemanjá: Seus filhos são dotados de franqueza, alegria, desconfiança, sabedoria e competência. Decididos, honestos e corretos. Inteligentes, criativos. São pessoas que gostam do trabalho e dedicam-se inteiramente à família.

Características Negativas dos filhos de Yemanjá: Demasiadamente exigentes, quando com raiva, destroem uma pessoa com um simples olhar. Quando ofendidas perdoam, mas jamais esquecem. Cruéis e egoístas, são do tipo donos da verdade. Dramáticos e fatalistas, se irritam facilmente.

Características de Iemanjá Orixá:


  1. Saudação: Omio Odô Iyá : Mãe das aguas do Rio!
  2. Dia do ano: 02 de fevereiro
  3. Dia da Semana de Iemanjá: Sábado, Sexta-feira
  4. Flor: Hortênsia,palma azul, rosa azul
  5. Comida: Canjica branca, peixe
  6. Doce: Merengue, doce de côco
  7. Animal de estimação: Marisco
  8. Função: Mudança de pensamento, união, abafamento
  9. Número: 08
  10. Cor: Azul claro
  11. Ferramentas: Âncora,leme, peixe, estrela do mar, pérola, conchas, moedas, búzios
  12. Frutas: Melancia,uva dedo-de-dama, pêra
  13. Ervas: Malva,alfazema
  14. Legumes: Alface,cebola, salsa, chuchu
 Iemanjá possui culto ao Orixá no Candomblé, Santeria cubana (lukumi – osha Ifá) e também é cultuada na Umbanda.

Oyá inventa o ritual funerário do Axexê

Postado por: Ebomi at 19:23 0 Comentários

Conta o pataki que Oyá/Yansã inventa o ritual funerário do Axexê, vivia em terras de Ketu um caçador chamado Odulecê. Era o líder de todos os caçadores. Ele tomou por sua filha uma menina nascida em Irá, que por seus modos espertos e ligeiros era conhecida por Oyá (Yansã).

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Oyá (Iansã) tornou-se logo a predileta do velho caçador, conquistando um lugar de destaque naquele povo. Lias um dia a morte levou Odulecê, deixando Orixá Oyá muito triste.

A jovem pensou numa forma de homenagear o seu pai adotivo. Reuniu todos os instrumentos de caça de Odulecê e enrolou-os num pano. Também preparou todas as iguarias que ele tanto gostava de saborear.

Dançou e cantou por sete dias, espalhando por toda parte, com seu vento, o seu canto, fazendo com que se reunissem no local todos os caçadores da terra.

Na sétima noite, acompanhada dos caçadores, Orishá Oyá embrenhou-se mata adentro e depositou ao pé de uma árvore sagrada os pertences de Odulecê.

Olorun, que tudo via, emocionou-se com o gesto de Orisá Oyá e deu-lhe o poder de ser a guia dos mortos no caminho do Orun. Transformou Odulecê em orixá e Yansã na mãe dos espaços dos espíritos.

“Seu espírito levado ao Orun (céu) por Oyá.”


Desde então todo aquele que morre tem seu espírito levado ao Orun (céu) por Oyá.
Antes, porém, deve ser homenageado por seus entes queridos, numa festa com comidas, cantos e danças. Nasceu assim o funerário ritual do axexê.

Leia mais sobre Oyá e o Ritual do Axexê:


O Axexê – Triste, porém necessário


Axexê Ritual ao Morto


Oyá transforma-se em bufálo e Ogum encanta-se com ela


Exu causa o conflito entre Yemanjá - Oyá e Oxum

Os nove filhos de Oyá/Yansã

Postado por: Ebomi at 13:32 0 Comentários
Quem são os nove filhos de Oyá/ Yansã? Orixá de personalidade forte, conhecida por seu ritmo acelerado (Agueré de Oyá), orixá bastante conhecido e adorado no Candomblé, possui culto na Umbanda, sendo que não é o Orixá e na Santeria cubana (Osha Ifá, Lukumi). 

Para se cultuar Oyá é imprescindível saber que, por se tratar de um orixá complexa, esta divindade possui nove filhos segundo a mitologia Yoruba. Sendo assim, esses filhos representam, dentro do culto à Oyá, forças ocultas dessa guerreira, eles são os guardiões do seu axé, e cada um deles possui uma função diferenciada em relação à sua mãe.


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De acordo com diversas mitologias de origem yoruba, Orixá Oyá teve nove filhos com Ogum, segundo alguns historiadores esses filhos seriam de Xangô. Portanto, o importante é saber a existência desses filhos e que eles representam forças complementares no culto à Oyá.
 

Desses nove filhos de Oyá, oito nasceram mudos e o último nasceu um Egum e graças aos sacrifícios recomendados por Ifá, nasceu com o poder de falar, porém sua voz é estranha e “sobrenatural”, chamada Segí.


Os nove filhos de Oyá/ Yansã são:


Imalegã – Nasceu no primeiro dia da tempestade, Eboykó, arrancado do ventre de Oyá pelas YàMí (deusas da fertilidade), e foi envolvido por abanos. Este filho representa o Afèfé (vento).
 

Iorugã – Foi envolvido com palha seca e alimenta-se com talos de bananeira. Este filho representa a vaidade de Oyá e é seu preferido.
     
Akugã  - Nasceu no terceiro dia da tempestade e foi criado nas touceiras do bambuzal. Representa a própria rebeldia de Oiá.
 

Urugã – Alimenta-se das folhas de bananeira, esconde-se na floresta. Representa a determinação e a capacidade de concentração de Oyá.
 

Omorugã – Alimenta-se do pó de bambu que está caído no chão. Vive no milharal. Representa a capacidade de observação e raciocínio de Oyá.
 

Demó – Oyá cobriu-o de lama para saber os segredos de seus inimigos. Representa  a agilidade de Oiá.
 

Reigá   - Acompanha os mortos e ronda os cemitérios. Vive escondido nas velhas árvores dos cemitérios e ronda as sepulturas. Representa o lado vingativo de Oyá/Iansã.
 

Heigá  - É violento e vive perseguindo o ori do ser humano. Representa o lado devastador de Oyá.
 

Egun Gun – Se apossa do ser humano, lhes propiciando desatinos e desgraças. Representa o lado guerreiro de Oyá, o combate contra os inimigos. 

Leia mais sobre Oyá/Yansã:


Rezacom tradução em vídeo Yansã:


As Características Dos Filhos De Yansã


Oferenda de Oyá (Yansã) para se obter vitórias


Exu causa o conflito entre Yemanjá - Oyá e Oxum

Obaluaiê morre e é ressuscitado a pedido de Oxum

Postado por: Ebomi at 23:45 0 Comentários
Obaluaiê era um orixá/orisha muito mulherengo, um galanteador incansável, um conquistador contumaz. Mas era um homem sem disciplina e não obedecia a mando algum que fosse.

Durante o período de um rito, Orunmilá advertiu que todos se abstivessem de sexo, também Orixá Obaluaê Mas ele não cumpriu a interdição. Pensava estar acima dos euós, dos tabus.

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Naquela mesma noite possuiu uma de suas mulheres.  Na manhã seguinte Obaluaê tinha o corpo coberto de chagas As mulheres de Obaluayiê foram à casa de Orunmilá e lhe pediram que intercedesse junto a Olofim-Olodumare para que ele desse o perdão a Obaluaiê.

O grande rei não concedeu o perdão. Obaluaê morreu.
Orunmilá não se deu por vencido. Espalhou o mel de Oxum em todo o palácio de Olofim e Olofim ficou deliciado com a oferenda.

Quem havia despejado tal iguaria em sua casa?, perguntou Olofim a Orunmilá. Havia sido uma mulher, foi a resposta. Olofin mandou chamar todas as  mulheres.

A última a chegar foi Oxum e ela confirmou:

Sim, era dela, de Oxum, aquele doce e farto mel. Olofim pediu-lhe mais doçura, mais mel. Para isso tinha ele convocado as mulheres.

Oxum disse que sim, que lhe daria o mel, tanto quanto ele quisesse, mas tinha também o seu pedido:
Olofim devia ressuscitar Obaluaiê (Omolu). Olofim aceitou a condição de Oxum. Mas Obaluaiê viveu para sempre com o corpo em chagas. Esse castigo Olofim não retirou.

Mais Sobre Obaluaiê/ Omolu / Xapanã:


As filhas de Yewá - Omo Ewá

Postado por: Ebomi at 14:11 3 Comentarios
As filhas de Yewá (Omos de Yewá), os regidos deste orixá possuem a capacidade de lidar com espíritos e têm a sensibilidade e preocupação com o bem-estar das pessoas que amam. Uma característica marcante de Ewá é não subir a cabeça de homens sendo um orixá feito somente em filhas de santo mulheres.

Algumas vezes vemos Ewá representada de forma confusa como uma parte feminina de Oxumarê ou sua amante, mas é sua irmã. Sua personalidade difere da de seu irmão, pois Ewá é indiscreta, expansiva, gosta de falar muito e tem uma personalidade instável.

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OS FILHOS DE EWÁ (YEWÁ)


Os filhos de Yewá (Ewá) são  encantadores, tagarelas, inquietos, não sabem ceder, são temperamentais, tentam ser o centro das atenções e impacientes.

Elas são extremamente metódicas e racionais, costumam traçar uma meta para tudo, como são conservadoras acabam sofrendo com a rotina auto-imposta.

São trabalhadoras e guerreiras, não fogem da luta são companheiras e ótimas esposas.

São pessoas altamente influenciáveis, que agem conforme o ambiente e as pessoas que as cercam, assim, podem ser contidas damas da alta sociedade quando o ambiente requisitar ou mulheres populares, falantes e alegres em lugares menos sofisticados. As filhas de Ewá São vivas e atentas, mas sua atenção está canalizada para determinadas pessoas ou ocasiões, o que as leva a desligar-se do resto das coisas. Isso aponta certa distração e dificuldades de concentração, especialmente em atividades escolares.

As omos Yewa (as Filhas) são mulheres lindas, encantadoras, sensíveis, tranquilas e adaptáveis, com muita iniciativa e adoram a leitura e apenas se entregam quando loucamente apaixonadas.
Devido a sua vaidade e meiguice são muito confundidas com a omos Oxus e pelo seu lado guerreiro com as de Oya.

Devido a sua tendência a dualidade tem inclinação a gostar de jogos, apego a tudo que for bonito e caro, adoram elogios e galanteios.

As filhas de Yewá/Ewá no amor:



As filhas de Ewá são vivas e atentas,  luxo e o amor livre são coisas que a filha de Yewa quer na vida, assim geralmente são fascinadas pelas joias, e pelas roupas caras, e pelas aventuras e badalações, o que poderá ser difícil de sustentar e aceitar num relacionamento amoroso. Para firmar-se com uma filha do orixá Yewa você deverá entender que ela é muito independente, livre, e gosta de ficar sozinha as vezes. Se aceitar isso terá uma grande companheira na vida.

Este orixá possui culto no em Ifá, Santeria, Candomblé, já na Umbanda não existe entidade que seja parecida com a mesma.

Orixá Oxóssi mata a mãe com uma flechada

Postado por: Ebomi at 23:06 2 Comentarios
Conta a história que Orixá Oxóssi mata a mãe com uma flechada, Olodumare chamou Orumilá e o incumbiu de trazer-lhe uma codorna. Orunla explicou-lhe as dificuldades de se caçar codorna e rogou-lhe que lhe desse outra missão.

Contrariado, Olodumare foi reticente na resposta e Orunmilá partiu mundo afora a fim de saciar a vontade do seu Senhor. Orunmilá embrenhou-se em todos os cantos da Terra. Passou por muitas dificuldades, andou por povos distantes. Muitas vezes foi motivo de deboche e negativas acerca do que pretendia conseguir.

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Já desistindo do intento e resignado a receber de Olodumare o castigo que por certo merecia, Orunmilá se pôs no caminho de volta. Estava cansado e decepcionado consigo mesmo. Entrou por um atalho e ouviu o som de cânticos. A cada passo, Orunmilá sentia suas forças se renovando. Sentia que algo de novo ocorreria.

Chegou a um povoado onde os tambores tocavam louvores a Xangô, Yemanjá, Oxum e Obatalá. No meio da roda, bailava uma linda rainha. Era Oxum, que acompanhava com sua dança toda aquela celebração. Bailando a seu lado estava um jovem corpulento e viril. Era Oxóssi, o grande caçador.
Orunmilá apresentou-se e disse da sua vontade I de falar com aquele caçador.

Todos se curvaram perante sua autoridade e trataram de trazer Oxóssi à sua presença. O velho adivinho dirigiu-se ao Orixá Oxóssi (qualidade de Oxossi) e disse que Olodumare o havia encarregado de conseguir uma codorna.
Seria esta, agora, a missão do Orixá Oxóssi.

Oxóssi ficou lisonjeado com a honrosa tarefa e prometeu trazer a caça na manhã seguinte. Assim ficou combinado.  Na manhã seguinte, Orunmilá se dirigiu à casa de Oxóssi. Para sua surpresa, o caçador apareceu na porta irado e assustado, dizendo que lhe haviam roubado a caça.

Oxóssi, desorientado, perguntou à sua mãe sobre a codorna, e ela respondeu com ares de desprezo, dizendo que não estava interessada naquilo. Orunmilá exigiu que Oxóssi lhe trouxesse outra codorna, senão não receberia o axé de Olodumare.

Oxóssi caçou outra codorna, guardando-a no embornal, Procurou Orunlá e ambos dirigiram-se ao palácio de Olodumare no Orun (os céus). Entregaram a codorna ao Senhor do Mundo. De soslaio Olodumare olhou para Orixá Oxóssi e, estendendo seu braço direito, fez dele o Rei dos Caçadores.

Agradecido a Olodumare e agarrado a seu arco, Oxóssi disparou uma flecha ao azar e disse que aquela deveria ser cravada no coração de quem havia roubado a primeira codorna Oxóssi desceu à Terra. Ao chegar em casa encontrou a mãe morta com uma flecha cravada no peito.

Desesperado, pôs-se a gritar e por um bom tempo ficou de joelhos inconformado com seu ato. Negou, dali em diante, o título que recebera de Olodumare.

Orixá Oxossi, linhagem dos Odé (caçador), sua saudação é Okê arô! Rei da nação Ketu do candomblé, as cores de seus colares (contas, delogum) são azuis claro, possui culto no Candomblé, Santeria (Osha Ifá), já na Umbanda não tem Orixá, e sim um falangeiro (egum de luz).

Como fazer a Cabala: Calculo dos Odu de Ifá pela data de Nascimento

Postado por: Ebomi at 21:26 42 Comentarios
Como fazer o calculo do Odu (cabala) pela data de nascimento, os Odu Ifá que regem nossa data de nascimento explicado e com os seus significados, Orixás, números da sorte, personalidade entre outros.

Os religiosos do Candomblé, Ifá, Umbanda, santeria, e simpatizantes podem fazer esta metodologia, pois é preciso apenas ver o vídeo, e depois do calculo analisar os Odu de sua cabala.

No momento em que nascemos, logo que respiramos pela primeira vez, todas as energias do Universo Material e Imaterial se ligam ao nosso corpo físico. Nesse momento é formada um vibração divina, um padrão de energias Divinas, Astrais e Numerológicas que são particulares, intransferíveis e atemporais.

19 Explicação

Esse padrão é único para cada indivíduo e nesse momento absoluto, a pessoa tem traçado o seu Odú, termo que em, Yorubá, siginifica “caminho” ou “destino”.

Existem, na África e em outros  países que cultuam os Orixás e que procedem o jogo de Ifá,  utilizando vários e inúmeros Odús, mas tradicionalmente, aqui no Brasil, estabilizou-se dezesseis Odús. Visto dessa forma, a Cabala individual é formada, composta de 05 Odús, todos associados e resultantes da data de nascimento.

Quatro desses Odús são referentes à sua vida material e um, referente a seu caminho espiritual.
Os Odús sintetizam o potencial de cada indivíduo, seus talentos, suas limitações, a forma de agir e reagir com o seu meio. São eles que indicam traços fortes e pontos vulneráveis. Quando os conhecemos, podemos  lidar  melhor com eles e viver bem com a gente e com os outros, pois um Odú, não pode ser trocado, apenas lapidado.

1- Tome cinco pontos de partida a data de nascimento da pessoa e trace num papel, quatro linha horizontais cortadas ao meio por uma linha vertical. Esse linha vertical irá separar os algarismos em duas colunas: Uma a esquerda e outra direita.

2- Na primeira coluna da primeira linha, escreva o primeiro digito do dia do nascimento  da pessoa e na segunda desta mesma linha e segundo digito do dia;

3- Na primeira coluna da segunda linha, escreva o primeiro digito do mês do nascimento da pessoa e na segunda coluna desta mesa linha o segundo digito do mês;

4- Na primeira coluna da terceira linha, escreva o primeiro digito do ano de nascimento da pessoa e na segunda coluna desta mesma linha o segundo dígito do ano;

5- Na primeira coluna da quinta linha, escreva o terceiro dígito do ano do nascimento da pessoa e na segunda coluna desta mesma linha o quarto dígito do ano;

Nascido em 19 de Novembro de 1987, (19/12/1987).
Exemplo da data de nascimento

6- Agora deve-se proceder a soma das algarismos das colunas:

- Coluna 1= 1 + 1+1+8 = 11
-
Coluna 2 = 9 + 1 + 9 +7 = 26

Que será na redução (26 – 2  + 6 = 8). Pois todo numero superior deve ser reduzido, somando-se todos os algarismos.

Ficando em cima o número 11 = Odu Oworin Meji

Ficando em baixo o número 8 = Odu Ejionile

Agora veja o vídeo para poder entender como se faz o resto da cabala.

7- A seguir desenha-se uma cruz e escreva nas extremidades das mesmas as palavras TESTA, FRONTE DIREITA, NUCA, FRONTE ESQUERDA (este desenho representará os pontos da cabeça da pessoa conforme o modelo abaixo:

O vídeo Explicando o Passo a Passo:


 

Os 16 Odu Meji (meye) de Ifá


1 – Okaran 2 – Ejioko 3 – Etá Ogundá 4 – Iorossun
5 – Oxê 6 – Obará   7 – Odi
8 – Ejinile
9 – Ossá 10 – Ofum  11 – Oworin
12 – Ejilaxebora

  
13 – Ejiolobon  14 - Iká 15 – Obeteogunda 16 – Alafia

Vale ressaltar que este não é seu odu definitivo, pois para tirar um Odu dado por Olofin (Deus), só pode mediante iniciação como Awofakan (homem) ou Apetebi (mulher).

Oxum Opará tem inveja de Yansã (Oyá)

Postado por: Ebomi at 21:10 1 Commentario
Como conta a história (lenda) o Orixá Oxum Opará tem inveja de Yansã (Oyá) e vivia Oxum no palácio em Ijimu, passava os dias no seu quarto olhando seus espelhos.

Eram conchas polidas onde apreciava sua imagem bela. Um dia saiu Oxum do quarto e deixou a porta aberta. Sua irmã Oiá entrou no aposento, extasiou-se com aquele mundo de espelhos, viu-se neles. As conchas fizeram espantosa revelação a Oiá. Ela era linda! A mais bela! A mais bonita de todas as mulheres!

Oxum opara - Oya - Yansã - Oxun - oshun

Oyá descobriu sua beleza nos espelhos de Oxum. Oiá se encantou, mas também se assustou: era ela mais bonita que Oxum, a Bela. Tão feliz ficou que contou do seu achado a todo mundo.
E Oxum Opará remoeu amarga inveja, já não era a mais bonita das mulheres.
Vingou-se.

Um dia foi à casa de Egungun(espíritos) e lhe roubou o espelho, o espelho que só mostra a morte, a imagem horrível de tudo o que é feio. Pôs o espelho do Espectro no quarto de Oiá e esperou. Iansã entrou no quarto, deu-se conta do objeto.

Oxum trancou Oiá pelo- lado de fora. Oiá olhou no espelho e se desesperou. Tentou fugir, impossível. Estava presa com sua terrível imagem. Correu pelo quarto em desespero. Atirou-se no chão.
Bateu com a cabeça nas paredes.Não logrou escapar nem do quarto nem da visão tenebrosa da feiura. Oyá (Yansã) enlouqueceu.

Oiá deixou este mundo. Oxalá, que a tudo assistia, repreendeu Opará e transformou Yansã em orixá. Decidiu que a imagem de Oiá nunca seria esquecida por Oxum. Obatalá (Oxalá) condenou Opará a se vestir para sempre com as cores usadas por Oiá, levando nas jóias e nas armas de guerreira o mesmo metal empregado pela irmã.

Nomes destes Orixás em diversas culturas: Oxum

Oxum (Candomblé), Oshun (santeria), Osun (Yoruba);
Qualidades (caminhos): Opará, Ijimu, Yepondá, Carê, entre outras.

Quem é Olodumare / Olorun dentro da Religiao Yoruba/Ifá?

Postado por: Ebomi at 14:29 0 Comentários
Quem é Olodumare/  Olorun, Olofin dentro da religião orisha, santeria, Ifá, Candomblé? Os africanos não são tão intelectualmente pobre como a falta de uma concepção sofisticada do Ser Supremo. Tal Ser reconhecido e dado uma privilegiada posição ou status em suas religiões. Esses estudiosos também identificaram alguns dos atributos do Ser Supremo, nas religiões africanas indígenas.

Alguns desses atributos têm sido muito semelhantes aos projetados nas compreensões religiosas cristãs do Ser Supremo – onipotência, onipresença, onisciência, bondade, divindade, criador, etc.

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Na tradicional religião yorùbá Ifá e nas afro descentes, o Ser Supremo é Olódùmarè que vive numa dimensão "paralela" a nossa, conhecida por Òrun (céu, espaço). Por isso também aclamado de Olorun, Senhor do Òrun, é o Criador do Òrun e do Àiyé (terra, mundo material), o universo conhecido e ou ainda desconhecido por nós. É o Ser Superior e Criador dos Òrìsà e do Homem.

Ele é o Ser Supremo que estabeleceu a existência e o Universo.

Olodumaré: O SUPREMO



Apoiar a necessidade de sua pesquisa em Yorubá crenças no Ser Supremo, Bolaji Idowu (estudioso) diz:

Em todos os trabalhos anteriores que tenham relevância para a religião dos Yorubá, a Divindade foi atribuído um lugar que faz dele remota, de pouca importância no esquema das coisas. Muito poucas pessoas que realmente sabem o Yoruba pode escapar da incômoda sensação de que há algo inadequado, para dizer o mínimo, sobre tal noção, e é a “sensação desagradável” que me levou a investigação do que os Yorubá acredita realmente sobre a divindade.

Tal concepção equivocada do Ser Supremo entre os Yoruba é consoante com a atitude geral do colonialista europeu que, por ignorância, ridicularizou a cultura, costume, religião, organização política, ciência, comércio, etc, o chamado povos “primitivos” do mundo. Tal atitude facilmente desculpas e justifica suas ações na subjugação e forte apropriação das colônias.

Certamente, um povo que supõe o Ser Supremo, a ser um pouco “maior” do que qualquer outro ser, ou coloca-lo “primeiro entre iguais” deve ser inferior a essas pessoas que colocam Deus acima e além do nível de outros seres totalmente  . Essas pessoas precisam de ajuda, pois o nativo diz que ele tem uma vida de ociosidade completa e repouso, e passa seu tempo cochilando ou dormindo. Como ele é muito preguiçoso ou muito indiferente a exercer qualquer controlo sobre os assuntos terrenos, o homem ao seu lado não perde tempo em que se esforça para propiciar-lhe, mas reserva a sua adoração e sacrifício para os agentes mais ativos.

E, como Parrinder diz, de uma forma bastante ambivalente que exibe sua confusão e o dilema do erudito teólogo estrangeira:

Politeístas que justificam a sua adoração a deuses menores, quando pressionado, pode referir-se ao afastamento do céu ou pelo menos as demandas mais urgentes dos outros deuses.

. Quando os estudiosos teólogos africanos discutir os atributos de Deus entre os africanos, eles ignoram o problema do mal. Os atributos que atribuímos a Olodumaré são, que ele é o criador, o rei onipotente, onisciente, juiz, imortal e santo . Num outro trabalho, Olódùmarè é único, real, e um controlador . De acordo com Mbiti, Deus (Olodumare) para além dos atributos listados , tem outros atributos, como transcendência, imanência, auto-existência, preeminência, grandeza, poderes causais, imaterialidade, mistério, unidade, eternidade, a pluralidade, a misericórdia , bondade, amor, fidelidade e bondade .

Todos esses atributos, quando co-presente no Ser Supremo, ao máximo, gerar o problema do mal em qualquer religião. Este problema tem-se mantido a um canceroso na religião judaico-cristã (pós Antigo Testamento) e tem sido a fonte de ateísmo truculento, ceticismo e agnosticismo. Vamos examinar brevemente este problema, uma vez que surge na religião cristã e perguntar se este problema é igualmente ou até mesmo sempre presente no entendimento Yoruba de Deus (Olodumare).


O problema filosófico teísta DO MAL

 


O problema teísta do mal podem ser devidamente apreciados se apreende a importação da seguinte passagem de Quinn. Das religiões teístas, ele diz:

De acordo com os teístas, as pessoas humanas são chamados a adorar a Deus. Teístas geralmente afirmam que sua reverência e adoração são as respostas adequadas a ele. Este ponto de vista pressupõe que Deus merece ou merece adoração. Se um ser não fosse digno de adoração, então certamente adorar dirigido a tal ser seria amplamente inadequada. Mas que características deve um objeto de culto sendo que a montagem e merecedor?

Parece claro que só um ser moralmente perfeito poderia ser digno de devoção incondicional típico de adoração teísta. Bondade moral aquém da perfeição pode ganhar um ser admiração, mas nunca adoração. É por isso que é essencial para a ortodoxia teísta que Deus ser pensado como perfeitamente bom .

No entanto, a afirmação da existência muitas vezes surgiram de diversas orientações cognitivas e fontes sincretizado em um critério epistêmico absoluta. Para apoiar a posição de que Deus existe, alguns poderiam apresentar revelação – de que Deus revelou a Si mesmo em diferentes graus apropriados às circunstâncias a certas pessoas como Moisés, Maomé, e o escritor do Apocalipse na Bíblia Sagrada, alguns outros afirmam conhecimento do numinoso por intuição direta do mais íntimo do seu ser, alguns vão alegar razões morais para sustentar tal conhecimento, alguns outros vão usar a natureza do cosmos para apoiar a sua afirmação epistêmica, enquanto outros ainda afirmam que o conhecimento por um salto de fé.

Qualquer que seja o método de descoberta cognitiva Deus é chegado dentro de todas as formas de teísmo, alguns atributos são considerados intrínsecos à sua natureza a merecer a devoção e adoração sublime e inigualável.

Se Deus é onipotente, onisciente, criador (causa prima ou prima Causa)

Todo-amoroso, todo-bom, todo-misericordioso, então como podemos explicar o mal?

Será que Deus causa o mal?


Se Deus não faz mal, depois que ele faz?

Quem criou esta causa do mal?

Foi o criador de tudo sabe, o passado, o presente eo futuro do mal?

Ou, na verdade, é Deus todo-bom, todo-amoroso e todo-poderoso, mas incapaz de parar o mal – o que é um absurdo?

Ou então, que Deus não deseja parar o mal?

Este é o dilema que o teísta tem que encarar de frente! Cristianismo e outras religiões monoteístas, conceituada desta forma, não parece ter qualquer maneira fácil de escapar um dos chifres do dilema ou de passar entre eles. Se optar por dizer que Deus não criou o mal, então ele teria que seguir lá também existe o mal no mundo, o que é obviamente falso, a menos que redefinir nossos conceitos, ou que alguém mal criados, o que significa que Deus não criar tudo. Mesmo com essa ressalva, ainda haveria o problema de explicar quem criou o criador do mal – ou então, o mal é auto-causado, que é igualmente convincente. Se optar por dizer que Deus não queria erradicar o mal, então isso poderia significar tanto Ele não tem o poder de fazê-lo, ou ele é sádico e malévolo, as opções que são totalmente inaceitáveis ​​para o teísta. Há, em seguida, parece não haver forma de fugir do problema sem que nenhum redefinição e limitando os atributos da divindade ou tornar-se um ateu, ou, pelo menos, um agnóstico.

O problema do mal em Yorubá filosofia da religião

 

É puramente uma questão acadêmica para começar por dizer que os povos iorubás têm muitas divindades através do qual cada grupo abordagem Olodumare segue-se que não se pode falar de uma religião tradicional Yoruba. Tal linha de raciocínio só vai ajudar a diminuir a tarefa crucial de compreensão de como o Yoruba conceber o mal antes do cristianismo. Na medida em que é racionalmente possível, deve-se afirmar enfaticamente que o problema do mal não fez, não faz, e não precisa surgir dentro Yoruba (Ifá) religião tradicional. Na verdade, esta afirmação axiomática inicial precisa de toda a ênfase que pode provocar, apesar de todos os esforços para mostrar o contrário, só esta conclusão parece ser a única plausível e defensável.

Olodumare tem todos os atributos que Idowu, Mbiti, Awolalu, Dopamu, e outros estudiosos têm anotado teológicas, isto é, Olodumare é a origem do universo e na língua do Anselm, Ele é o Ser que nada maior pode ser concebido.

Vamos considerar alguns desses atributos, particularmente aqueles que têm gerado o dilema de como explicar o mal no cristianismo. Neste sentido, devem ser concisas e expor os fatos como eles foram apresentados por outros estudiosos e como encontrado em Yoruba religião tradicional.

(A) Olodumare é o Criador,


causa e origem de todas as coisas:

 



Aqui Idowu diz:

. . . temos aprendido que as divindades foram trazidos à existência por Olodumare e que o trabalho de criar a Terra foi encomendado por ele. Tudo no céu e na terra deve a sua origem n’Ele. Na sua qualidade de Criador Ele é conhecido como Eleda – “o Criador”, “o Criador”. Ele é a origem eo doador da vida, e em que a capacidade Ele é chamado de Elemi – “o proprietário do Espírito”, ou “o dono da vida” .

A evidência de que Olodumare é o criador de tudo o que é exibido em praticamente todas as contas da relação entre Olodumare e do Universo. Onde Ele não causar ou criar diretamente, Ele instruiu as divindades para criar e Ele supervisionou o trabalho de criação. Então, Ele criou tanto o bom eo ruim, o bem-formado e deformado, a estação chuvosa ea seca. Por meio dele deve ser buscada a causa de todas as coisas. E tudo o que existe tem uma razão de ser e pode ser entendido e usado pelos homens pensantes e talentoso como os herbalistas e medicina.

(B) Olodumare é o ser mais poderoso para quem nada é grande demais ou pequeno demais, ou Abaixo Além de realizar:

Aqui os poderes de obas, ancestrais anciãos, bruxas, ervanários, curandeiros, divindades, etc, são todos derivados de Olodumare e são limitados e restringível por ele. É esta característica que transmuta na linguagem da patrística e escolástica igreja homens para o conceito de onipotência, e isso não pode ser discutido com, uma vez que o Yoruba, obviamente, acreditam que tudo de bom e ruim ter sua origem a partir de Olodumare.

Aqui, como na criatividade de Olodumare, não se deve se surpreender que o bem eo mal estão todos no controle e dispensação de Olodumare. Em última análise, cada um uso adequado ou uso indevido de tal poder está sujeito a pronunciamento final, de Olodumare de julgamento. Seus caminhos são tais que os malfeitores não escapar da punição.

(C) O conhecimento de Olodumare é incomparável e,
portanto, não tem igual:

 


Tendo evitado o uso da dicção clássica e neo-clássica de onipotência, também é aconselhável para evitar a nomenclatura da onisciência na descrição do conhecimento mais abrangente e sabedoria da Divindade Suprema entre os povos Yoruba.

Isto não é porque ele tem embutido dificuldades conceituais e gera dilemas. Não há como contestar o fato de que Olodumare tem o maior conhecimento. No entanto, o fato de que algumas coisas acontecem “por trás de suas costas” ou “sem a Sua consciência direta” foi confirmada nos aspectos práticos da criação, manutenção e funcionamento do universo, aqui, ali e em toda parte, incluindo até mesmo o domínio de Olodumare (Orun ou o céu). Ele recorreu ao uso de Orunmila e Ifa, os sábios e os meios de discernir a situação das coisas do passado, presente e futuro.

Esta sugestão relativa à limitação do conhecimento de Olodumare pode parecer ser o mais aberto a controvérsia entre aqueles muito usado para a tradição anterior originada por Idowu e aprimorada pela polinização cruzada da religião. Assim, é pertinente reforçar-lo com exemplos concretos a partir de materiais existentes na tradição iorubá.

Em obras de Idowu encontra-se: (i) a conta de como terra sólida foi criado relatou o comissionamento de algumas divindades para executar o trabalho, como alguém falhou e como, finalmente, a tarefa foi completada por terceiros e do relatório teve que ser levado de volta a Olodumaré . (Ii) Olodumare uma vez consultou o oráculo para saber sobre sua possível morte e ouvimos esta passagem Ifa dizendo:

Korofo, o culto do clandestino É o que consultou o oráculo sobre Olodumare e declarou que sua morte nunca seria ouvido falar.

Outro diz:

Olodumare tem coçou a cabeça com pó da-madeira (Iyerosun)

Ele nunca vai morrer (Sua) cabeça inteira se tornou extremamente respeitável.

Todos estes são registrados em Ogbe (O) Yeku por Idowu. As traduções inglesas fornecidas por ele não parece ser o mais adequado ou a mais exata e fiel.

A segunda linha da primeira Ifa citado fala como se não fosse Olodumare que o próprio consultados Korofo, o sacerdote de Ifá do clandestino, mas Korofo que fez a consulta, sem qualquer pedido, cerca de Olodumare.

Além disso, o segundo fala do oráculo como o apoio à imortalidade de Olodumare. No entanto, corretamente entendida, será óbvio que era Olodumare que consultou seus sábios.

Na mesma linha Òkànràn Osa diz:


O jovem nunca ouvi esse tecido está morto, tecido só usa velho em pedaços.
O velho nunca ouvi esse pano está morto, tecido só usa velho em pedaços;
O jovem nunca ouvir que Olodumare está morto, tecido só usa velho em pedaços;
O velho nunca ouvir que Olodumare está morto
tecido só usa velho em pedaços.


(D) Olodumare é o Bom Juiz: 



Na religião iorubá tradicional muitos atributos são coincidentes na bondade de Olodumare. Estes incluem a imparcialidade do julgamento, onde o caso é levado perante Ele. Ele escuta atentamente para ambos os lados. Outros são santidade e benevolência.

Deus dispensa a justiça com imparcialidade compassivo, mas ele não ribeiro desonestidade ou esperteza pretensioso. À medida que o Supremo Rei, depois de Sua corte não há nenhum outro tribunal de recurso para corrigir os erros, por esta razão Ele não toma decisões arbitrárias que entram em conflito com os ditames da justiça.


ÈSÙ (Eshu, Exú, Eleguá) E Olodumaré:

 


O entendimento usual e interpretação de Exu é  uma das principais divindades entre os povos Yoruba. De acordo com Idowu (estudioso):

. . . Esu é essencialmente um “oficial especial de relações” entre o céu e a terra, o inspetor-geral que informa regularmente Olodumaré sobre as ações das divindades e os homens, e verifica e faz relatórios de certeza sobre a exatidão de culto em geral, e sacrifícios em particular.

Isto mostra claramente que como uma divindade capaz de fazer seus deveres como cobrados por Olodumare, Esu ocupa uma posição de destaque entre as divindades. Ele descarrega essas funções sem medo ou favor. Assim, Esu é um bom ministro de Deus. Ele é o aplicador que garante que devida recompensa e punição resulta em nenhuma ação. Ele é, portanto, cortejada e até subornado. Quando essas aberturas não conseguem mitigar a punição, Eshu é, então, dado um nome ruim.

A tradição mostra que Èxù é um amigo indispensável de todas as outras divindades e um intermediário entre Orun e Aye. Onde, então, é a equivalência que o Yoruba Èsù é Satanás?


ORIKI (reza, Oro, Louvação):


Iba Olodumare , Oba Ajiki ajige . Ogege Agbakiyegun . Okitibiri Oba ti nap ojo iku da.
Respeite para o útero da criação, o primeiro monarca da Mensageiros , a alta Pai dos antepassados, o governante , que nunca enfrentou a morte .

Atere k'aiye , Awusikatu , Oba A Joko birikitikale , Alaburkuke Ajimukutuwe , , Ogiribajigbo, Oba ti o fi imole se aso bora, Oludare ati Oluforigi, Adimula, Olofin aiye ati Orun.

O Espírito da Terra. Louvamos seus nomes modelado luz alabanza. VOCE para criar todas as coisas.
A fun wen ake wen, Owenwen ake bi ala.

Mistério Proprietário da Natureza , cujas palavras são a lei da criação.

Olofa ahipa aladas Oba para dake Dajo ouro.

 Guardião dos Mistérios do desconhecido. A fonte de todos os chefes de Criação.

Awosu Sekan . Oba ajuwape alaba alase lori ohun gbogbo.

Luz Divina sempre seja louvado na Floresta Sagrada.

 Araba nla ti nmi igbo kijikiji.

O rei de todas as formas de consciência na Terra . Em primeiro lugar entre os imortais do Céus.
Ati akiku Oyigiyigi Nigbo Oba Oba , Oba atenile forigbeji , Awamaridi Olugbhun mime A Orun .
O Espírito das Manifestações e Rei dos reis .

Ela funfun gbo o Oba toto bi aro, pamupamu digijigi ekun awon aseke. Awimayehun Olu ipa Oba Airi. Arinu rode Olumoran okan.

Você é a mesma criação , este é o seu trabalho, e, portanto, recebe os elogios de seus filhos. Você é o único que distribui bênçãos no Céu e na Terra.

Abowo gbogbogbo ti yo omo re. Ninu ogin aiye ati Orun. Iba to – to – to. Asè.
Pai Celestial , nós oferecemos todo o nosso respeito.

Eu O SAÚDO!.

O que é um Babalawo? Babalawo é pai do segredo,sacerdote de Ifá.

Ogum repudia Oyá por causa de Xangô

Postado por: Ebomi at 14:09 1 Commentario
Conta a lenda/iton que Ogum repudia Oyá por causa de Xangô. Orixá Ogum vivia com Oyá, um dia seu irmão Xangô foi visitá-lo e, na casa de Ogum, Xangô deparou com sua bela mulher. Voltou para casa atormentado pela beleza que vira. Desejou Oyá ardentemente.

Não desistia da ideia de possuir a mulher do seu irmão. Xangô voltou à casa de Ogum dizendo-se doente, nem conseguia se alimentar.

ogum - ogun - oggun - orisa - orixá - orisha - candomble - umbanda

Ogum acudiu-o e pediu-lhe que ensinasse a Oyá (Yansã) o preparo de seu prato predileto, o amalá, que sem dúvida saciaria sua fome e o curaria.

Oiá preparou o amalá conforme ensinado.

Antes de comê-lo, Xangô pediu a Oiá que acrescentasse um pó, advertindo-a contudo que não provasse da comida. Xangô comeu com gula e saciou a fome.

A proibição deixou Oiá muito curiosa. No dia seguinte, Iansã fez novamente a comida, mas desta vez não resistiu e provou dela. Disse a Xangô não ter sentido nada especial.

Xangô entregou-lhe o pó para acrescentar. O pó tinha o poder de botar labaredas pela boca.  Oiá pôs o pó no amalá e comeu dele.

Ogum repudia Oyá


Desde então Oiá tem o poder de botar fogo pela boca. Ogum, ao ver sua mulher cuspindo fogo, repudiou Yansã e a entregou a Xangô,  Xangô cinicamente recusou a oferta. Ogum insistiu para que levasse Oiá dali.

Xangô tinha enganado Ogum. Xangô levou Oiá para casa, feliz com sua vitória.
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